Cotidiano


Xmarks, popular serviço de sincronização de bookmarks (favoritos) — além de senhas, histórico de navegação e abas abertas — de navegadores internet, anunciou em final de setembro que o serviço teria de ser encerrado, com previsão de término em janeiro de 2011.

Apesar de ter conquistado mais de 4,5 milhões de usuários sincronizando mais de 1 bilhão de favoritos, o serviço gratuito não havia conseguido alavancar um negócio financeiramente viável. Em termos diretos: o dinheiro estava acabando.

Desde o anúncio do fim, as reações positivas foram se expandindo, a começar pela ampla comoção de uma legião de usuários fiéis, inclusive com um abaixo-assinado de mais de 30 mil usuários dispostos a pagar uma taxa anual pelo serviço.

Isso motivou a Xmarks a procurar interessados em comprar o negócio e garantir sua continuidade. Essa busca agora chegou a uma conclusão feliz.

Xmarks foi adquirida pela LastPass, mantenedores do muito popular gerenciador de senhas multi-plataforma LastPass.

Com isso, o serviço gratuito de sincronização do Xmarks será mantido.

Após a aquisição, foi criada também uma opção de assinatura Xmarks Premium. Por uma taxa anual de apenas US$ 12, conta com novos recursos como aplicação móvel para Android e iPhone, além de suporte prioritário.

Esse modelo de negócio chamado “freemium“, isto é, a existência de um serviço gratuito (free) com a opção de um serviço avançado premium pago (e por uma taxa bem razoável), é o que já vinha garantindo a sustentabilidade do LastPass, que já oferecia um serviço Premium pelo mesmo valor. Com a aquisição, agora é possível assinar o combo dos dois serviços Premium por USD$ 20, ou seja, desconto de $4 (16,6%).

Tanto Xmarks quanto LastPass possuem plug-ins de para uso do serviço em Firefox, Internet Explorer e outros navegadores. Suas versões Premium suportam dispositivos móveis, disponíveis para iPhone, Android, Firefox Mobile. Com os dois serviços sob mesma direção, além da manutenção dos serviços gratuitos já existentes, o futuro pode reservar ainda mais integração e recursos para os usuários.

Para saber mais:

Mauro Segura é líder de marketing e comunicação da IBM Brasil e blogueiro. Estudioso do tema redes sociais nas empresas, ele aborda frequentemente o assunto em seu blog AQO – A Quinta Onda – Comunicação e Comportamento na Era da Sociedade Digital.

Sua visão pessoal a respeito dos executivos não blogarem é tão simplista e direta que ele até se desculpa se decepciona alguém: — Os executivos não blogam porque eles têm coisas mais importantes para fazer. Tão simples quanto isso.

Em junho do ano ano passado, o site norte-americano UBERCEO — que cobre a “vida” dos CEOs, Chief Executive Officers de empresas — afirmou que a maioria dos 100 principais executivos do planeta não frequenta rotineiramente as redes sociais.

Segundo a pesquisa do UBERCEO, os principais motivos são os riscos que as redes podem trazer para a reputação da empresa, pelo vazamento de informações estratégicas, pela falta de conhecimento em como lidar com as redes e pela paranoica percepção de que o acesso livre às redes gera improdutividade do funcionário.

UBERCEO pesquisou comunidades como Facebook, Twitter, LinkedIn e Wikipedia. O resultado é que apenas 2 CEOs tinham contas no Twitter, 13 deles tinham perfis no LinkedIn, 81% não tinham página pessoal no Facebook e nenhum deles tinha um blog.

O próprio Mauro Segura fez uma pesquisa junto a CEOs de algumas empresas — divulgada também na revista Época Negócios de novembro 2010 (ano 4, número 45) — e apontou Dez motivos por que os executivos não blogam:

  1. Falta de tempo.
  2. Medo de entrar em discussões polêmicas.
  3. Percepção de que não é relevante.
  4. Insegurança de até onde vai a conversa.
  5. Insegurança para escrever.
  6. Risco de imagem.
  7. Vazamento de informação.
  8. Medo de dizer que não deu certo.
  9. Imagem perante os colegas executivos.
  10. A comunidade não está preparada.

Observando a lista de motivos, eu ousaria complementar a constatação de Mauro Segura. Com tantos receios e desconhecimento apontados pelos executivos ante às mídias sociais da internet, seu potencial e seus impactos, eles realmente não priorizam tempo a elas.

Recentemente, Mauro Segura abordou outros aspectos do tema em seu artigo CEOs perdem tempo nas redes sociais, 2010-12-07, que comenta uma matéria de Lucy Kellaway em sua coluna do Financial Times, reproduzida no jornal brasileiro Valor Econômico. O mote aí foi a pronta interação do presidente da Starbucks no Reino Unido, Darcy Willson-Rymer, com um consumidor no Twitter.

Seja como for, creio que as empresas brasileiras ainda estão muito longe de aproveitarem ampla e plenamente o potencial das redes sociais não só como elemento integrador e propulsor da comunicação interna, mas também como um canal mais direto e intimista com seus consumidores, parceiros e sociedade em geral.

Na era da internet, essa é uma fronteira à parte a ser galgada pelas instituições.

Para saber mais, no blog A Quinta Onda, por Mauro Segura:

Ofensiva seria represália a bloqueio de doações para o WikiLeaks.
Outros sites envolvidos com o caso também sofreram ataques.

Fonte: Hackers atacaram site da MasterCard, diz imprensa britânica
Do G1, com agências internacionais.

Hackers atacaram nesta quarta-feira (8) o site da empresa de cartões de crédito MasterCard, no que seria uma retaliação ao bloqueio de doações para o site WikiLeaks, segundo a BBC, o “Guardian” e outras publicações britânicas.

A empresa não comentou. O site estava fora do ar no final da manhã.

Um grupo chamado “Anonymous” havia ameaçado nesta semana atacar empresas que bloquearam o WikiLeaks — centro de polêmica após divulgar documentos da diplomacia dos EUA.

O grupo denuncia um suposto complô para “censurar” o WikiLeaks na web.

A notícia do G1 ainda cita outros ataques que podem estar relacionados a represálias em defesa do WikiLeaks, e apresenta um interessante infográfico interativo das principais revelações dos documentos diplomáticos dos EUA vazados pelo WikiLeaks, organizados no Mapa Mundi por países citados/relacionados.

O australiano Julian Assange, de 39 anos, fundador do site WikiLeaks, foi preso ontem (7) pela Polícia Metropolitana de Londres, na Grã-Bretanha.

Para saber mais:

Em 03 de dezembro foi lançada uma nova versão da impressora virtual PDF doPDF 7.2 build 353.

O que motivou o lançamento ser considerado pela empresa desenvolvedora um major update, passando de 7.1 para 7.2, foi a inclusão de um novo importante recurso. Agora o diálogo de Salvar Como permite selecionar a qualidade de imagens no arquivo PDF gerado: “Small file” (arquivo pequeno) ou “High quality images” (imagens em alta qualidade). As novas opções ainda não estão traduzidas para português nessa versão.

Cada uma das opções basicamente seleciona um mecanismo distinto de compressão de imagens para o documento PDF:

  • Compactação ZIP Normal para “Small file”;
  • Compactação Alta JPEG para “High quality images”.

O artigo PDF Livre com (ou sem) o Ghostscript foi revisado para contemplar a nova versão do doPDF.

Fonte: [Major update] doPDF 7.2.353 released, no doPDF Forum, por Softland, 2010-12-02.

Atualizações de versão nas impressoras virtuais PDF, que permitem gerar arquivos PDF a partir do comando imprimir em qualquer aplicativo Windows, motivaram mais uma revisão (18) do artigo PDF Livre com (ou sem) o Ghostscript.

Depois de mais de um ano do FreePDF 4.02 lançado em 06/09/2009, no dia 20 de outubro último foi lançada a atualização 4.04, que traz apenas algumas correções de bug e melhor compatibilidade com versões mais novas do Windows.

O doPDF está na versão de atualização 7.1.351, lançada em 20 de novembro, que apenas corrige bugs.

PDFCreator lançou a versão 1.1.0 em 21 de novembro. O incremento na numeração de versão indica que é o primeiro release desde a versão 1.0 que traz novos recursos, e não apenas correção de bugs.

Enquanto a versão 1.0.2 havia sido obrigada a fazer o downgrade do Ghostscript embutido para 8.70, porque o Ghostscript 8.71 apresentou problemas em tornar o texto pesquisável, o PDFCreator 1.1.0 inclui o Ghostscript 9.0, que funciona bem e ainda tem suporte melhorado a fontes TrueType. O novo sistema de fontes corrige problemas de espaçamento em algumas fontes, inclusive o Arial-Degree-Bug que fazia com que o símbolo de grau ficasse sobreposto aos caracteres seguintes.

O PDFCreator 1.1.0 ainda adiciona criptografia AES de 128 bits.

Seu instalador foi melhorado, e torna a atualização mais fácil, permitindo remover uma versão anterior do PDFCreator já instalada.

O novo instalador também traz um diálogo específico para que o usuário escolha ou não instalar a barra de ferramentas promocional PDFForge Toolbar, que direciona tráfego para uma empresa patrocinadora do projeto em página de Erro de DNS. Nas versão 1.0.2, a instalação da ferramenta era selecionada por padrão e a opção de não instalar ficava “escondida” como um dos componentes da instalação personalizada, que a maioria dos usuários nem atenta ou modifica. Isso fez o projeto ser classificado em muitos sites e serviços de segurança como ofensivo à privacidade e contendo código malicioso, pois modifica configurações de acesso e redireciona tráfego para um serviço comercial sem o consentimento prévio do usuário.

Os administradores do projeto esperam que o novo diálogo torne claro para o usuário como evitar a instalação da barra comercial ou desativá-la. Também explicam que a veiculação dessa barra provê aporte financeiro que ajuda a pagar custos de manutenção do projeto e, além disso, oferece o recurso útil de criar um arquivo PDF com apenas um clique a partir de qualquer página web.

Mesmo com as melhorias e atualizações da nova versão, o tamanho do instalador reduziu em torno de 400 KB, passando dos 17 MB do PDFCreator versão 1.0.2 para 16,6 MB nesta 1.1.

Em 11 de outubro passado, Oracle e IBM anunciaram que as empresas vão colaborar para acelerar a inovação da tecnologia Java, apoiando desenvolvedores e usuários através da comunidade aberta OpenJDK.

A IBM junta esforços à Oracle no projeto OpenJDK, que desenvolve de forma aberta e colaborativa a implementação de referência da especificação Java Platform, Standard Edition (Java SE), da Linguagem Java, do Java Development Kit (JDK) e do Java Runtime Environment (JRE).

Oracle e IBM vão apoiar o Roadmap de desenvolvimento do OpenJDK para o JDK 7, recentemente divulgado.

Já o Java Community Process (JCP) continuará sendo o foro principal de trabalho para os padrões da tecnologia Java, do qual ambas empresas já participam ativamente. IBM endossou a proposta da Oracle para Java SE 7 e Java SE 8 no JCP, que já tinha bom apoio da comunidade Java em geral.

Sendo Oracle — que adquiriu Sun e BEA — e IBM as duas maiores empresas propulsoras da tecnologia Java e fornecedoras de vasto portfólio de produtos e soluções baseadas nesta tecnologia, essa colaboração ameniza os temores e incertezas da comunidade sobre o futuro do Java após a aquisição da Sun, criadora do Java, pela Oracle. Além disso, um maior alinhamento entre as duas gigantes quanto ao desenvolvimento do Java SE deve realmente acelerar a evolução da tecnologia e o avanço das inovações.

Para saber mais:

  • IBM to join OpenJDK (em inglês), no blog de Mark Reinhold, Arquiteto Chefe do Java Platform Group na Oracle.

Apesar da especificação do HTML5 estar em elaboração desde 2008, finalmente começam a aparecer no horizonte da internet sinais de repercussão mais fortes rumo à sua ampla adoção.

O padrão HTML5 — A vocabulary and associated APIs for HTML and XHTML — ainda está como Working Draft (rascunho em desenvolvimento), liderado por Ian Hickson, da Google. No W3C você encontra também o último rascunho do Editor e um resumo das diferenças em relação ao HTML4.

Um dos principais propulsores do padrão HTML5 é a própria empresa Google, que além de liderar o grupo de trabalho da especificação, tem todo o interesse que um novo padrão web com mais recursos de semântica, interatividade, acessibilidade e multimídia impulsione as aplicações e serviços da empresa, totalmente baseadas na web.

A Google desde o início prefere se basear e investir em padrões amplos e abertos. Participa dos mais diversos comitês, iniciativas, comunidades e grupos internacionais abertos de padronização, com destaque para o W3C e o Java Community Process (JCP). A Google mantém e fomenta inclusive comunidades e projetos de software livre, como Google Code, Apache Foundation e outras.

É uma estratégia comercial diferente da Microsoft, que em geral prefere lançar mão de recursos proprietários em suas inovações, confiando que sua liderança no mercado (com Windows, Microsoft Office, Internet Explorer) mais o chamariz de novos recursos bastem para popularizar seus recursos proprietários e, de quebra, ainda fomentar a dependência dos clientes em seus produtos.

O navegador Google Chrome está bem adiantado na adoção da versão preliminar do padrão HTML5. A Microsoft promete se alinhar a essa corrida, com o futuro Internet Explorer 9, atualmente em desenvolvimento (versão beta). Também o navegador Mozilla Firefox, cujo novo Parser HTML5 (mecanismo Gecko 2) e o suporte a SVG e MathML embutido do HTML5 são opcionais no Firefox 3.6, terá estes recursos nativos na futura versão 4, atualmente em beta, além de suporte parcial a HTML5 Forms.

Para os usuários de versões anteriores do Internet Explorer (6, 7 e 8), a Google disponibilizou um plug-in Google Chrome Frame que integra suporte ao HTML5.

A Adobe é outro grande fornecedor que começa a suportar o HTML5 em seus produtos. Em 13 de setembro, divulgou o suporte ao HTML5 no Adobe Illustrator, através do Adobe Illustrator CS5 HTML5 Pack.
O Adobe Dreamweaver CS5 HTML5 Pack já havia sido incorporado à versão 11.0.3 do produto em 31 de agosto, com suporte a HTML5 e CSS3.

Para saber mais:

Provavelmente o maior problema conceitual em aberto da Ciência da Computação é chamado P versus NP, uma questão estudada na teoria da complexidade computacional, que lida com a proporção de recursos consumidos para se solucionar um problema computacional. Os principais recursos considerados são tempo (quantos passos são necessários) e espaço (quantidade de memória utilizada).

Conceituação

Segundo a teoria, a classe dos problemas computacionais P são aqueles que podem ser resolvidos em “tempo polinomial”. Isso significa que um computador (formalmente, uma máquina computacional sequencial e determinística) pode resolver o problema em um montante de tempo que tem proporção polinomial em relação ao tamanho da entrada do problema. Por exemplo, se para resolver um problema com n variáveis fornecidas (entrada), um computador gasta um tempo proporcional a n², ele é da classe P (uma proporção quadrática é um polinômio de grau 2).

Diagrama de Euler

Já os problemas computacionais da classe NP (tempo não-determinístico polinomial) consistem naqueles em que uma solução conhecida pode ser verificada em tempo polinomial.

Os problemas da classe P estão contidos na classe NP, ou seja, todo problema solucionável em tempo polinomial determinístico pode ter a solução verificada também em tempo polinomial. Mas existem problemas NP difíceis, para os quais ainda não se conhece uma solução polinomial, formando a classe chamada NP-completo.

A grande dúvida da computação é se P é ou não igual a NP, ou explicando em palavras mais simples, se existem problemas que não possam ser resolvidos em tempo polinomial.

Colocando a coisa em termos bem leigos, para quem “está viajando” sem entender nada até agora. Os problemas classe P são aqueles que se pode resolver em um tempo “factível” (polinomial), enquanto os NP-completo são aqueles problemas muito difíceis, que provavelmente “demorariam demais” para serem resolvidos por um computador.

A dúvida P =? NP então seria: Os problemas NP ainda não resolvidos em tempo factível (NP-completo) são porque não há realmente uma forma polinomial de serem resolvidos (P ≠ NP), ou porque essa solução apenas ainda não foi descoberta (P = NP)?

Um exemplo prático: A fatoração de um número que é produto de dos inteiros primos. Se alguém lhe disser que o número 13.717.421 pode ser escrito como o produto de dois outros inteiros, você provavelmente demorará para encontrar tais inteiros (tentando fatorar o número dado por cada número primo possível); contudo, se lhe disserem que ele é o produto de 3.607 por 3.803, você seria capaz de muito rapidamente verificar tal fato, simplesmente realizando a multiplicação.

Em busca da solução

O problema P versus NP é tão importante que foi definido como um dos Problemas do Milênio, sete dos mais difíceis enigmas da matemática, para os quais o Clay Mathematics Institute, em Cambridge, Massachusetts, EUA, instituiu no ano 2000 o prêmio de $1 milhão de dólares para a solução de cada um deles.

Em 11 de agosto de 2010, Vinay Deolalikar, dos Laboratórios de Pesquisa da HP em Palo Alto, EUA publicou um artigo alegando comprovar que P ≠ NP.

Contudo, diversos cientistas e estudiosos do assunto, como o professor Richard Lipton, do Instituto de Tecnologia da Geórgia, EUA, questionam o artigo e apontam falhas na demonstração da prova.

A comunidade científica mundial realmente suspeita que P não seja igual a NP, como buscou demonstrar Deolalikar, mas até que se comprove isso de forma inequívoca e amplamente aceita, a questão oficialmente continua em aberto.

A resposta para esse dilema não é mera questão de curiosidade científica. Muitas áreas de tecnologia envolvem problemas NP. Para citar algo crítico, modernas técnicas de criptografia digital tem sua segurança baseada na dificuldade de problemas NP-completo. Se alguém por acaso conseguir provar o contrário do que propõe Deolalikar, ou seja, que P = NP, implicaria afirmar que teoricamente existiriam meios de se desfazer a segurança da moderna criptografia em tempo polinomial.

Para saber mais:

A revista Veja desta semana tem como capa uma reportagem sobre “Falar e escrever bem” (Veja edição 2177, ano 43, nº 32, 11 de agosto de 2010, páginas 94 a 101).

Esse tema já foi capa de outras edições da revista. Pesquisando no Acervo Digital VEJA em anos recentes, encontrei por exemplo:

  • “Falar e escrever certo”, edição 2025, ano 40, nº 36, 12 de setembro de 2007.
  • “Falar e escrever bem” , edição 1725, ano 34, nº 44, 7 de novembro de 2001.

Como assinante de Veja há mais de 25 anos, é fácil observar os temas recorrentes em capas da revista. Quando não há furos de reportagem nem fatos emergentes ou de comoção nacional na semana — escândalos e destaques na política e na economia, o falecimento ou outro fato marcante de figuras notórias etc. –, temas coringas são sacados do cesto: Corpo e Mente, Alimentação, Avanços da Medicina, Plástica e Estética, Sexualidade, Ecologia, Casamento, Pais e Filhos. E no Natal, o tradicional tema Religião e Fé. Observo que a maioria gira em torno de saúde e comportamento.

Temas recorrentes não são necessariamente um sinal de falta de conteúdo. É saudável retomar assuntos de interesse geral de tempos em tempos, e acompanhar a sua evolução ao longo do tempo, em função das mudanças no mundo e no comportamento da sociedade, bem como nas descobertas da ciência.

Falar e escrever bem, por sinal, é um algo que me interessa muito. Tomara que continue sempre assunto recorrente nessa e em outras publicações. A atual reportagem de Veja teve como ponto de partida os tropeços de clareza e gramática dos candidatos à Presidência, no primeiro debate da Band.

Vejo com imensa tristeza como o brasileiro mediano realmente lê pouco, tem preguiça em ler e escrever, não domina o português como deveria nem na escola nem no cotidiano e, como consequência, frequentemente escreve e fala mal.

Isso sem falar na praga das mensagens curtas e instantâneas na internet e nos celulares, o que dá brecha à meninada da “nova geração conectada” para escrever errado, abreviado, truncado, sem nem pontuação.

Escrita e oratória falhas levam a comunicação e informação falhas. Quem não dá o devido valor a isso não percebe que informação e comunicação são, provavelmente, a maior riqueza e um dos principais instrumentos de poder da humanidade, em todos os tempos.

Nas minhas primeiras impressões comparando os gerenciadores de senha (e outros dados privados) LastPass e KeePass, sai na frente o LastPass por enquanto. Veja a seguir.

Instalação e configuração inicial

LastPass

O LastPass mostra facilidades desde o download e a instalação: O link para Download já sugere a versão recomendada para a plataforma do usuário (Windows, Mac, Linux, dispositivos móveis) [+]. Tudo bem que não me ofereceu de cara a versão 64-bits otimizada para o meu Windows [-], mas o link “todos os downloads para esta plataforma” trouxe essa opção. O LastPass Universal Windows Installer 1.68.2 é em inglês [-], mas simples de instalar.

Ofereceu a opção de já instalar plug-ins de integração com os navegadores Web instalados (Internet Explorer e Firefox) e de substituir os respectivos gerenciadores de senha destes [+]. A instalação permitiu importar facilmente todas as senhas armazenadas no gerenciador do Firefox (bastou me solicitar a senha mestre deste) [+].

O programa instalado inclui interface localizada em português (e muitos outros idiomas) [+]. Nos dois navegadores Web, surgiu na barra de ferramentas o botão do LastPass, com seus menus e recursos, comportando-se de forma bem similar em ambos [+].

KeePass

Já o KeePass, em Downloads, oferece opção do KeePass 1.7 Classic Edition, e do KeyPass 2.11 Professional Edition, ambos gratuitos/livres [+] e apenas para Windows [-]. A segunda opção requer o Microsoft .NET Framework 2.0 ou superior, mas em compensação traz mais recursos, além de suportar também Linux e Mac OS X [+] se estiver instalado o Mono Framework 2.6 ou superior (projeto de software livre que implementa a especificação do .NET Framework em plataformas tipo Unix). Na dúvida sobre qual opção escolher, o link Edition Comparison Table compara as características das edições Classic e Professional lado a lado [+]. Escolhi o Professional. Existem também opções de ports contribuídos ou não oficiais para diversas plataformas móveis e o KeePassX for Linux / Mac OS X.

Oposto ao LastPass, o instalador do KeyPass 2.11 tem opção em Português do Brasil [+], mas o software instalado não traz essa opção nativamente no pacote [-], sendo necessário para isso baixar um ZIP à parte, referente à tradução de interface contribuída pela comunidade, descompactar manualmente na pasta da aplicação [-] e selecionar o novo idioma (View > Change language) no programa.

Princípios básicos

LastPass

O LastPass é voltado para o armazenamento seguro e centralizado de senhas e integração com navegadores e páginas Web. É necessário criar uma conta on-line gratuita onde as informações são armazenadas, o que possibilita sincronizar automaticamente seus dados e acessá-los de diferentes computadores e dispositivos, a qualquer momento.

Na navegação Web, o LastPass oferece para armazenar e preencher automaticamente dados de usuário e senha de acesso (autenticação) em qualquer site [+].

KeePass

O KeePass tem uma interface agradável e objetiva [+], exibindo em sua janela uma listagem em árvore das senhas (inicialmente vazia só com uma entrada exemplo, já que o programa não importa nada automaticamente).

Diferente do LastPass, não há para o KeePass uma conta on-line [-], o que contudo privilegia a privacidade máxima no armazenamento dos dados [+]. A proposta original de mobilidade entre computadores do KeePass é através do seu uso em um pendrive USB, já que sua instalação não envolve arquivos de DLL ou configurações em pastas de sistema nem entradas no registro do Windows [+]. A base de dados consiste em um único arquivo que pode ser facilmente transferido a outro computador ou dispositivo.

Quanto a autopreencher algum formulário na Web, precisou o comentário do amigo Paulinho no artigo anterior me antecipar que havia o recurso Auto-Type, e o tutorial Primeiros Passos me ensinar o atalho Ctrl+V e outros meios, mas a automação de preenchimento na Web não é tão integrada com os navegadores quanto o LastPass [-]. Não cheguei a experimentar o plug-in de terceiros KeeFox que promete integrar o KeePass ao Firefox.

O KeePass tem uma arquitetura aberta a plug-ins, com diversos disponíveis para download [+].

Conclusão do round 1

Neste primeiro round, sai na frente o LastPass por suas facilidades de instalação e de integração.

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