Software


Reestruturei bastante a página sobre Engenharia de Software em meu site de meta-referências, hoje.

Organizei uma série de tópicos em uma seção própria: Produto de Software – Qualidade, Métricas e Teste.

Nesta seção estão os seguintes temas:

  • ISO/IEC 25000 e 9126 – Qualidade do Produto de Software
  • IEEE Std 1061 – Padrão IEEE para Metodologia de Métricas de Qualidade de Software
  • Métricas de Software – Complexidade e Qualidade
  • Medição de Software – Tamanho Funcional
  • Teste e Qualidade de Software

Os outros temas gerais sobre Engenharia de Software, na mesma página (por enquanto, pois já penso em dividi-la devido ao grande tamanho e extensão), são:

  • Engenharia de Software
  • ISO/IEC 12207 – Processos do Ciclo de Vida de Software
  • Análise e Modelagem Orientada a Objetos
  • UML – Unified Modeling Language e SysML – OMG Systems Modeling Language
  • Engenharia Dirigida a Modelo (MDE) e Desenho Dirigido a Domínio (DDD)
  • Metodologias baseadas no Processo Unificado (UP)
  • Metodologias baseadas no Desenvolvimento Ágil

É um vasto universo de temas em uma única disciplina. E nem sei se fui suficientemente abrangente.

Outra parte igualmente vasta e que vem se estendendo a passos largos em meu site é a de Arquitetura de Software, sendo que estão em páginas à parte também os temas de Integração e Arquitetura Corporativa, e de Arquitetura da Informação, Interação, Usabilidade e Acessibilidade.

Aproveitando o assunto, gostaria de recomendar os artigos Tales from the IT Crypts – O analista Frankenstein, 2010-08-12, e O Desenvolvedor “Cozinheiro Italiano”, 2010-2009-05-25, do meu amigo e grande arquiteto e engenheiro de software Marco Aurélio Mendes.

A Microsoft estendeu ao pacote de produtividade Office a política de upgrade gratuito aplicada a novas versões do sistema operacional Windows.

Quem compra qualquer edição do Microsoft Office 2007 entre abril e 30 de setembro de 2010 tem direito a atualizar o pacote gratuitamente para o Office 2010, segundo informou a Microsoft Brasil.

O programa ‘Office 2010 Technology Guarantee’ garante a atualização para o Office 2010 por meio de download, sem custo. O upgrade já está disponível, uma vez que o novo produto foi lançado no mercado.

O download é feito no endereço www.office.com/techg
Endereço alternativo: Garantia de Evolução do Microsoft Office 2010.

Podem participar do programa tanto os consumidores que adquiriram o Office 2007 separadamente no varejo (caixa) quanto quem comprou um computador novo com o pacote de programas pré-instalado. A versão de testes não é válida para atualização.

Para garantir o upgrade gratuito do Office 2010 é necessário seguir os seguintes passos:

  1. Comprar e ativar o Office 2007 no período do programa;
  2. Abrir uma conta do Windows Live ID;
  3. Fazer o download da atualização do produto até 30 de setembro;
  4. Guardar a nota fiscal de compra do Office 2007.

A versão doméstica e escolar — Microsoft Office Home and Student –, com direito a instalação/uso por três usuários, inclui o Word, Excel, PowerPoint e OneNote. Custa, na versão 2007, a partir de R$ 135,91 (na Kabum), e a partir de R$ 154 (na Balão da Informática) para a versão 2010. Ou seja, você consegue hoje o Office original a menos de 50 reais por instalação não empresarial.

Fonte: Office 2007 terá upgrade gratuito para versão 2010. Por Daniela Braun, para a PC World, 14 de abril de 2010.

Para saber mais:

O projeto Scientific and Technical Information Exchange (STIX) font creation lançou em 28 de maio de 2010, após mais de dez anos de desenvolvimento, as Fontes STIX 1.0.

O conjunto inicial de 23 fontes em formato OpenType está livremente disponível para baixar em STIX Fonts – www.stixfonts.org (pacote ZIP 2,6MB), além da licença de uso e documentação.

A missão do projeto de fonte STIX é elaborar um conjunto abrangente de fontes que sirvam a comunidade científica e técnica no processo que vai da criação do manuscrito à publicação final, em formatos eletrônico e impresso. Com este propósito, as fontes STIX são disponibilizadas sob licença livre de royalties para todos, inclusive editores, desenvolvedores de software, cientistas, estudantes e o público em geral.

O STIX font creation project é uma iniciativa das STI Pub companies, que inclui os Institutos Americanos de Física e de Engenharia Elétrica e Eletrônica – IEEE, as Sociedades Americanas de Química – ACS, Matemática – AMS e de Física – APS, e a Editora Elsevier.

Estas fontes matemáticas se juntam às Fontes para os amantes do TeX que já abordei no blog para suprir um conjunto profissional de fontes para quem escreve textos acadêmicos, técnicos e científicos usando um processador de textos gráfico em sistema operacional que suporte OpenType, como Windows 2000 ou superior e Linux.

O navegador Mozilla Firefox utiliza estas fontes, quando instaladas, para renderizar símbolos e expressões matemáticos na sintaxe MathML, que define mais de 2000 entidades.

STIX Fonts release 1.0 devem funcionar corretamente com Internet Explorer 8 em standards mode.

De acordo com a documentação, mais recursos OpenType serão adicionados no segundo lançamento para permitir o uso da fonte em uma aplicação como Microsoft Office Word 2010. O terceiro release acrescentará suporte a LaTeX.

Capa do livro
Seis consultores e instrutores Java da Caelum estão escrevendo o livro Arquitetura e Design de Software: Uma visão sobre a plataforma Java, fruto de mais de dois anos de experiência ministrando o treinamento de Arquitetura e Design Java, consultorias e projetos realizados pela empresa e discussões no GUJ.com.br.

No site do livro está disponível a estrutura de conteúdo proposta, com diversos trechos rascunho para baixar em PDF.

O livro tem prefácio de Phillip Calçado. O lançamento, pela editora Campus Elsevier, foi inicialmente previsto pelos autores para novembro de 2009 e depois primeiro semestre 2010, mas pelo atraso creio que eles devem estar sofrendo na pele a Regra de Pareto: os 20% finais do livro tomando 80% do tempo… vamos aguardar.

Existem mercados verticais específicos, que tem como base o mercado de servidores de aplicação, como o segmento de sistemas de gerenciamento de processos de negócio (BPM Suites).


Fonte: Decision Matrix: Selecting a Business Process Management Vendor, por Vuk Trifkovic, fevereiro 2010, Ovum (Datamonitor). Reproduzido por Oracle (PDF), por Metastorm (PDF, ver press release e blog), por VOSibilities (PDF).

O relatório do Gartner mostrava um cenário de mercado similar há um ano atrás.

Fonte: Magic Quadrant for Business Process Management Suites, 2009-02-18, por Janelle B. Hill, Michele Cantara, Marc Kerremans e Daryl C. Plummer, Gartner Research. Reproduzido por Software AG (PDF), por Lombardi Software (ver press release).

Ver também Gartner Publish BPMS Magic Quadrant for 2009, por Ian Louw, 2009-02-20, no blog BPM Insights; e Metastorm Positioned in Leaders Quadrant in 2009 Business Process Management Suites Magic Quadrant, press release, 2009-02-25, Metastorm.

O site Stat Owl disponibiliza uma série de relatórios com estatísticas e tendências relacionadas ao ambiente e ao mercado de web, com base no que os usuários de internet usam, como: navegadores e seus plugins, sistemas operacionais e configurações (resolução de tela, cores, arquitetura).

Em especial, achei interessante o relatório especializado Rich Internet Application Market Share – RIA Market Penetration and Global Usage.

Este relatório compara a penetração de mercado e o uso mundial das tecnologias Adobe Flash, Microsoft Silverlight e Java, considerando os diversos navegadores e sistemas operacionais.

Analisando os dados disponíveis desde setembro de 2008, vemos facilmente que:

Adobe Flash pode ser considerado pleno padrão de mercado, com uma penetração beirando a totalidade (97% maio/2010).

A adoção de Java, em torno de 80%, é ampla mas não tão unânime quanto Flash.

Há gradativa evolução no suporte ao Microsoft Silverlight, mas sua penetração ainda é baixa, disponível em aproximadamente metade dos clientes (51% em maio/2010).

RIA

O Termo RIA — Rich Internet Applications — foi introduzido em março de 2002 no white paper “Macromedia Flash MX — A next-generation rich client”, por Jeremy Allaire, da Macromedia – empresa criadora da tecnologia Flash e de outros produtos para multimídia e internet, que foi adquirida pela Adobe em 2005.

Frameworks RIA de destaque no mercado:

Veja também uma Lista de frameworks para RIA disponível na Wikipedia.

Existem também tecnologias RIA que visam integração de aplicações web com o ambiente cliente desktop do sistema operacional e com dispositivos móveis, em geral baseando-se no conceito que tem sido denominado Site-Specific Browser (SSB).

Exemplos:

Qualidade de software é um tema que vem sendo abordado e evoluído há muito tempo em engenharia e arquitetura de software, tanto em relação à qualidade do processo (da concepção à construção e à manutenção) quanto em relação à qualidade do produto, o software em si.

Nas décadas de 70 a 90, organizações internacionais de normatização e padronização — como ISO/IEC, ANSI, IEEE e outros — definiram qualidade de produto como:

A totalidade dos recursos, aspectos e características de um produto ou serviço que suportam a sua capacidade de satisfazer os requisitos dados, as expectativas e as necessidades explícitas e implícitas.

Em seu estudo sobre qualidade de software, Software Quality: Definitions and Strategic Issues (PDF, abril 1996), o pesquisador Ronan Fitzpatrick propõe uma visão mais moderna e ousada de qualidade do produto de software, definindo assim:

Qualidade de software é a medida em que um conjunto definido pela indústria de características desejáveis são incorporadas em um produto, de modo a aprimorar seu desempenho durante sua existência.

O Modelo de Qualidade de Software proposto por James A. McCall e outros, em 1977, foi um dos primeiros largamente difundidos neste campo. Ele organiza os critérios de qualidade de software em três pontos de vista, a saber:

  • Operação: características relativas ao uso do produto.
  • Revisão: capacidade do produto ser modificado e evoluído.
  • Transição: adaptabilidade a novos e diferentes ambientes.

Os critérios de qualidade elencados no Modelo de McCall em cada ponto de vista estão listados na tabela a seguir.

Operação Revisão Transição
Correção Manutenibilidade Portabilidade
Confiabilidade Flexibilidade Reusabilidade
Eficiência Testabilidade Interoperabilidade
Integridade
Usabilidade

Atualmente existem outros modelos de avaliação da qualidade do produto de software, em especial o padrão internacional de engenharia de software ISO/IEC 9126, que trata da Qualidade do Produto. A norma se divide em quatro partes, sendo a primeira uma visão geral do modelo de qualidade, e as outras três, os grupos de métricas definidas para este modelo:

  • Parte 1: Modelo de qualidade.
  • Parte 2: Métricas externas.
  • Parte 3: Métricas internas.
  • Parte 4: Métricas de qualidade em uso.

Qualidade externa diz respeito ao produto final como percebido pelo usuário, enquanto qualidade interna se refere à estrutura e às características do produto em seu projeto e construção.

Mais recentemente, desde 2005, as normas ISO/IEC 9126 e a série ISO/IEC 14598, de avaliação de produto de software, tem sido integradas na nova série de normas ISO/IEC 25000 – Software Engineering — Software product Quality Requirements and Evaluation (SQuaRE).

Os critérios de qualidade no Modelo de McCall são muito similares aos preconizados por outros modelos para classificação de atributos de qualidade de software, como o FURPS+ (Robert Grady e Deborah Caswell, HP, 1987-1992) e o da própria ISO/IEC 9126, quanto a requisitos não funcionais:

FURPS+ ISO 9126 McCall
Functionality (Funcionalidade) Funcionalidade - (n/a, funcional)
Usability (Usabilidade) Usabilidade Usabilidade (Operação)
Reliability (Confiabilidade) Confiabilidade Correção,
Confiabilidade,
Integridade (Operação)
Performance (Desempenho) Eficiência Eficiência (Operação)
Supportability (Suportabilidade) Manutenibilidade Manutenibilidade,
Flexibilidade,
Testabilidade (Revisão)
+ (outros requisitos/restrições) Portabilidade Portabilidade,
Interoperabilidade,
Reusabilidade (Transição)

.

Vale ressaltar que qualidade do software, abordada aqui, se entende por qualidade do produto de software em si, o que é distinto de qualidade do processo de software, que diz respeito à qualidade das atividades e forma pelas quais se produz software.

Para saber mais:

O Java Developer Newsletter de Junho 2010, agora mantido pela Oracle Technology Network (OTN) — oriundo do Sun Java — traz duas novidades nas atualizações dos dois principais softwares livres Java suportados pela Sun (Oracle):

O servidor de aplicação GlassFish, oriundo do Sun Java System e implementação de referência da plataforma Java Corporativa desde o Java EE 5, atingiu o primeiro Milestone da futura versão 3.1, conforme o Plano do GlassFish Server Open Source Edition 3.1 e seu Roadmap.

O GlassFish V3.1 Milestone 1 foca os recursos de clusterização, administração centralizada e alta disponibilidade. Aos poucos, o projeto GlassFish está tendo sua interoperabilidade e compatibilidade alinhados com a família da plataforma comercial Oracle Fusion Middleware (atualmente baseada na adquirida família BEA WebLogic) e com a Java VM de alta performance JRockIt (também oriunda da BEA).

ambiente de desenvolvimento NetBeans IDE está ainda mais perto da versão de atualização 6.9. O NetBeans IDE 6.9 Release Candidate 2 foi lançado, antecipando as diversas novidades que traz.

NetBeans IDE 6.9 introduz o JavaFX Composer, ferramenta de layout visual para construção da interface de gráfica de aplicações JavaFX (similar ao Swing GUI builder para aplicações gráficas desktop Java SE). Também são destaque a interoperabilidade OSGi com Maven; suporte a JavaFX SDK 1.3, PHP Zend framework, Ruby on Rails 3.0, Spring Framework 3.0; verificação ortográfica no Editor; e melhorias no Editor e no Debugador Java.

Este artigo apresenta e diferencia os dois tipos básicos de busca e recuperação de informação por nome ou descrição, a consulta e a pesquisa, e aborda técnicas e ferramentas típicas para cada caso, tomando como base banco de dados Oracle e plataforma de programação Java.

Quando se disponibiliza buscas para uma quantidade grande e diversificada de usuários, é cada vez mais frequente utilizar um nome como parâmetro de identificação para a busca, ao invés de um código.

Códigos são mais eficientes como critério de busca, porém pressupõem um grupo especializado de usuários que tenha familiaridade com estes códigos. Nome ou descrição textual é mais natural e intuitivo, por isso mais adequado para um público amplo e diversificado.

Contudo, é importante diferenciar os dois tipos de busca possíveis: a consulta e a pesquisa.

Consulta

Na consulta, o pressuposto é que o usuário sabe especificamente o que procura, e deve fornecer uma identificação o mais completa e precisa possível. Nessa situação, o objetivo da busca é ser restritiva de forma a trazer, idealmente, apenas o registro específico desejado.

Quando se trata de uma pessoa, instituição ou outro item que possua nome (ou razão social etc.) que pode ser composto (várias palavras), a identificação precisa textual é o nome completo.

Para busca por um nome completo, as ferramentas de facilidade devem apenas evitar pequenos equívocos e diferenças irrelevantes. Falando especificamente em dados armazenados em tabelas de banco de dados, em geral usa-se uma coluna ou índice de busca em que o nome completo tenha um tratamento de homogenização, como:

  • eliminar acento, cedilha e outros modificadores, convertendo para a letra simples correspondente;
  • converter todas as letras para maiúscula;
  • substituir caracteres especiais (apóstrofo, aspas etc.) por espaço em branco;
  • suprimir espaços em branco no início e no fim e espaços duplicados entre palavras.

Dependendo da situação, outros critérios mais amplos e flexíveis de homogenização podem ser usados, como:

  • eliminação de conectivos ou termos secundários como “de”, “da”, “e”, “Ltda” etc.;
  • conversão de abreviaturas e numerais para extenso como “Cia” para “Companhia”, “Ind” para “Indústria”, “15″ para “quinze” etc.

A regra geral, portanto, de uma consulta por nome completo é fazer uma comparação direta do tipo:
normalizar(nome_fornecido) =? tabela de normalizar(nome_armazenado)

Técnicas ou ferramentas típicas:

1) No banco de dados, é recomendável criar uma função (procedimento armazenado / stored procedure) para realizar as operações de normalização do nome, e disponibilizar para uso geral. Uma função SQL Oracle que pode ser usada para remover acentos é TRANSLATE(), como translate(nome, 'âàãáÁÂÀÃéêÉÊíÍóôõÓÔÕüúÜÚÇç', 'AAAAAAAAEEEEIIOOOOOOUUUUCC'). É importante lembrar que nomes estrangeiros podem ter acentuações não existentes na língua portuguesa, como “ñ”, “ä”, “è” e outros. Para maiúsculas usa-se UPPER(nome), e brancos antes e depois podem ser removidos com TRIM(nome) ou LTRIM(RTRIM(nome)), e no meio com repetidos REPLACE(nome, ‘__’, ‘_’) de 2 brancos por 1, ou no Oracle 10g usando REGEXP_REPLACE(nome, ‘[[:space:]][[:space:]]+’, ‘_’).

2) Igualmente, na linguagem de programação é recomendado criar um método para normalização e torná-lo disponível para as aplicações em uma biblioteca. Em Java e outras linguagens, expressões regulares são excelentes para substituição de acentos, caracteres especiais e espaços em branco repetidos. Veja este exemplo sobre Remover acentuação.

3) Criar uma coluna adicional na tabela, como o nome completo homogenizado, e indexar e utilizar essa coluna no momento da busca, gerando a coluna dinamicamente (via gatilho) na inserção ou atualização do nome.

4) Criar um índice por função (disponível no Oracle 9i em diante) aplicando no índice a função de normalização do nome. Isso dispensa a criação de uma coluna adicional como em (3), delegando isso para o índice.

Pesquisa

Diferente da consulta, o objetivo da pesquisa é maximizar a capacidade de busca. A busca não precisa ser exata (ou quase exata), mas sim permite imprecisões, erros ou falhas.

A pesquisa tipicamente traz uma lista ou conjunto de resultados possíveis, de acordo com os critérios de busca.

O usuário não necessariamente deve conhecer previamente o que especificamente procura, muitas vezes se quer descobrir informação (e não apenas recuperar informação, como no caso da consulta).

No caso de pesquisa por nome, o caso típico é o usuário não ser obrigado a conhecer o nome completo, podendo em geral omitir ou errar partes:

  • omitir uma ou mais palavras (de um nome composto);
  • errar a grafia correta/exata;
  • permitir também expressões com o uso de símbolos “curinga” ou de lacuna/substituição, que demarcam um ou mais caracteres indefinidos ou não conhecidos (? e * em expressões regulares, ou _ e % no Oracle).

Em alguns casos, pode-se ser ainda mais tolerante na combinação de palavras fornecidas, permitindo que a ordem exata de palavras seja alternada ou até retornar resultado em que parte das palavras ou expressões procuradas exista, mas outra parte não.

Técnicas e ferramentas típicas:

1) Combinar o uso das técnicas de homogenização usadas em consulta com o uso de máscaras como _ e % e pesquisa SQL com LIKE. Esta técnica, porém, é bastante ineficiente e limitada, por isso tipicamente inadequada para o uso mais geral.

2) Usar o recurso Oracle Text do banco de dados Oracle (9i em diante), que cria índices complexos e flexíveis de pesquisa ampla em texto (full text search), do tipo árvore de pesquisa, aceita operadores e expressões complexos de
pesquisa no estilo “Google”, e tem mais uma infinidade de recursos (veja referências a seguir).

3) Usar mecanismos de busca fonética e múltiplas combinações de palavras. Nesse sentido, um artigo muito interessante da revista Mundo Java de junho/2010 (edição 41) apresenta esse tipo de técnica e o demonstra utilizando uma biblioteca Java brasileira disponível como software livre (licença GPL), desenvolvida pelo INCOR (Instituto do Coração, SP) utilizando um algoritmo fornecido pela PROCEMPA (Companhia de Processamento de Dados do Município de Porto Alegre, RS) e aperfeiçoada pela empresa P2D.

Os fontes da reportagem estão disponíveis no site da revista em http://www.mundojava.com.br/NovoSite/codigos.shtml: BuscaFonetica.rar.
E a biblioteca GPL aperfeiçoada está disponível na P2D e a original no InCor.

[Expandido em 02/07/2010.]

Tenho acompanhado relatórios de análise de mercado (panoramas, tendências) de pelo menos três segmentos em tecnologia da informação (TI):

  • Servidores de Aplicação;
  • Soluções de BI (Business Intelligence / inteligência de negócios), análise de dados e DW (data warehouse / armazém de dados);
  • Soluções de gestão de conteúdo, ECM (Enterprise Content Management) / WCM (conteúdo Web).

Institutos e relatórios de análise de mercado

Os principais institutos que fazem análises de mercado de TI — hardware, software e serviços — são:

  • Gartner – O Gartner Research resume a consolidação de determinado mercado posicionando os fornecedores em um gráfico denominado Quadrante Mágico (Magic Quadrant). Considerando os eixos completude de visão (abrangência) e habilidade de executar (eficácia) dos fornecedores e seus produtos, divide o espaço de mercado em quatro quadrantes: líderes, desafiantes, visionários e players de nicho. Ver Gartner Blog Network.
  • Forrester Research – seu gráfico sintético de mercado é o Forrester Wave (Onda). Seus eixos são similares ao do Gartner, estratégia (abrangência) e oferta atual (eficácia), mas divide o espaço de mercado em ondas concêntricas a partir do topo: líderes, sólido desempenho, contendores e apostas arriscadas; no gráfico, o tamanho do marcador de cada fornecedor indica sua presença de mercado. Ver Forrester Blogs.
  • Ovum, marca do Datamonitor Group para TIC – em seus relatórios inclui o gráfico consolido Matriz de Decisão (Decision Matrix).
  • IDC (com presença no Brasil) – faz análises de mercado de tecnologia da informação. Ver IDC eXchange blogs.

Existem diversos outros, como Aberdeen Group (ver Aberdeen Blog), Yankee Group (especializado em conectividade; ver Yankee Blog), Burton GroupIT1 (ver blogs sobre Plataformas de aplicação, Redes, Segurança, Conteúdo e outros), iSuppli, Standish Group (especializado em gestão de projetos de TI), Real Story Group (especializado em gestão de conteúdo; ver CMS Watch e RS Blog) etc.

Embora os relatórios de mercado de institutos de análise sejam vendidos e bem caros, alguns grandes fornecedores licenciam e franqueiam cópias gratuitas destes relatórios, quando estão bem posicionados:

Mercado de Análise de Dados, BI e DW

O mercado de manipulação e análise de grande volume de dados tem vários segmentos: armazém de dados (DW – data warehouse), inteligência de negócios (BI – business intelligence, que o Forrester prefere denominar BPS – business performance solutions), análise, análise preditiva, mineração de dados.

Os fornecedores gigantes “de sempre”, como Oracle, IBM e Microsoft, continuam sua estratégia agressiva de aquisições em busca da hegemonia e consolidação do mercado. Em alguns segmentos específicos, empresas como SAS Institute, SAP, Teradata e outras mantém sua forte presença especializada. Existem diversos relatórios de análise nesse mercado.

Fonte: Quadrante Mágico para Business Intelligence Platforms, 2010-01-29, por Rita L. Sallam, Bill Hostmann, James Richardson e Andreas Bitterer, Gartner. Reproduzido por Oracle (ver BI blog), por SAS, por Microstrategy, por QlikView.

Fonte: Quadrante Mágico para Data Warehouse Database Management Systems, 2010-01-28, por Donald Feinberg e Mark A. Beyer, Gartner. Reproduzido por Oracle, por Microsoft.

Fonte: The Forrester Wave™: Predictive Analytics And Data Mining Solutions, Q1 2010, 2010-02-04, por James Kobielus, Forrester. Reproduzido por SAS Institute, por Oracle.

Fonte: The Forrester Wave™: Business Performance Solutions, Q4 2009, 2009-11-19, por Paul D. Hamerman, Forrester. Reproduzido por Oracle (ver nota de imprensa).

Artigos relacionados deste blog sobre análise de dados (BI e DW):

Mercado de Servidores de Aplicação

Depois da aquisição da BEA pela Oracle e a adoção da renomada família de produtos WebLogic como motor em servidores de aplicação da empresa (em detrimento do inexpressivo Oracle Application Server), o mercado se consolidou de vez.

Oracle (WebLogic), IBM (WebSphere) e Microsoft (IIS + .NET Framework) reinam isolados na liderança dos produtos comerciais, seguidos pelo único competidor de peso oriundo do mundo software livre: Red Hat (JBoss). Exceto a Microsoft, os demais líderes se baseiam na plataforma tecnológica Java EE.

Fonte: Quadrante Mágico para Enterprise Application Servers, 2009-09-24, por Yefim V. Natis, Massimo Pezzini e Kimihiko Iijima, Gartner. Reproduzido por Microsoft, por Microsoft India (PDF) em Bitpipe, por Oracle (ver nota de imprensa), por RedHat (form), por Caucho (PDF).

Artigos relacionados deste blog sobre servidores de aplicações:

Mercado de Gestão de Conteúdo Corporativo (ECM) e Web (WCM)

O relatório do Gartner sobre o mercado de Gestão de Conteúdo Corporativo (Eenterprise Content Manamgement – ECM) e gestão arquivística (records management) deve ser atualizado no terceiro quadrimestre de 2010.

Já a CMS Watch, agora parte do Real Story Group, atualizou em junho seu interessante 2010 Content Technology Vendor Map (PDF 42k, JPG 868k), no estilo “mapa de metrô” onde as linhas representam segmentos de gestão de conteúdo — documentos/corporativo, Web, portais, colaboração, mídia digital etc.

CMS Watch - 2010 Content Vendor Map

Sobre o segmento específico de conteúdo Web (Web Content Management – WCM), em agosto de 2009 o Gartner lançou relatório atualizado em agosto de 2009. Ver Parsing Gartner’s 2009 Magic Quadrant for Web Content Management, por Irina Guseva, 2009-08-10, CMS Wire.

Fonte: Quadrante Mágico para Web Content Management, 2009-08-05, por Mick MacComascaigh, Toby Bell e Mark R. Gilbert, Gartner. Reproduzido por Microsoft, por Day (PDF), por Oracle.

Interessante comparar os líderes específicos em WCM com o mercado mais abrangente de ECM. Enquanto Oracle e Open Text mantêm liderança nos dois enfoques, os outros líderes de ECM — IBM, EMC e Microsoft — em WCM se tornam desafiantes por lhes faltar abrangência nesse foco específico. Já Autonomy e SDL surgem como líderes em WCM.

Já o relatório do Forrester no 2º trimestre de 2009, teve foco específico para sites externos. Pelos critérios do Forrester, SDL Tridion é o maior líder, seguido de FatWire e Interwoven (adquirida pela Autonomy em janeiro de 2009), enquanto Open Text, Vignette (ainda não contemplava a aquisição da Vignette pela Open Text ocorrida em maio daquele ano), Oracle, Day Software e Microsoft aparecem como desafiantes (sólido desempenho).

Fonte: The Forrester Wave™: Web Content Management For External Sites, 2009-06-01, por Stephen Powers e Tim Walters, Ph.D., para profissionais de gestão da informação e conhecimento, Forrester. Reproduzido por SDL Tridion (PDF, requer identificação; ver Analyst ReportsForrester on SDL, press release).

O relatório do Forrester traz as seguintes constatações:

  • SDL Tridion, Autonomy Interwoven, e FatWire lideram com um rico conjunto de componentes WCM.
  • Vignette e Day oferecem funcionalidade similar aos líderes, mas a estabilidade destes fornecedores ainda é uma questão.
  • Open Text e Oracle oferecem funcionalidade sólida em WCM dentro de um portfólio ECM.
  • Microsoft ainda não oferece funcionalidade WCM comparável aos líderes, mas evoluiu os recursos do SharePoint para Web sites.
  • O WCM básico da IBM se integra ao WebSphere Portal, enquanto EMC foca uma estratégia de conteúdo unificado e ECM.

O relatório do Forrester mostra ainda que uma pesquisa com 187 tomadores de decisão em TI elencou que as duas principais diretrizes para a adoção de gerenciamento de conteúdo Web são: melhorar a experiência de seus usuários Web (63%) e redução de custos com operação (publicação) Web (37%).

Artigos relacionados deste blog e de CMS Wire sobre gestão documental e de conteúdo:

Próxima Página »