O arredondamento aritmético como em geral conhecemos, e que é utilizado na fórmula ARRED(Valor;CasaDecimal) de planilhas eletrônicas como Excel e Calc, funciona assim:
Para arredondar um número na N-ésima casa decimal, observamos a casa decimal seguinte. Se for um algarismo entre 0 e 4, apenas mantemos o número até a N-ésima casa decimal e descartamos as seguintes (arredondamento “para baixo”). Se for 5 em diante, aumentamos uma unidade na N-ésima casa decimal, além de descartar as casas decimais seguintes (arredondamento “para cima”).
Assim, para arredondamentos na segunda casa decimal, exemplos:
12,3449 ⇒ 12,34 (4 < 5, para baixo)
12,3472 ⇒ 12,35 (7 ≥ 5, para cima)
12,3456 ⇒ 12,35 (5 ≥ 5, para cima)
12,345 ⇒ 12,35 (5 ≥ 5, para cima)
Porém, conforme bem explicado no artigo “Um novo algoritmo para arredondamento de resultados” [PDF], por Daniel Homrich da Jornada, consultor na área de metrologia e Diretor Técnico da Certificar, o caso exato em que a casa decimal seguinte é 5, seguida apenas de zeros (ou seja, sem valores nas casas decimais após a N+1), arredondar sempre para cima gera um erro sistemático tendendo sempre ao acréscimo.
Esse desequilíbrio pode ser facilmente ilustrado: imagine as situações em que há apenas a casa decimal seguinte; são 10 possibilidades (0 a 9). Quando ela é zero, não há acréscimo nem decréscimo (estatisticamente, 10% das possibilidades); quando é 1, 2, 3 ou 4, são as 4 possibilidades em que há decréscimo (40%); e quando é 5, 6, 7, 8 ou 9, são 5 possibilidades em que há acréscimo (50%). Ou seja, há mais possibilidades de acréscimo do que de decréscimo.
O “arredondamento bancário” na N-ésima casa decimal pode ser definido em três regras:
Quando o algarismo a ser conservado for seguido de algarismo inferior a 5, permanece o número até o algarismo conservado e descartam-se os posteriores (arredonda “para baixo”).
Quando o algarismo a ser conservado for seguido de algarismo superior a 5, ou igual a 5 seguido de no mínimo um algarismo diferente de zero, soma-se uma unidade ao algarismo a ser conservado e descartam-se os posteriores (“para cima”).
Quando o algarismo a ser conservado for seguido apenas de 5, e todos os posteriores zerados, arredonda-se o algarismo conservado para o par mais próximo, ou seja, se o algarismo a ser conservado for par, apenas descarta-se o 5 posterior (“para baixo”), e se o algarismo a ser preservado for ímpar, soma-se uma unidade ao algarismo a ser conservado, descartando-se o 5 posterior (“para cima”).
Assim, a distinção entre o arredondamento aritmético e o arredondamento bancário ocorre apenas quando posteriormente ao algarismo a ser conservado há exatamente 5 (ou 500…). Enquanto no arredondamento aritmético arredonda-se sempre para cima neste caso, no arredondamento bancário arredonda-se para cima apenas quando o último algarismo a ser conservado é ímpar.
Exemplos deste caso no arredondamento bancário:
12,345 ⇒ 12,34 (4 é par, para baixo)
12,385 ⇒ 12,38 (8 é par, para baixo)
12,315 ⇒ 12,32 (1 é ímpar, para cima)
12,395 ⇒ 12,40 (9 é ímpar, para cima)
Não há até o momento função nativa do Microsoft Excel ou do LibreOffice Calc para esse tipo de arredondamento. O Portal Certificar disponibiliza para download gratuito um suplemento compatível com Excel 2003 e superiores, com a função ArredCertificar(Valor; CasaDecimal) implementada em linguagem VBA (Visual Basic for Applications).
Eu escrevi uma fórmula nativa do Excel/Calc com o mesmo efeito:
Se a parte posterior à casa a ser conservada é exatamente 5 e o último algarismo a ser conservado é par (uma maneira engenhosa de testar as duas coisas ao mesmo tempo é comparar se o resto da divisão inteira desses algarismos por 20 é exatamente 5): SE(MOD(Valor*10^(Casas+1);20)=5);
Arredonda-se para baixo (truncar): TRUNCAR(Valor;Casas)
Caso contrário, segue-se o arredondamento aritmético normal: ARRED(Valor;Casas)
Vi postagens na internet sugerindo outras fórmulas com efeito equivalente. Por exemplo, esta postagem cita a fórmula:
A fórmula acima tira proveito de que um teste lógico como MOD(...)=5 vale 1 se VERDADEIRO e 0 se FALSO; quando o algarismo a ser preservado é par, o teste retorna verdadeiro e isso faz subtrair 1 unidade desse algarismo quando o arredondamento aritmético seria para cima.
O “arredondamento bancário” costuma ser aplicado em cálculos financeiros e bancários, medições laboratoriais, aplicações de engenharia e científicas, dentre outras situações. Espero que o conceito e as fórmulas (VBA e nativa) sejam úteis para muitos.
O Excel tem uma vasta gama de recursos e funções para cálculos e manipulações com data e hora. Vou citar apenas alguns exemplos relativos a meses, só para ilustrar rapidamente:
Quer adicionar uma quantidade de meses a uma data? Tem a função DATAM(cel).
Precisa da diferença em meses entre duas datas? DATADIF(cel1; cel2; "m").
Quer extrair o número do mês de uma data? MÊS(cel).
Qual o último dia do mês correspondente a um data? FIMMÊS(cel; 0) (por exemplo, para 15/2/2020 — ou qualquer outro dia de fevereiro de 2020 — retorna 29/2/2020)
O Microsoft Excel armazena datas como números de série sequenciais, para facilitar o uso em cálculos. Um inteiro corresponde a um dia, sendo os horários representados pela parte fracionária. Para ver o número de série de uma data, basta formatar a célula como “Geral”, ao invés de um formato de data.
Quer somar 10 dias a uma data? A fórmula simples de adição =cel+10 obtém o resultado.
Precisa da diferença em dias entre duas datas? Basta a subtração =cel2-cel1 (a função DATADIF(cel1; cel2; "d") daria o mesmo resultado).
Curiosidade: Por padrão, 1º de janeiro de 1900 é o número de série 1. Isso significa que o Excel tem a limitação de não conseguir representar nativamente datas anteriores ao ano de 1900. Se precisar superar essa limitação, terá que recorrer a programação Visual Basic for Applications (VBA). Ou então, migrar para o software livre LibreOffice Calc, que não tem essa limitação.
A Oracle está, desde setembro de 2017, realinhando a cadência de lançamentos (releases) e versões do Java SE JDK e das condições de suporte ao produto, em uma transição do Java SE versão 8 até a versão 11.
Na prática, quanto à cadência, os lançamentos de novas funcionalidades (feature releases) serão previstos a cada 6 meses (abril e outubro), com mudança da numeração principal. Essa cadência mais ágil de lançamentos e numeração se alinha a filosofias como DevOps e já é adotada por muitos produtos, como os navegadores Chrome e Mozilla Firefox por exemplo.
E o suporte ao produto terá uma distinção maior entre clientes comerciais (em geral, em ambiente empresarial) — centrados no produto Oracle JDK — e usuários gratuitos (inclusive desenvolvedores individuais) — direcionados ao software livre OpenJDK ou através da distribuição de Java licenciado em produtos de terceiros. Clientes comerciais terão um suporte mais sólido, incluindo lançamentos LTS (long term support) a partir da versão 11, com suporte comercial de longo prazo (pelo menos 8 anos) para aqueles que precisam de versões mais estáveis e duradouras.
Dados que alguém lhe forneceu em um telefonema. Destaques de um seminário assistido. Uma pesquisa de preços. Indicações de filmes ou livros. Uma receita gostosa e fácil que viu. Histórico do andamento de um requerimento. As dimensões daquele cômodo que você está querendo redecorar. Um rótulo de vinho que apreciou. Prescrição de remédios e dosagens. Dicas sobre fotografar… As possibilidades são infinitas! Nas mais diferentes situações, frequentemente temos informações que queremos ou precisamos anotar, para não esquecer.
Talvez você possa se dar por satisfeito apenas com arquivos na nuvem, pensando: tudo que eu precisar anotar, posso registrar em arquivo. Um texto simples (txt) no Bloco de Notas, um conteúdo formatado em documento Word (docx), registros visuais como foto (arquivo de imagem), até uma listagem mais estruturada em planilha, por exemplo.
Pode até ser. Mas acredito que o ideal é poder criar, organizar e acessar todas as suas anotações de forma integrada e prática, a qualquer momento, utilizando uma única ferramenta. O serviço que escolhi para atender a um amplo conjunto de necessidades e usos é o Evernote.
Criar e editar
Existem diversas formas possíveis de se produzir anotações, bem como facilidades desejáveis e objetivos específicos. Notas podem combinar texto, imagem e áudio. Você pode querer escrever rapidamente um texto, salvar imagens que contém informação útil — e na era da mobilidade, é muito comum utilizar a câmera do celular para isso. Você pode também querer escrever/desenhar diretamente na tela. Pode querer salvar conteúdo de páginas web.
O Evernote permite criar notas em texto, com formatação — estilos de letra (negrito, itálico, sublinhado, tachado, realce colorido, cor, tamanho, fonte) e parágrafo (marcadores, numeração, alinhamento, recuo) –, e incluir recursos como caixas de seleção, tabelas, linhas (separação horizontal), hiperlinks (ligações ou referências a endereços na internet), bem como qualquer arquivo anexo.
O controle caixa de seleção (marcar-desmarcar) pode ser inserido em qualquer lugar da nota, próprio para se criar listas de tarefas/afazeres (to-do). Existem apps especializados para isso, como Any.do, Toodledo ou Wunderlist. Se você tiver forte necessidade de organizar muitos afazeres, pode recorrer a um aplicativo especializado. Mas se precisar inserir em anotações listas de afazeres, pendências ou checklist, em que você possa ir marcando os itens concluídos, o Evernote tem essa facilidade.
Você pode inserir imagens (capturadas ou arquivos previamente existentes) ao longo de uma nota: fotos, capturas de tela e captura de páginas de documentos, funcionando como um scanner de documentos, ou desenhando diretamente em uma tela sensível ao toque (touch-screen). A captura de documentos do Evernote usando a câmera do dispositivo é bastante automática e uma das mais “espertas” que já experimentei, reconhece bordas, planifica perspectivas e corrige iluminação e cor (sombras, brilhos e tons) de forma automática e, na grande maioria dos casos, bem precisa.
Existem apps especializados em digitalização de documentos, até mais avançados: ajuste manual de bordas, perspectiva e cor; digitalizar para PDF e outros formatos. Alguns que gosto muito: Adobe Scan, Microsoft Office Lens, CS CamScanner. Mais uma vez, a vantagem do Evernote é ter recursos de captura muito bons integrados, para quando precisar tomar nota de páginas de documentos — ou slides, quadros etc.
Organizar e acessar
No Evernote cada nota tem seu título e está associada a um “caderno” (você pode mover para outro caderno a qualquer momento), que é a forma oferecida de organização em categorias/assuntos. Além disso, pode-se criar e atribuir a notas múltiplas etiquetas (rótulos, tags), associar uma geolocalização (obtida automaticamente se o dispositivo tiver GPS) e um lembrete de data. Todos esses são atributos que facilitam a organização e a busca por notas.
O Evernote tem ainda um poderoso serviço de OCR (reconhecimento de texto em imagens). Toda imagem (PNG, JPG ou GIF) enviada passa por um reconhecimento e indexação de textos nela contidos, de forma que a busca localiza texto inclusive contido em imagens.
E como estamos falando em vida móvel e na nuvem, o Evernote oferece essa mobilidade armazenando suas notas na nuvem, nos servidores da Evernote, associada a uma conta pessoal que você cria, gratuita (Basic) ou paga (Premium, assinatura R$80/ano). Você pode trabalhar com suas anotações diretamente pela web em qualquer navegador, acessando o site do Evernote, ou instalando aplicativos em seus dispositivos, disponível para Windows, Mac, Android e iOS (iPhone/iPad), além de plug-in de navegadores (Chrome, Firefox, Safari, Opera, IE7) Web Clipper para capturar páginas (ou trechos) de sites.
A conta Basic permite adicionar até 60MB de novos conteúdos/mês, e sincroniza em até 2 dispositivos (por exemplo, um computador e um celular). A assinatura Premium permite nada menos que 10GB de novos uploads/mês, e ainda oferece recursos muito úteis como cadernos off-line (conteúdo acessível sem internet) e pesquisa (indexação) de texto também em anexos PDF e documentos do Office, e sincroniza em todos os dispositivos onde você usar o Evernote.
É possível também compartilhar notas com outras pessoas, por e-mail ou pelo recurso Work Chat, que permite inclusive que vocês conversem sobre a nota.
Manter todas as suas anotações na nuvem (e sincronizar com seus dispositivos) é a grande força de mobilidade do Evernote, mas também gera pontos de atenção. Primeiro, suas notas estarão tão seguras quanto for a segurança provida pela Evernote — que considero boa. E o mais crítico: em computadores desktop (Windows, Mac), as notas ficam sempre mantidas em um repositório local e são sincronizadas em sua conta pela internet, mas em dispositivos móveis, são mantidos apenas os títulos, atributos e um pequeno trecho das notas e o acesso ao conteúdo integral depende de internet, a menos que esteja em cache (acessada recentemente) ou você tenha a assinatura Premium com cadernos mantidos off-line. Considerando que dispositivos móveis em geral tem uma capacidade de armazenamento limitada, considero esta característica muito razoável, principalmente se ao longo do tempo você acumular toneladas de notas incluindo imagens, vídeos e anexos.
Para finalizar
Existem alternativas ao Evernote? Há concorrentes de peso como Microsoft OneNote e Google Keep. O que posso dizer é que considero o Evernote completo o suficiente e tenho estado muito satisfeito com ele; e se você começar a armazenar cada vez mais notas e precisar delas a todo momento, em algum momento deve achar vantajoso atualizar para a assinatura Premium.
Este artigo apresentou minha experiência e impressões sobre trabalhar com anotações na era da mobilidade, sem pretender ser um comparativo (veja referências a seguir) nem exaurir o tema. Espero que tenha sido proveitoso pra você!
Se você já esteve aqui e estranhou um visual totalmente diferente, calma, você está no meu blog sim!
Em homenagem aos 25 anos de presença do meu site na internet, e 15 anos deste blog, e para prestigiar os leitores, já estava mais do que na hora de um visual novo para o blog, mais limpo e moderno.
Para não perder totalmente a referência com o visual anterior, mantive uma barra lateral direita e uso de tons de verde. Na medida do (pouco) tempo, pretendo retocar o visual aqui e acolá.
No mais, só espero poder continuar postando coisas interessantes e úteis.
Na série Vida móvel na nuvem, introduzi três ferramentas que considero essenciais. Vamos falar agora da primeira, armazenamento e compartilhamento de arquivos e imagens.
Este tipo de serviço tem como essência a disponibilização de um espaço de armazenamento na internet, vinculada a uma conta protegida por usuário e senha. A partir daí, você pode usar para armazenamento, backup (cópia de segurança) e compartilhamento de arquivos e pastas, incluindo fotos (imagens) e vídeos.
Como falei na introdução, minhas escolhas são Google Drive (integrado ao Google Photos) ou Microsoft OneDrive. As características que descrevo a seguir se aplicam a ambos. Quando há alguma diferença relevante, isto é apontado no texto.
Outros bons serviços similares existentes são Dropbox, Box e Syncplicity. Os dois últimos não são muito populares no Brasil. Todos tem versões individuais (pessoa física) e corporativas (oferecidas a empresas).
O recurso básico é o uso similar a um “disco virtual” na nuvem, onde se podem armazenar arquivos e pastas em geral.
Em dispositivos móveis (smartphones e tablets), instala-se o aplicativo que permite navegar pelo repositório na nuvem, baixar (download), visualizar arquivos ou abrir em um app específico, enviar arquivos (upload) para o repositório — integrando-se com outros apps em geral a partir do recurso Compartilhar — e configurar sincronização automática de fotos e outros arquivos locais do dispositivo com o repositório na nuvem.
Para integrar seu uso ao computador Windows ou Mac, um aplicativo cria um vínculo entre pastas (à sua escolha) nos discos locais do computador e o disco virtual, fazendo a sincronização bilateral automática e transparente (em segundo plano): arquivos e pastas novos ou atualizados no disco virtual são baixados para o computador e os do computador são enviados para a área de armazenamento. As aplicações do computador acessam as cópias locais dos arquivos e pastas, por isso, uma vez que o arquivo desejado esteja disponível localmente no dispositivo, não deve haver problema de desempenho (velocidade de acesso) ou compatibilidade.
O aplicativo de sincronização tem habilidade de identificar eventuais conflitos de atualização de arquivos ou pastas, isto é, objetos que tenham sido modificados tanto no repositório na nuvem quanto no dispositivo local, desde a última sincronização. Em geral, o aplicativo avisa sobre a existência do conflito, preserva as duas versões modificadas do arquivo e aguarda que o usuário resolva o conflito.
Se um arquivo é excluído no repositório ou no dispositivo local, ele também será excluído na sincronização em todos os dispositivos. Tanto Microsoft OneDrive quanto Google Drive mantêm arquivos excluídos na Lixeira por 30 dias, permitindo que possam ser restaurados dentro desse prazo.
Por manter sincronizadas cópias locais nos dispositivos e no repositório na nuvem, o serviço de disco virtual se presta como uma forma de backup (cópia de segurança). E você ainda tem a opção de desmarcar a sincronização com o dispositivo atual para uma ou mais pastas, contudo mantendo a(s) pasta(s) no repositório na nuvem.
E de qualquer dispositivo, sem a necessidade de instalar o aplicativo de sincronização, você pode acessar o repositório na nuvem por meio de um navegador web: Microsoft OneDrive (onedrive.live.com) ou Google Drive (drive.google.com), entrando com seu usuário e senha. A interface web permite gerenciar os arquivos e pastas do repositório, bem como fazer downloads e uploads.
Outros dois recursos fundamentais e poderosos do armazenamento em nuvem são:
A pesquisa textual, tanto no nome de arquivos e pastas quanto no conteúdo de documentos e imagens. Tanto Google Drive quanto OneDrive conseguem pesquisar texto em imagens (OCR) quanto identificar objetos em imagens (por exemplo, você pesquisa “cachorro” e ele traz como resultado imagens que exibem um cachorro.
O compartilhamento de arquivos ou pastas inteiras com outros usuários. Você pode compartilhar conteúdo seu e acessar conteúdo que outros compartilharam com você.
Até o momento desse artigo, um recurso muito útil só estava disponível no OneDrive: No Windows 10 em diante, ele tem a opção de Arquivos Sob Demanda, de modo que pastas e arquivos armazenados na nuvem podem aparecer listados localmente no Explorador de Arquivos do Windows, com suas propriedades (nome, data, atributos, compartilhamento), mas não ocupam espaço de armazenamento local, de forma que o conteúdo é baixado sob demanda apenas quando você abre o arquivo (para visualizar ou editar). Isso permite grande economia de espaço local, além de agilizar a sincronização. Você pode ainda definir para “Sempre manter neste dispositivo” arquivos que deseje que o conteúdo fique sempre disponível localmente.
Fotos e vídeos
Os serviços incluem opção de salvar automaticamente fotos, vídeos e capturas de tela do dispositivo no repositório na nuvem, suportando grande variedade de formatos de imagem e vídeo. Também imagens e vídeos em mídias/dispositivos removíveis inseridos (como cartões de memória e unidades flash USB / “pendrive”) Isso é excelente tanto como backup de dispositivos móveis e câmeras fotográficas como consolidação de todas suas fotos e vídeos em um repositório unificado.
Existem serviços na nuvem especialmente voltados a imagens, como o tradicional Flickr ou o profissional SmugMug. Mas os discos virtuais integram o gerenciamento de arquivos de fotos, vídeos e capturas, com a vantagem de organização e pesquisa unificadas. No caso do Google Drive, isso se integra com o serviço Google Photos.
O salvamento automático de imagens e vídeo tem um tratamento diferenciado quanto à sincronização, uma vez copiadas para o repositório. Em geral permitem que você posteriormente possa excluir imagens ou fotos em um dispositivo, mantendo o armazenamento no repositório. Isso faz sentido porque o espaço (tamanho) de armazenamento interno de dispositivos móveis e removíveis costuma ser muito mais limitado que o de um disco de computador, e é comum você necessitar apagar imagens e, principalmente, vídeos para liberar espaço.
Coleções de imagens e fotos podem ser organizadas e compartilhadas em álbuns. Tanto Google Drive/Photos quanto Microsoft OneDrive ainda facilitam essa organização, sugerindo a criação automática de álbuns para sequências de imagens e vídeos que tenham data e horários próximos, o que sugere que representem um evento ou momento específico. O Google ainda vai além, sugerindo também colagens, animações, clipes e efeitos especiais.
O Google Photos tem pelo menos um recurso de destaque que até o momento desse artigo ainda não havia nos demais: o agrupamento e a pesquisa de fotos por pessoas, desde que ativado o reconhecimento facial. Embora exista esse recurso no Microsoft Fotos no Windows 10 e 11, ainda não está disponível para fotos na nuvem no OneDrive.
Espaço e custo
Ok, tudo parece interessante e maravilhoso, mas quanto espaço posso ter na nuvem? E quanto custa?
São serviços “freemium”, ou seja, oferecem opção gratuita (“free”) individual com um espaço de armazenamento limitado, com a opção de uma subscrição (assinatura, mensal ou anual) paga para mais espaço (e, eventualmente, recursos e suporte “Premium”). Como este serviço ainda está em plena expansão e é competitivo, tendo gigantes como Google e Microsoft, os espaços de armazenamento e os preços podem variar em razão da concorrência e da oferta-demanda. O espaço gratuito do OneDrive, por exemplo, já foi 5GB, 25GB, 7GB, 15GB e voltou para 5GB!
Veja um quadro comparativo, com espaços, preços e condições disponíveis à época deste artigo:
Plano 1TB faz parte do pacote Microsoft 365 [1][3], para uso em desktop, smartphone e tablet, e inclui licença dos aplicativos do MS Office; permite limitar prazo de compartilhamento e manter pastas off-line em dispositivos móveis acessíveis sem internet.
Integra o plano Google One [2]. O espaço de armazenamento é compartilhado com mensagens (e anexos) do Gmail e Google Photos com fotos e vídeos na qualidade/resolução original. Se você permitir que o Google compacte fotos e vídeos em alta qualidade para economizar espaço, o armazenamento do Google Photos é ilimitado.
Plano 1TB permite acesso a arquivos off-line e exclusão remota de dispositivos. O plano gratuito começa com 2GB, mais 500MB por amigos indicados, até o limite de 16 GB.
[2] Atualização: Em 28 de agosto de 2018, a Google lançou na América Latina o Google One, um plano de armazenamento com mais opções opções de espaço (de 100GB até 30TB) e possibilidade de compartilhar o plano com até 5 membros da família, similar ao plano familiar Home da Microsoft. As assinaturas do Google Drive foram migradas para o Google One e, pelos mesmos R$35 mensais que eram cobrados por 1TB no Google Drive, o Google One passou a oferecer o dobro de espaço, 2TB.
[3] Atualização 2021: Depois de anos mantendo os preços, a Microsoft reajustou duas vezes, em março e em julho de 2021, os preços dos pacotes Microsoft 365 no Brasil, passando a custar 50% mais. O Personal anual, por exemplo, passou de R$239 para R$279 e depois para R$359. O Family passou de R$299 para R$449 no Microsoft Store, sendo que em lojas de comércio eletrônico (Kalunga, Americanas, Magalu etc.) é possível encontrar assinaturas anuais muito mais baratas.
O melhor gratuito, sem dúvida, é o Google Drive. Se você permitir a compactação de fotos e vídeos no Google Photos, condição para o armazenamento ilimitado de imagens, 15 GB do Google One devem ser suficientes para muitos anos de documentos e e-mails do Gmail (desde que não exagere nos anexos). O Google ainda tem larga superioridade nos recursos de busca tanto do Drive quanto do Photos. Por exemplo, o Google Photos permite identificar nominalmente pessoas e depois buscar, por exemplo, todas as fotos onde o Márcio aparece.
Mas se você quer salvar fotos e vídeos na qualidade original (sem alteração/compactação), rapidamente pode consumir dezenas de Gigabytes. Neste caso, os mais vantajosos devem ser os planos Microsoft que incluem OneDrive e Office 365. Com o aumento da Microsoft em 2021 [3], os planos individuais de Google e Microsoft têm preço de tabela similar. Mas a Microsoft tem plano familiar para até 6 usuários, oferecendo para cada usuário 1TB e Office 365 Home em computador, tablet e smartphone, por R$449/ano ou R$45/mês (era R$299 e R$29 até mar/21 [3]), ou seja, apenas 25% mais caro que o plano individual. Melhor ainda, em lojas de comércio eletrônico você consegue comprar assinatura anual dos pacotes Microsoft 365 (Family ou Personal) por muito menos, já vi chaves de assinatura anual com mais de 50% de desconto em relação ao preço oficial do Microsoft Store!
Segurança
Por último mas não por menos, não poderia deixar de falar sobre segurança. Se pretende manter arquivos pessoais armazenados na internet, é essencial tomar precauções e utilizar recursos de segurança apropriados.
Para segurança e proteção geral do acesso à sua conta na nuvem, e por consequência à todo conteúdo armazenado, siga as duas dicas a seguir:
Utilize uma senha forte para sua conta, com tamanho adequado e uso de letras minúsculas, maiúsculas, algarismos e símbolos. E é recomendável trocar a senha no mínimo anualmente. Lembre-se que Microsoft e Google usam contas de usuário universais para os diversos recursos e serviços oferecidos pela respectiva empresa, como login no sistema operacional ou dispositivo móvel, e-mail etc. Protegendo sua senha você estará, de quebra, reforçando a segurança de todos os demais serviços da Microsoft/Google que você também utiliza.
Ative os recursos de segurança disponíveis, como verificação em duas etapas (ou autenticação de dois fatores) na conta de usuário (tanto Microsoft quanto Google), PIN (senha numérica) para o acesso ao app em dispositivos móveis (OneDrive), criptografia de arquivos em dispositivos móveis (Google Drive).
Para proteção de arquivos sensíveis armazenados na nuvem, como documentos pessoais digitalizados, arquivos financeiros e outros arquivos contendo informações pessoais ou sigilosas, é importante você adotar recursos de criptografia (basicamente, manter o conteúdo “embaralhado” por um algoritmo seguro com chave de acesso própria) que mantenham esses arquivos seguros, mesmo caso alguém tenha acesso à conta.
[Atualização] A partir de junho de 2019, a Microsoft saiu na frente e disponibilizou um novo recurso exatamente para isso, chamado Cofre Pessoal, uma área protegida do OneDrive, que você pode acessar apenas com um método de autenticação forte ou uma segunda etapa de verificação de identidade, como impressão digital, verificação facial, PIN ou um código enviado por e-mail ou SMS. Os arquivos bloqueados no Cofre Pessoal têm uma camada extra de segurança (criptografia) que aumenta a proteção, caso outras pessoas obtenham acesso à conta ou ao dispositivo. Este recurso fica facilmente acessível como uma “pasta especial” no OneDrive no computador (Windows 10) e dispositivos móveis compatíveis. Saiba mais nos artigos de divulgação do lançamento no blog da Microsoft e no suporte em Proteja seus arquivos do Onedrive no Cofre Pessoal.
Como alternativa, utilize um programa que criptografa conteúdo de arquivos. Alguns aplicativos, como Microsoft Office e LibreOffice, oferecem opção de proteger por senha seus documentos. Também pode-se utilizar um compactador de arquivos que tenha opção de criptografia (preferencialmente um padrão seguro, como AES) como 7-Zip (livre) ou PowerArchiver (pago), ou um software específico, como o Axcrypt. Criptografar arquivos um a um é mais trabalhoso, mas lembre-se que segurança é um equilíbrio entre conveniência e proteção.
Atualmente está comum uma pessoa ter dois ou mais desses dispositivos móveis computacionais: laptop/notebook, smartphone e tablet. Mesmo com os — cada vez mais raros — computadores pessoais desktop, há frequente necessidade de mobilidade e compartilhamento entre o computador de casa e o do trabalho (muito além de um simples pendrive), ou entre o desktop e dispositivos móveis. É a era da vida conectada, móvel e em tempo real.
Os serviços e recursos que são nativos da internet, como o e-mail, redes sociais e streaming de áudio/vídeo, por exemplo, já tendem a estar naturalmente acessíveis de qualquer dispositivo.
Mas e quanto a fotos, filmagens, anotações, documentos e informações pessoais, produzidos aos montes e buscados a todo momento e em qualquer lugar? Como preservar, organizar e tornar disponível tudo de forma consolidada? O caminho tende a ser migrar para algumas soluções na nuvem, ou seja, centradas na internet.
O primeiro receio de qualquer um nesse sentido costuma ser do tipo: Mas é a segurança? Manter coisas na internet é seguro? Um hacker em qualquer parte do mundo não poderá invadir minhas informações? Claro que se deve ter cautela e utilizar recursos e práticas de segurança. Mas devolvo questionando outras facetas da situação: As informações no seu dispositivo móvel estão seguras? E se você esquecê-lo, perder ou for furtado/roubado, e se der defeito? Você faz e mantém backup (cópia) atualizado e seguro de tudo que é importante? Qual risco lhe parece mais provável, um extravio/furto/defeito do seu dispositivo móvel ou uma invasão on-line de sua conta?
Se neste ponto você está convencido que vale a pena adotar a nuvem para armazenar e compartilhar informações e conteúdo pessoal, vou sugerir três ferramentas que considero essenciais e complementares:
As três ferramentas oferecem modelo de serviço “freemium”, isto é, tem opções gratuitas e planos Premium pagos com recursos adicionais. Todas podem ser acessadas e sincronizadas em múltiplos dispositivos conectando em sua conta, seja instalando o aplicativo próprio ou via web em qualquer navegador.
Vou detalhar cada ferramenta em um artigo à parte:
Depois do fim anunciado do Microsoft Silverlight e do Java Plugin, chegou a vez do anúncio de adeus do último e mais popular plugin de navegadores web de todos os tempos: o Adobe Flash.
Segundo o anúncio oficial de 2017-07-25 no site da Adobe, padrões abertos como HTML5, WebGL e WebAssembly amadureceram nos últimos anos, e agora provêm a maioria dos recursos e funcionalidades de plugins pioneiros e são uma alternativa viável para conteúdo dinâmico, vídeo, animações e jogos na web. Atualmente os principais navegadores integram recursos nativos antes só possíveis através de plugins.
Nesse cenário, e em colaboração com parceiros tecnológicos incluindo Apple, Facebook, Google, Microsoft e Mozilla, a Adobe planeja o fim-de-vida do Flash até o fim de 2020, e encoraja os criadores de conteúdo a migrarem conteúdo existente em Flash para um destes novos padrões abertos. Até lá, a Adobe vai continuar prestando suporte e atualizações (de segurança e compatibilidade) ao Flash nos sistemas operacionais suportados.
Além disso, a Adobe cogita antecipar prazos de fim-de-vida do Flash em certas regiões do mundo onde versões não licenciadas e desatualizadas do Flash Player tem sido distribuídas.
O Flash surgiu em 1996 lançado pela FutureWave originalmente com o nome Shockwave. Naquele mesmo ano a pequena foi comprada pela Macromedia, por sua vez adquirida pela Adobe em 2005. Atingiu a marca de mais de 1 bilhão de instalações em computadores conectados, e foi por muito tempo padrão de fato da indústria para animações e jogos na web.
A era dos dispositivos móveis (tablets e celulares com Android e iOS) sem suporte a plugins e, como citou o anúncio da Adobe, os novos padrões abertos desde o HTML5 impulsionam a decadência e fim dos plugins, incluindo agora o ilustre Flash.
Se você ficar poucos dias em BsAs, principalmente se for sua primeira viagem à capital Portenha, pelos artigos anteriores desta série Explorando Buenos Aires já viu que há atrações suficientes na cidade. Mas se restar um dia livre, o tema deste quinto artigo é uma escapada imperdível ao país vizinho. Colonia del Sacramento, simpática cidadezinha beira-rio turística do Uruguai, está a apenas uma hora de Buenos Aires na outra margem do Rio da Prata. Preços de jan/2016, a maioria em pesos uruguaios (UY), ou em pesos argentinos (AR) quando indicado.
Ricardo Freire, em seu blog Viaje na Viagem (out/2009, atualizado em 2016) ilustrou Colonia del Sacramento como a Paraty do Uruguai: “Cidadezinha colonial, à beira d’água, fundada por portugueses, patrimônio da Unesco, povoada por pousadas, restaurantinhos e galerias”. Comparações à parte, a pequena e charmosa Colonia del Sacramento tem atrativos próprios para valer um dia inteiro bate-e-volta saindo de Buenos Aires.
Colônia do Sacramento, Uruguai, é capital do departamento de Colônia. Tem origem na antiga cidade de Colônia do Santíssimo Sacramento, fundada em 22 de janeiro de 1680 por Manuel Lobo, então Governador da Capitania Real do Rio de Janeiro, a mando do Império Português no século XVII. A área onde localiza-se a fundação portuguesa hoje faz parte do Centro Histórico, reconhecido pela UNESCO como Patrimônio da Humanidade. Fica 177 km distante de Montevidéu e, pela outra margem do Rio da Prata, a apenas 50 km de Buenos Aires.
Ida e volta de buque
Para ir e voltar de Colonia a partir de Buenos Aires, a travessia de 50 km até a outra margem do Rio da Prata pode ser feita em apenas uma hora em buques, grandes e confiáveis embarcações (ferryboat tipo catamarã) rápidas que transportam muitas pessoas (em enormes salões com muitas fileiras de poltronas) e carros.
Buquebus é a maior e mais tradicional das empresas que atuam na rota. Opera barcos rápidos (1h15) e lentos (3h) entre BsAs e Colonia, transporta também carros e oferece mais horários. Há também buques rápidos direto a Montevidéu (3h).
A Seacat Colonia é o concorrente mais novo. Tem ferrys modernos, compactos e rápidos (1h) e não carrega carros. Segundo o blog de Ricardo Freire, é subsidiária low-cost da Buquebus. De fato, Buquebus e Seacat saem do mesmo terminal Buquebus no extremo norte de Porto Madero (Av. Antártida Argentina 821, quase em frente à Av. Córdoba), e não raro compartilham passageiros em uma mesma embarcação, em horários comuns quando há pouca lotação.
Na época deste artigo, a Colonia Express não era bem recomendada, pelos atrasos e cancelamentos frequentes. Seus barcos não são nem tão grandes quanto os do Buquebus, nem tão modernos quanto os da Seacat. Não arrisquei.
Escolha a passagem pelo site das empresas, com antecedência, para garantir disponibilidade e preços. Compre direto pelo site, ou na agência física da empresa em BsAs. As três empresas oferecem opção “Day Tour” com city tour incluso (à pé ou ônibus), mas recomendo a ida-e-volta simples mesmo dia. Conhecer Colonia por conta própria é fácil e gostoso, como veremos aqui. Para transporte apenas de passageiros, escolha Sin Bodega/Vehículo (sem carro).
Os pontos de venda (loja física) em Buenos Aires das três são perto entre si, todos funcionando seg-sex 09-19hs, sábado 09-13hs:
O terminal Buquebus/Seacat na Av. Antártida Argentina 821 também vende passagens destas duas empresas todos os dias.
Compramos no dia 4/jan/2016 ida-e-volta para 8/1 no Seacat Colonia, por AR$843 por pessoa (classe econômica), ida às 8:00 (chegada a Colonia 9h) e retorno saindo às 20:30 (chegada a BsAs 21:30). Considerando a antecedência para embarque da volta, você terá em torno de dez horas em Colonia, que é suficiente para um passeio completo.
Dicas importantes:
Lembre-se: É uma viagem internacional. Para compra nas lojas e para embarque, é obrigatório levar o passaporte de todos os passageiros, ou a carteira de identidade mais o papel com o carimbo de entrada no país.
Chegue no mínimo uma hora antes do horário de embarque no terminal. Pode haver grandes filas de check-in e imigração, além do próprio embarque. Com mochilhas e bolsas de mão para o bate-volta de um dia, não será necessário despachar bagagem.
A imigração dos dois países é feita de uma vez no embarque. No mesmo balcão, um funcionário de um país processa a saída e em seguida já passa para o funcionário do outro país dar entrada. Para quem usa a carteira de identidade, o novo carimbo de entrada no país é feito no papel da passagem. Guarde-o ou não sairá do país!
No salão de passageiros do buque, há um balcão lanchonete. Em águas internacionais durante o trajeto, abre-se também um balcão de duty free.
As poltronas não são marcadas/numeradas. Recomendo um lugar perto da porta de embarque/desembarque em uma fileira próxima às janelas, com a vista do rio. O trajeto é tranquilo, não percebi oscilações que causem qualquer desconforto ou náuseas.
Na ida para o terminal em BsAs, a estação final (Leandro N. Alem) da linha B do Subte (metrô) é a mais próxima, distante umas 7 quadras. Na volta à noite, só vimos taxistas parados na porta do terminal que ofereciam corrida mais caro (fora do taxímetro); muito cansados, negociamos valor e tomamos um desses mesmo, a contragosto.
Câmbio
Dentro do terminal de desembarque em Colonia você encontra uma agência de câmbio Varlix Servicios Financeiros, praticando taxas de câmbio razoáveis. Vi outras casas de câmbio em meio à cidade, com câmbios similares ou ligeiramente melhores.
Praticamente todo lugar turístico aceita dólar, real, peso argentino e peso uruguaio, além de cartão de crédito. Acho melhor usar a moeda local para compras pequenas. É mais rápido, seguro e barato porque evita conversões.
Troquei 200 reais ao câmbio 7,06 totalizando UY$ 1.412 pesos uruguaios. E 1 AR (peso argentino) equivalia a aproximadamente 1,6 UY. Dimensione seu câmbio para não sobrar pesos uruguaios à toa, ou você acaba perdendo um pouco de dinheiro nessas idas e voltas de conversão. Uma dica é gastar o resto de seus pesos uruguaios no acerto final do pagamento do carrinho de golfe.
Aluguel de carro de golfe em Colonia
A opção de transporte que muitos recomendam, fácil, econômica e bem divertida, é alugar um carrinho de golfe. O veículo não atinge mais que uns 40 km/h e as vias e a cidade são tranquilas e seguras, então é um city tour por conta própria muito agradável.
É possível ir à pé ao centro histórico, mas com o carrinho você passeia sem cansar as pernas e pode ir à Plaza de Toros que fica a uns 3 km de distância, bem como qualquer outra parte mais distante da cidade. Além disso, é divertido e barato, então por que não?
O motorista deve apresentar habilitação (aceita a CNH brasileira). Transporta 4 pessoas, duas no banco da frente e duas viradas para trás, onde há um estribo para os pés e barras para firmar as mãos. Equipamentos básicos: para-brisa, capota de lona (aberto dos lados e atrás); cinto de segurança (lombar) para todos; chave de ignição, câmbio frente-neutro-estacionar-ré (sem marchas), pedais acelerador e freio, freio de mão, retrovisores. O preço inclui o tanque cheio, suficiente para rodar o dia inteiro (não é necessário abastecer para entrega). Sem mistério.
Há várias locadoras nas proximidades da saída do terminal de desembarque. Alugamos na Colonia Rental (Miguel Odriozola 415, logo em frente à saída do Centro de Informações Turísticas) o carro de golfe de 4 pessoas o dia inteiro por USD $60 (UY $1800, AR $1125). Aceitam cartão de crédito ou dinheiro, pagamento na entrega, até as 19h.
Do Paseo de San Gabriel, com seu charmoso guarda-corpo branco beira-rio, às simpáticas ruas no entorno, de calçamento de pedra e muito arborizadas, o centro histórico é um passeio tranquilo e gostoso. Ao final da rua Manuel Lobo faz-se uma curva ao lado do Bastión de San Miguel e tem-se acesso à Plaza Mayor, coração do Casco Historico.
Ruas no entorno do centro histórico: calçamento de pedra, muito arborizadas, e casinhas coloridas e bem cuidadas.
As passagens pelo alto das muralhas restauradas, desde o Portão de Armas (Porton de Campo ou Puerta de la Ciudadela) ao longo da ruela do Bastión de San Miguel descendo em direção ao rio, apesar de muito belas, são perigosas para crianças, sem proteção e com trechos estreitos, exigindo muito cuidado e atenção.
Portón de Campo (ou Puerta de la Ciudadela), muralha e detalhe do Bastión de San Miguel.
Paralela à rua do Bastión de San Miguel após o início da praça está a Calle de los Suspiros, fechada ao trânsito de veículos. Ao final da praça duas ruas depois, De San Francisco, ergue-se o grande Farol, onde se pode pagar para subir (crianças não podem entrar, pois o mirante externo no alto é estreito e com gradil baixo).
Calle de los Suspiros.Farol de Colonia del Sacramento.
Também estão no centro histórico a Basílica de Santíssimo Sacramento e alguns museus.
Há em torno de dez pequenos Museus na cidade, como Português, o Espanhol, do Azulejo, Indígena, Paleontológico, Naval etc. Todos fecham um ou mais dias da semana. Uma entrada de UY $50 (menores de 12 anos não pagam) permite visitar todos os museus disponíveis. Para detalhes, veja o prospecto (PDF) do Sistema de Museos de Colonia.
Plaza de Toros Real de San Carlos (final da Av. Nicolas Mihanovich, esquina Rio de la Plata). Obra realizada pelo arquiteto argentino José Marcovich e o engenheiro Dupuy, a arena foi inaugurada em 9 de janeiro de 1910, mas dois anos depois as touradas foram proibidas em todo país. Esta é a única que se mantém erguida no Uruguai, mas está fechada a visitação, infelizmente devido à estrutura abandonada e em risco. Rodeando a praça se pode ver o entorno de pedra e, lá dentro, a estrutura metálica trazida da Grã Bretanha.
Alimentação
Uma garrafinha de 500 ml de água mineral nos terminais ou no buque custava AR $40 ou UY $65. Em um trailer na cidade, uma garrafa geladíssima de 2,25 L de água mineral custou UY $60.
Há muitos Cafés (cafeterias e restaurantes) gostosos, tanto no entorno da Plaza Mayor quanto espalhados pela cidade.
Almoçamos um típico e farto chivito (uruguaio) al plato por UY $595 na varanda do Don Pedro (Henriquez de la Peña, esquina com Calle de los Suspiros, Plaza Mayor), serve muito bem uma pessoa com salada, batatas fritas, carne, ovo, queijo e presunto. Porção de arroz UY $80, suco de laranja (esprimido) UY $95.
Gostamos do sorvete artesanal da El Cali (San Miguel 91, esquina com Henriquez de la Peña, dentro do Bastión de San Miguel, quase em frente ao Porton de Campo), e o ambiente é amplo e agradável.
Nem mais nem menos
Gasta-se em torno de quatro horas entre espera e trânsito de ida e volta, e são vários pontos turísticos, mais os tempos de alimentação e descanso. Então não creio que compense ficar em Colonia menos que um dia todo.
Da mesma forma, a noite em Colonia não é algo imperdível e nem há tantas atrações turísticas que compensem levar mala, procurar hotel, fazer check-in e check-out. Eu não faria pernoite em Colonia. Para mim, um dia inteiro bate-volta basta para ver tudo, passear e cansar. E valeu!
Na série de artigos para Explorar Buenos Aires, estamos no de número quatro para falar do tradicional bairro de Recoleta. Lembrete: Todos os preços citados em pesos argentinos de jan/2016.
Em uma sequência de três quadras na Junín, começando da esquina com Vicente López, você tem o shopping Recoleta Mall (Vicente López 2050), e atravessando a rua, o Cemitério Recoleta, a Igreja N.S. do Pilar, o Centro Cultural Recoleta e, ao final da descida, uma escada rolante dá acesso ao shopping Buenos Aires Design. Se continuar atravessando o gramado onde ocorre a feira de artesanato e a Plaza Francia, chegará ao Museu de Belas Artes. Atravesse a avenida pela passarela, passe a Faculdade de Direito e chegará à Floralis Genérica.
Centro Cultural Recoleta (Junín 1930): Informações turísticas, galerias de arte e outros espaços de artes visuais e cênicas, lanchonete, o Museu Proibido NÃO Tocar e, ao fundo, o terraço do shopping Buenos Aires Design, onde eventualmente há apresentações artísticas ao ar livre. Entrada gratuita. Ter-sex 13h30-20h30; sáb, dom e feriados 11h30-20h30; seg fechado.
Museo Participativo de Ciencias (MPC) – Prohibido no Tocar (Museu “Proibido NÃO Tocar” – dentro do Centro Cultural Recoleta): Nos dois andares de alas — óptica, eletricidade, mecânica, arte, tecnologia, matemática, música/ondas/som, fenômenos naturais e auditório — as crianças são estimuladas a interagir com muitas experiências e demonstrações interativas de Física. É como um mega laboratório divertido, mais proveitoso para crianças em idade escolar, mas pequenos curiosos devem gostar. Ter-sex 10-17h. Sab, dom, feriados e férias de verão (ter-dom) 15:30-19:30. Reserve umas duas horas para percorrer tudo. Entrada $75 (passou para $80 em fevereiro) adulto ou criança.
Cementerio de la Recoleta (Cemitério da Recoleta – Junín 1760): Construído em 1822 como primeiro cemitério público da cidade, ocupa o equivalente a quatro quadras. Entre inúmeros corredores de mausoléus, lá estão sepultados célebres como Eva Perón (“Evita”, atriz, líder política e primeira-dama da Argentina durante a presidência de seu marido general Juan Domingo Perón em 1946-1952), Domingo Faustino Sarmiento (escritor, estadista e 7º Presidente da Argentina em 1868-1874), gerando “turismo fúnebre”.
Buenos Aires Design (Av. Pueyrredón 2501 com Azcuénaga): Seg-Sáb 10-21h, Dom e feriados 12-21h. Anexo ao shopping, a primeira filial latinoamericana da rede internacional de restaurantes Hard Rock Café: Dom-Qui 12-1h, Sex e Sáb 12-2h.
Feira de Artesanato de Plaza Francia (interseção das Avs. Pueyrredón, Del Libertador e Alvear, depois do Buenos Aires Design): Artesanatos e lembranças variados, bons preços. Fins de semana e feriados, 11-20h.
Ao lado do MNBA próximo à Av. Pueyrredón, uma Passarela de pedestre com o piso de concreto todo grafitado atravessa Av. Pres. Figueroa Alcorta. Do outro lado, a antiga “Praça República Federativa del Brasil” estava em obras para se tornar mais um estacionamento público. Passando em frente às escadarias da Faculdade de Direito, se chega à Plaza de las Naciones Unidas, onde está a Floralis Genérica.
Floralis Genérica (Av. Pres. Figueroa Alcorta 2301): Escultura de 20m de altura em aço inoxidável e alumínio.
El Sanjuanino (Posadas 1515; filiais também em Belgrano e Barrio Norte): considerada por muitos a melhor empanada de Buenos Aires. Se estiver em um grupo de até 6 pessoas, pode dar sorte de ter disponível a mesa redonda no salão térreo; no subsolo há mais mesas, de quatro lugares.
Preços, não inclusa propina (10%): Empanada $20, Pepsi $35, Água com gás $32, Bife com fritas $240, Milanesa com fritas $130 (pratos individuais). Salão térreo do Sanjuanino Recoleta.