Coleta atualizada de análsies de mercado de produtos de TI por institutos de pesquisa, desde a postagem de meu artigo do ano passado.

Infraestrutura de Aplicações

Quadrante Mágico Gartner - Governança SOA, 2011

Quadrante Mágico Gartner - Governança SOA, 2011

Fonte: Magic Quadrant for SOA Governance, outubro 2011, Gartner, reproduzido por Oracle.

Quadrante Mágico Gartner - Servidores de Aplicação Corporativos, 2011

Quadrante Mágico Gartner - Servidores de Aplicação Corporativos, 2011

Fonte: Magic Quadrant for Enterprise Application Servers, setembro 2011, Gartner, reproduzido por Oracle.

Quadrante Mágico Gartner - Application Performance Monitoring, 2011

Quadrante Mágico Gartner - Application Performance Monitoring, 2011

Fonte: Magic Quadrant for Application Performance Monitoring, setembro 2011, Gartner, reproduzido por Quest Software, por CA, por Opnet.

Gerenciamento de Conteúdo

Forrester Wave - ECM, 4º trimestre 2011

Forrester Wave - ECM, 4º trimestre 2011

Fonte: The Forrester Wave – Enterprise Content Management, Q4 2011, novembro 2011, Forrester, reproduzido por Oracle.

O relatório Forrester Wave 2011 Q4 traz uma interessante figura que sintetiza os tipos de conteúdo e tecnologias relacionadas em gerenciamento de conteúdo corporativo (ECM):

Forrester Wave ECM 2011 Q4: Tipos de conteúdo e tecnologias

Forrester Wave ECM 2011 Q4: Tipos de conteúdo e tecnologias

O relatório completo também traz três gráficos de ondas adicionais segmentados por tipo de conteúdo: Fundamental, Negócios e Transacional.

Quadrante Mágico Gartner - ECM, 2011

Quadrante Mágico Gartner - ECM, 2011

Fonte: Magic Quadrant for Enterprise Content Management, outubro 2011, Gartner, reproduzido por Oracle.

Quadrante Mágico Gartner - Web CMS, 2011

Quadrante Mágico Gartner - Web CMS, 2011

Fonte: Magic Quadrant for Web Content Management, novembro 2011, Gartner, reproduzido por Oracle.

Quadrante Mágico Gartner - Portais Horizontais, 2011

Quadrante Mágico Gartner - Portais Horizontais, 2011

Fonte: Magic Quadrant for Horizontal Portals, outubro 2011, Gartner, reproduzido por Oracle.

Inteligência de Negócios, Armazém e Integração de Dados

Quadrante Mágico Gartner - Business Intelligence, 2012

Quadrante Mágico Gartner - Business Intelligence, 2012

Fonte: Magic Quadrant for Business Intelligence, fevereiro 2012, Gartner, reproduzido por Microstrategy, por Oracle, por LogiXML, por Tableau.

Quadrante Mágico Gartner - Ferramentas de Qualidade de Dados, 2011

Quadrante Mágico Gartner - Qualidade de Dados, 2011

Fonte: Magic Quadrant for Data Quality Tools, julho 2011, Gartner, reproduzido por SAP [PDF], por Autonomic Resources.

Quadrante Mágico Gartner - Integração de Dados, 2011

Quadrante Mágico Gartner - Integração de Dados, 2011

Fonte: Magic Quadrant for Data Integration Tools, outubro 2011, Gartner, reproduzido por Oracle.

Quadrante Mágico Gartner - SGBD Armazém de Dados, 2012

Quadrante Mágico Gartner - SGBD Armazém de Dados, 2012

Fonte: Magic Quadrant for Data Warehouse Database Management Systems, fevereiro 2012, Gartner, reproduzido por Oracle.

Um erro bastante comum que vejo no uso de planilhas eletrônicas em cálculos financeiros e monetários é o tratamento incorreto de centavos na divisão não-inteira e cálculos com números fracionários com mais de duas casas decimais. Nesse artigo vou abordar o problema e soluções para tratá-lo adequadamente.

Problema: Formatação exibida × valor armazenado

Quando se trabalha com valores monetários (financeiros), é comum usar a formatação de número das células como “Moeda”, “Contábil” ou ainda “Número”, com duas casas decimais. Isso faz a planilha eletrônica exibir os valores sempre arredondados em duas casas decimais, para representar adequadamente os centavos.

Por padrão, essa precisão de casas decimais da formatação é usada apenas na exibição, mas o armazenamento e cálculos do valor usam toda a precisão que a planilha comporta (o Excel 2010, por exemplo, tem precisão máxima de 15 dígitos).

Se o valor da célula tem parte fracionária com mais de duas casas decimais — um caso típico é o resultado de uma divisão não inteira — mas apenas a exibição é formatada com duas casas decimais (para os centavos), isso pode resultar em divergências de arredondamento de centavos, quando esse valor é usado em cálculos.

Veja o exemplo, células das colunas B e C formatadas como moeda (duas casas decimais):

A B C
1 n v n*v
2 3 R$ 0,33 R$ 1,00
3 3 R$ 0,67 R$ 2,00
4 3 R$ 0,33 R$ 0,99
5 3 R$ 0,67 R$ 2,01

Por que aparentemente os cálculos nas linhas 2 e 3 são iguais aos das linhas 4 e 5, mas os valores resultantes da multiplicação (coluna C) são diferentes? Porque os valores armazenados nas células B2 e B3 são as fórmulas =1/3 (0,333333333333333) e =1/4 (0,666666666666667) respectivamente, enquanto nas células B4 e B5 são efetivamente 0,33 e 0,67.

Solução 1: Precisão de cálculo igual à exibição

Uma solução, fácil de aplicar mas que deve ser usada com muito cuidado, porque afeta globalmente a planilha eletrônica e faz com que valores digitados percam definitivamente a precisão de casas decimais excedentes, é utilizar uma opção do Excel que faz com que a precisão de cálculo seja igual ao exibido.

No Excel 2010:

  1. Clique na guia Arquivo, clique em Opções e, em seguida, clique na categoria Avançado.
  2. Na seção Ao calcular esta pasta de trabalho, selecione a pasta de trabalho desejada e, em seguida, marque a caixa de seleção Definir precisão conforme exibido.
  3. Selecione OK.

Observe que o Excel alerta que dados (digitados) perderão definitivamente a precisão (casas decimais excedentes ao exibido). Isso significa que se houvesse um valor digitado e armazenado como 0,666667 na célula formatada como 2 casas decimais, após ativada a opção o valor seria definitivamente convertido para 0,670000. Isso não afeta porém valores que são fórmulas como =2/3.

Referência: Ajuda do Excel 2010 – Alterar a precisão dos cálculos em uma pasta de trabalho.

Solução 2: Utilizar fórmulas de arredondamento

Outra forma de evitar/solucionar essa divergência é utilizar nas células fórmulas que explicitamente arredondem ou trunquem os valores armazenados para duas casas decimais. Existem várias fórmulas para isso. Peguemos o exemplo de tratar a fração a/b (por exemplo, 1/3 ou 2/3):

  • =ARRED(a/b;2) → Arredonda um número (primeiro parâmetro) até a quantidade especificada de dígitos (segundo parâmetro, no caso, 2 casas decimais). A regra de arredondamento é a comum: valor 5 em diante na casa decimal seguinte arredonda para cima, 0 a 4 para baixo (trunca).
  • =ARREDONDAR.PARA.CIMA(a/b;2) → Sempre arredonda um número para cima afastando-o de zero. Ou seja, “para cima” é aumentar o valor absoluto; no caso de valores negativos, -0,333 resulta em -0,34.
  • =TETO(a/b;0,01) → Arredonda um número sempre para cima, para o próximo múltiplo significativo (do segundo parâmetro, no caso, 0,01 = 1 centavo). Para números positivos, funciona igual a ARREDONDAR.PARA.CIMA.
  • TRUNCAR(a/b;2) → Trunca um número até a quantidade de casas decimais especificadas no segundo parâmetro (no caso, 2; se omitido assumiria o padrão 0, para truncar para inteiro).
  • =ARREDONDAR.PARA.BAIXO(a/b;2) → Arredonda um número para baixo, aproximando-o de zero.
  • =ARREDMULTB(a/b;0,01) → Arredonda um número para baixo até o múltiplo ou a significância mais próxima (segundo parâmetro, no caso, 0,01) É a função oposta a TETO.

Os mais comuns são arredondar (ARRED) ou truncar (TRUNCAR).

Referência: Ajuda do Excel 2010 – Arredondar um número.

Depois de dois meses sem postar um artigo, um nerd experimentando a paternidade tinha que acabar criando um guia nerd sobre gravidez e bebês. [Atualizado em abril/2012.]

Gravidez

A primeira coisa sobre ter um filho é, obviamente, a concepção e a gravidez. Pode começar com o casal fazendo exames de rotina para se assegurarem que estão saudáveis e aptos a engravidar.

Para algumas mulheres chega a ser solicitado pelo ginecologista um exame chamado histerossalpingografia (HSG), que consiste em uma radiografia com contraste (em geral, iodo) da cavidade do útero (histero) e das trompas (salpingo). Além de diagnóstico, esta exame tem caráter profilático, pois o iodo usado no contraste também limpa a cavidade. Bom, não sou médico, então não vou falar muito do que não domino.

O importante de qualquer casal grávido ou “treinante” saber é que a contagem do período de gestação se dá a partir da data do início (primeiro dia) da última menstruação — e não a partir da data de efetiva concepção ou fecundação, como um desavisado poderia supor — e tem duração prevista de 40 semanas.

O período da gestação em meses é subjetivo. Normalmente, 40 semanas perfazem em torno de 9 meses efetivos (reais no calendário). Contudo, alguns definem um mês matematicamente como um período a cada 4 semanas (ou seja, 28 dias), o que daria 10 “meses” por esse critério. Como os meses efetivos tem quantidade de dias variada (28, 29, 30, 31), os médicos preferem a contagem em semanas que é fixa e precisa.

Outro ponto que costuma causar alguma confusão é que existe a informação de semanas completadas ou semana em curso. Por exemplo, a grávida que completou 20 semanas de gestação obviamente inicia (“entra”) a próxima, no caso, 21ª semana. Ou seja, dizer que completou X semanas ou tem X semanas completas é o mesmo que dizer que entrou ou está na (X+1)-ésima semana.

Existem várias calculadoras de gravidez disponíveis na internet, mas eu criei minha planilha Excel de tempo de gravidez (xlsx disponível para baixar aqui). Para utilizar, basta preencher a data do início da última menstruação, na célula indicada.

No mais, mamãe grávida: procure o seu ginecologista/obstetra e faça o acompanhamento Pré Natal durante toda a gestação.

Para saber mais:

Curso de gestante ou casal grávido

Em Belo Horizonte, MG, temos alguns cursos gratuitos para a gestante ou para o casal grávido, como os seguintes:

São em geral cursos rápidos de 1 ou dois dias (à noite ou no fim de semana) com informações, orientações e cuidados sobre gravidez, parto, amamentação, recém nascidos. Não devem servir para ensinar em profundidade, mas servem pelo menos para esclarecer um pouco enquanto se está na expectativa do período de gravidez.

Enxoval do bebê e mala da maternidade

Depois, vem o enxoval do bebê (e da mamãe). Enquanto os futuros mamãe e papai curtem a gravidez, é bom irem preparando um enxoval para o bebê que vem aí. Esse enxoval, idealmente, deve estar pronto no mínimo um ou dois meses antes da data provável do parto (40 semanas), pois não raro o parto pode ser antecipado em algumas semanas.

Parte importante desse enxoval é o que vai ser levado para a maternidade. A mala da maternidade, essa sim, deve estar pronta com antecedência ideal de um a dois meses antes da data provável. Evite correria e estresse em um momento tão importante quanto o parto.

Enxoval bebê

Mais uma vez, eu elaborei uma planilha de enxoval do bebê e da mamãe e publiquei no Scribd.com. Dividi os itens nas seguintes categorias:

  • Roupinhas
  • Colo e Proteção
  • Banho
  • Quarto
  • Passeio
  • Higiene
  • Consumíveis de Higiene
  • Alimentação
  • Maternidade
  • Mamãe

As quantidades de cada item podem variar muito, de acordo com fatores como clima, cultura, tradição e, claro, até preferências e escolha dos pais e pessoas próximas ao bebê. Por exemplo, em regiões frias, serão necessárias mais roupas quentes com manga e perna compridas, luva, touca, mantas quentes etc. Em uma região muito úmida, um aparelho umidificador é desnecessário, enquanto será essencial em uma região muito seca, para evitar problemas respiratórios.

Por isso, com base em uma compilação de diversas listas de enxoval (internet, lojas, livros) e de minhas próprias opiniões, para cada item incluí três colunas, com quantidades sugeridas ideal, mínima e para levar à maternidade. Os itens com alguma quantidade na coluna “Maternidade” ficam com sua linha destacada em cor distinta, para facilitar a visualização.

Cuidados com a mamãe e com o bebê

O bico dos seios

Para a mamãe, desde o oitavo mês até os primeiros 15 a 30 dias de lactação, é recomendado passar no bico dos seios (mas não nas aréolas) uma pomada à base de lanolina, como a americana Lansinoh HPA Lanolin ou a brasileira Lanidrat (Mantecorp; veja também o hotsite Ela Online). Durante a lactação, a pomada não precisa ser retirada para amamentar. Não passe a pomada nas aréolas em volta do bico, pois isso sim pode prejudicar a pega do bebê fazendo sua boca “derrapar”.

Durante todo o período de amamentação, é recomendável a mãe tomar sol diariamente alguns minutos — até as 10 da manhã ou após as 4 da tarde — no bico dos seios (proteja o restante dos seios com um pano), para prevenir feridas pela amamentação (dar maior resistência à pele) e acelerar cicatrização, se já feriu. Se não for possível tomar sol, pode-se usar por alguns minutos um secador de cabelo em potência média à distância de um braço esticado dos seios.

Quando o bico dos seios começar a ferir, cesse a pomada de lanolina e após cada mamada passe a utilizar a pomada Garmastan, que tem alto poder de cicatrização. Essa também deve ser aplicada apenas nos bicos e não precisa ser removida para amamentar.

É muito útil também utilizar durante todo o dia as conchas para seios (as da Chicco e da Avent Philips são ótimas). O bico do seio passa por um furo na base de silicone e fica sem contato com nada, afastado pela concha rígida de plástico, que ainda serve como receptáculo higiênico de gotas de leite que escorrerem. A concha deve ter furos de ventilação na parte superior. Para deitar, troque a concha por absorventes para seios. E a mamãe deve usar sutiã reforçado 24 horas por dia, para dar sustentação.

Assaduras

Existem dezenas de produtos (em creme ou gel) para prevenção e/ou tratamento de assaduras. Assadura ou Dermatite das Fraldas é uma inflamação cutânea comum em bebês, causada por uma reação ao contato prolongado com substâncias químicas e enzimas das fezes e da urina, aliado à umidade e ao acúmulo de calor.

As assaduras doem e o bebê chora incomodado.

Trocar falda com frequência ajuda a reduzir a incidência de assaduras. Mas o importante é a higienização cuidadosa em cada troca de fraldas, com chumaços de algodão umedecidos em água (preferencialmente morna) — e talvez um pouco de óleo mineral puro –, seguido do uso de um creme ou gel para prevenção e/ou tratamento de assaduras, aplicado generosamente na região abrangida pela fralda, especialmente no bumbum e dobrinhas nas partes genitais e proximidades. Evite o use frequente de lenços umedecidos, que podem conter substâncias passíveis de irritar ainda mais a pele sensível e com assaduras.

Existem substâncias que servem para prevenir assaduras criando uma camada de proteção que lubrifica e “isola” a pele: lanolina, vaselina/Petrolato, óleo de fígado de bacalhau (rico em vitaminas A e D), óleo de amêndoas, vitamina B5 (ácido pantotênico ou pantotenato), entre outros.

A substância mais comum que age no tratamento da assadura quando já há inflamação é o óxido de zinco, que tem ação emoliente e antiinflamatória.

Outra substância mais específica é a Nistatina, um antibiótico antifúngico para a profilaxia e tratamento de candidíases (infecções por fungos do gênero Candida) da pele e membranas mucosas. A infecção secundária de assaduras ocasionada por fungo Candida albicans (o “sapinho”) é muito comum em recém-nascidos e lactentes. Existem pomadas para tratamento de assaduras que contém Nistatina, mas a infecção por fungos e outras causas específicas de agravamento de assaduras, e o respectivo tratamento à base deste ou outro medicamento adequado para cada caso, deve ser examinado e prescrito por pediatra.

Outras características relevantes de um creme, pomada ou gel contra assaduras são sua consistência, emolientes (hidratantes), facilidade de aplicar/espalhar e facilidade de remover na posterior higienização, sem corante nem perfume.

Existem muitas marcas nacionais. Dentre as que usamos, gostamos de:

  • Pomada para prevenção e tratamento de assadura Hipomax (Farmax), bisnaga 90g com tampa flip-top, com vitamina A (Retinol) 1.000 UI/g e D (Coleciferol) 400 UI/g, óxido de zinco 100 mg/g, lanolina, vaselina, entre outros componentes;
  • Creme Bepantol Baby (Bayer), 30g, com vitamina B5, óleo de amêndoas e lanolina, entre outros componentes;
  • Creme Contra Assaduras Granado, com óxido de zinco, óleos de amêndoa e oliva, vitaminas A e D, entre outros componentes;
  • Gel transparente para prevenir assaduras Boni Baby Disney (Boniquet).

Não gostamos muito do Hipoglós (P&G), que embora eficaz na prevenção e tratamento de assaduras, achamos difícil de limpar depois, mesmo na nova versão com óleo de amêndoas. Isso são só nossas opiniões particulares. E existem muitos outros produtos, que não tivemos oportunidade de usar.

Das marcas importadas, a mais famosa e que tivemos oportunidade de usar e adoramos é a A+D Original Ointment, em versões “Prevent” gel para prevenção (facílimo de aplicar e limpar, cria uma camada transparente) e “Treatment” creme para tratamento (com óxido de zinco, tem consitência mais firme, mas fácil de remover mesmo assim).

Algumas pomadas que contém uma versão para tratamento de assaduras incluindo o antibiótico antifúngico Nistatina:

  • Dermodex (Bristol-Myers Squibb). A pomada Dermodex Prevent é à base de petrolato e óxido de zinco, enquanto Dermodex Tratamento contém também nistatina.
  • Babyneo (Neo Química/Hypermarcas). A linha é igualmente composta de Babyneo Prevent com óxido de zinco, e Babyneo com nistatina e óxido de zinco.

Uma assadura normal deve melhorar em até dois dias de tratamento com cremes/pomadas comuns. Se depois desse período a assadura não tiver desaparecido, ou tiver piorado, fale com o pediatra, pois pode haver outro tipo de infecção, por fungo ou bactéria, que exija tratamento específico.

Veja também:

Higiene e Limpeza

Linhas de produtos que experimentamos e gostamos para higiene do bebê:

Marcas que experimentamos e gostamos para limpeza de roupas de bebê:

Vacinação da criança

A maioria das vacinas recomendadas pela SBP estão cobertas pelo Calendário Básico de Vacinação da Criança (Ministério da Saúde) e, portanto, disponíveis nos postos de saúde da rede pública. Até o momento em que escrevo esse artigo, somente as vacinas de Varicela (catapora) e de Hepatite A, ambas com primeira dose no 12º mês, atualmente estão disponíveis apenas na rede privada.

Calendário de Vacinação da Criança

Calendário de Vacinação da Criança

Também disponibilizo aqui uma planilha Bebe Saude – Rotina RN e Vacinacao.xlsx com o calendário de vacinação da criança, baseado nos calendários do governo, SBP e SBIm, onde podem ser registradas as datas de aplicação de cada vacina, e inclui vacinas combinadas, disponibilidade na rede pública e doenças evitadas. A Caderneta de Saúde da Criança, distribuída pelo Ministério da Saúde, contém um quadro para o preenchimento oficial, que deve ser levado ao posto ou clínica de vacinação nos dias das vacinas.

As vacinas Pneumocócica 10-valente (conjugada) e Meningocócita C (conjugada) foram introduzidas no Calendário Básico em 2010.

[Atualização 2012-01-18] Em 2012, foram introduzidas as vacinas pólio inativada e pentavalente no Calendário Básico de Vacinação da Criança. A vacina injetável contra pólio, feita com vírus inativado, denominada Vacina Inativada Poliomielite (VIP), deverá ser utilizada na 1ª e 2ª doses, aos 2 e 4 meses de vida respectivamente. Na terceira dose aos 6 meses, no Reforço aos 15 meses e nas Campanhas Nacionais de Vacinação, continuará a ser utilizada a gotinha da Vacina Oral Poliomielite (VOP), com o vírus atenuado, conforme orientação da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS). A vacina pentavalente reúne em uma só dose a proteção contra cinco doenças: difteria/crupe, tétano e pertússis/coqueluche — DTP ou tríplice –, Haemophilus influenzae tipo B (HiB) e hepatite B. Até então, a imunização para estas doenças na rede pública era oferecida em duas vacinas separadas, a tetravalente (DTP + HiB) e Hepatite B. Veja como ficou o Calendário Básico de Vacinação da Criança.

Em até quatro anos, o Ministério da Saúde deverá transformar a pentavalente em heptavalente, com a inclusão das vacinas inativada poliomielite (VIP) e meningite C conjugada. Atualmente, a vacina Hexavalente disponível na rede particular engloba DTPa (difteria, tétano e coqueluche acelular, que promete ser menos sujeita a reações), HiB, hepatite B e VIP em uma única agulhada.

Converse com seu(a) pediatra e siga suas orientações e prescrições.

Nutrição e Crescimento

Esse é um assunto para pediatras e nutricionistas, mas vou deixar aqui alguns link úteis.

  • Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional – SISVAN do Ministério da Saúde, Governo do Brasil. Curvas de Crescimento da Organização Mundial da Saúde (OMS), Caderneta de Saúde da Criança (PDF, janeiro 2007).
  • The WHO Child Growth Standards (em inglês), Padrões da OMS para Crescimento de Crianças, Organização Mundial de Saúde (OMS). A OMS disponibiliza gratuitamente para download o WHO Anthro software, com interface em vários idiomas inclusive Português. Inclui três funcionalidades: Calculadora Antropométrica (dá Percentil e Escore Z de crescimento segundo os padrões da OMS, de acordo com sexo, idade, peso, comprimento/altura e perímetros informados da criança), Exame Individual (cadastro completo das visitas de exame pediátrico antropológico e motor da criança, permitindo visualizar gráficos de distribuição das medições dentro das curvas padrão de crescimento da OMS), Inquérito Nutricional.
  • Aleitamento.com – O portal para o Universo da Amamentação, desde 1996. Editor: Dr. Marcus Renato, médico docente do Departamento de Pediatria da Faculdade de Medicina UFRJ, mestrado em Saúde Pública pela Fundação Oswaldo Cruz e especialista em Amamentação pelo International Board Certified Lactation Consultant. Baixe também o aplicativo Aleitamento no iPhone – “Tenha tudo à mão quando o assunto é amamentação”.
  • Papinha na Cozinha – Papinhas, Comidinhas e Dicas para Bebês, blog por Giovana.
  • Alimentação infantil no blog Cozinha Travessa, por Dani Oliveira.

Livros

Para a gravidez:

Para cuidar do bebê:

Internet

Existe muita referência na internet, tanto sobre gravidez quanto sobre cuidados com bebê, desde o recém nascido até os primeiros anos de vida. Dê preferência aos portais conceituados, mantidos por uma equipe técnica capacitada. Cuidado com informações leigas, imprecisas, divergentes. Na dúvida, a grávida deve procurar seu(sua) obstetra e a mamãe ou o papai devem procurar o(a) pediatra do bebê.

Alguns portais de referência no Brasil:

Blogs de Pediatria e sobre Bebês:

Métodos para bebê acalmar e dormir

Diversos pesquisadores e autores (em geral, pediatras ou enfermeiras) estudam e desenvolvem métodos e técnicas para bebês ficarem calmos e dormirem melhor. Não vou advogar em favor de nenhum método, mas vou listar aqui alguns dos mais conhecidos.

O bebê mais feliz do pedaço (The happiest baby on the block)

Dr. Harvey Karp, Pediatra americano. Método dos 5 S para acalmar um bebê até três meses: Swaddling (embrulhar o bebê), Side/Stomach (posicionar de lado), Shushing (fazer som de shhhh), swinging (balançar) e Sucking (sugar).

A encantadora de bebês (The baby whisperer)

Tracy Hogg, Enfermeira inglesa. Métodos E.A.S.Y.: Eat (comer), Activity (atividade), Sleep (dormir), You (tempo para você) e S.L.O.W.: Stop (pare), Listen (ouça), Observe (observe), What’s up? (o que está acontecendo?).

Ferberização

Dr. Richard Ferber, Pediatra americano, diretor do Centro Pediátrico para Desordens do Sono no Children’s Hospital em Boston. Método de Ferber ou Ferberização, para ensinar o bebê a dormir sozinho.

Nana nenê

Gary Ezzo e Robert Buckman. Método Nana Nenê.

Linguagem do Bebê

Priscilla Dunstan, Musicista australiana. Estudo sobre cinco tipos de choro do bebê: fome (“né”), sono (“au”, boca oval), desconforto (“heh”), arroto (“ê), cólica (“ear”, sofrido).

Através de contato com a Assessoria de Imprensa da Oracle Brasil, obtive entrevista exclusiva com Fernando Galdino, especialista em Soluções da Oracle do Brasil, sobre os produtos, estratégias e perspectivas da Oracle relacionados à tecnologia Java e aos principais produtos comerciais e projetos open source de ambiente de desenvolvimento integrado (IDE) e servidores de aplicação Java liderados pela Oracle.

De acordo com a entrevista, a Oracle sinaliza firme intenção em continuar mantendo o investimento e apoio aos projetos de software livre como os IDEs NetBeans e Eclipse e servidor de aplicação Java Glassfish, enquanto avança também com sua linha de produtos e soluções comerciais Java.

Nas estratégias de sinergia entre produtos, a dupla de software livres NetBeans e Glassfish caminha bem alinhada, ambos suportando em primeira mão as mais novas especificações das plataformas Java SE, EE e ME. O Glassfish é, inclusive, a Implementação de Referência (R.I.) da plataforma Java EE.

Já o IDE Oracle JDeveloper está estrategicamente alinhado para suportar e se integrar com produtos e tecnologias comerciais da Oracle e parceiros, em especial a família de produtos Fusion Middleware, o servidor WebLogic, o Oracle Application Development Framework (ADF) e o banco de dados Oracle Database Server.

Mas há estratégias da Oracle para promover alinhamento do suporte de produtos entre as linhas open source e comercial. Assim, a Oracle mantém iniciativas de suporte e integração ao WebLogic no NetBeans e no Eclipse, bem como suporte ao Glassfish no JDeveloper.

Passados mais de dois anos desde que a Oracle comprou a Sun, e com isso incorporou ao seu portfólio de soluções Java os projetos de software livre NetBeans e Glassfish anteriormente liderados pela Sun, as estratégias de continuidade e integração da Oracle vem se tornando mais claras e consistentes e, com isso, diluindo as dúvidas e incertezas da comunidade de desenvolvedores Java.

Veja a íntegra da entrevista concedida por Fernando Galdino a seguir.

1. Quais são as frentes atuais da Oracle sobre integração e aproximação entre o GlassFish e o Oracle WebLogic Server? Permanece a diretriz de ter uma Plataforma de Servidor Comum no GlassFish 4, que compartilhe conceitos e tecnologias com o WebLogic Server? Quais aspectos específicos de integração tem sido foco de atenção da Oracle?

Galdino: O Glassfish tem recebido especial atenção por parte da Oracle e a integração com outros produtos continua cada vez mais forte. Como exemplos, temos o ActiveCache, a integração com Oracle Access Manager, extensão da console de monitoramento e recursos para clusterização e alta disponibilidade.

Em relação aos esforços de integração entre Glassfish e Weblogic encontram-se a uniformização de APIs e de sua implementação; Integração com JRockit (Máquina virtual Java de alto desempenho) e Coherence (grid de dados em memória). Com isso, ambas as ferramentas (Weblogic e Glassfish) tendem a se valer de um mesmo núcleo comum. Com o Glassfish 4 pretende-se compatibilidade com Java EE 7 e melhor suporte a virtualização. Lembrando que o release final da especificação Java EE 7 deve sair em Q3 de 2012, conforme indicado em http://jcp.org/en/jsr/detail?id=342.

2. A IBM encampou o projeto de software livre do servidor de aplicação Apache Geronimo e o oferece como uma espécie de versão gratuita de entrada, Community Edition, para a família de produtos do IBM WebSphere Application Server. Qual a estratégia da Oracle na orientação de seus clientes iniciantes quanto à escolha entre GlassFish ou WebLogic Server?

Galdino: O Glassfish é o melhor servidor de aplicações open source com suporte da Oracle e é também a implementação de referência para Java EE. Possui integração com outros componentes do Oracle Fusion Middleware. Ele pode ser utilizado para aplicações mais leves ou que queiram utilizar as novas versões da especificação, que serão inicialmente disponibilizadas nesta ferramenta antes do Weblogic.

O Weblogic é um produto que oferece uma série de benefícios em termos de gestão, escalabilidade e performance. Ele é também o servidor de aplicações base para o Fusion Middleware e também para os aplicativos Fusion. Além disso, ele também é a base das soluções de hardware e software do Exalogic, que é uma solução da Oracle para atender a infraestrutura de computação em nuvem requerida pelas aplicações atuais.

3. O WebLogic Server 11g (10.3.x) é formalmente compatível com Java EE 5, mas incorpora suporte a algumas APIs da plataforma Java EE 6. Há planos definidos para quando o WebLogic Server deve ser totalmente compatível com Java EE 6, como já é o GlassFish v3?

O suporte a Java EE 6 no Weblogic encontra-se em desenvolvimento.

Em relação ao IDE de Desenvolvimento Java, com a aquisição da Sun, a Oracle também incorporou o projeto de software livre do ambiente integrado de desenvolvimento (IDE) NetBeans, que vem agregar o portfólio de ferramentas de desenvolvimento Java da Oracle, compostas basicamente do Oracle JDeveloper e do Oracle Application Development Framework (ADF).

A Oracle também tem apoiado o projeto de software livre do IDE Eclipse. Enquanto NetBeans e Eclipse têm se popularizado como plataformas abertas e extensíveis de IDE com suporte a Java, C/C++ e outras tecnologias de desenvolvimento de aplicações, o JDeveloper teve origem no motor do JBuilder, fruto de acordo com a antiga Borland e desde então vem sendo desenvolvido pela Oracle, que tem provido suporte e integração a tecnologias e produtos Oracle, como ADF, Oracle Database Server, Oracle WebLogic e Fusion Middleware.

4. Oracle JDeveloper, NetBeans e Eclipse. Quais são as estratégias, visões e planos da Oracle em relação ao suporte a estas três plataformas de desenvolvimento de aplicações?

Galdino: A Oracle continuará investindo no ambiente Eclipse por meio do Oracle Enterprise Pack for Eclipse. Trata-se de uma plataforma de desenvolvimento amplamente utilizada pelos desenvolvedores que, inclusive, teve adicionados recursos como Toplink e ADF. O foco do OEPE está em integrar ferramentas Oracle com o ambiente Eclipse, suportar a plataforma Weblogic e focar em facilidades para o desenvolvimento em ambiente Java Enterprise Edition.

O Netbeans é uma ferramenta estratégica para a incorporação e utilização das mais recentes funcionalidades adicionadas para as plataformas Java SE, EE e ME. A ferramenta continuará a ser desenvolvida e aprimorada e será a primeira a introduzir as mais recentes atualizações para a linguagem Java. É uma plataforma focada na comunidade e podemos dizer que é uma implementação de referência para ferramentas Java.

O JDeveloper é um componente fundamental para todo o conjunto de aplicativos (Oracle ou não) baseado no Fusion Middleware. Interessante que foi relembrado que o JDeveloper foi baseado no JBuilder. Desde 2001, porém, não há mais nenhum código da antiga Borland na ferramenta. E, ao longo do tempo, diversas funcionalidades foram sendo acrescentadas à ferramenta para o desenvolvimento Java. Hoje é uma ferramenta essencial para o desenvolvimento, utilizando-se das ferramentas Fusion Middleware. Isso inclui o desenvolvimento de ponta-a-ponta para projetos Webcenter e SOA e BPM com foco em um ambiente declarativo, visual e de alta produtividade.

5. Como está sendo vista e trabalhada a integração, interoperabilidade e sinergia entre Oracle JDeveloper e NetBeans? Há planos para uma plataforma base comum no futuro?

Galdino: Netbeans é um projeto open source e os planos são de que continue sendo uma ferramenta sendo desenvolvida pela comunidade e que receba as novidades da linguagem o mais rápido possível. O JDeveloper é um ambiente de alta produtividade para o ambiente Fusion Middleware como um todo.

Os principais pontos de sinergia e interoperabilidade residem nos servidores de aplicação Weblogic e Glassfish e na utilização do Coherence. Pontos esses que estão sendo tratados. Por exemplo, fazer com que os deployment descriptors do Weblogic sejam reconhecidos pelo Glassfish e vice-versa. Hoje, os planos são de que cada ferramenta continue caminhando independentemente da outra, porém tendo em mente a interoperabilidade entre componentes do Fusion Middleware.

6. Quais são as iniciativas atuais e planos futuros para maior integração e suporte a tecnologias e produtos Oracle no NetBeans?

Galdino: A próxima versão do NetBeans ainda encontra-se em uma fase de planejamento. Logo, ainda é um tanto incerto falar em torno de iniciativas e planos futuros, já que elas ainda não se materializaram em termos de ações ou projetos. Essas iniciativas serão analisadas com cuidado, sempre tendo em mente a ideia de ter o NetBeans como uma ferramenta com as mais recentes atualizações da linguagem Java e uma plataforma focada na comunidade de desenvolvedores.

7. Recentemente a Oracle lançou o JDeveloper 11g Release 2, com suporte a JavaServer Faces 2.0 (JSF 2), tecnologia para aplicações web integrante da plataforma Java EE 6. Como está caminhando o pleno suporte às APIs do Java EE 6 no JDeveloper?

Galdino: Hoje, a Oracle possui o Glassfish como o servidor de aplicações compatível com a plataforma Java EE 6. Temos também o Weblogic, componente essencial de toda a arquitetura de produtos Oracle para middleware e aplicativos. O Weblogic é compatível com a versão Java EE 5. A compatibilidade com a especificação Java EE 6 está planejada para as próximas versões. E o JDeveloper, como principal IDE para o Oracle Fusion Middleware, precisa estar equacionado em relação a como atender esses dois lados do desenvolvimento. O lançamento do JDeveloper 11gR2 já permite trabalharmos com alguns desses recursos.

8. A Oracle já doou vários produtos e participou de iniciativas relacionadas ao projeto de software livre Eclipse e à Eclipse Foundation. Podemos destacar a doação do TopLink Essentials — versão open source do Oracle TopLink — que se tornou EclipseLink e implementação de referência de Java Persistence API (JPA); a doação do projeto de software livre Hudson Continuous Integration para a Eclipse Foundation; e a proposição em conjunto com a SpringSource do projeto Gemini baseado nos padrões OSGi. O projeto Eclipse porém, envolve a participação de empresas que tem pontos de concorrência no mercado com a Oracle, como IBM, RedHat e VMWare/SpringSource. Qual o posicionamento, visão e planos atuais da Oracle em relação ao projeto Eclipse?

Galdino: A Oracle continuará participando ativamente do projeto Eclipse. Consideramos que esse projeto é bastante importante para toda uma comunidade de desenvolvedores que utiliza o Eclipse como ambiente de desenvolvimento no dia-a-dia. Como comentado anteriormente, ao falarmos sobre as três IDEs de desenvolvimento, o Eclipse recebe uma atenção especial por parte da Oracle. No último release do OEPE – Oracle Enterprise Pack for Eclipse a Oracle – inclusive adicionou uma maior integração com a stack de produtos Fusion Middleware. Como exemplos, nós temos os recursos para facilitar a criação de scripts WLST utilizados pelo Weblogic e o suporte ao Coherence, um grid de dados em memória para melhorar a utilização de memória, bem como auxiliar na escalabilidade dos aplicativos.

A própria doação do Hudson para a Fundação Eclipse, como colocada na pergunta, já demonstra todo um compromisso que a Oracle possui com esse projeto e que continuará tendo com o lançamento de novos recursos nas próximas versões.


Agradeço à Clezia Gomes, Relações Públicas responsável pelo contato com a Assessoria de Imprensa da Oracle Brasil, que intermediou essa entrevista, e ao Fernando Galdino (@LinkedIn, @SlideShare), especialista da Oracle Brasil que concedeu a entrevista.

Fonte: Oracle Press Release, Redwood Shores, Califórnia – 15 de agosto de 2011.

A Oracle anunciou a disponibilidade do Java Platform, Standard Edition 7 (Java SE 7), a primeira versão da plataforma Java sob administração da Oracle.

A versão Java SE 7 é o resultado do desenvolvimento que envolveu revisão aberta, compilações semanais e extensa colaboração entre engenheiros da Oracle e membros do ecossistema Java em todo o mundo por meio da comunidade OpenJDK e do Java Community Process (JCP).

O Java SE 7 oferece:

  • Mudanças na linguagem para ajudar a aumentar a produtividade dos desenvolvedores e simplificar as tarefas comuns de programação, reduzindo o volume de código necessário, esclarecendo a sintaxe e facilitando a leitura do código. (JSR 334: Project Coin)
  • Suporte aprimorado para linguagens dinâmicas (como, Ruby, Python e JavaScript), resultando em melhoria substancial no desempenho do JVM. (JSR 292: InvokeDynamic)
  • A nova API multicore-ready oferece aos desenvolvedores maior facilidade para detalhar falhas em tarefas que podem ser executadas em paralelo por números arbitrários de núcleos do processador. (JSR 166: Fork/Join Framework)
  • A interface de I/O (entrada/saída) completa para trabalhar com sistemas de arquivos permite acesso a uma ampla variedade de atributos de arquivos e oferece mais informações quando ocorrem erros. (JSR 203: NIO.2)
  • Novos recursos de rede (suporte a Transport Layer Security – TLS 1.2, pilha Windows Vista IPv6, Sockets Direct Protocol – SDP para stream de rede com conexões Infiniband em Solaris e Linux, Stream Control Transmission Protocol – SCTP em Solaris) e segurança (algortismos de criptografia curva-elíptica – ECC).
  • Suporte ampliado a internacionalização com Unicode 6.0 e Locale com suporte a IETF BCP 47 (Tags for Identifying Languages) e UTR 35 (Local Data Markup Language).
  • Versões atualizadas de várias bibliotecas (JDBC 4.1 e Rowset 1.1, pilha XML com JAXP 1.4, JAXB 2.2a, JAX-WS 2.2).
  • Melhorias para cliente desktop (pipeline gráfico Java2D baseado na extensão X11 XRender, Nimbus look-and-feel e componente JLayer para Swing, substituição do velho sintetizador de som pelo Gervill criado pelo Audio Synthesis Engine Project).

A compatibilidade do Java SE 7 com versões anteriores da plataforma preserva os conjuntos de habilidades dos atuais desenvolvedores de software em Java e protege os investimentos nesta tecnologia.

Os desenvolvedores interessados podem usar imediatamente o Java SE 7 e aproveitar o NetBeans IDE 7.0, o Eclipse Indigo com o plug-in Java SE 7 adicional ou o IntelliJ IDEA 10.5, compatível com os mais novos recursos da plataforma Java SE 7. O lançamento do suporte do Oracle JDeveloper para o JDK 7 está programado para acontecer ainda este ano.

Exemplos de nova sintaxe introduzida pelo Project Coin

Tipo String permitido em cada case da cláusula switch:

switch(diaDaSemana)
{
   case "segunda": msg = "Mais uma semana de trabalho"; break;
   ....
   case "sábado": msg = "O fim de semana chegou"; break;
}

Multicatch – várias exceções capturadas em um só catch:

try {
String fileText = getFile(nomeArq);
//...
} catch (FileNotFoundException | ParseException | FileLockInterruptionException e) {
    System.err.println("Erro ao abrir arquivo");
} catch (IOException iox) {
    System.err.println("Erro ao processar arquivo");
}

Sintaxe diamante simplificada:

De

Map<Filme, Trilha> m = new HashMap<Filme, Trilha>();

Para

Map<Filme, Trilha> m = new HashMap<>();

Estas foram algumas novidades na sintaxe, exemplificadas aqui. Existem outras.

Fatos e Números de Java

  • 97% dos desktops empresariais executam Java;
  • São feitos 1 bilhão de downloads de Java por ano;
  • Há nove milhões de desenvolvedores em todo o mundo;
  • É a linguagem de programação número um do setor (segundo TIOBE Programming Community Index);
  • Mais de três bilhões de dispositivos funcionam sob a tecnologia Java.

Para saber mais

Depois de uma ampla atualização em maio e de outra, mais leve, em junho, acrescentei agora em meu artigo PMBOK e o gerenciamento de projetos uma importante seção, sobre as Partes interessadas de um projeto.

Conforme citei em maio, esse era um tópico importante que faltava para cobrir os principais aspectos do gerenciamento de projetos.

Espero que o artigo agora esteja bastante completo para uma introdução abrangente, apresentando os conceitos e aspectos fundamentais de gerenciamento de projetos, voltado a iniciantes nesse tema. Ainda assim, o artigo buscou continuar didático, sintético e objetivo, cobrindo todo esse conteúdo em poucos tópicos e páginas de texto.

Dia 24, recebi mais uma fraude tipo phishing scam (pesacaria de otários), dessa vez fingindo ser do banco CitiBank. Vamos à análise e comentários das características de mais essa fraude.

A isca: o e-mail fraudulento

Como toda fraude, a isca básica é enviar uma mensagem fraudulenta de spam (envio em massa) para uma lista não autorizada de milhões de e-mails, com um tema de mentira chamativo, que possa ser inadvertidamente tomado como legítimo e verdadeiro por uma parcela de destinatários incautos.

O princípio de proliferação dessa isca é simples: tentativa em larga escala. Ao enviar uma fraude para, digamos, um milhão de endereços de e-mail, se apenas 0,1% destas mensagens chegarem a alguém desavisado e inocente que acredite na fraude, o fraudador já conseguirá pescar 1.000 (1 mil) otários!

– PERGUNTA: Onde o fraudador consegue essa lista de e-mails? — RESPOSTA: Na internet ou até mesmo em um camelô. Pessoas mal intencionadas podem construir mecanismos de busca especializados em varrer a internet em busca de endereços de e-mail válidos. Essas buscas podem até ter inteligência de categorizar cada e-mail encontrado por temas (através de expressões ou palavras chave existentes no local onde o endereço de e-mail foi encontrado), país ou idioma (do site ou serviço), e até buscar também o nome do indivíduo associado ao endereço de e-mail.

– PERGUNTA: Como posso me proteger, impedindo meu endereço de e-mail ser roubado? — RESPOSTA: Impedir completamente é difícil, mas alguns cuidados básicos podem reduzir imensamente as chances de seu e-mail ser obtido indevidamente. Cito dois:

  1. Antes de fornecer seu e-mail (e nome!) em sites e serviços interativos na internet, como fóruns, blogs, redes sociais, comércio eletrônico etc., procure se informar sobre a idoneidade, seriedade, segurança e proteção de privacidade deste. É um local confiável? O endereço de e-mail seu (ou de qualquer participante/usuário do serviço) fica visível publicamente ou para pessoas desconhecidas? A política de privacidade do serviço garante que seu e-mail não pode ser fornecido a terceiros? Ao se cadastrar, você concordou com a divulgação de seu e-mail a “parceiros” ou qualquer outro terceiro?
  2. Evite reenviar mensagens de e-mail a diversos contatos seus, e se o fizer, coloque o nome dos diversos destinatários no campo cópia-carbono-oculta (CCO ou BCC). Ao reenviar mensagens a outras pessoas, procure apagar do cabeçalho e texto da mensagem original transcrita endereços de e-mail de terceiros. Assim você zela em não revelar indevidamente e-mail dos outros. Oriente seus amigos igualmente a zelar pela privacidade dos outros, pois um dos “outros” pode ser você.

O tema, neste caso, foi o de “Informações financeiras e cadastrais”, um dos seis temas comuns que cito em meu artigo Phishing Scam – A fraude inunda o correio eletrônico.

A fraude finge ser uma “solicitação de atualização de segurança do banco CitiBank Online”. Veja uma imagem reproduzindo a aparência da mensagem fraudulenta:

Agora vamos avaliar os cinco Indícios de phishing scam que também cito no meu referido artigo:

Apresentação descuidada: NÃO. Essa fraude tem uma aparência visual verossímil e um texto sem erros grosseiros de português. Esse indício a fraude evitou.

Link destino não confiável: SIM, mas pode gerar dúvida. Há um link clicável no e-mail, prática que praticamente todos os bancos estão evitando, aponta para um endereço sem segurança (é http comum, e não https, o HTTP-Seguro) e o nome do domínio citibank.acessocliente.com não é no Brasil (não é .com.br, mas sim .com internacional) nem é, como se deveria esperar, o domínio principal do banco no país, como www.citibank.com.br. Contudo, a fraude ainda conseguiu usar um um domínio com um nome genérico que pode parecer com algo bancário — “acesso cliente” — e ainda precedido por um subdomínio com o nome do banco. Ou seja, nesse quesito a fraude pode gerar suspeita, mas também não é tão grosseira.

Informação improvável: SIM. Os mais inocentes e desavisados podem achar que um banco oferecer atualização de segurança por e-mail seja plausível, mas nenhum banco faz isso porque é algo muito inseguro e tema recorrente de fraudes. E se você tem dúvida, ligue para o banco antes de clicar em qualquer coisa.

Impessoalidade: SIM. O seu nome real aparece no cabeçalho ou no texto da mensagem? Não. Então provavelmente quem fraudou não sabia o seu nome, como o banco (se você for cliente) deveria saber. Como boa prática, mensagens desse tipo deveriam ser enviadas de forma personalizada, citando o seu nome completo. Infelizmente, essa boa prática nem sempre é seguida nas mensagens legítimas, e também as listas de spam mais “sofisticadas”, como já mencionei, podem obter e utilizar também o seu nome real, junto com seu endereço de e-mail. Veja meu artigo Cuidado – A fraude evoluiu.

Remetente suspeito: NÃO. Esse é o erro mais fácil de um fraudador evitar, porque o endereço do remetente, infelizmente, pode ser facilmente forjado.

Ou seja, vários indícios de fraude, mesmo que alguns deles sutis.

O golpe

Espero que, com tantos avisos, orientações e exemplos que posto, você meu leitor nunca seja um desses inocentes e desavisados incautos que clicam em um link duvidoso em uma mensagem de e-mail. Nunca clique!

Para analisar também o ataque, investiguei também o que havia no link destino, em um ambiente controlado e com cuidado e cautela extremos. Não faça isso em casa, nem muito menos no trabalho nem lugar nenhum.

O link leva diretamente ao download de um arquivo executável chamado Cadastro_CitiBank.exe para sistema operacional Windows. Trata-se de um programa espião roubador de senhas bancárias. Se executado, o programa silenciosamente se instala para ficar em execução contínua e reativado automaticamente toda vez que o sistema operacional for iniciado. Fica monitorando permanentemente o uso do computador e, se você digitar dados bancários, ele os captura e tenta enviar ao fraudador via internet.

Utilizando o serviço VirusTotal.com, enviei o arquivo para análise pelos 43 mecanismos antivírus disponíveis no serviço. No dia do envio, nenhum antivírus em VirusTotal detectou o executável como malicioso. Pelo menos três dias depois da fraude ativa, apenas o antivírus Kaspersky 9.0.0.837 (com atualização de 2011.07.26) passou a detectar como o malware Trojan-Banker.Win32.Banker.skab. E decorrido mais um dia, ainda eram apenas seis os antivírus que detectavam o perigo: AntiVir (TR/Banker.Banker.skab), Antiy-AVL (Trojan/Win32.Banker), eTrust-Vet (Win32/Banker.GPF), Kaspersky, TrendMicro-HouseCall (TROJ_BANKER.FGR) e ViRobot (Trojan.Win32.Banker.1064448.A).

O que quero mostrar com isso é que a proteção dos antivírus nem sempre é efetiva e imediata na detecção de novos códigos maliciosos, pois a notificação/descoberta e análise toma algum tempo. Dessa forma, os usuários ficam ainda mais vulneráveis nos primeiros dias de existência de toda nova fraude, pois provavelmente as ferramentas de antivírus/proteção ainda não a reconhecem e, portanto, não nos protegem de imediato.

É importante lembrar que os antivírus basicamente trabalham com o princípio de um “policial com uma lista de procurados e suspeitos”. Quando surge um novo “criminoso” (código malicioso), se ele não tiver um padrão previamente identificado como suspeito, precisará ser “denunciado” (detectado e analisado) pela empresa de antivírus até que entre na “lista de procurados”.

É uma guerra de “polícia e ladrão” onde as únicas armas realmente efetivas para todos sempre são a atenção, o cuidado e a precaução. Fique alerta, cuide-se! Evite as fraudes.

Assim como no trânsito existe a máxima de “Na dúvida, não ultrapasse.“, na internet você pode seguir a precaução “Na dúvida, não clique.

Para atualizar as referências sobre a Série de normas internacionais ISO/IEC 25000, Systems and software [product] Quality Requirements and Evaluation (SQuaRE), no grupo sobre Engenharia de Software e Sistemas, revisei tão amplamente a página que ficou melhor dividir em uma página à parte da de Engenharia de Software:

Produto de Software – Qualidade, Métricas e Teste

Também atualizei o texto e referências do artigo Modelo de Qualidade de Software de McCall, com mais informação sobre a Série ISO/IEC 25000.

Segundo a Wikipedia, em 1964 Victor H. Vroom — canadense com PhD pela Universidade de Michigan e atual professor de Organização e Gerenciamento na Escola de Administração da Universidadede Yale, EUA –, desenvolveu a teoria da Expectativa, através de seus estudos das motivações por trás das tomadas de decisão. Sua teoria é relevante para o estudo da motivação em administração e gerenciamento, em especial na gestão de pessoas e talentos.

A Teoria da Expectativa (Expectancy Theory) propõe que uma pessoa decidirá se comportar ou agir de determinada maneira porque é motivada a selecionar um comportamento específico em detrimento de outros, devido ao que ela espera que o resultado do comportamento selecionado seja.

– Oliver, R. Expectancy Theory Predictions of Salesmen’s Performance. Journal of Marketing Research volume 11, p. 243-253, agosto 1974.

Elizeu Araujo, em seu artigo Teorias da Motivação, cita que para Eward Lawler, o modelo de expectativa baseia-se em quatro pressupostos:

  • O Comportamento é determinado por uma combinação de fatores do individuo e do ambiente;
  • Os indivíduos tomam decisões conscientes sobre seu comportamento;
  • Indivíduos distintos têm necessidades, desejos e objetivos diferentes;
  • Os indivíduos decidem entre alternativas de comportamento, baseados em suas expectativas de que um determinado comportamento levará a um resultado desejado.

Segundo Vroom, a motivação do indivíduo para escolher uma das alternativas de comportamento depende de três fatores:

  • Expectativa de resultado do desempenho: Os indivíduos esperam certas consequências ou resultados de seus comportamentos, afetando decisões sobre como se comportam.
  • Instrumentalidade: a percepção de que a obtenção de cada resultado está ligada a uma compensação. Fazendo uma escolha, os indivíduos tendem a escolher o nível de desempenho que pareça ter a máxima probabilidade de obter resultado satisfatório.
  • Valência: o valor que cada indivíduo atribui ao resultado advindo de cada alternativa, o que se refere ao poder de motivar e varia de individuo para individuo. Ex.: para um indivíduo que valoriza o dinheiro e a realização, a transferência para um cargo com salário mais alto e em outra cidade pode ter uma Valência alta, enquanto que para um indivíduo que prioriza suas raízes e seu círculo de relacionamento na cidade atual, esse benefício terá sua Valência reduzida.

Araújo coloca didaticamente esses pressupostos na forma das seguintes reflexões, em que o indivíduo se questiona:

— Se eu fizer isso, qual será o resultado?
— O resultado vale o meu esforço?
— Quais as chances de alcançar o resultado que valha a pena para mim?

Esta teoria motivacional enfatiza a necessidade das organizações em relacionar as recompensas diretamente ao desempenho e em garantir que as recompensas providas são os benefícios merecidos e desejados por aqueles que recebem.

Os gestores de pessoas devem ter isso em mente ao estabelecer metas e recompensas e, desde o início, alinhar as expectativas junto aos talentos que integram e buscam motivar em suas equipes.

Para saber mais:

Cito dois artigos sobre gerenciamento de projetos, com especial enfoque em projetos de tecnologia da informação (TI). Um é mais antigo, mas ainda perfeitamente atual e válido, e o outro bem recente.

Os 7 passos do gerenciamento de projetos
Por Fernando C. Barbi, 2008, em Microsoft TechNet Brasil.

  1. Escolha e adote uma metodologia
  2. Comunique-se: não é só o peixe que morre pela boca !
  3. Defina o escopo do projeto e detalhe as atividades
  4. Conheça os envolvidos e monte seu time
  5. Desenvolva o cronograma junto com quem põe a mão na massa
  6. Monitore os riscos e seja pró-ativo
  7. Formalize o início e o encerramento do projeto

O artigo é aparentemente extenso, mas de leitura fácil e agradável. Barbi conclui assim:

Acima de tudo, gerenciar projetos é planejar e acompanhar a execução com “um olho no peixe e outro gato”. O gerente do projeto deve se manter alerta e flexível com os acontecimentos do dia-a-dia mas deve estar sempre se reportando ao plano inicial para não perder o controle. A principal qualidade do gerente de projeto é saber se comunicar bem com todos. Ele é o ponto focal das informações, nele convergem as informações que ele depois deverá processar e divulgar para todo o restante da equipe.

O segredo é envolver a equipe, cliente e fornecedores de tal forma que todos se sintam diretamente responsáveis pelo sucesso do projeto. Como diz aquele velho ditado caipira, “quando todos empurram na mesma direção, não há carroça que não saia do atoleiro”.

4 dicas para gerenciar o orçamento de projetos de TI
Revise sempre o bugdet e não seja pego de surpresa durante a execução de um projeto.
Por Jason Westland, da CIO/US, 01 de julho de 2011, em Computerworld Brasil.

  1. Preveja o orçamento de forma contínua.
  2. Revise a necessidade de pessoas envolvidas no projeto.
  3. Mantenha a equipe informada.
  4. Gerencie o escopo cuidadosamente.

Conclui o artigo:

O budget deve ser uma parte viva do projeto. Profissionais que observam cautelosamente os orçamentos durante todo o ciclo de vida dos projetos vão manter as partes interessadas e a gestão contentes e assim garantir o sucesso da implementação.

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