novembro 2006


O horário de verão no Brasil é definido (diferentemente) ano a ano e, em função disso, todo ano muitos administradores de sistemas de hardware e software por aqui têm que configurar manualmente o novo período no Brasil toda vez que sai o decreto anual.

Se o brasileiro já está “acostumado” com este horário de verão errante, isso nunca foi realidade para muitos países que têm a regra de horário de verão fixa, o que faz bastante sentido já que o verão também tem data fixa!

Os Estados Unidos, por exemplo, têm desde 1966 a Lei do Tempo Uniforme (Uniform Time Act) que definiu o horário de verão (em inglês daylight saving time – DST) no país iniciando às 02:00 (horário local) do último domingo de abril e terminando às 02:00 do último domingo de outubro. Em 1986, uma emenda ampliou o período de forma a iniciar no primeiro domingo de abril a partir de 1987. Desde então, a regra é seguida por todos os estados americanos, exceto o Arizona, e facilita a vida de todo mundo.

Ano que vem entrará em vigor outra mudança nos EUA. A Lei de Política de Energia de 2005 (Energy Policy Act) ampliou a regra de horário de verão americana em quatro semanas, passando a avançar os relógios em uma hora no segundo domingo de março (para aproveitar mais três semanas de claridade), e retornando uma hora no primeiro domingo de novembro (para incluir também a noite do Halloween), a partir de 2007.

Note, porém, que mesmo nas mudanças os americanos demonstraram planejamento, cautela e respeito. A primeira alteração da emenda de 1986 deu um ano de prazo para iniciar a vigência. Esta segunda, de 2005, definiu as novas datas com quase 2 anos de antecedência, um prazo mais que razoável para que provedores e usuários de produtos e serviços envolvendo/afetados de alguma forma pelo horário de verão consigam as adaptações e preparativos necessários. Assim, os americanos não devem sentir o mesmo transtorno anual dos brasileiros.

Um exemplo de adaptação ocorreu na Máquina Virtual Java (JVM) da Sun, que atualizou em seus JDK (1.3 em diante) a tabela de horário de verão usado para os cálculos de data e horário na linguagem Java de acordo com a Lei US2007DST. Para quem não tiver como atualizar a sua versão instalada de JRE/JDK, a Sun disponibiliza alternativamente um utilitário TZupdater para a atualização dos timezones. As Sun se baseia na referência Olson time zone database, publicamente disponível em nih.gov (FTP).

Para saber mais:

O Submarino e Americanas.com, as duas maiores empresas de comércio eletrônico de varejo no Brasil, anunciaram sua fusão nesta quinta-feira, dia 23.

As lojas virtuais Submarino e a Americanas.com já tinham origem comum, a GP Investimentos. Agora, juntam forças numa operação bilionária. O Acordo de Fusão da Americanas.com e do Submarino forma uma nova sociedade aberta, a B2W – Companhia Global de Varejo, com Lojas Americanas detendo 53,25% das ações representativas do capital social, e os acionistas de Submarino, 46,75%. Novo gigante do comércio eletrônico, B2W nasce com faturamento acumulado nos nove primeiros meses deste ano de quase R$ 1,6 bilhão — R$ 563 milhões do Submarino e R$ 1 bilhão da Americanas.com.

A possibilidade de fusão entre as empresas foi discutida pela primeira vez durante o auge da crise da rede mundial, no segundo semestre de 2000, logo após o estouro da bolha nos Estados Unidos. Bem estruturadas em finanças, logística e administração, porém, as duas empresas brasileiras atravessaram bem os tempos difíceis e viram a Internet no Brasil e o mercado captado por ela crescerem continuamente até hoje.

Desde o início do mês, quando o Submarino anunciou crescimento de 69% no EBITDA e de 104% no lucro líquido para o 3º trimestre fiscal de 2006 (3T06), as ações do Submarino já haviam subido em torno de 30%, mais do triplo da média do Ibovespa. Na véspera do anúncio da fusão, os papéis do Submarino subiram 4,8% e ações preferenciais das Lojas Americanas (donas da Americanas.com) saltaram 3,81%.

Para saber mais:

Tem circulado na Internet uma mensagem de boato falso, sem autor identificado, criticando um suposto benefício em imposto de renda da Rede Globo com o programa Criança Esperança. Os registros mais antigos que encontrei da mensagem são datados de 3 de novembro, em “O falácia”, e 6 de novembro, no blog “Alerta Total”.

O texto da mensagem é assim:

“Leão Esperança”
Criança Esperança – Você pagando o imposto da Rede Globo.

Quando a Rede Globo diz que a campanha Criança Esperança não gera lucro é mentira. Porque no mês de Abril do ano seguinte, ela (TV Globo) entrega o seu imposto de renda com o seguinte desconto: “Doação feita à Unicef no valor de (aqui vem o valor arrecadado no
Criança Esperança)
“.

Ou seja, a Rede Globo já desconta pelo menos 20 e tantos milhões do imposto de renda graças aos babacas que fazem as doações! Agora vai você colocar no seu imposto de renda que doou 7, 15, 30 ou mais pro Criança Esperança. Não pode, sabe por quê? Porque Criança Esperança é uma marca somente e não uma entidade beneficente. Já a doação feita com o seu dinheiro para o Unicef é aceito.

E não há crime nenhum aí, você doou à Rede Globo um dinheiro que realmente foi entregue à Unicef, porém é descontado na Receita Federal como doação da Rede Globo e não sua.

Algumas variantes ainda acrescentam:

A UNICEF tem bons propósitos e realizações interessantes no Brasil e no exterior. Visite o site www.unicef.org.br, conheça-a e faça sua doação diretamente: futurocrianca@unicef.org.

Iniciando a pesquisar o boato, não encontrei nenhum fundamento a favor da veracidade do texto, mas logo vi sim uma inconsistência:

Desde 14 de abril de 2004, a responsável técnica pela gestão dos projetos e recursos (provenientes das doações arrecadas) do Criança Esperança é a Unesco — Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura, e não a Unicef — Fundo das Nações Unidas para a Infância.

Segundo o portal Ajuda Brasil:

O Criança Esperança é um projeto da Rede Globo em parceria com a Unesco.
Rede Globo – é responsável pela campanha de divulgação e arrecadação de fundos.
Unesco – é responsável pela preparação do processo seletivo, seleção, repasse de recursos, coordenação e acompanhamento técnico dos projetos selecionados.

O boato continuou a repercutir tanto na Internet que, na edição 2007 do Criança Esperança, a Unesco e a Rede Globo resolveram fazer amplos e repetidos comunicados públicos de esclarecimento durante toda a divulgação da campanha, deixando claro que (destaques em negrito adicionados ao texto original):

1. As doações para o Criança Esperança são diretamente depositadas em conta administrada pela UNESCO, que destina esses recursos única e exclusivamente para projetos sociais implementados no Brasil. Nenhuma doação do Criança Esperança passa pela Rede Globo.

2. Por se tratar de uma agência das Nações Unidas, doações para a UNESCO não são dedutíveis no Imposto de Renda, que veta supressão de contribuições feitas a organismos internacionais. Dessa forma, é inverídica a suposição de que a Rede Globo obtém benefícios fiscais com a campanha Criança Esperança. A Rede Globo, assim como a UNESCO, não se beneficia de qualquer recurso de abatimento fiscal em função do Criança Esperança.

O boato é falso. Os fatos reais são o trabalho de mobilização da sociedade realizado com o apoio da Rede Globo e o retorno social efetivo do projeto.

A maior parte das pessoas que doa dinheiro durante a campanha massiva de divulgação da emissora dificilmente teria a iniciativa espontânea de realizar uma doação para este ou qualquer outro projeto ou instituição assistencial. As pessoas o fazem por acreditarem na seriedade do projeto e das entidades envolvidas — inclusive a própria Rede Globo, claro. A empresa investe não só na divulgação e perpetuação do projeto, mas em associar sua marca institucional à iniciativa.

O Criança Esperança já dura 20 anos e tem reconhecimento internacional. O SBT adota idéia similar em parceria com a AACD — Associação de Assistência à Criança Deficiente — no projeto Teleton, desde 1998 no Brasil.

Cabe ainda uma reflexão sobre a “filosofia barata” por trás deste boato. Soa ridícula a crença de que seria ruim ou imoral empresas terem benefícios (diretos ou indiretos) em troca de apoiar ou investir em ações sociais. As melhores empresas são as que dão lucro como retorno a seus investidores e ainda têm responsabilidade social, ou seja, geram também retorno positivo a seus colaboradores, clientes, parceiros e à sociedade em geral. É um “capitalismo saudável” e sem hipocrisia.

Várias leis brasileiras inclusive incentivam o fomento a ações socio-culturais por empresas ou pessoas físicas, oferecendo benefício fiscal para certos investimentos em ações sociais, educação, cultura e esporte. A lógica é simples: Se uma instituição (pessoa ou empresa) participa em um papel social que deveria ser suprido pelo Estado, nada mais justo que o Estado ofereça uma compensação a quem investe. Que fique claro, porém, que esta não é a situação da Rede Globo nem da Unesco como sugerido no boato, conforme comprovações apresentadas neste artigo [e em seus comentários].

Para saber mais:

A maioria dos usuários têm instalado em seu microcomputador o Flash Player da Adobe (anteriormente Macromedia), especialmente para executar as animações interativas em formato Flash, muito comuns em páginas na Internet. O Microsoft Windows já traz o plugin-in ActiveX para Internet Explorer do Adobe Flash Player versão 6 na instalação do Windows XP.

Atualmente, o Flash Player está na versão 9 (exatamente 9.0.28.0, quando este artigo foi escrito) e é distribuído gratuitamente pela Adobe, disponível para Windows e Macintosh, e compatível com todos os principais navegadores Internet. Nota: o suporte a Linux, Solaris e versões antigas do Windows (98 e NT) cessou na versão 7 e não tem evoluções.

O que muitos não sabem é que em 12 de setembro deste ano, a Adobe divulgou um alerta informando que foram identificadas múltiplas vulnerabilidades de segurança no Adobe Flash Player 8.0.24.0 e versões anteriores. O alerta classifica as falhas como críticas e recomenda a todos os usuários atualização imediata para a versão 9 mais recente. Em sistemas onde não for possível atualizar para a versão 9, está disponível uma Nota técnica sobre atualização do Flash Player, que oferece uma atualização alternativa 7r68 para download.

Em 14 de novembro, a Microsoft também alertou sobre a vulnerabilidade do Flash Player 6 distribuído com o XP Service Pack 2 e passou a oferecer download de atualização para esta versão. O alerta foi propagado no dia 15 também pelo CAIS, o Centro de Atendimento a Incidentes de Segurança mantido pela RNP Brasil. Quem já atualizou para a versão 9 mais nova do Flash Player como recomendado, porém, não precisa da atualização da Microsoft.

Sun Opens Java

Hoje é um dia histórico! Em uma iniciativa ousada, a Sun Microsystems anunciou pela manhã (9:30 PST) que tornou livre suas três implementações chave da tecnologia Java — Java Platform Standard Edition (Java SE), Java Platform Micro Edition (Java ME) e Java Platform Enterprise Edition (Java EE) — abrindo o código (open source) sob a GNU General Public License versão 2 (GPLv2), a mesma licença do GNU/Linux.

Embora fantástica, a decisão já não era grande surpresa. Há vários dias, Jonathan Schwartz já havia anunciado que a Sun estava decidida a tornar sua implementação de Java livre em breve, só estavam decidindo qual a melhor licença a usar. Até então, todo o software que a Sun tinha tornado livre, incluindo os fontes do sistema operacional Solaris 10, fora usando sua própria licença open source: CDDL (Common Development and Distribution License). No sábado, dia 11, o portal da revista JavaWorld antecipou: “É oficial: Sun tornará Java open source no dia 13″.

Ao decidir pela licença GNU GPL para as implementações Java, a Sun elimina a barreira legal/burocrática que existia impendindo que as distribuições Linux livres já contivessem instalada a excelente implementação de Máquina Virtual Java (JVM) HotSpot e o Kit de Desenvolvimento Java (JDK) da Sun.

Portanto, é um grande passo impulsionando a popularização ainda maior da tecnologia Java no mundo, em especial no ambiente Linux e na comunidade em torno do software livre. É também uma garantia extra de longevidade para a tecnologia, já que agora mesmo que a Sun deixasse Java de lado, esta pode ser perpetuada por projetos de software livre.

A tecnologia Java, contudo, sempre foi aberta. O mecanismo que determina todos os padrões de Java — nas plataformas padrão, corporativa, móvel e JavaCard — são definidas por um processo aberto, com livre participação de qualquer instituição ou indivíduo: o Java Community Process (JCP). No JCP, o único controle da Sun é o direito permanente a um voto. Além disso, há muito tempo os fontes do JDK eram abertos, disponíveis através de licenças mais restritivas, para fins de divulgação e pesquisa: Sun Community Source License (SCSL) e Java Research License (JRL).

O Apache Tomcat, software livre de contêiner Java para web, foi por muito tempo suportado ativamente pela Sun como implementação de referência das especificações Servlet e JSP. Agora, o projeto livre GlassFish tem forte suporte da Sun, que o adota como implementação de referência de toda a plataforma Java EE (5 em diante). Acrescente o IDE livre NetBeans, base para as ferramentas de desenvolvimento Java da Sun. Por fim (ufa!), não custa lembrar que as implementações de Java SE (JRE e JDK) da Sun — para Windows, Solaris e Linux — sempre estiveram disponíveis gratuitamente, embora sem livre redistribuição.

O anúncio do Java Livre foi tema da maior parte dos blogs da Sun, no portal Java.net e em sites de tecnologia do mundo todo. Destaque para a criação do projeto Open JDK, base para o desenvolvimento e evolução colaborativos dos principais componentes do JDK: HotSpot Virtual Machine (JVM) e o compilador da linguagem Java (javac).

Segundo o blog de Mark Reinhold no dia 12 — “One giant leap, two small steps” — o foco à frente para a Sun nos próximos seis meses é em dois pontos: um modelo de governança em que os engenheiros da sun ajam como mediadores (“proxies”) para colaboradores fora da Sun; e infra-estrutura, já que as ferramentas e processos específicos da Sun precisarão ser adaptados para o desenvolvimento aberto.

Os americanos podem ser supersticiosos sobre o número 13, mas é certo que este vai ser o dia ou o número de sorte para toda a enorme comunidade de desenvolvedores e fornecedores de produtos e serviços em torno da Tecnologia Java!

Para saber mais:

Em 24 de outubro, foi lançada a nova geração do navegador internet Mozilla Firefox versão 2.0, disponível para diversos sistemas operacionais (Windows, Linux, Unix, Macintosh…) e em muitos idiomas, inclusive Português do Brasil. Além de ser software livre e suportar os mais atuais padrões de HTML e XHTML, CSS, JavaScript, RSS e outras tecnologias de Internet, o Firefox é cheio de recursos de segurança, facilidade e personalização. Além disso, tem disponível uma enorme variedade de plug-ins de terceiros (igualmente livres e gratuitos) para adicionar novos recursos e facilidades. A maior parte dos plug-ins já é compatível com a nova versão 2.

Uma boa novidade da versão 2 é que ela incorpora a proteção contra fraudes (phishing), antes disponível com a Barra do Google para Firefox. Quando se navega para uma página já reportada como fraude, o Firefox intercepta o acesso, alerta e orienta o usuário, permitindo sair dali ou navegar para a página assim mesmo. Você mesmo também pode facilmente reportar que uma página se trata de fraude ainda desconhecida pela central de segurança Firefox.

Outro ótimo recurso é a verificação ortográfica automática em campos de formulário, muito útil para escrever em webmail, blog etc. Para isso, basta instalar um ou mais dicionários de verificação ortográfica, disponíveis para Português do Brasil e outros idiomas.

A navegação com abas, que o Firefox tem desde a versão 1.0 e somente agora na versão 7 o Internet Explorer terá, foi muito evoluída em facilidades e opções de preferência no Firefox 2, que agora conta nativamente com um gerenciador de sessões capaz de restaurar rapidamente todas as abas abertas previamente em uma execução anterior do programa. Antes, este recurso podia ser adicionado por plug-ins como o Tab Mix Plus.

Baixe o Firefox 2 agora, em Get Firefox, Br MozDev ou Mozilla.com.

Para quem ainda usa as versões antigas 1.5.x do navegador Firefox e do cliente de e-mail Thunderbird, em 7 de novembro foram lançadas as versões de atualização 1.5.0.8 para ambos, com correções de algumas vulnerabilidades de segurança e erros.

Para saber mais:

Crescem rapidamente as tecnologias para viabilizar a utilização prática, produtiva e estruturada de AJAX — combinação de JavaScript assíncrono com componentes XML — em aplicações Java EE na web, especialmente em conjunto com as tecnologias de páginas JavaServer Pages (JSP) e componentes JavaServer Faces (JSF).

Um bom ponto de partida no assunto é o artigo New Technologies for Ajax and Web Application Development: Project jMaki, Project Dynamic Faces, and Project Phobos, de Jennifer Ball para a Sun Developer Network (SDN) em outubro de 2006. É o primeiro de uma série de artigos introdutórios sobre novos projetos conduzidos ou apoiados pela Sun para facilitar aplicações web dinâmicas com Ajax.

O artigo destaca inicitiavas já populares como o Projeto jMaki, com suporte a JSP e JSF, e o Projeto Dynamic Faces específico para JSF, bem como o novo framework em desenvolvimento pela Sun codinome Projeto Phobos, parte do projeto de software livre GlassFish, implementação de referência Java EE 5.0.

O Projeto jMaki é um framework que provê um modelo leve para componentes reusáveis com suporte a Ajax em taglibs JSP e componentes JSF, já integrando componentes do Dojo toolkit, widgets da biblioteca Yahoo User Interface (YUI), API do Google Maps e outros.

Já o novo projeto Phobos da Sun visa o desenvolvimento de aplicações web com suporte a linguagens de script como JavaScript interagindo com o ambiente server-side da Plataforma Java EE.

Junte-se a isso outra iniciativa pioneira muito interessante, disponível livremente para a comunidade de desenvolvedores: o Google Web Toolkit (GWT), um framework de desenvolvimento de software Java com suporte a AJAX que permite gerar aplicações com suporte JavaScript e HTML dentro dos padrões a partir de classes Java escritas com GWT. Um ponto fraco do GWT é a forma de integração do framework com modelos HTML, que utiliza sintaxe proprietária, e não padrões já existentes como JSP ou JSF.

Para saber mais:

Em 30 de outubro, foram liberadas novas versões estável 1.2.5 e Beta-teste 1.3.2 do editor de áudio Audacity para Windows, Mac, Linux e Unix. É um software livre de excelente qualidade e cheio de recursos, com pleno suporte ao Português do Brasil, não só na interface do programa mas também no site do projeto na Internet. O Audacity pode ser usado para realizar gravações de áudio em tempo real (ao vivo), transformar fitas cassete em gravações digitais e CDs, wditar arquivos em formato Ogg Vorbis, MP3 e WAV, cortar, copiar, colar e juntar sons e faixas de áudio, alterar a velocidade ou o timbre de uma gravação, e muito mais.

Para conversão entre formatos de áudio, o utilitário gráfico BeLight para Windows — apesar de ainda em versão preliminar, 0.22 Beta 9 — é uma ótima e opção, com interface simples e elegante. O BeLight é um dos muitos front-ends gráficos para as opções do poderoso mecanismo conversor BeSweet. Ambos são software livre de excelente qualidade. Suportam entrada (origem) nos formatos de áudio C3, MP2, MP3, MPA, VORBIS, WAV, AVI, VOB, LST e MUX; e saída (destino) em AAC/MP4, AC3, MP2, MP3, VORBIS, WAV e AIFF. E ainda recursos de equalização, normalização e diversos efeitos, como Ganho, SSRC, Boost, Alterar Frame Rate, Soundtouch, Partial Encoding e outros.

Para saber mais:

[Atualizado em 2008-12-24.]

Já se passaram 16 anos desde que entrou em vigor o Código de Defesa do Consumidor (CDC) do Brasil, através da Lei nº 8.078, de 11 de setembro de 1990. O portal de legislação do Planalto mantém sempre o texto da lei atualizado, incluindo todas as alterações, inclusões e exclusões, bem como o resultado final no texto compilado.

No portal de Direito do Consumidor no Ministério da Justiça, além do texto integral do Código de Proteção e Defesa do Consumidor em HTML e PDF, ainda está acessível a Exposição de Motivos para ele publicada no Diário do Congresso e uma Cartilha do Consumidor.

O Decreto nº 5.903, de 20 de setembro de 2006 da Presidência da República regulamentou a Lei nº 10.962, de 11 de outubro 2004 (sobre a oferta e as formas de afixação de preços de produtos e serviços para o consumidor), e dispõe sobre as práticas infracionais contra o direito do consumidor obter informação adequada sobre produtos e serviços, previstas no CDC. Este novo decreto define como os preços devem ser informados e expostos de forma clara e precisa para o consumidor.

O Decreto nº 6.523, de 31 de julho de 2008, regulamentando o CDC, fixa normas gerais sobre o Serviço de Atendimento ao Consumidor – SAC, a partir de 1º de dezembro de 2008.

O Brasil é um país que tem um Direito do Consumidor dos mais avançados do mundo, fortemente amparado pela Justiça, especificamente com o Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor do Ministério da Justiça, os Juizados Especiais das Relações de Consumo nos estados e suas comarcas, e os órgãos estaduais e municipais de defesa e orientação do consumidor — os PROCONs. Tem um Portal do Consumidor, do Governo Federal, e o Inmetro – Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Informações ao Consumidor).

O consumidor brasileiro conta também com ONGs e iniciativas sociais, bem como portais internet, voltados a prestar informação, apoio e serviços ao consumidor:

E você, já leu o CDC? Não? Então leia e defenda seus direitos!