Cotidiano


Depois de dois meses sem postar um artigo, um nerd experimentando a paternidade tinha que acabar criando um guia nerd sobre gravidez e bebês.

Gravidez

A primeira coisa sobre ter um filho é, obviamente, a concepção e a gravidez. Pode começar com o casal fazendo exames de rotina para se assegurarem que estão saudáveis e aptos a engravidar.

Para algumas mulheres chega a ser solicitado pelo ginecologista um exame chamado histerossalpingografia (HSG), que consiste em uma radiografia com contraste (em geral, iodo) da cavidade do útero (histero) e das trompas (salpingo). Além de diagnóstico, esta exame tem caráter profilático, pois o iodo usado no contraste também limpa a cavidade. Bom, não sou médico, então não vou falar muito do que não domino.

O importante de qualquer casal grávido ou “treinante” saber é que a contagem do período de gestação se dá a partir da data do início (primeiro dia) da última menstruação — e não a partir da data de efetiva concepção ou fecundação, como um desavisado poderia supor — e tem duração prevista de 40 semanas.

O período da gestação em meses é subjetivo. Normalmente, 40 semanas perfazem em torno de 9 meses efetivos (reais no calendário). Contudo, alguns definem um mês matematicamente como um período a cada 4 semanas (ou seja, 28 dias), o que daria 10 “meses” por esse critério. Como os meses efetivos tem quantidade de dias variada (28, 29, 30, 31), os médicos preferem a contagem em semanas que é fixa e precisa.

Outro ponto que costuma causar alguma confusão é que existe a informação de semanas completadas ou semana em curso. Por exemplo, a grávida que completou 20 semanas de gestação obviamente inicia (“entra”) a próxima, no caso, 21ª semana. Ou seja, dizer que completou X semanas ou tem X semanas completas é o mesmo que dizer que entrou ou está na (X+1)-ésima semana.

Existem várias calculadoras de gravidez disponíveis na internet, mas eu criei minha planilha Excel de tempo de gravidez (xlsx disponível para baixar aqui). Para utilizar, basta preencher a data do início da última menstruação, na célula indicada.

No mais, mamãe grávida: procure o seu ginecologista/obstetra e faça o acompanhamento Pré Natal durante toda a gestação.

Para saber mais:

Curso de gestante ou casal grávido

Em Belo Horizonte, temos alguns cursos gratuitos para a gestante ou para o casal grávido, como os seguintes:

São em geral cursos rápidos de 1 ou dois dias (à noite ou no fim de semana) com informações, orientações e cuidados sobre gravidez, parto, amamentação, recém nascidos. Não devem servir para ensinar em profundidade, mas servem pelo menos para esclarecer um pouco enquanto se está na expectativa do período de gravidez.

Enxoval do bebê e mala da maternidade

Depois, vem o enxoval do bebê (e da mamãe). Enquanto os futuros mamãe e papai curtem a gravidez, é bom irem preparando um enxoval para o bebê que vem aí. Esse enxoval, idealmente, deve estar pronto no mínimo um ou dois meses antes da data provável do parto (40 semanas), pois não raro o parto pode ser antecipado em algumas semanas.

Parte importante desse enxoval é o que vai ser levado para a maternidade. A mala da maternidade, essa sim, deve estar pronta com antecedência ideal de um a dois meses antes da data provável. Evite correria e estresse em um momento tão importante quanto o parto.

Mais uma vez, eu elaborei uma planilha de enxoval do bebê e da mamãe e publiquei no Scribd.com. Dividi os itens nas seguintes categorias:

  • Roupinhas
  • Colo e Proteção
  • Banho
  • Quarto
  • Passeio
  • Higiene
  • Consumíveis de Higiene
  • Alimentação
  • Maternidade
  • Mamãe

As quantidades de cada item podem variar muito, de acordo com fatores como clima, cultura, tradição e, claro, até preferências e escolha dos pais e pessoas próximas ao bebê. Por exemplo, em regiões frias, serão necessárias mais roupas quentes com manga e perna compridas, luva, touca, mantas quentes etc. Em uma região muito úmida, um aparelho umidificador é desnecessário, enquanto será essencial em uma região muito seca, para evitar problemas respiratórios.

Por isso, com base em uma compilação de diversas listas de enxoval (internet, lojas, livros) e de minhas próprias opiniões, para cada item incluí três colunas, com quantidades sugeridas ideal, mínima e para levar à maternidade. Os itens com alguma quantidade na coluna “Maternidade” ficam com sua linha destacada em cor distinta, para facilitar a visualização.

Cuidados com a mamãe e com o bebê

O bico dos seios

Para a mamãe, desde o oitavo mês até os primeiros 15 a 30 dias de lactação, é recomendado passar no bico dos seios (mas não nas aréolas) uma pomada à base de lanolina, como a americana Lansinoh HPA Lanolin ou a brasileira Lanidrat (Mantecorp; veja também o hotsite Ela Online). Durante a lactação, a pomada não precisa ser retirada para amamentar. Não passe a pomada nas aréolas em volta do bico, pois isso sim pode prejudicar a pega do bebê fazendo sua boca “derrapar”.

Durante todo o período de amamentação, é recomendável a mãe tomar sol diariamente alguns minutos — até as 10 da manhã ou após as 4 da tarde — no bico dos seios (proteja o restante dos seios com um pano), para prevenir feridas pela amamentação (dar maior resistência à pele) e acelerar cicatrização, se já feriu. Se não for possível tomar sol, pode-se usar por alguns minutos um secador de cabelo em potência média à distância de um braço esticado dos seios.

Quando o bico dos seios começar a ferir, cesse a pomada de lanolina e após cada mamada passe a utilizar a pomada Garmastan, que tem alto poder de cicatrização. Essa também deve ser aplicada apenas nos bicos e não precisa ser removida para amamentar.

É muito útil também utilizar durante todo o dia as conchas para seios (as da Chicco e da Avent Philips são ótimas). O bico do seio passa por um furo na base de silicone e fica sem contato com nada, afastado pela concha rígida de plástico, que ainda serve como receptáculo higiênico de gotas de leite que escorrerem. A concha deve ter furos de ventilação na parte superior. Para deitar, troque a concha por absorventes para seios. E a mamãe deve usar sutiã reforçado 24 horas por dia, para dar sustentação.

Assaduras

Existem dezenas de produtos (em creme ou gel) para prevenção e/ou tratamento de assaduras. Assadura ou Dermatite das Fraldas é uma inflamação cutânea comum em bebês, causada por uma reação ao contato prolongado com substâncias químicas e enzimas das fezes e da urina, aliado à umidade e ao acúmulo de calor.

As assaduras doem e o bebê chora incomodado.

Trocar falda com frequência ajuda a reduzir a incidência de assaduras. Mas o importante é a higienização cuidadosa em cada troca de fraldas, preferencialmente com chumaços de algodão umedecidos (em água mesmo), seguido do uso de um creme ou gel para prevenção e/ou tratamento de assaduras, aplicado generosamente na região abrangida pela fralda, especialmente no bumbum e dobrinhas nas partes genitais e proximidades.

Existem substâncias que servem para prevenir assaduras criando uma camada de proteção que lubrifique e “isole” a pele: lanolina, vaselina/Petrolatum, óleo de fígado de bacalhau (rico em vitaminas A e D), óleo de amêndoas, vitamina B5 (ácido pantotênico ou pantotenato), entre outros. E a principal substância que age no tratamento da assadura quando já há inflamação é o óxido de zinco.

Outras características relevantes de um creme ou gel contra assaduras são sua consistência, facilidade de aplicação e facilidade de posterior remoção na higienização.

Existem muitas marcas nacionais. Dentre as poucas que usamos, gostamos do gel transparente para prevenir assaduras Boni Baby Disney (Boniquet) e do creme Bepantol Baby (Bayer). Não gostamos muito do Hipoglós (P&G), que embora eficaz na prevenção e tratamento de assaduras, achamos difícil de limpar depois, mesmo na nova versão com óleo de amêndoas. Isso são só nossas opiniões particulares. E existem muitos outros produtos, que não tivemos oportunidade de usar.

Das marcas importadas, a mais famosa e que tivemos oportunidade de usar e adoramos é a A+D Original Ointment, em versão gel para prevenção (facílimo de aplicar e limpar, cria uma camada transparente) e creme para tratamento (com óxido de zinco, tem consitência mais firme, mas fácil de remover mesmo assim).

Vacinação da criança

A maioria das vacinas recomendadas pela SBP estão cobertas pelo Calendário Básico de Vacinação da Criança e, portanto, disponíveis nos postos de saúde da rede pública. Até o momento em que escrevo esse artigo, somente as vacinas de Varicela (catapora) e de Hepatite A, ambas com primeira dose no 12º mês, atualmente estão disponíveis apenas na rede privada.

As vacinas Pneumocócica 10-valente (conjugada) e Meningocócita C (conjugada) foram introduzidas no Calendário Básico em 2010.

[Atualização 2012-01-18] Em 2012, foram introduzidas as vacinas pólio inativada e pentavalente no Calendário Básico de Vacinação da Criança. A vacina injetável contra pólio, feita com vírus inativado, denominada Vacina Inativada Poliomielite (VIP), deverá ser utilizada na 1ª e 2ª doses, aos 2 e 4 meses de vida respectivamente. Na terceira dose aos 6 meses, no Reforço aos 15 meses e nas Campanhas Nacionais de Vacinação, continuará a ser utilizada a gotinha da Vacina Oral Poliomielite (VOP), com o vírus atenuado, conforme orientação da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS). A vacina pentavalente reúne em uma só dose a proteção contra cinco doenças: difteria/crupe, tétano e pertússis/coqueluche — DTP ou tríplice –, Haemophilus influenzae tipo B (HiB) e hepatite B. Até então, a imunização para estas doenças na rede pública era oferecida em duas vacinas separadas, a tetravalente (DTP + HiB) e Hepatite B. Veja como ficou o Calendário Básico de Vacinação da Criança.

Em até quatro anos, o Ministério da Saúde deverá transformar a pentavalente em heptavalente, com a inclusão das vacinas inativada poliomielite (VIP) e meningite C conjugada. Atualmente, a vacina Hexavalente disponível na rede particular engloba DTPa (difteria, tétano e coqueluche acelular, que promete ser menos sujeita a reações), HiB, hepatite B e VIP em uma única agulhada.

Converse com seu(a) pediatra e siga suas orientações e prescrições.

Nutrição e Crescimento

Esse é um assunto para pediatras e nutricionistas, mas vou deixar aqui alguns link úteis.

  • Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional – SISVAN do Ministério da Saúde, Governo do Brasil. Curvas de Crescimento da Organização Mundial da Saúde (OMS), Caderneta de Saúde da Criança (PDF, janeiro 2007).
  • The WHO Child Growth Standards (em inglês), Padrões da OMS para Crescimento de Crianças, Organização Mundial de Saúde (OMS). A OMS disponibiliza gratuitamente para download o WHO Anthro software, com interface em vários idiomas inclusive Português. Inclui três funcionalidades: Calculadora Antropométrica (dá Percentil e Escore Z de crescimento segundo os padrões da OMS, de acordo com sexo, idade, peso, comprimento/altura e perímetros informados da criança), Exame Individual (cadastro completo das visitas de exame pediátrico antropológico e motor da criança, permitindo visualizar gráficos de distribuição das medições dentro das curvas padrão de crescimento da OMS), Inquérito Nutricional.

Livros

Para a gravidez:

Para cuidar do bebê:

Internet

Existe muita referência na internet, tanto sobre gravidez quanto sobre cuidados com bebê, desde o recém nascido até os primeiros anos de vida. Dê preferência aos portais conceituados, mantidos por uma equipe técnica capacitada. Cuidado com informações leigas, imprecisas, divergentes. Na dúvida, a grávida deve procurar seu(sua) obstetra e a mamãe ou o papai devem procurar o(a) pediatra do bebê.

Alguns portais de referência no Brasil:

Blogs de Pediatria e sobre Bebês:

Métodos para bebê acalmar e dormir

Diversos pesquisadores e autores (em geral, pediatras ou enfermeiras) estudam e desenvolvem métodos e técnicas para bebês ficarem calmos e dormirem melhor. Não vou advogar em favor de nenhum método, mas vou listar aqui alguns dos mais conhecidos.

O bebê mais feliz do pedaço (The happiest baby on the block)

Dr. Harvey Karp, Pediatra americano. Método dos 5 S para acalmar um bebê até três meses: Swaddling (embrulhar o bebê), Side/Stomach (posicionar de lado), Shushing (fazer som de shhhh), swinging (balançar) e Sucking (sugar).

A encantadora de bebês (The baby whisperer)

Tracy Hogg, Enfermeira inglesa. Métodos E.A.S.Y.: Eat (comer), Activity (atividade), Sleep (dormir), You (tempo para você) e S.L.O.W.: Stop (pare), Listen (ouça), Observe (observe), What’s up? (o que está acontecendo?).

Ferberização

Dr. Richard Ferber, Pediatra americano, diretor do Centro Pediátrico para Desordens do Sono no Children’s Hospital em Boston. Método de Ferber ou Ferberização, para ensinar o bebê a dormir sozinho.

Nana nenê

Gary Ezzo e Robert Buckman. Método Nana Nenê.

Linguagem do Bebê

Priscilla Dunstan, Musicista australiana. Estudo sobre cinco tipos de choro do bebê: fome (“né”), sono (“au”, boca oval), desconforto (“heh”), arroto (“ê), cólica (“ear”, sofrido).

Fonte: Oracle Press Release, Redwood Shores, Califórnia – 15 de agosto de 2011.

A Oracle anunciou a disponibilidade do Java Platform, Standard Edition 7 (Java SE 7), a primeira versão da plataforma Java sob administração da Oracle.

A versão Java SE 7 é o resultado do desenvolvimento que envolveu revisão aberta, compilações semanais e extensa colaboração entre engenheiros da Oracle e membros do ecossistema Java em todo o mundo por meio da comunidade OpenJDK e do Java Community Process (JCP).

O Java SE 7 oferece:

  • Mudanças na linguagem para ajudar a aumentar a produtividade dos desenvolvedores e simplificar as tarefas comuns de programação, reduzindo o volume de código necessário, esclarecendo a sintaxe e facilitando a leitura do código. (JSR 334: Project Coin)
  • Suporte aprimorado para linguagens dinâmicas (como, Ruby, Python e JavaScript), resultando em melhoria substancial no desempenho do JVM. (JSR 292: InvokeDynamic)
  • A nova API multicore-ready oferece aos desenvolvedores maior facilidade para detalhar falhas em tarefas que podem ser executadas em paralelo por números arbitrários de núcleos do processador. (JSR 166: Fork/Join Framework)
  • A interface de I/O (entrada/saída) completa para trabalhar com sistemas de arquivos permite acesso a uma ampla variedade de atributos de arquivos e oferece mais informações quando ocorrem erros. (JSR 203: NIO.2)
  • Novos recursos de rede (suporte a Transport Layer Security – TLS 1.2, pilha Windows Vista IPv6, Sockets Direct Protocol – SDP para stream de rede com conexões Infiniband em Solaris e Linux, Stream Control Transmission Protocol – SCTP em Solaris) e segurança (algortismos de criptografia curva-elíptica – ECC).
  • Suporte ampliado a internacionalização com Unicode 6.0 e Locale com suporte a IETF BCP 47 (Tags for Identifying Languages) e UTR 35 (Local Data Markup Language).
  • Versões atualizadas de várias bibliotecas (JDBC 4.1 e Rowset 1.1, pilha XML com JAXP 1.4, JAXB 2.2a, JAX-WS 2.2).
  • Melhorias para cliente desktop (pipeline gráfico Java2D baseado na extensão X11 XRender, Nimbus look-and-feel e componente JLayer para Swing, substituição do velho sintetizador de som pelo Gervill criado pelo Audio Synthesis Engine Project).

A compatibilidade do Java SE 7 com versões anteriores da plataforma preserva os conjuntos de habilidades dos atuais desenvolvedores de software em Java e protege os investimentos nesta tecnologia.

Os desenvolvedores interessados podem usar imediatamente o Java SE 7 e aproveitar o NetBeans IDE 7.0, o Eclipse Indigo com o plug-in Java SE 7 adicional ou o IntelliJ IDEA 10.5, compatível com os mais novos recursos da plataforma Java SE 7. O lançamento do suporte do Oracle JDeveloper para o JDK 7 está programado para acontecer ainda este ano.

Exemplos de nova sintaxe introduzida pelo Project Coin

Tipo String permitido em cada case da cláusula switch:

switch(diaDaSemana)
{
   case "segunda": msg = "Mais uma semana de trabalho"; break;
   ....
   case "sábado": msg = "O fim de semana chegou"; break;
}

Multicatch – várias exceções capturadas em um só catch:

try {
String fileText = getFile(nomeArq);
//...
} catch (FileNotFoundException | ParseException | FileLockInterruptionException e) {
    System.err.println("Erro ao abrir arquivo");
} catch (IOException iox) {
    System.err.println("Erro ao processar arquivo");
}

Sintaxe diamante simplificada:

De

Map<Filme, Trilha> m = new HashMap<Filme, Trilha>();

Para

Map<Filme, Trilha> m = new HashMap<>();

Estas foram algumas novidades na sintaxe, exemplificadas aqui. Existem outras.

Fatos e Números de Java

  • 97% dos desktops empresariais executam Java;
  • São feitos 1 bilhão de downloads de Java por ano;
  • Há nove milhões de desenvolvedores em todo o mundo;
  • É a linguagem de programação número um do setor (segundo TIOBE Programming Community Index);
  • Mais de três bilhões de dispositivos funcionam sob a tecnologia Java.

Para saber mais

Depois de uma ampla atualização em maio e de outra, mais leve, em junho, acrescentei agora em meu artigo PMBOK e o gerenciamento de projetos uma importante seção, sobre as Partes interessadas de um projeto.

Conforme citei em maio, esse era um tópico importante que faltava para cobrir os principais aspectos do gerenciamento de projetos.

Espero que o artigo agora esteja bastante completo para uma introdução abrangente, apresentando os conceitos e aspectos fundamentais de gerenciamento de projetos, voltado a iniciantes nesse tema. Ainda assim, o artigo buscou continuar didático, sintético e objetivo, cobrindo todo esse conteúdo em poucos tópicos e páginas de texto.

Para atualizar as referências sobre a Série de normas internacionais ISO/IEC 25000, Systems and software [product] Quality Requirements and Evaluation (SQuaRE), no grupo sobre Engenharia de Software e Sistemas, revisei tão amplamente a página que ficou melhor dividir em uma página à parte da de Engenharia de Software:

Produto de Software – Qualidade, Métricas e Teste

Também atualizei o texto e referências do artigo Modelo de Qualidade de Software de McCall, com mais informação sobre a Série ISO/IEC 25000.

Quantas pessoas você conhece com cem anos de idade? Se essa meta de longevidade já é um desafio para o homem, mais ainda o é para empresas. Os números revelam o quanto isso é raro. Segundo análise da Standard & Poor’s Capital IQ para o noticiário USA TODAY, de um universo de mais de 5 mil empresas de capital aberto dos Estados Unidos, apenas 488 completaram 100 anos de idade, e somente 23 firmas americanas privadas (com declaração financeira auditada) tem 100 anos ou mais.

IBM 100 anos E é nesse raro universo que a IBM — International Business Machine — completou 100 anos de existência em 16 de junho de 2011.

Mais impressionante ainda é chegar ao centenário inteiríssima, com um valor de mercado de US$197 bi, o que faz da IBM atualmente a quinta empresa mais valiosa dos EUA — pouco atrás de Microsoft e bem à frente da Google (Financial Times US 500) –, e a 18ª no ranking anual Fortune 500 das maiores corporações da América para 2011 — a primeira no ramo de Tecnologia da Informação.

Quando se fala em tecnologia, a invenção do computador pessoal — ou Personal Computer, o famoso PC — pela IBM em 1981 já parece um passado remoto. Ter em 1913 sua máquina de tabulação Holerith em aplicação industrial, então, isso sim é história da tecnologia. E em 1917 a IBM chega ao Brasil, sendo a primeira filial fora dos Estados Unidos!

O senhor Thomas J. Watson assumiu a presidência da empresa em 1915. Em 1924, renomeou a empresa, de Computing Tabulating Recording Corporation (CTR) para International Business Machines (IBM). Seu lema sempre foi “THINK” (pense). A crença do senhor Watson é simples e profunda:

“Todos os problemas do mundo podem ser facilmente resolvidos, se as pessoas estiverem dispostas a PENSAR”.

Isso e muito mais está no vídeo IBM 100 × 100 (13 minutos), que pode ser visto legendado em português, em que 100 IBMers — com idades em ordem decrescente — contam fatos marcantes da empresa ocorridos no ano em que nasceram:


Fonte: IBM 100:100 x 100 — Um centenário de conquistas que mudaram o mundo (legendado em português), IBM Brasil em Youtube.

Em 100 anos de existência, a IBM soube evoluir não apenas a tecnologia mundial, mas o perfil da própria empresa, que passou pelas máquinas automáticas, grandes computadores, computadores pessoais e software, e hoje continua com produtos líderes de mercado, em famílias de software como Rational, WebSphere, Cognos, Tivoli, Lotus e FileNet, além de sistemas, servidores e storages de grande porte.

Parabéns IBM!

Para saber mais:

A autenticação multifator é algo que tem se popularizado rapidamente nos sistemas de internet banking (transações bancárias pela internet) e outras aplicações de identidade digital no Brasil e no mundo.

Espero que com esse artigo você tenha uma visão prática e abrangente dos fatores de autenticação, um aspecto da segurança que a maioria das pessoas utiliza de alguma forma em seu dia a dia.

Vamos começar definindo autenticação e seus fatores.

Autenticação

Autenticação, no âmbito da segurança digital, é o procedimento que confirma a legitimidade do usuário que realiza a requisição de um serviço, para o controle de acesso identificado. Este procedimento é baseado na apresentação de uma identidade junto com uma ou mais credenciais de confirmação e verificação.

Na definição objetiva de Wel. R. Braga, o processo de autenticar usuários consiste em determinar se um usuário é quem ele afirma ser.

A identidade ou identificador do usuário pode ser um nome criado especificamente para determinado ambiente, serviço ou aplicação, que se costuma denominar login ou logname. O login pode ser textual (um codinome) ou numérico (similar a um número de identidade).

Em algumas situações, pode-se aproveitar um identificador que o usuário já possui como login. Logins textuais muitas vezes permitem que se utilize o nome de uma conta de e-mail do usuário. Logins numéricos podem utilizar um número de documento de identidade como CPF, número do título de eleitor, RG, número de registro profissional (OAB, CRM, CREA etc.), número de inscrição do usuário no serviço, matrícula funcional etc.

Para confirmar a credencial, usa-se um elemento que deve casar unicamente com o identificador do usuário. É aí que entra o fator de autenticação.

Os fatores de autenticação para humanos são normalmente classificados em três casos:

  • algo que o usuário sabe: senha, PIN (número de identificação pessoal), frase de segurança ou frase-passe, que normalmente deve ser apenas memorizada e não escrita, para garantir o segredo que torna o fator seguro;
  • algo que o usuário possui/tem: certificado digital A3 (token ou smart card), cartão de códigos numéricos, token de segurança (gerador eletrônico de senhas únicas temporais), token por software, códigos enviados por telefone celular (SMS) etc.;
  • algo que o usuário é: impressão digital, padrão de retina, sequência de DNA, padrão de voz, padrão de vasos sanguíneos, reconhecimento facial, reconhecimento de assinatura, sinais elétricos unicamente identificáveis produzidos por um corpo vivo, ou qualquer outro meio biométrico.

A autenticação mais comum é a combinação de login e senha, ou seja, utilizando apenas um fator. A senha memorizada, contudo, tem sua fragilidade. Tanto a identificação (login) quanto a senha (este fator “algo que você sabe”) podem ser revelados ou descobertos, permitindo a fraude de utilização ilegítima de identidade de uma pessoa por outra. Pode ainda ser esquecida, causando transtornos ao usuário, pois exigirão alguma forma de redefinição ou reposição de uma nova senha.

Por isso, bancos e outras instituições têm cada vez mais recorrido à utilização de mais um fator, como veremos na seção seguinte.

Referências:

Fatores de autenticação e aplicações bancárias

Vistos os conceitos básicos, vamos comentar os fatores de autenticação exemplificados por sua utilização pelos bancos, em caixas eletrônicos e, principalmente, nas aplicações de internet banking.

O cartão magnético sempre foi utilizado pelos bancos. Além de armazenar a identificação numérica do usuário (banco, agência e conta), que é automaticamente lida nos caixas eletrônicos, ele é um fator de autenticação física do tipo “algo que você possui”. É combinado com a senha do cartão, fator do tipo “sabe”.

Com o aumento das fraudes e golpes em caixas eletrônicos, desde malfeitores próximos que observavam a senha digitada até o uso de equipamentos eletrônicos de fraude instalados nos caixas, os bancos começaram a inovar.

Algo que você sabe

Primeiro, vieram as técnicas de fornecimento indireto da senha. Menus de escolha mostrando mais de um dígito em cada opção. Isso faz com que um observador não saiba qual dos dígitos de cada opção é o da senha, sem reduzir a segurança — em termos matemáticos, em uma senha de 6 algarismos, escolhê-los em pares reduz as possibilidades de 10 dígitos para 5 pares, mas cada escolha (par) contém 2 opções de dígitos, então 106 = 56 * 26 = 1 milhão.

Depois, veio o uso de mais de um fator na autenticação, o que caracteriza a chamada autenticação multifator que intitula este artigo. Primeiro, a criação de mais de uma senha, como senha do cartão, senha eletrônica de internet, senha de telefone, código mnemônico de letras. Em internet banking, o banco costuma solicitar uma senha eletrônica para autenticar no início, e depois pede a senha do cartão para confirmar uma transação bancária.

Ainda assim, os fatores do tipo “sabe” têm o problema de serem basicamente um segredo único memorizado, que pode ser descoberto involuntariamente, ou mesmo repassado voluntariamente. Saber algo não é um fator intrinsecamente único e individual. Ainda tem o problema de que quando são escolhidos pelo próprio usuário, este pode por comodidade ou preguiça escolher para senha um dado comum (como usar uma data de aniversário como senha numérica) e que pode ser conhecido por outras pessoas.

Algo que você possui

Então, os bancos passaram a acrescentar um fator do tipo “possui”. O fator desse tipo costuma ter o objetivo de transpor códigos que antes eram escolhidos e memorizados para dispositivos que transportam códigos seguros.

O primeiro fator desse tipo costuma ser o cartão de códigos. Um cartão impresso com vários códigos numerados (em geral, são 50 a 70 códigos de três ou quatro dígitos) é fornecido pelo banco e, na autenticação ou confirmação de uma transação, ele solicita um desses códigos. Bancos como Bradesco, Itaú e Real utilizam este fator. As fraudes sobre esses cartões são mais fáceis do usuário identificar, pois em geral solicitam que o usuário forneça todos os códigos numéricos do cartão ao mesmo tempo, e não apenas um por vez como o banco faz. O caso típico desse tipo de fraude é se travestir de uma operação de recadatro ou confirmação de segurança do próprio banco.

Outro fator que alguns bancos passaram a utilizar foi um dispositivo físico de geração de senhas únicas a intervalos de tempo. Tecnicamente conhecidos como dispositivos OTP (one time password), eles funcionam assim: em um mecanismo eletrônico, o dispositivo gera um código numérico válido por um período de tempo, em geral um minuto. Depois desse período, o dispositivo automaticamente gera outro código. A fórmula matemática utilizada para a geração desses números é conhecida pelo banco e sincronizada com seus computadores centrais, mas é um técnica complexa e praticamente imprevisível, denominada função pseudo-aleatória.

Bancos como antigo Unibanco (“multisenha”) e Itaú (“iToken”) utilizaram este fator (ilustrações a seguir). Apesar de seguro, ele tem alguns inconvenientes práticos. Para o banco, representa um custo extra da aquisição desse dispositivo para cada cliente, o que tem que compensar frente à redução de prejuízo em fraudes. Para o usuário (cliente), é um penduricalho a mais que ele tem que guardar e transportar consigo para onde precisar usar.

Multisenha Unibanco iToken Itaú pessoa física iToken Itaú pessoa jurídica (RSA SecurID)

Outra variante do fator “possui” tem sido o envio de códigos para o celular do cliente via SMS. Similar ao dispositivo OTP, esse fator permite que um código diferente seja gerado a cada uso. O que o cliente deve efetivamente possuir de forma única é o seu telefone celular. Como hoje em dia as pessoas em geral portam consigo o celular, isso evita ter que se carregar o dispositivo OTP. Essa técnica exige uma abrangência e eficiência da rede celular da operadora, pois o usuário terá de receber o código via SMS no momento em que está realizando uma operação bancária eletrônica. Bancos como Citibank, Itaú e Banco do Brasil tem utilizado esse fator.

Para que um fator do tipo “possui” utilizando um dispositivo físico como o OTP ou celular seja utilizado indevidamente, é preciso que o pretenso usuário ilegítimo (fraudador) consiga obter o dispositivo, minimizando o risco de fraudes eletrônicas à distância.

Certificação digital

Merece destaque o fator de autenticação usando certificado digital. Certificado digital é um mecanismo genérico, padronizado e amplamente utilizado para identificação e assinatura digital seguras nas mais diversas aplicações. Funciona como uma carteira de identidade digital. São emitidos por entidades credenciadas confiáveis chamadas autoridades certificadoras (AC) e autoridades de registro (AR). Exigem a comprovação de documentos do usuário titular para emissão, e uma série de procedimentos técnicos e operacionais de segurança.

O governo Brasileiro definiu a estrutura nacional de emissão de certificados digitais, a ICP Brasil (Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira), seguindo o padrão mundial já estabelecido. Através da ICP Brasil, pessoas físicas podem emitir o seu e-CPF e pessoas jurídicas (empresas) o e-CNPJ. O uso de certificados digitais tem sido impulsionado no Brasil pelo governo, em especial:

Entre aplicações de internet banking de pessoa física em geral, só tenho conhecimento do Banco do Brasil que atualmente permite a utilização de certificado digital como forma de autenticação do cliente. (Podem haver outros bancos utilizando, mas desconheço.)

Este fator não é necessariamente emitido pelo banco (para o banco emitir, deve ser AR devidamente credenciada a uma AC), mas sendo um padrão mundial estabelecido, ele consegue identificar seu cliente pelo nome completo e pelo CPF contidos na identidade digital.

O certificado digital tem diversas vantagens. Sendo um dispositivo de identidade universal amplo, serve não apenas para aplicações bancárias mas para qualquer uso de identificação digital da pessoa que seja disponibilizado.

O certificado do tipo A3 utiliza um dispositivo físico — um chip que pode ser em um token USB similar a um pen drive, ou em um cartão inteligente smart card (que exige uma leitora própria) — funcionando portanto como fator tipo “possui”. Existe também um certificado tipo A1 via software que é gravado no disco do computador, mas é considerado um pouco menos seguro.

Token da marca Alladin Smart card

O certificado digital é baseado na técnica de segurança digital chamada criptografia de chave pública, onde existe um código secreto (chave privada) que fica inviolável dentro do dispositivo físico do certificado A3, e uma contraparte para identificação pública do titular do certificado (chave pública), preservando o segredo da chave privada.

O uso da chave privada é protegido por uma senha (PIN) ou mesmo por um leitor biométrico (atualmente, os certificados digitais com biometria mais difundidos acoplam um leitor de impressão digital). Ou seja, o do certificado digital embute múltiplos fatores de autenticação.

O empecilho essencial para popularizar o certificado digital como fator de autenticação é o custo. Atualmente, a emissão de um certificado A3 com validade de três anos custa algo entre 100 e 300 reais, incluindo o custo do dispositivo (token ou smartcard). Por medida de segurança, essa identidade digital precisa ser renovada ou reemitida ao término de cada período de vigência, a um custo que hoje gira em torno de 100 reais.

No sistema da novo documento de identidade brasileiro, o Registro de Identidade Civil (RIC), há a possibilidade de ele incorporar um certificado digital. Iniciativas como essa para popularização de meios de armazenamento de certificado digital, mais a disseminação de serviços públicos (governamentais) com uso destes, podem levar nos próximos anos a uma grande popularização que leve a um aumento de escala e consequente redução drástica do custo. Essa é uma grande esperança!

Para saber mais:

Algo que você é

E a biometria como fator de autenticação? Teoricamente, parece ser o mais seguro e prático. Seguro porque parece difícil fraudar características físicas pessoais exclusivas como padrões de impressão digital, retina, veias, face etc. Prático porque você não precisa memorizar nem possuir nada, são características físicas que existem em seu corpo.

Mas dos três fatores, este é o que ainda possui os maiores desafios. Na prática, padrões biométricos ainda são sujeitos a problemas de abrangência e precisão. Não reconhecimento de uma pessoa legítima (“falso negativo”), a possibilidade mesmo que remota de identificar uma pessoa como a característica biométrica de outra (“falso positivo”), e a dificuldade de se estabelecer padrões biométricos que funcionem de forma efetiva para todos. Só para se ter ideia, na impressão digital, que é um dos padrões biométricos mais conhecidos e utilizados, uma pessoa muito jovem, idosa, que utiliza produtos químicos ou que faça trabalhos manuais duros que desgastem a pele podem simplesmente não ter uma digital legível de forma precisa.

Outro desafio preponderante de decisão da viabilidade e popularização no mercado é o alto custo. Dispositivos de leitura biométrica ainda são muito caros para se popularizar em larga escala atualmente.

Ontem publiquei em meu site a revisão 20 do popular artigo PDF Livre com (ou sem) o Ghostscript.

Esta revisão traz as seguintes novidades:

  • Testadas e atualizadas as informações das versões mais recentes, até o momento, de Ghostscript (9.01) e dos utilitários de impressão PDF — doPDF 7.2.361, Bullzip PDF Printer 7.2.0.1304, PDF Creator 1.2.0.
  • Por causa da crescente popularização do uso de sistema operacional de 64 bits com Windows 7 e Vista, estão listadas mais claramente as duas opções de 32 e 64 bits para download do Ghostscript, bem como foi incluído um quadro explicativo de como identificar de quantos bits é o seu Windows.
  • Incluído um tópico detalhado (3.1) explicando como certificar-se que o tipo de papel está definido para A4, formato de papel padrão utilizado no Brasil.

Este março de 2011 foi um mês marcante para reaquecer a saudável guerra de browsers (navegadores internet).

Em 08/03/2011, a Google lançou o stable release do Chrome 10 para Windows, Mac, Linux e Chrome Frame.

Em 14/03/2011, Microsoft fez o lançamento oficial do Internet Explorer 9, anunciado durante o evento South by SouthWest (SXSW 2011) em Austin, Texas.

E em 22/03/2011, a Fundação Mozilla lançou o Firefox 4 para Windows, Mac OS X e Linux, e brevemente disponível também para dispositivos Android e Maemo.

Foi um lançamento por semana.

Desde janeiro, tenho publicado alguns posts sobre os novos navegadores: Corrida dos navegadores rumo a HTML5 e CSS3; Firefox 4 Beta e a barra de status; Firefox 4 Beta – novidades na interface.

Como já comentei, duas temáticas importantes nestas novas versões foram: motores/mecanismos de renderização eficientes com suporte a HTML e os mais recentes padrões de JavaScript e Estilos CSS; e remodelagem da interface visando simplificação e maximização da área útil para exibição das páginas.

Aos poucos vou observando pontos positivos e negativos em cada um. Por exemplo, adorei o recurso de escolha de complementos (plug-ins) do Internet Explorer 9, que mostra o impacto de cada complemento no tempo médio de inicialização do navegador:

Isto é algo que tem me incomodado no Firefox: ele tem demorado muito a iniciar (abrir a janela inicial), acho que a culpa deve ser de uma das várias extensões que utilizo, mas não sei precisar qual nem tenho tempo e paciência para testar uma por uma.

Por outro lado, detestei saber que o Google Chrome, apesar de sua excelente compatibilidade com os novos padrões e a perceptível rapidez na exibição de páginas, ainda não tem recursos super básicos como configurar impressora (margens, cabeçalho e rodapé) nem previsualizar impressão.

Qual navegador é o melhor, ainda é cedo para dar um veredito, pois são muitos quesitos envolvidos. Vamos experimentar e ficar atentos ao que o público diz na internet!

A corrida dos navegadores rumo ao melhor suporte aos padrões HTML5 e CSS3 está quente.

Correndo para emparelhar com Google Chrome 8.0, que já está disponível há um bom tempo oferecendo bom suporte a estes padrões, além de trazer uma interface limpa, simples e eficaz e ser bem rápido, os dois principais navegadores lançaram nesta primeira quinzena de maio a versão candidata a oficial (Release Candidate) de seus novos navegadores:

Sobre o Firefox 4, em suas versões beta, já andei avaliando alguns aspectos de sua interface, cada vez mais parecido com o Chrome.

Internet Explorer 9 – Primeiras impressões

As mudanças na interface visando maximizar a área útil da janela destinada à exibição da página web também estão presentes no Internet Explorer 9. Além da barra de menu convencional que já havia sido abolida no IE8, agora o IE9 exibe por padrão em uma única barra os botões de histórico de navegação (a lista de navegação, como no Firefox 4, também requer manter pressionado um dos botões Voltar ou Avançar para ser exibida), a caixa de endereço, as abas e os botões de Home e dos menus Favoritos e Ferramentas.

A barra de estado também foi extinta. A exibição dos links de destino apontados pelo usuário (hover) é feita em uma faixa na parte inferior da tela, similar ao Chrome e Firefox 4. E não vi nenhum local de exibição de mensagens de estado durante o carregamento das páginas, exceto o pequeno ícone animado à esquerda na aba correspondente.

A barra de notificação, recurso primeiro trazido pelo Firefox em substituição a janelas de diálogo convencionais, já era utilizada no IE8 em algumas situações e agora é utilizada no IE9 em todas as notificações. No IE9, passou a ser posicionada na parte inferior da janela.

Também foi extinta a caixa de pesquisa, integrada na caixa de endereço como já fez o Chrome. Durante a digitação de um endereço ou expressão, o navegador já oferece dinamicamente uma lista sugestões de pesquisa gerada pelo provedor de pesquisa padrão.

Na visualização de páginas, o IE9 promete carregar o conteúdo mais rapidamente e, se combinado com os recursos gráficos do sistema operacional Windows 7, melhor desempenho, nitidez e definição nos vídeos e outros elementos gráficos. Há um site de demonstração beautyoftheweb.com.

Traz também o Chakra, novo mecanismo JavaScript.

Para saber mais: Windows Internet Explorer 9 – A internet nunca foi tão fácil; Introdução – O que há de novo no Internet Explorer 9?; Recursos do Internet Explorer 9.

A Microsoft lista também um tabela Compare o Internet Explorer 9, confrontando Firefox 4 Beta 11 e Chrome 9.0 Beta.

Conclusão

As novas versões de todos os navegadores estão buscando simplificar a interface, maximizar a área de exibição de páginas e oferecer suporte aos mais atuais padrões e recursos da web. Vamos ver brevemente qual deles entrega melhor o que promete.

Espero breve poder testar também algo sobre o suporte a HTML5 e a CSS3.

Tomara que quem ganhe essa briga seja o usuário, com opções cada vez melhores para escolher seu navegador internet, em termos de rapidez, precisão, segurança, compatibilidade e flexibilidade.

A equipe de tradução da Comunidade WordPress-BR concluiu e disponibilizou hoje a localização em português do Brasil para o WordPress 3.0.4.

WordPress é uma das mais populares, poderosas e eficazes plataformas de gerenciamento e publicação de conteúdo para sites do tipo blog (web log), como este aqui. Escrito em linguagem PHP orientada a objetos, o WordPress é software livre, amplamente utilizado e suportado pela comunidade, cheio de recursos e bastante extensível através de plug-ins de recursos e temas de personalização visual, livremente disponíveis em grande quantidade e variedade tanto no repositório oficial da WordPress.org quanto em outros sites.

A versão 3.0.4 é uma importante atualização de segurança, originalmente disponibilizada (em inglês) em 29 de dezembro de 2010. A atualização imediata é recomendada para todos os usuários do WordPress 3.0.x.

Enquanto isso, já está a caminho um novo ciclo de melhorias para a nova versão 3.1. O WordPress 3.1 Release Candidate 2 já está disponível para testes, trazendo ainda mais recursos e facilidades para esta plataforma.

Para saber mais:

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