Atualização no plano de releases e suporte do Java

A Oracle está, desde setembro de 2017, realinhando a cadência de lançamentos (releases) e versões do Java SE JDK e das condições de suporte ao produto, em uma transição do Java SE versão 8 até a versão 11.

Na prática, quanto à cadência, os lançamentos de novas funcionalidades (feature releases) serão previstos a cada 6 meses (abril e outubro), com mudança da numeração principal. Essa cadência mais ágil de lançamentos e numeração se alinha a filosofias como DevOps e já é adotada por muitos produtos, como os navegadores Chrome e Mozilla Firefox por exemplo.

E o suporte ao produto terá uma distinção maior entre clientes comerciais (em geral, em ambiente empresarial) — centrados no produto Oracle JDK — e usuários gratuitos (inclusive desenvolvedores individuais) — direcionados ao software livre OpenJDK ou através da distribuição de Java licenciado em produtos de terceiros. Clientes comerciais terão um suporte mais sólido, incluindo lançamentos LTS (long term support) a partir da versão 11, com suporte comercial de longo prazo (pelo menos 8 anos) para aqueles que precisam de versões mais estáveis e duradouras.

Para saber mais:

Vida móvel na nuvem – anotações diversas

Na série Vida móvel na nuvem, introduzi três ferramentas que considero essenciais. Já falei da primeira, sobre arquivos e imagens. Esta segunda é sobre anotações diversas.

Dados que alguém lhe forneceu em um telefonema. Destaques de um seminário assistido. Uma pesquisa de preços. Indicações de filmes ou livros. Uma receita gostosa e fácil que viu. Histórico do andamento de um requerimento. As dimensões daquele cômodo que você está querendo redecorar. Um rótulo de vinho que apreciou. Prescrição de remédios e dosagens. Dicas sobre fotografar… As possibilidades são infinitas! Nas mais diferentes situações, frequentemente temos informações que queremos ou precisamos anotar, para não esquecer.

Talvez você possa se dar por satisfeito apenas com arquivos na nuvem, pensando: tudo que eu precisar anotar, posso registrar em arquivo. Um texto simples (txt) no Bloco de Notas, um conteúdo formatado em documento Word (docx), registros visuais como foto (arquivo de imagem), até uma listagem mais estruturada em planilha, por exemplo.

Pode até ser. Mas acredito que o ideal é poder criar, organizar e acessar todas as suas anotações de forma integrada e prática, a qualquer momento, utilizando uma única ferramenta. O serviço que escolhi para atender a um amplo conjunto de necessidades e usos é o Evernote.

Criar e editar

Existem diversas formas possíveis de se produzir anotações, bem como facilidades desejáveis e objetivos específicos. Notas podem combinar texto, imagem e áudio. Você pode querer escrever rapidamente um texto, salvar imagens que contém informação útil — e na era da mobilidade, é muito comum utilizar a câmera do celular para isso. Você pode também querer escrever/desenhar diretamente na tela. Pode querer salvar conteúdo de páginas web.

O Evernote permite criar notas em texto, com formatação — estilos de letra (negrito, itálico, sublinhado, tachado, realce colorido, cor, tamanho, fonte) e parágrafo (marcadores, numeração, alinhamento, recuo) –, e incluir recursos como caixas de seleção, tabelas, linhas (separação horizontal), hiperlinks (ligações ou referências a endereços na internet), bem como qualquer arquivo anexo.

O controle caixa de seleção (marcar-desmarcar) pode ser inserido em qualquer lugar da nota, próprio para se criar listas de tarefas/afazeres (to-do). Existem apps especializados para isso, como Any.do, Toodledo ou Wunderlist. Se você tiver forte necessidade de organizar muitos afazeres, pode recorrer a um aplicativo especializado. Mas se precisar inserir em anotações listas de afazeres, pendências ou checklist, em que você possa ir marcando os itens concluídos, o Evernote tem essa facilidade.

Você pode inserir imagens (capturadas ou arquivos previamente existentes) ao longo de uma nota: fotos, capturas de tela e captura de páginas de documentos, funcionando como um scanner de documentos, ou desenhando diretamente em uma tela sensível ao toque (touch-screen). A captura de documentos do Evernote usando a câmera do dispositivo é bastante automática e uma das mais “espertas” que já experimentei, reconhece bordas, planifica perspectivas e corrige iluminação e cor (sombras, brilhos e tons) de forma automática e, na grande maioria dos casos, bem precisa.

Existem apps especializados em digitalização de documentos, até mais avançados: ajuste manual de bordas, perspectiva e cor; digitalizar para PDF e outros formatos. Alguns que gosto muito: Adobe Scan, Microsoft Office Lens, CS CamScanner. Mais uma vez, a vantagem do Evernote é ter recursos de captura muito bons integrados, para quando precisar tomar nota de páginas de documentos — ou slides, quadros etc.

Organizar e acessar

No Evernote cada nota tem seu título e está associada a um “caderno” (você pode mover para outro caderno a qualquer momento), que é a forma oferecida de organização em categorias/assuntos. Além disso, pode-se criar e atribuir a notas múltiplas etiquetas (rótulos, tags), associar uma geolocalização (obtida automaticamente se o dispositivo tiver GPS) e um lembrete de data. Todos esses são atributos que facilitam a organização e a busca por notas.

O Evernote tem ainda um poderoso serviço de OCR (reconhecimento de texto em imagens). Toda imagem (PNG, JPG ou GIF) enviada passa por um reconhecimento e indexação de textos nela contidos, de forma que a busca localiza texto inclusive contido em imagens.

E como estamos falando em vida móvel e na nuvem, o Evernote oferece essa mobilidade armazenando suas notas na nuvem, nos servidores da Evernote, associada a uma conta pessoal que você cria, gratuita (Basic) ou paga (Premium, assinatura R$80/ano). Você pode trabalhar com suas anotações diretamente pela web em qualquer navegador, acessando o site do Evernote, ou instalando aplicativos em seus dispositivos, disponível para Windows, Mac, Android e iOS (iPhone/iPad), além de plug-in de navegadores (Chrome, Firefox, Safari, Opera, IE7) Web Clipper para capturar páginas (ou trechos) de sites.

A conta Basic permite adicionar até 60MB de novos conteúdos/mês, e sincroniza em até 2 dispositivos (por exemplo, um computador e um celular). A assinatura Premium permite nada menos que 10GB de novos uploads/mês, e ainda oferece recursos muito úteis como cadernos off-line (conteúdo acessível sem internet) e pesquisa (indexação) de texto também em anexos PDF e documentos do Office, e sincroniza em todos os dispositivos onde você usar o Evernote.

É possível também compartilhar notas com outras pessoas, por e-mail ou pelo recurso Work Chat, que permite inclusive que vocês conversem sobre a nota.

Manter todas as suas anotações na nuvem (e sincronizar com seus dispositivos) é a grande força de mobilidade do Evernote, mas também gera pontos de atenção. Primeiro, suas notas estarão tão seguras quanto for a segurança provida pela Evernote — que considero boa. E o mais crítico: em computadores desktop (Windows, Mac), as notas ficam sempre mantidas em um repositório local e são sincronizadas em sua conta pela internet, mas em dispositivos móveis, são mantidos apenas os títulos, atributos e um pequeno trecho das notas e o acesso ao conteúdo integral depende de internet, a menos que esteja em cache (acessada recentemente) ou você tenha a assinatura Premium com cadernos mantidos off-line. Considerando que dispositivos móveis em geral tem uma capacidade de armazenamento limitada, considero esta característica muito razoável, principalmente se ao longo do tempo você acumular toneladas de notas incluindo imagens, vídeos e anexos.

Para finalizar

Existem alternativas ao Evernote? Há concorrentes de peso como Microsoft OneNote e Google Keep. O que posso dizer é que considero o Evernote completo o suficiente e tenho estado muito satisfeito com ele; e se você começar a armazenar cada vez mais notas e precisar delas a todo momento, em algum momento deve achar vantajoso atualizar para a assinatura Premium.

Este artigo apresentou minha experiência e impressões sobre trabalhar com anotações na era da mobilidade, sem pretender ser um comparativo (veja referências a seguir) nem exaurir o tema. Espero que tenha sido proveitoso pra você!

Comparativos de ferramentas para anotações

Bodas de Prata do mhavila

Se você já esteve aqui e estranhou um visual totalmente diferente, calma, você está no meu blog sim!

25 anos

Em homenagem aos 25 anos de presença do meu site na internet, e 15 anos deste blog, e para prestigiar os leitores, já estava mais do que na hora de um visual novo para o blog, mais limpo e moderno.

Para não perder totalmente a referência com o visual anterior, mantive uma barra lateral direita e uso de tons de verde. Na medida do (pouco) tempo, pretendo retocar o visual aqui e acolá.

No mais, só espero poder continuar postando coisas interessantes e úteis.

Abraços!

Vida móvel na nuvem – arquivos e imagens

Na série Vida móvel na nuvem, introduzi três ferramentas que considero essenciais. Vamos falar agora da primeira, armazenamento e compartilhamento de arquivos e imagens.

Este tipo de serviço tem como essência a disponibilização de um espaço de armazenamento na internet, vinculada a uma conta protegida por usuário e senha. A partir daí, você pode usar para armazenamento, backup (cópia de segurança) e compartilhamento de arquivos e pastas, incluindo fotos (imagens) e vídeos.

Como falei na introdução, minhas escolhas são Google Drive (integrado ao Google Photos) ou Microsoft OneDrive. As características que descrevo a seguir se aplicam a ambos. Quando há alguma diferença relevante, isto é apontado no texto.

OneDrive, Google Drive, Dropbox
Crédito: Dazeinfo, Google Drive vs Microsoft OneDrive vs Dropbox: Which Cloud Storage Is The Best?, por John Porter, 2016-04-04.

Outros bons serviços similares existentes são Dropbox, Box e Syncplicity. Os dois últimos não são muito populares no Brasil. Todos tem versões individuais (pessoa física) e corporativas (oferecidas a empresas).

Arquivos e pastas

Vida de Suporte: Colocando arquivos na nuvem
Fonte: Vida de Suporte – “Colocando na Nuvem” (humor).

O recurso básico é o uso similar a um “disco virtual” na nuvem, onde se podem armazenar arquivos e pastas em geral.

Em dispositivos móveis (smartphones e tablets), instala-se o aplicativo que permite navegar pelo repositório na nuvem, baixar (download), visualizar arquivos ou abrir em um app específico, enviar arquivos (upload) para o repositório — integrando-se com outros apps em geral a partir do recurso Compartilhar — e configurar sincronização automática de fotos e outros arquivos locais do dispositivo com o repositório na nuvem.

Para integrar seu uso ao computador Windows ou Mac, um aplicativo cria um vínculo entre pastas (à sua escolha) nos discos locais do computador e o disco virtual, fazendo a sincronização bilateral automática e transparente (em segundo plano): arquivos e pastas novos ou atualizados no disco virtual são baixados para o computador e os do computador são enviados para a área de armazenamento. As aplicações do computador acessam as cópias locais dos arquivos e pastas, por isso, uma vez que o arquivo desejado esteja disponível localmente no dispositivo, não deve haver problema de desempenho (velocidade de acesso) ou compatibilidade.

O aplicativo de sincronização tem habilidade de identificar eventuais conflitos de atualização de arquivos ou pastas, isto é, objetos que tenham sido modificados tanto no repositório na nuvem quanto no dispositivo local, desde a última sincronização. Em geral, o aplicativo avisa sobre a existência do conflito, preserva as duas versões modificadas do arquivo e aguarda que o usuário resolva o conflito.

Se um arquivo é excluído no repositório ou no dispositivo local, ele também será excluído na sincronização em todos os dispositivos. Tanto Microsoft OneDrive quanto Google Drive mantêm arquivos excluídos na Lixeira por 30 dias, permitindo que possam ser restaurados dentro desse prazo.

Por manter sincronizadas cópias locais nos dispositivos e no repositório na nuvem, o serviço de disco virtual se presta como uma forma de backup (cópia de segurança). E você ainda tem a opção de desmarcar a sincronização com o dispositivo atual para uma ou mais pastas, contudo mantendo a(s) pasta(s) no repositório na nuvem.

E de qualquer dispositivo, sem a necessidade de instalar o aplicativo de sincronização, você pode acessar o repositório na nuvem por meio de um navegador web: Microsoft OneDrive (onedrive.live.com) ou Google Drive (drive.google.com), entrando com seu usuário e senha. A interface web permite gerenciar os arquivos e pastas do repositório, bem como fazer downloads e uploads.

Outros dois recursos fundamentais e poderosos do armazenamento em nuvem são:

  • A pesquisa textual, tanto no nome de arquivos e pastas quanto no conteúdo de documentos e imagens. Tanto Google Drive quanto OneDrive conseguem pesquisar texto em imagens (OCR) quanto identificar objetos em imagens (por exemplo, você pesquisa “cachorro” e ele traz como resultado imagens que exibem um cachorro.
  • O compartilhamento de arquivos ou pastas inteiras com outros usuários. Você pode compartilhar conteúdo seu e acessar conteúdo que outros compartilharam com você.

Fotos e vídeos

Os serviços incluem opção de salvar automaticamente fotos, vídeos e capturas de tela do dispositivo no repositório na nuvem, suportando grande variedade de formatos de imagem e vídeo. Também imagens e vídeos em mídias/dispositivos removíveis inseridos (como cartões de memória e unidades flash USB / “pendrive”) Isso é excelente tanto como backup de dispositivos móveis e câmeras fotográficas como consolidação de todas suas fotos e vídeos em um repositório unificado.

Existem serviços na nuvem especialmente voltados a imagens, como o tradicional Flickr. Mas os discos virtuais integram o gerenciamento de arquivos de fotos, vídeos e capturas, com a vantagem de organização e pesquisa unificadas. No caso do Google Drive, isso se integra com o serviço Google Photos.

O salvamento automático de imagens e vídeo tem um tratamento diferenciado quanto à sincronização, uma vez copiadas para o repositório. Em geral permitem que você posteriormente possa excluir imagens ou fotos em um dispositivo, mantendo o armazenamento no repositório. Isso faz sentido porque o espaço (tamanho) de armazenamento interno de dispositivos móveis e removíveis costuma ser muito mais limitado que o de um disco de computador, e é comum você necessitar apagar imagens e, principalmente, vídeos para liberar espaço.

Coleções de imagens e fotos podem ser organizadas e compartilhadas em álbuns. Tanto Google Drive/Photos quanto Microsoft OneDrive ainda facilitam essa organização, sugerindo a criação automática de álbuns para sequências de imagens e vídeos que tenham data e horários próximos, o que sugere que representem um evento ou momento específico. O Google ainda vai além, sugerindo também colagens, animações, clipes e efeitos especiais.

Espaço e custo

Ok, tudo parece interessante e maravilhoso, mas quanto espaço posso ter na nuvem? E quanto custa?

São serviços “freemium”, ou seja, oferecem opção gratuita (“free”) individual com um espaço de armazenamento limitado, com a opção de uma subscrição (assinatura, mensal ou anual) paga para mais espaço (e, eventualmente, recursos e suporte “Premium”). Como este serviço ainda está em plena expansão e é competitivo, tendo gigantes como Google e Microsoft, os espaços de armazenamento e os preços podem variar em razão da concorrência e da oferta-demanda. O espaço gratuito do OneDrive, por exemplo, já foi 5 GB, 25 GB, 7 GB, 15 GB e voltou para 5 GB!

Veja um quadro comparativo, com espaços, preços e condições disponíveis à época deste artigo:

Serviço Plano Gratuito Plano 1 TB Observações
OneDrive 5 GB R$ 239/ano ou R$ 24/mês * Plano 1 TB inclui uma licença de Office 365 Personal em 1 computador (PC ou Mac), 1 smartphone e 1 tablet; permite limitar prazo de compartilhamento e manter pastas off-line em dispositivos móveis acessíveis sem internet.
Google Drive 15 GB R$ 35/mês O espaço de armazenamento é compartilhado com mensagens (e anexos) do Gmail e Google Photos com fotos e vídeos na qualidade/resolução original. Se você permitir que o Google compacte fotos e vídeos em alta qualidade para economizar espaço, o armazenamento do Google Photos é ilimitado.
Dropbox 2 a 16 GB US$ 10/mês Plano 1 TB permite acesso a arquivos off-line e exclusão remota de dispositivos. O plano gratuito começa com 2 GB, mais 500 MB por amigos indicados, até o limite de 16 GB.
Box 10 GB Não tem Plano individual 100 GB por US$ 11.5/mês.
Syncplicity 10 GB Não tem Plano individual 100 GB por US$ 60/ano.

O melhor gratuito, sem dúvida, é o Google Drive. Se você permitir a compactação de fotos e vídeos no Google Photos, condição para o armazenamento ilimitado de imagens, 15 GB do Drive devem ser suficientes para muitos anos de documentos e e-mails do Gmail (desde que não exagere nos anexos). O Google ainda tem larga superioridade nos recursos de busca tanto do Drive quanto do Photos. Por exemplo, o Google Photos permite identificar nominalmente pessoas e depois buscar, por exemplo, todas as fotos onde o Márcio aparece.

Mas se você quer salvar fotos e vídeos na qualidade original (sem alteração/compactação), rapidamente pode consumir dezenas de Gigabytes. Neste caso, os mais vantajosos hoje são os planos Microsoft que incluem OneDrive e Office 365. (*) Além do plano individual (no quadro), existe um plano familiar para até 5 usuários, oferecendo para cada usuário 1 TB e Office 365 Home em computador, tablet e smartphone, por R$ 299/ano ou R$29 mês, ou seja, pouco mais caro que o individual. Melhor ainda, em lojas de comércio eletrônico você consegue comprar assinatura anual do pacote Office 365 (Home ou Personal) com o armazenamento no OneDrive por ainda menos! Por exemplo, na época em que escrevi este artigo, na Kalunga estava disponível Office 365 Home (5 usuários) por R$149,00 + frete (da caixa contendo apenas a chave do produto).

Segurança

Por último mas não por menos, não poderia deixar de falar sobre segurança. Se pretende manter arquivos pessoais armazenados na internet, é essencial tomar precauções e utilizar recursos de segurança apropriados. Eis algumas dicas:

  • Utilize uma senha forte para sua conta, com tamanho adequado e uso de letras minúsculas, maiúsculas, algarismos e símbolos. E é recomendável trocar a senha no mínimo anualmente. Lembre-se que Microsoft e Google usam contas de usuário universais para os diversos recursos e serviços oferecidos pela respectiva empresa, como login no sistema operacional ou dispositivo móvel, e-mail etc. Protegendo sua senha você estará, de quebra, reforçando a segurança de todos os demais serviços da Microsoft/Google que você também utiliza.
  • Ative os recursos de segurança disponíveis, como verificação em duas etapas (ou autenticação de dois fatores) na conta de usuário (tanto Microsoft quanto Google), PIN (senha numérica) para o acesso ao app em dispositivos móveis (OneDrive), criptografia de arquivos em dispositivos móveis (Google Drive).
  • Para arquivos realmente sensíveis, sugiro criptografar cada um antes de armazenar. Uma dica é o uso do software código aberto Axcrypt. É mais trabalhoso, mas lembre-se que segurança é um equilíbrio entre conveniência e proteção.

Para saber mais

Vida móvel na nuvem – introdução

Atualmente está comum uma pessoa ter dois ou mais desses dispositivos móveis computacionais: laptop/notebook, smartphone e tablet. Mesmo com os — cada vez mais raros — computadores pessoais desktop, há frequente necessidade de mobilidade e compartilhamento entre o computador de casa e o do trabalho (muito além de um simples pendrive), ou entre o desktop e dispositivos móveis. É a era da vida conectada, móvel e em tempo real.

Os serviços e recursos que são nativos da internet, como o e-mail, redes sociais e streaming de áudio/vídeo, por exemplo, já tendem a estar naturalmente acessíveis de qualquer dispositivo.

Mas e quanto a fotos, filmagens, anotações, documentos e informações pessoais, produzidos aos montes e buscados a todo momento e em qualquer lugar? Como preservar, organizar e tornar disponível tudo de forma consolidada? O caminho tende a ser migrar para algumas soluções na nuvem, ou seja, centradas na internet.

O primeiro receio de qualquer um nesse sentido costuma ser do tipo: Mas é a segurança? Manter coisas na internet é seguro? Um hacker em qualquer parte do mundo não poderá invadir minhas informações? Claro que se deve ter cautela e utilizar recursos e práticas de segurança. Mas devolvo questionando outras facetas da situação: As informações no seu dispositivo móvel estão seguras? E se você esquecê-lo, perder ou for furtado/roubado, e se der defeito? Você faz e mantém backup (cópia) atualizado e seguro de tudo que é importante? Qual risco lhe parece mais provável, um extravio/furto/defeito do seu dispositivo móvel ou uma invasão on-line de sua conta?

Se neste ponto você está convencido que vale a pena adotar a nuvem para armazenar e compartilhar informações e conteúdo pessoal, vou sugerir três ferramentas que considero essenciais e complementares:

  • Google Drive + Photos (melhor gratuita) ou Microsoft OneDrive (mais vantajosa paga): armazenamento e backup de arquivos, incluindo fotos e vídeos.
  • Evernote: notas diversas, incluindo listas, digitalizações (capturas de imagem de documentos com a câmera), voz, mão-livre, capturas de páginas web.
  • LastPass: senhas de sites e notas seguras.

As três ferramentas oferecem modelo de serviço “freemium”, isto é, tem opções gratuitas e planos Premium pagos com recursos adicionais. Todas podem ser acessadas e sincronizadas em múltiplos dispositivos conectando em sua conta, seja instalando o aplicativo próprio ou via web em qualquer navegador.

Vou detalhar cada ferramenta em um artigo à parte:

O último plugin

Depois do fim anunciado do Microsoft Silverlight e do Java Plugin, chegou a vez do anúncio de adeus do último e mais popular plugin de navegadores web de todos os tempos: o Adobe Flash.

Segundo o anúncio oficial de 2017-07-25 no site da Adobe, padrões abertos como HTML5, WebGL e WebAssembly amadureceram nos últimos anos, e agora provêm a maioria dos recursos e funcionalidades de plugins pioneiros e são uma alternativa viável para conteúdo dinâmico, vídeo, animações e jogos na web. Atualmente os principais navegadores integram recursos nativos antes só possíveis através de plugins.

Nesse cenário, e em colaboração com parceiros tecnológicos incluindo Apple, Facebook, Google, Microsoft e Mozilla, a Adobe planeja o fim-de-vida do Flash até o fim de 2020, e encoraja os criadores de conteúdo a migrarem conteúdo existente em Flash para um destes novos padrões abertos. Até lá, a Adobe vai continuar prestando suporte e atualizações (de segurança e compatibilidade) ao Flash nos sistemas operacionais suportados.

Além disso, a Adobe cogita antecipar prazos de fim-de-vida do Flash em certas regiões do mundo onde versões não licenciadas e desatualizadas do Flash Player tem sido distribuídas.

O Flash surgiu em 1996 lançado pela FutureWave originalmente com o nome Shockwave. Naquele mesmo ano a pequena foi comprada pela Macromedia, por sua vez adquirida pela Adobe em 2005. Atingiu a marca de mais de 1 bilhão de instalações em computadores conectados, e foi por muito tempo padrão de fato da indústria para animações e jogos na web.

A era dos dispositivos móveis (tablets e celulares com Android e iOS) sem suporte a plugins e, como citou o anúncio da Adobe, os novos padrões abertos desde o HTML5 impulsionam a decadência e fim dos plugins, incluindo agora o ilustre Flash.

Escapada BsAs – Colonia del Sacramento

Se você ficar poucos dias em BsAs, principalmente se for sua primeira viagem à capital Portenha, pelos artigos anteriores desta série Explorando Buenos Aires já viu que há atrações suficientes na cidade. Mas se restar um dia livre, o tema deste quinto artigo é uma escapada imperdível ao país vizinho. Colonia del Sacramento, simpática cidadezinha beira-rio turística do Uruguai, está a apenas uma hora de Buenos Aires na outra margem do Rio da Prata. Preços de jan/2016, a maioria em pesos uruguaios (UY), ou em pesos argentinos (AR) quando indicado.

  1. Introdução e Informações essenciais
  2. Região Central, Puerto Madero e San Telmo
  3. Palermo
  4. Recoleta
  5. Escapada: Colonia del Sacramento
  6. Outros passeios e pontos de interesse

Mapa de Buenos Aires a Colonia del Sacramento (em zoom)

Ricardo Freire, em seu blog Viaje na Viagem (out/2009, atualizado em 2016) ilustrou Colonia del Sacramento como a Paraty do Uruguai: “Cidadezinha colonial, à beira d’água, fundada por portugueses, patrimônio da Unesco, povoada por pousadas, restaurantinhos e galerias”. Comparações à parte, a pequena e charmosa Colonia del Sacramento tem atrativos próprios para valer um dia inteiro bate-e-volta saindo de Buenos Aires.

Câmbio Colônia do Sacramento, Uruguai, é capital do departamento de Colônia. Tem origem na antiga cidade de Colônia do Santíssimo Sacramento, fundada em 22 de janeiro de 1680 por Manuel Lobo, então Governador da Capitania Real do Rio de Janeiro, a mando do Império Português no século XVII. A área onde localiza-se a fundação portuguesa hoje faz parte do Centro Histórico, reconhecido pela UNESCO como Patrimônio da Humanidade. Fica 177 km distante de Montevidéu e, pela outra margem do Rio da Prata, a apenas 50 km de Buenos Aires.

Ida e volta de buque

Câmbio Para ir e voltar de Colonia a partir de Buenos Aires, a travessia de 50 km até a outra margem do Rio da Prata pode ser feita em apenas uma hora em buques, grandes e confiáveis embarcações (ferryboat tipo catamarã) rápidas que transportam muitas pessoas (em enormes salões com muitas fileiras de poltronas) e carros.

Três empresas operam a travessia: Buquebus (também disponível site uruguaio), Seacat Colonia e Colonia Express.

Buquebus é a maior e mais tradicional das empresas que atuam na rota. Opera barcos rápidos (1h15) e lentos (3h) entre BsAs e Colonia, transporta também carros e oferece mais horários. Há também buques rápidos direto a Montevidéu (3h).

A Seacat Colonia é o concorrente mais novo. Tem ferrys modernos, compactos e rápidos (1h) e não carrega carros. Segundo o blog de Ricardo Freire, é subsidiária low-cost da Buquebus. De fato, Buquebus e Seacat saem do mesmo terminal Buquebus no extremo norte de Porto Madero (Av. Antártida Argentina 821, quase em frente à Av. Córdoba), e não raro compartilham passageiros em uma mesma embarcação, em horários comuns quando há pouca lotação.

Na época deste artigo, a Colonia Express não era bem recomendada, pelos atrasos e cancelamentos frequentes. Seus barcos não são nem tão grandes quanto os do Buquebus, nem tão modernos quanto os da Seacat. Não arrisquei.

Escolha a passagem pelo site das empresas, com antecedência, para garantir disponibilidade e preços. Compre direto pelo site, ou na agência física da empresa em BsAs. As três empresas oferecem opção “Day Tour” com city tour incluso (à pé ou ônibus), mas recomendo a ida-e-volta simples mesmo dia. Conhecer Colonia por conta própria é fácil e gostoso, como veremos aqui. Para transporte apenas de passageiros, escolha Sin Bodega/Vehículo (sem carro).

Os pontos de venda (loja física) em Buenos Aires das três são perto entre si, todos funcionando seg-sex 09-19hs, sábado 09-13hs:

O terminal Buquebus/Seacat na Av. Antártida Argentina 821 também vende passagens destas duas empresas todos os dias.

Compramos no dia 4/jan/2016 ida-e-volta para 8/1 no Seacat Colonia, por AR$843 por pessoa (classe econômica), ida às 8:00 (chegada a Colonia 9h) e retorno saindo às 20:30 (chegada a BsAs 21:30). Considerando a antecedência para embarque da volta, você terá em torno de dez horas em Colonia, que é suficiente para um passeio completo.

Foto montagem com vistas externas e interna do buque

Dicas importantes:

  • Lembre-se: É uma viagem internacional. Para compra nas lojas e para embarque, é obrigatório levar o passaporte de todos os passageiros, ou a carteira de identidade mais o papel com o carimbo de entrada no país.
  • Chegue no mínimo uma hora antes do horário de embarque no terminal. Pode haver grandes filas de check-in e imigração, além do próprio embarque. Com mochilhas e bolsas de mão para o bate-volta de um dia, não será necessário despachar bagagem.
  • A imigração dos dois países é feita de uma vez no embarque. No mesmo balcão, um funcionário de um país processa a saída e em seguida já passa para o funcionário do outro país dar entrada. Para quem usa a carteira de identidade, o novo carimbo de entrada no país é feito no papel da passagem. Guarde-o ou não sairá do país!
  • No salão de passageiros do buque, há um balcão lanchonete. Em águas internacionais durante o trajeto, abre-se também um balcão de duty free.
  • As poltronas não são marcadas/numeradas. Recomendo um lugar perto da porta de embarque/desembarque em uma fileira próxima às janelas, com a vista do rio. O trajeto é tranquilo, não percebi oscilações que causem qualquer desconforto ou náuseas.
  • Na ida para o terminal em BsAs, a estação final (Leandro N. Alem) da linha B do Subte (metrô) é a mais próxima, distante umas 7 quadras. Na volta à noite, só vimos taxistas parados na porta do terminal que ofereciam corrida mais caro (fora do taxímetro); muito cansados, negociamos valor e tomamos um desses mesmo, a contragosto.

Câmbio

Câmbio Dentro do terminal de desembarque em Colonia você encontra uma agência de câmbio Varlix Servicios Financeiros, praticando taxas de câmbio razoáveis. Vi outras casas de câmbio em meio à cidade, com câmbios similares ou ligeiramente melhores.

Praticamente todo lugar turístico aceita dólar, real, peso argentino e peso uruguaio, além de cartão de crédito. Acho melhor usar a moeda local para compras pequenas. É mais rápido, seguro e barato porque evita conversões.

Troquei 200 reais ao câmbio 7,06 totalizando UY$ 1.412 pesos uruguaios. E 1 AR (peso argentino) equivalia a aproximadamente 1,6 UY. Dimensione seu câmbio para não sobrar pesos uruguaios à toa, ou você acaba perdendo um pouco de dinheiro nessas idas e voltas de conversão. Uma dica é gastar o resto de seus pesos uruguaios no acerto final do pagamento do carrinho de golfe.

Aluguel de carro de golfe em Colonia

A opção de transporte que muitos recomendam, fácil, econômica e bem divertida, é alugar um carrinho de golfe. O veículo não atinge mais que uns 40 km/h e as vias e a cidade são tranquilas e seguras, então é um city tour por conta própria muito agradável.

É possível ir à pé ao centro histórico, mas com o carrinho você passeia sem cansar as pernas e pode ir à Plaza de Toros que fica a uns 3 km de distância, bem como qualquer outra parte mais distante da cidade. Além disso, é divertido e barato, então por que não?

O motorista deve apresentar habilitação (aceita a CNH brasileira). Transporta 4 pessoas, duas no banco da frente e duas viradas para trás, onde há um estribo para os pés e barras para firmar as mãos. Equipamentos básicos: para-brisa, capota de lona (aberto dos lados e atrás); cinto de segurança (lombar) para todos; chave de ignição, câmbio frente-neutro-estacionar-ré (sem marchas), pedais acelerador e freio, freio de mão, retrovisores. O preço inclui o tanque cheio, suficiente para rodar o dia inteiro (não é necessário abastecer para entrega). Sem mistério.

Vista lateral do carro de golfe

Há várias locadoras nas proximidades da saída do terminal de desembarque. Alugamos na Colonia Rental (Miguel Odriozola 415, logo em frente à saída do Centro de Informações Turísticas) o carro de golfe de 4 pessoas o dia inteiro por USD $60 (UY $1800, AR $1125). Aceitam cartão de crédito ou dinheiro, pagamento na entrega, até as 19h.

Pontos turísticos

Mapa do Centro Histórico e redondezas

Câmbio Atravessando o estacionamento na saída do terminal em Colonia, obrigatoriamente tem-se que passar pelo Centro de Informações TurísticasBIT Experiencia Uruguay — do governo de Intendencia de Colonia. Lá os gentis atendentes fornecem gratuitamente mapas e informações turísticas.
Entrada do BIT Experiencia Uruguay

Foto de maquete de Colonia

Centro Histórico (Casco Historico)

Do Paseo de San Gabriel, com seu charmoso guarda-corpo branco beira-rio, às simpáticas ruas no entorno, de calçamento de pedra e muito arborizadas, o centro histórico é um passeio tranquilo e gostoso. Ao final da rua Manuel Lobo faz-se uma curva ao lado do Bastión de San Miguel e tem-se acesso à Plaza Mayor, coração do Casco Historico.

Foto: rua em profundidade
Ruas no entorno do centro histórico: calçamento de pedra, muito arborizadas, e casinhas coloridas e bem cuidadas.

As passagens pelo alto das muralhas restauradas, desde o Portão de Armas (Porton de Campo ou Puerta de la Ciudadela) ao longo da ruela do Bastión de San Miguel descendo em direção ao rio, apesar de muito belas, são perigosas para crianças, sem proteção e com trechos estreitos, exigindo muito cuidado e atenção.

Foto montagem: 3 cenas
Portón de Campo (ou Puerta de la Ciudadela), muralha e detalhe do Bastión de San Miguel.

Paralela à rua do Bastión de San Miguel após o início da praça está a Calle de los Suspiros, fechada ao trânsito de veículos. Ao final da praça duas ruas depois, De San Francisco, ergue-se o grande Farol, onde se pode pagar para subir (crianças não podem entrar, pois o mirante externo no alto é estreito e com gradil baixo).

Foto montagem, 3 visões da Calle de los Suspiros
Calle de los Suspiros.
Foto: Farol
Farol de Colonia del Sacramento.

Também estão no centro histórico a Basílica de Santíssimo Sacramento e alguns museus.

Câmbio Há em torno de dez pequenos Museus na cidade, como Português, o Espanhol, do Azulejo, Indígena, Paleontológico, Naval etc. Todos fecham um ou mais dias da semana. Uma entrada de UY $50 (menores de 12 anos não pagam) permite visitar todos os museus disponíveis. Para detalhes, veja o prospecto (PDF) do Sistema de Museos de Colonia.

Plaza de Toros Real de San Carlos (final da Av. Nicolas Mihanovich, esquina Rio de la Plata). Obra realizada pelo arquiteto argentino José Marcovich e o engenheiro Dupuy, a arena foi inaugurada em 9 de janeiro de 1910, mas dois anos depois as touradas foram proibidas em todo país. Esta é a única que se mantém erguida no Uruguai, mas está fechada a visitação, infelizmente devido à estrutura abandonada e em risco. Rodeando a praça se pode ver o entorno de pedra e, lá dentro, a estrutura metálica trazida da Grã Bretanha.
Plaza de Toros

Alimentação

Uma garrafinha de 500 ml de água mineral nos terminais ou no buque custava AR $40 ou UY $65. Em um trailer na cidade, uma garrafa geladíssima de 2,25 L de água mineral custou UY $60.

Câmbio Há muitos Cafés (cafeterias e restaurantes) gostosos, tanto no entorno da Plaza Mayor quanto espalhados pela cidade.

Almoçamos um típico e farto chivito (uruguaio) al plato por UY $595 na varanda do Don Pedro (Henriquez de la Peña, esquina com Calle de los Suspiros, Plaza Mayor), serve muito bem uma pessoa com salada, batatas fritas, carne, ovo, queijo e presunto. Porção de arroz UY $80, suco de laranja (esprimido) UY $95.

Gostamos do sorvete artesanal da El Cali (San Miguel 91, esquina com Henriquez de la Peña, dentro do Bastión de San Miguel, quase em frente ao Porton de Campo), e o ambiente é amplo e agradável.

Nem mais nem menos

Gasta-se em torno de quatro horas entre espera e trânsito de ida e volta, e são vários pontos turísticos, mais os tempos de alimentação e descanso. Então não creio que compense ficar em Colonia menos que um dia todo.

Da mesma forma, a noite em Colonia não é algo imperdível e nem há tantas atrações turísticas que compensem levar mala, procurar hotel, fazer check-in e check-out. Eu não faria pernoite em Colonia. Para mim, um dia inteiro bate-volta basta para ver tudo, passear e cansar. E valeu!

Explorando BsAs – Recoleta

Na série de artigos para Explorar Buenos Aires, estamos no de número quatro para falar do tradicional bairro de Recoleta. Lembrete: Todos os preços citados em pesos argentinos de jan/2016.

  1. Introdução e Informações essenciais
  2. Região Central, Puerto Madero e San Telmo
  3. Palermo
  4. Recoleta
  5. Escapada: Colonia del Sacramento
  6. Outros passeios e pontos de interesse

Mapa de Buenos Aires com foco em Recoleta

Em uma sequência de três quadras na Junín, começando da esquina com Vicente López, você tem o shopping Recoleta Mall (Vicente López 2050), e atravessando a rua, o Cemitério Recoleta, a Igreja N.S. do Pilar, o Centro Cultural Recoleta e, ao final da descida, uma escada rolante dá acesso ao shopping Buenos Aires Design. Se continuar atravessando o gramado onde ocorre a feira de artesanato e a Plaza Francia, chegará ao Museu de Belas Artes. Atravesse a avenida pela passarela, passe a Faculdade de Direito e chegará à Floralis Genérica.

Centro Cultural Recoleta (Junín 1930): Informações turísticas, galerias de arte e outros espaços de artes visuais e cênicas, lanchonete, o Museu Proibido NÃO Tocar e, ao fundo, o terraço do shopping Buenos Aires Design, onde eventualmente há apresentações artísticas ao ar livre. Entrada gratuita. Ter-sex 13h30-20h30; sáb, dom e feriados 11h30-20h30; seg fechado.

Foto montagem de experiências no Museu Proibido Não Tocar
Museo Participativo de Ciencias (MPC) – Prohibido no Tocar (Museu “Proibido NÃO Tocar” – dentro do Centro Cultural Recoleta): Nos dois andares de alas — óptica, eletricidade, mecânica, arte, tecnologia, matemática, música/ondas/som, fenômenos naturais e auditório — as crianças são estimuladas a interagir com muitas experiências e demonstrações interativas de Física. É como um mega laboratório divertido, mais proveitoso para crianças em idade escolar, mas pequenos curiosos devem gostar. Ter-sex 10-17h. Sab, dom, feriados e férias de verão (ter-dom) 15:30-19:30. Reserve umas duas horas para percorrer tudo. Entrada $75 (passou para $80 em fevereiro) adulto ou criança.

Foto montagem Igreja N.S. Pilar
Basílica Nuestra Señora del Pilar (Junín 1904): Inaugurada em 1732.

Cementerio de la Recoleta (Cemitério da Recoleta – Junín 1760): Construído em 1822 como primeiro cemitério público da cidade, ocupa o equivalente a quatro quadras. Entre inúmeros corredores de mausoléus, lá estão sepultados célebres como Eva Perón (“Evita”, atriz, líder política e primeira-dama da Argentina durante a presidência de seu marido general Juan Domingo Perón em 1946-1952), Domingo Faustino Sarmiento (escritor, estadista e 7º Presidente da Argentina em 1868-1874), gerando “turismo fúnebre”.

Hard Rock Cafe anexo ao shopping Buenos Aires Design, visto da Av. Pueyrredón
Buenos Aires Design (Av. Pueyrredón 2501 com Azcuénaga): Seg-Sáb 10-21h, Dom e feriados 12-21h. Anexo ao shopping, a primeira filial latinoamericana da rede internacional de restaurantes Hard Rock Café: Dom-Qui 12-1h, Sex e Sáb 12-2h.

Feira de Artesanato de Plaza Francia (interseção das Avs. Pueyrredón, Del Libertador e Alvear, depois do Buenos Aires Design): Artesanatos e lembranças variados, bons preços. Fins de semana e feriados, 11-20h.

Museu Nacional de Belas Artes (MNBA) (Av. Del Libertador 1473): Ter-Sex 12h30-19h, Sáb e Dom 9h30-19h; Seg fechado. Entrada gratuita.

Ao lado do MNBA próximo à Av. Pueyrredón, uma Passarela de pedestre com o piso de concreto todo grafitado atravessa Av. Pres. Figueroa Alcorta. Do outro lado, a antiga “Praça República Federativa del Brasil” estava em obras para se tornar mais um estacionamento público. Passando em frente às escadarias da Faculdade de Direito, se chega à Plaza de las Naciones Unidas, onde está a Floralis Genérica.

Foto montagem de ângulos da Floralis Genérica
Floralis Genérica (Av. Pres. Figueroa Alcorta 2301): Escultura de 20m de altura em aço inoxidável e alumínio.

El Sanjuanino (Posadas 1515; filiais também em Belgrano e Barrio Norte): considerada por muitos a melhor empanada de Buenos Aires. Se estiver em um grupo de até 6 pessoas, pode dar sorte de ter disponível a mesa redonda no salão térreo; no subsolo há mais mesas, de quatro lugares.
Preços, não inclusa propina (10%): Empanada $20, Pepsi $35, Água com gás $32, Bife com fritas $240, Milanesa com fritas $130 (pratos individuais).

Em destaque, a mesa redonda de 6 lugares com sofá.
Salão térreo do Sanjuanino Recoleta.

Explorando BsAs – Palermo

Na série de artigos para Explorar Buenos Aires, este terceiro fala do encantador bairro de Palermo. Lembrete: Preços em pesos argentinos, de jan/2016.

  1. Introdução e Informações essenciais
  2. Região Central, Porto Madero e San Telmo
  3. Palermo
  4. Recoleta
  5. Escapada: Colonia del Sacramento
  6. Outros passeios e pontos de interesse

Mapa de Buenos Aires com foco em Palermo

Palermo é o bairro mais extenso da cidade e o mais verde. E, para mim, o mais charmoso e agradável para se hospedar e perambular, cheio de belos edifícios residenciais entremeados por restaurantes, cafes, kioscos, mercearias, lojas, incluindo o shopping center Alto Palermo (Av. Santa Fe 3253, entre Bulnes e Av. Coronel Díaz).

Diagrama de sub-bairros (regiões) de Palermo
Fonte: Vamos! Spanish Academy.

De tão grande, o bairro costuma ser informalmente identificado por 9 ou 10 sub-bairros ou regiões, cada um com seu próprio apelido característico. Os mais frequentemente usados são os dois abaixo da rua Guatemala, Palermo Soho e Palermo Holywood, divididos pela Av. Juan B. Justo. Ainda tem Palermo Botanico (alguns dividem também Palermo Zoo), Alto Palermo, Palermo Nuevo, Palermo Chico, Palermo Pacifico, Palermo Norte, Palermo Freud. Leia mais a respeito em Entendendo Palermo (blog Buenos Aires para Chicas, 2012-06-05) e 100 Barrios Part 2: Sub-Barrios of Palermo (Vamos Spanish Academy, 2013-09-27, em inglês).

Hospedagem

O AirBnB oferece muitas centenas de apartamentos em Palermo. Esta me pareceu a opção que, além de bom custo-benefício e vasta quantidade de opções disponíveis, nos permitiu liberdade e flexibilidade para quem está com criança. Dica: Super indico o ótimo apartamento duplex de Joe (leia meu comentário no AirBnB) em que ficamos em Palermo Botânico, para até 4 pessoas, dois quartos e todo equipado.

Se preferir a comodidade de um hotel, o TripAdvisor lista centenas, em geral disponíveis em sites como Booking.com (exibidos no mapa) e Hoteis.com (exibidos no mapa), além dos outros tipos de propriedades disponíveis (pousada, albergue, apart-hotel, apartamento). Na mesma região do apartamento que indiquei, estes sites mostram o Infinito Hotel (ranking 188 do total de 449 no TripAdvisor), mas não conheço para dar qualquer referência.

Atrações

Parque 3 de Febrero (Av. Del Libertador, a oeste e leste da Av. Sarmiento): O maior bairro abriga em sua região norte a maior área verde da cidade, o Parque Três de Fevereiro, também conhecido como Bosques de Palermo, com 370 hectares. A título de comparação, o Central Park em New York tem 341 ha e o Ibirapuera em São Paulo 158 ha. Em suas extensas áreas gramadas com sombra de inúmeras árvores frondosas, as pessoas podem descansar, se divertir e exercitar. Em toda extensão das avenidas de circulação interna, como Infanta Isabel, Pedro Montt, Berro Adolfo, há pistas onde as pessoas correm, caminham, andam de bicicleta, patins, skate. Integram o Parque o Jardim Japonês, o Rosedal, um lago, várias praças e monumentos, espaços públicos com aparelhos de ginástica, e até o Planetário da cidade.

Foto montagem com destaques do Jardim Japonês.
Jardim Japonês (Av. Casares 2966, esquina Av. Del Libertador): Construído e doado a Buenos Aires em 1967 pela Comunidade Japonesa, o Jardim tem entrada paga ($70, menores de 12 e aposentados não pagam), mas vale a pena, é uma agradável imersão no ambiente japonês. Caminhando pelo entorno e belas passarelas e pontes de um lago cheio de grandes carpas (koi), ao som de música japonesa nos alto-falantes, você encontrará monumentos e serviços japoneses como restaurante (fecha terças), viveiro (supre o jardim e vende plantas), souvenirs, dentre outros. Todos os dias 10-18h.

Foto montagem do Rosedal.
Rosedal (Av. Infanta Isabel 900, ou Av. Pres. Pedro Montt com Av. Iraola): Na ala oeste do parque está o Rosedal, que completou seu centenário em 2014. Tem uma coleção de mais de 18 mil rosas distribuídas no Jardín de Rosas, com seus canteiros geométricos, além de belas áreas como o Jardín de los Poetas, com bustos de poetas e escritores célebres, o Paseo El Rosedal e Pérgola del Lago, uma passarela pergolada margeando o lago até a ponte. Terça a domingo, Verão 8-20h, Inverno 8-18h.

Mapa Rosedal. Fonte: Gobierno de la Ciudad de Buenos Aires.

Lagos de Palermo – pedalinhos e botes (Av. Infanta Isabel 460): Apesar do nome, é um lago só. A oeste da ponte do Paseo El Rosedal, você pode alugar 30 minutos de biciscafos (pedalinhos) para 2 ($140) ou 4 pessoas ($200) ou bote para 4 ($160) para passear no lago, que se estende rodeando o Rosedal. Meia hora de pedalinho nem deve ser suficiente para atravessar o lago todo, mas é mais que suficiente para cansar as pernas, hehe.

Foto montagem Planetário Galileo Galilei
Planetário Galileo Galilei (Av. Sarmiento com B. Roldán): Inaugurado em 1968, o Planetário de cinco andares tem uma big sala de projeção 360° em uma cúpula de 20m diâmetro, onde são projetados documentários temáticos. Também abriga uma coleção de meteoritos provenientes do Norte argentino e outra sala de projeção menor para mostras temporárias. No final do ano fecha para manutenção e reabriu para temporada de verão em 16/01/16, terça a domingo, com apresentações ($50 cada) das 14-19h. Nas noites de verão (5/2 a 4/3/2016), espetáculo ao ar livre “Música sob as Estrelas” ($100). A bilheteria abre 12h até esgotarem os ingressos do dia. Chegue cedo!

Na movimentada Plaza Italia, da Av. Santa Fe partem outras grande avenidas, Sarmiento e Gral. Las Heras. Na esquina Santa Fe com Sarmiento está a bilheteria do Parque de Exposições La Rural (entradas: Av. Sarmiento 2704 – Av. Santa Fe 4201): No período em que estivemos lá, estava havendo a exposição “Dinosaurios – Mundo Jurásico” ($150 adultos, $100 crianças) com 19 dinossauros robotizados em escala real, meu filho amou! Vale conferir se há alguma exposição legal na época em que você for.

Zoo Buenos Aires (Entrada principal Av. Sarmiento com Av. Las Heras – Plaza Italia. A outra portaria na esquina de Av. Libertador e Av. Sarmiento abre sábados, domingos e feriados): Otimo zoológico com cerca de 350 espécies animais, incluindo um aquário, uma granja e um reptilário, além de apresentações didáticas. Alguns animais, como maras (pequeno roedor típico da Argentina) e patos, circulam livres pelo zoo. Quiosques vendem um baldinho de comida para animais ($70). Nas jaulas aplicáveis há rampas ou orifícios onde se pode jogar a ração, e para animais mais dóceis como os cervos, é possível alimentá-los diretamente na boca pela cerca. Diversão garantida para as crianças! Entrada $190, Tarjeta VOS dá 50% de desconto, menores de 12 anos não pagam. Todos os dias 10-19h, entrada até as 18h.

Mapa do Zoo de Buenos Aires
Mapa do Zoo. Fonte: Zoo Buenos Aires (acessado em Internet Archive Wayback Machine).

Jardim Botânico Jardín Botánico Carlos Thays (Av. Santa Fe 3951, esquina República Arabe Siria): Inaugurado em 1898, foi desenhado pelo paisagista francês Carlos Thays, autor do traçado de alguns dos espaços verdes mais importantes de Buenos Aires. Abriga perto de 6 mil espécies vegetais.

Foto montagem de panorama do MALBA e detalhes de obras expostas.
MALBA – Museo (Museu) de Arte Latinoamericano de Buenos Aires (Av. Figueroa Alcorta 3415, esquina San Martín de Tours): Quadros (incluindo “Abaporu” da brasileira Tarsila do Amaral), esculturas, vídeos (em salas escuras próprias) de artistas latinoamericanos. É um problema para crianças que gostam de tocar em tudo, pois há muitas montagens delicadas diretamente no chão ou em mesas (e muitos vigias para alertar que não se pode tocar em nada). Entrada $75, quartas $36, menores de 5 anos não pagam. Visita guiada quarta e domingo 16h.

Museu Evita (Lafinur 2988, esquina Juan María Gutiérrez, próximo à Av. Las Heras): Vestimentas, objetos pessoais e documentos que divulgam a vida, obra e ideário de María Eva Duarte de Perón e do primeiro peronismo. Ter-Dom 11-19h, entrada até 30 min antes de fechar.

Feria (Feira) de Plaza Julio Cortázar, ex Plaza Serrano (Serrano/Jorge Luis Borges com Honduras – Palermo Soho): Feira de artesanato bem variada, em torno da praça onde ao centro há um parquinho infantil público cercado e à volta muitos cafés, restaurantes e bistrôs com boa comida (nós gostamos do Meridiano 58, o blog do Ricardo Freire indicou o Social Paraíso). Qua-Sex 15-20h; Sáb, Dom e feriados 14-20h.

Alimentação

Como já disse, Palermo é um bairro onde não faltam restaurantes, cafés, lanchonetes, confeitarias, sorveterias, opções para todos os gostos e bolsos. Vou citar apenas alguns destaques pessoais.

Sorvetes (Helados): Por toda Buenos Aires você encontra filiais da famosa rede de sorveterias Freddo, em Palermo não é diferente (há pelo menos três, no shopping Alto Palermo, no shopping Portal Palermo/Jumbo e na Av. Santa Fe 3856 em frente ao Jardim Botânico); um Cucurucho (cone waffer com 2 bolas) é $70. Experimentei também uma sorveteria Helados Nicolo (esquina de Scalabrini Ortiz com Antonio Beruti) com preços bem em conta e um bom e tradicional sabor Dulce de Leche (na Argentina, o doce de leite é tão tradicional, inclusive no sabor de sorvete, que no McDonald’s os sabores de casquinhacono — são baunilha e doce de leite, e não chocolate). Mas se quiser experimentar um sorvete especial, caseiro e delicioso, a dica é a seguinte…

Foto da sorveteria Jauja
Sorveteria Jauja (Av Cerviño 3901, esquina Lafinur) – “Genuino Helado Artesanal de la Patagonia“: Deliciosos sorvetes artesanais em dezenas de sabores “patagônicos” de frutas, cremes, variações de chocolate e, claro, de doce de leite. Comi um farto cascão (Capelina) com dois sabores e coberturas por $75. No piso superior fica o living com mesas, incluindo wi-fi e tomadas para quem quiser conectar seu dispositivo móvel. Fica em uma esquina tranquila e simpática próxima ao zoo. E repare na foto o “coleiródromo” para deixar lá fora o cachorro.

Foto da fachada com sobreposição de detalhe do prato.
Don Julio Parilla (Guatemala 4691, esquina Gurruchaga): Claro, se Argentina lembra churrasco (parilla), eis um ótimo restaurante onde você come um saboroso e bem preparado bife de chorizo (corte argentino de contrafilé bovino). Posição 24 no ranking do TripAdvisor entre mais de 3 mil restaurantes em Buenos Aires. Entrada (Cubierto) de pães e patê (opcional): $30; bife de cuadril (alcatra): $241; bife de chorizo ancho (contrafilé largo, detalhe da foto, não resisti e comi um pedaço antes): $213; bife de lomo (filé mignon): $277; refrigerante (gaseosa) ou água: $38; suco de laranja (exprimido): $48; copa del dia (taça de vinho do dia): $80; porção de batatas (papas) fritas: $86; ensalada verde: $96; acrescente a tudo a gorjeta (servicio) de 10 a 15%, que nunca é inclusa na conta. Acompanham as carnes molhos chimichurri (tradicional argentino, especiarias no azeite/vinagre) e vinagrete.

Menção honrosa para Tucu – Empanadas Tucumanas e Pizzas (Scalabrini Ortiz 2762): quase 20 sabores de empanadas e mais de 40 de pizza na pedra. O local é bem pequeno (só duas mesinhas), pois faz mais entregas (4808-0407, 4807-6410 e 4805-7715), mas é tudo gostoso, sai rápido e o preço é ótimo. Promoção de pizza muzzarella grande (6 fatias) + 6 empanadas $170, 3 empanadas e um refrigerante (gaseosa) $60, 14 empanadas $185. Aberto de 11-15h e 19-24h.

Explorando BsAs – Região Central, Porto Madero e San Telmo

Na série de artigos para Explorar Buenos Aires, vamos ao segundo, Região Central da cidade, San Telmo e Porto Madero. Todos os preços estão em pesos argentinos de jan/2016.

  1. Introdução e Informações essenciais
  2. Região Central, Porto Madero e San Telmo
  3. Palermo
  4. Recoleta
  5. Escapada: Colonia del Sacramento
  6. Outros passeios e pontos de interesse

Região Central

Mapa de Buenos Aires com foco na região central

Na região central de Buenos Aires estão vários dos principais cartões postais da cidade. Veja as indicações no mapa esquemático acima. Além do próprio Centro, boa parte dos atrativos dessa região central está formalmente no Bairro Montserrat, no eixo Avenida de Mayo — da Casa Rosada ao Congresso. Veja os limites no Google Maps:

Obelisco
Obelisco (cruzamento das Avenidas 9 de Julho e Corrientes): considerado por muitos o principal emblema da cidade, com 67,5m de altura e 6,8m de lado na base, inaugurado em 1936 para comemorar o quarto centenário da primeira fundação de Buenos Aires. A própria 9 de Julho é um atrativo, considerada a mais larga avenida do mundo em pistas de rolamento.

Montagem de três fotos do Teatro Colón: escadaria, platéia e corredores.
O belíssimo e suntuoso Teatro Colón (Cerrito 628, entre Tucumán e Viamonte), de 1908 e restaurado em 2010, oferece visitas guiadas (em espanhol) com entrada pela lateral Tucumán 1171, de 9-17h (no verão, o fim estava estendido até 19h), iniciando a cada 15 minutos, com duração aproximada de 50min. $180 para turistas, menores de 7 anos não pagam.

Ao fundo do Teatro está a Plaza Lavalle e o Palacio de Justicia de la Nación (também conhecido como Tribunales), sede da Corte Suprema da Argentina. Aproveite que está por perto, dê uma volta na praça e tire umas fotos.

Na quadra seguinte ao Teatro, ao lado da casa de show Tango Porteño, almoçamos no Cafe Metro Bar (Cerrito 528), que serve pratos e lanches. Lugar pequeno e um pouco quente, mas comida boa e preço razoável.

Foto do Congreso
Congresso Nacional (Av. Entre Rios [continuação da Callao] entre Av. Rivadavia e Hipólito Yrigoyen): a 1km sudoeste do Obelisco está a Plaza del Congreso que, ao final dos gramados, tem uma bela fonte com a escultura “Monumento aos dois Congressos” de 1914, simbolizando a Assembleia de 1813 e o Congresso de Tucumán de 1816 (quando se declarou a Independência Nacional). Ao fundo está o Congreso de la Nación Argentina com sua imponente cúpula, edifício inaugurado em 1906, onde funciona o Senado e a Câmara dos Deputados.

Foto montagem El Ateneo Grand Splendid: panorama, Ateneo Junior, antesala
El Ateneo Grand Splendid (Av. Santa Fé 1860, entre Callao e Riobamba): Buenos Aires foi destacada em 2011 como Capital Mundial do Livro pela UNESCO, e segundo estudo do World Cities Culture Forum 2014, é a cidade do mundo com mais livrarias. Proporcional a tal grandeza, a centenária rede de livrarias El Ateneo (fundada em 1912) ocupou o grandioso espaço do antigo teatro de ópera Grand Splendid, construído em 1919, com 120 mil livros em suas prateleiras, um ótimo e moderno espaço infantil no subsolo (planta baixa) e um bar no antigo palco. Eleita pelo jornal britânico The Gaurdian em 2008 como a segunda livraria mais bonida do mundo! Seg-qui 9-22h, sexta e sábado 9-24h, domingo 12-22h. Fica um pouco “desgarrada” a quase 2km noroeste do Obelisco, mas ainda na região central. Vale a visita. Dica: Lá comprei para meu filho o instrutivo jogo de cartelas perguntas-e-respostas Abremente, da Catapulta Junior, disponível para várias faixas de idade ($139).

Foto montagem do Café Tortoni
Café Tortoni (Av. de Mayo 825, entre Esmeralda e Suipacha): Amplo e elegante café portenho inaugurado em 1858, ainda conserva a bela arquitetura e o charme originais do século 19. Ao fundo, o Salon Alfonsina é uma milonga de tango, e a Sala Cesar Tiempo é um relicário. A comida é boa (nenhuma fritura no cardápio, segundo o garçom). Monumento e comidinhas. Um medialuna con jamón cocido y queso (croissant [traduzido literalmente, seria meia-lua] com presunto e queijo) custa $54, um jugo de naranja exprimido (suco de laranja natural) $56. Não é restaurante, mas Um bife de lomo con jamón, queso, tomate, huevo y palma (filé mignon com presunto, queijo, tomate, ovo e palmito) alimenta uma pessoa por $170.

Agora vamos a leste da Av. 9 de Julho.

Dica: Considerando o horário dos museus e monumentos em torno da Plaza de Mayo, melhor ir de quarta a domingo. A Casa Rosada só abre ao público nos fins de semana.

Foto da Casa Rosada
Já vimos a sede do judiciário e do legislativo nacionais. Completando os três poderes, na Plaza de Mayo está a Casa Rosada (Casa de Gobierno, Presidencia de la Nación). Este palácio, sede do Governo Nacional (executivo), ocupa o espaço onde foi construído o Forte de Buenos Aires em 1580. Visitas só nos fins de semana. Museu do Bicentenário (Av. Paseo Colón 100) ao fundo do Palácio funciona qua-dom de 10-18h, entrada gratuita.

Foto montagem Cabildo e Catedral Metropolitana de Buenos Aires
Ao redor da praça ainda se encontram o Cabildo (Bolívar 65, entre Av. de Mayo e Hipólito Yrigoyen) — Museo Histórico Nacional del Cabildo y la Revolución de Mayo, visitas guiadas de qua-dom 15h30; e a Catedral Metropolitana de Buenos Aires (Av. Rivadavia com San Martin), onde em uma das várias capelas, guardada por dois soldados de honra, descansam os restos do Capitão-General San Martin. Visitas guiadas ao mausoléu e cripta da Catedral seg-sáb 11h45. Dica: Depois da missa das 12h30 (de 2ª a 6ª) há uma bonita benção às futuras mamães.

Na esquina entre o Cabildo e a Catedral Metropolitana está a do Gobierno de la Ciudad de Buenos Aires (esquina Av. de Mayo, Bolívar e Av. Rivadavia). Atrás do Cabildo está a Casa de la Cultura de la Ciudad (ex Diario La Prensa), um dos edifícios do século XIX (1898) mais luxuosos da cidade.

No chamado Casco Histórico de Montserrat ainda se encontram a Igreja San Ignacio Loyola (Bolívar 225, esquina Adolfo Alsina), mais antiga da Cidade, construída pelos Jesuítas entre 1686 e 1722, Igreja e Convento de São Francisco – Capilla San Roque (Adolfo Alsina 380, esquina Defensa) e outros atrativos (veja portal de Turismo de Buenos Aires).

Calle (rua) Florida: A rua Florida foi a primeira a ter os primeiros trechos destinados exclusivamente a pedestres em 1913, e se tornou um calçadão em toda sua extensão de 1100m em 1971, da Av. Rivadavia (próximo à Praça de Maio) até a rua Marcelo T. de Avelar, na Praça San Martin. Com intenso trânsito de pedestres, ao longo de suas 10 quadras se instalam inúmeras lojas e galerias comerciais, além de kioscos, lanchonetes, bancos etc. Realmente tem muitos canteiros centrais floridos, bem como bancas de revistas. Frequentemente recebe iluminação decorativa. Em meio à multidão, ficam os arbolitos (agenciadores de câmbio paralelo) e agentes de viagem aos gritos tentando abordar os transeuntes. Por ser área turística, os preços por ali não costumam ser pechinchas para compras.

Foto montagem de Galerias Pacifico
Galerías Pacífico (Florida com Av. Córdoba): na altura do número 800 da Florida, vale conhecer este shopping de três andares, cujo belo edifício foi declarado monumento histórico nacional em 1989. Lá dentro sua arquitetura emoldura as lojas, com destaque para os murais da linda cúpula central (onde começam visitas guiadas de 20min, seg-sex 11:30 a 16:30). Funciona seg-sáb 10-21h, domingo 12-21h.

Se chegar ao fim da rua Florida, pode conhecer também a Plaza San Martín, uma das mais antigas da cidade, e seguindo uma quadra pela rua Corina Kavanagh, a Basílica del Santísimo Sacramento (San Martín 1039).

De San Telmo a Porto Madero

Mapa de Buenos Aires com foco em San Telmo e Puerto Madero

Ao sul da Plaza de Mayo está o bairro histórico de San Telmo. A leste está Porto Madero. Ligando os dois está o bairro San Miguel, onde um divertido caminho é opção de passeio. É bom reservar um dia para esse circuito, que se for incluir a Feira de San Telmo, deve ser um domingo.

Feira de San Telmo (Humberto Primo 400) — Feria de San Pedro Telmo, ou Feria Plaza Dorrego — é uma famosa feira de antiguidades e artesanato que ocorre somente aos domingos de 10-17h. Começa na praça Dorrego na esquina de Humberto Primo e Defensa, mas as barracas se estendem por várias quadras ao longo da rua Defensa (quando fui, passavam da estátua da Mafalda na esquina com Av. Chile), além dos antiquários e lojas abertos no caminho.

Vale também uma visitinha à igreja da Parroquia San Pedro González Temo (Humberto Iº 340, entre Plaza Dorrego/Defensa e Balacre) de 1806, com museu aberto ao público aos domingos de 15:30-18:30 e visita guiada (dom) às 16h.

Na rua Defensa e proximidades há vários restaurantes e cafés. Em 2009, por dica dos próprios argentinos, tínhamos ido ao El Desnivel (Defensa 855) e comido um ótimo churrasco, mas voltamos agora e, infeliz trocadilho, sentimos o desnível: o bife de chorizo (corte argentino de contrafilé) estava horrível, duro e entranhado com gorduras enervadas, e malpassado embora tenhamos pedido de ao ponto para bem passado. Se quiser uma boa parrila (churrasco) na região, o blog Aires Buenos indica dois em San Telmo (jan/2015), mas não conferi.

Foto montagem de Paseo de la Historieta: Mafalda, Gaturro, Don Nicola
Paseo de la Historieta: Iniciando com a famosa Mafalda, sentada em um banco; o popular Gaturro; Don Nicola, na chegada a Puerto Madero.

Paseo de la Historieta: Finalmente uma atividade boa para crianças! Circuito de 2km de caminhada por ruas passando por estátuas de personagens populares de cartunistas argentinos. Começa com a famosa Mafalda (Av. Chile 371, com Defensa) de Quino, depois Isidoro Cañones (Av. Chile com Balacre), vira na Balacre passando por mais três pontos de personagens até as Chicas Divito (Balacre com Av. Belgrano), depois segue pela Av. Belgrano passando pela praça onde está o Gaturro (seria concorrente do Garfield?) de Nik e outros personagens chegando ao Don Nicola no cruzamento da Av. Alicia Moreau de Justo em Puerto Madero. O caminho segue atravessando a passarela sobre o rio completando os 16 pontos de personagens até o Museo del Humor (Av. de los Italianos 851), mas paramos no Don Nicola (11º), para passear em Puerto Madero. Dica: No domingo, muita gente que vai à Feira de San Telmo aproveita para tirar foto na Mafalda, então dá fila para tirar foto.

Foto montagem de Puerto Madero e Buque Museo Fragata Sarmiento
E finalmente se chega a Puerto Madero (Porto Madero), local altamente turístico, para agradável passeio de dia ou de noite! Antigo porto da cidade, projeto do comerciante Eduardo Madero aprovado em 1882 e inaugurado em 1897, ficou rapidamente obsoleto para o tamanho dos navios de carga. A área ficou abandonada por mais de 50 anos até que em 1989 um projeto de revitalização liderado pela Corporación Antiguo Puerto Madero S.A. recuperou 170 hectares para habitação e espaço público, e se tornou o bairro mais jovem da cidade. Tem um polo gastronômico repleto de restaurantes charmosos (e caros…) ao longo da Av. Alicia Moreau de Justo com vista para os diques, em uma margem, e um horizonte de modernos arranha-céus na outra margem. Ficam ali a Puente de la Mujer (Ponte da Mulher), popular cartão-postal, dois navios-museu ancorados nos diques, dentre outros atrativos. Meu filho curtiu muito o Buque Museo Fragata ARA Presidente Sarmiento (passeio Juana Manuela Gorriti 600, ancorado no Dique 3), mas exige extremo cuidado (risco de queda) nas escadas, convés e sala de máquinas; todos os dias 10-19h ($5).

Falamos de quase vinte atrações turísticas, e ainda tem muito mais.