Sistemas operacionais


Há muito tempo tenho vontade de elaborar uma Seleção de programas gratuitos ou livres para Windows que eu utilizo e recomendo.

São pouco mais de vinte programas que considero imperdíveis, em categorias como Documentos, Arquivos, Mídia, Internet e Segurança. Há também alguns utilitários mais técnicos, ou voltados para programação, ou ainda para os adeptos do Unix/Linux que por algum motivo estão “presos” ao Windows.

Pois bem, a vontade agora deu lugar à ação. No link acima, você encontra minha lista. Com o tempo, pretendo atualizá-la com mais indicações.

Espero que seja útil!

Depois do WGA – Windows Genuine Advantage, o esforço da Microsoft para reduzir a pirataria do Windows, chega agora ao Brasil o OGA, Office Genuine Advantage para combater a pirataria do Microsoft Office.

Como sempre, sutilmente introduzido através das Atualizações Automáticas do Windows (Windows Update), o Notificador do Programa de Vantagens do Office Original da Microsoft é um utilitário que, se o usuário aceita instalar, não oferece recurso para ser desinstalado ou desativado posteriormente.

Se detecta uma cópia não original de um programa do Office (XP, 2003 ou 2007), o Notificador OGA passa a gerar uma série insistente de notificações com mensagens de programa não original:

  • Na inicialização de uma cópia do Office não original, exibe uma janela de mensagem e mantém um ícone na área de notificação do Windows;
  • Adiciona uma barra de ferramentas aos programas do Office não original, que exibe mensagem de notificação;
  • Para programas do Office 2007 pirata, adiciona também uma faixa (ribbon) com mensagem de notificação.

Imagem: Reprodução do Windows Update para Notificador OGA.

Veja transcrição dos termos de uso do Notificador OGA [TXT]. Você aceita?

Expansão

Conforme anúncio do Gerente Geral Microsoft para a Iniciativa de Software Genuíno (o programa anti-pirataria da Microsoft) em final de agosto, as Notificações OGA foram primeiro veiculadas como a atualização KB949810 para usuários do Office em quatro países — Itália, Espanha, Turquia e Chile — como um pequeno programa piloto, e não trouxe muitas reclamações, exceto quando o serviço de administração corporativa do Windows WSUS (Windows Server Update Services) acidentalmente publicou o notificador como atualização crítica durante 24 horas.

Assim, a Microsoft está gradativamente expandindo o OGA para mais países. A validação e notificações de Office Genuíno está sendo agora expandida para mais 13 países, que incluem Estados Unidos, Reino Unido, Peru, Porto Rico, Brasil, Austrália, Grécia, Irlanda, Países Baixos, Finlândia, Suíça, Índia, Taiwan e outros, chegando a um total de 41 países ainda este mês.

Com a expansão do programa, já há relatos de casos de incômodos ou problemas, principalmente em redes corporativas, de usuários legítimos de cópias originais do Office. Por isso, alguns especialistas recomendam que a instalação não seja feita e/ou que administradores de redes corporativas desabilitem a distribuição e instalação do OGA através do WSUS.

OpenOffice / BrOffice.org

Quem tiver uma cópia ilegítima (não original, pirata) do Microsoft Office, e quiser evitar todo esse incômodo, não perca mais tempo e faça como eu já fiz há muito tempo: adote o BrOffice.org (OpenOffice em português do Brasil) 3.1.1.

Gratuito, livre (software de código aberto e de livre distribuição) e cada vez mais completo e bem acabado, o OpenOffice/BrOffice.org inclui editores de documentos texto, planilhas, apresentações e bases de dados, e ainda um bom programa editor de desenhos e ilustrações (estilo CorelDraw) e um editor de fórmulas matemáticas e científicas.

O OpenOffice é totalmente compatível com os formatos de documento do Microsoft Office (Word, Excel, PowerPoint), inclusive os novos formatos do Office 2007. Mas oferece seu próprio formato nativo de documentos OpenDocument (ODF) que é completo e compacto, além de ser um padrão conciso e realmente aberto, norma internacional ISO. O OpenOffice ainda exporta nativamente documentos para o formato PDF.

O editor de textos (Writer) e de planilhas (Calc) do BrOffice são muito completos e robustos, oferecendo todos os recursos dos simples aos mais avançados encontrados no Word e no Excel.

O editor de apresentações (Impress) ainda não é tão inteligente como as facilidades de formatação automática do PowerPoint, mas atende bem e, espero, tende a melhorar ainda mais no futuro. Quanto ao banco de dados (Base), confesso que ainda não utilizo e por isso não tenho como opinar.

O único recurso que, creio, ainda pode melhorar compatibilidade é a linguagem de macros. O OpenOffice/BrOffice.org possui o recurso de macros, que podem ser programadas em BROffice Basic, Python, JavaScript ou BeanShell, mas a compatibilidade com o VBA (Visual Basic for Applications) do Microsoft Office ainda não é plena, principalmente porque esta última está intimamente integrada à própria API do Windows, o que obviamente traz dificuldades para programas independentes e multiplataforma como o OpenOffice.

Para quem não abre mão do Microsoft Office de jeito nenhum, saiba que você consegue comprar o Office Home and Student 2007 (Word, Excel, PowerPoint) com licença para instalar em três computadores por aproximadamente 150 reais. Nos Estados Unidos essa edição custa perto de 88 dólares.

Convenhamos, 50 reais por cópia doméstica instalada não serve mais de desculpa para pirataria, para aqueles radicais que ainda se remetem aos tempos em que ter um Microsoft Office original em casa custava quase mil reais. Já nas empresas, onde a licença Home Student não serve, o caminho econômico viável é o BrOffice.org mesmo.

Para saber mais

Uma análise bem detalhada (e bem ilustrada) do novo Windows 7 está no site Maximum PC: Windows 7 Review: XP vs Vista vs 7 in 80+ Benchmarks (em inglês), por Will Smith, 2009-08-12.

O subtítulo já anuncia: Finalmente, Microsoft lança um sucessor digno do Windows XP. O artigo percorre as novidades e melhorias do Windows 7 e faz uma série de benchmarks com indicadores comparativos de desempenho entre XP, Vista e W7.

Na interface, o controverso novo menu em faixa (Ribbon), que engloba e substitui os menus e barras de ferramentas como no Microsoft Office 2007, se espalhou por todos os aplicativos do Windows 7.

Depois de mais de 10 anos só com mexidas cosméticas, Microsoft finalmente reprojetou a barra de tarefas do Windows, combinando a organização de janelas da barra tradicional do Windows com a conveniência da inicialização de aplicativos do MacOS X Dock — mais uma “inspiração emprestada” de uma interface inovativa da Apple, pra variar.

Para quem se incomodou com as frequentes confirmações de qualquer ação que requer permissão administrativa no Windows Vista, consequência do novo recurso de segurança User Account Control (UAC), o Windows 7 agora permite configurar o nível de notificação (ou “incômodo”) que o usuário quer ter.

Segurança e praticidade parecem finalmente se encontrar na configuração de redes domésticas (compartilhamento entre vários computadores), com o novo recurso HomeGroup.

A conclusão do artigo é que não importa se você vem do XP ou Vista, Windows 7 oferece muitos avanços em usabilidade, segurança e suporte a novos hardwares e tecnologias. Entusiastas e usuários avançados vão adorar, e a nova Taskbar sozinha já vale para usuários regulares que mantêm várias janelas abertas. Melhor de tudo, o novo sistema operacional simplesmente parece mais rápido que o Vista e mesmo o XP (pelo menos até que surja um Service Pack pesadão cheio de remendos…). Parece o melhor de dois mundos — a velocidade de interação do XP e os recursos e segurança do Vista.

Será que é bom assim mesmo?

A propósito: No site Maximum PC, nova descoberta para mim, além de encontrar análise em profundidade do que há de mais novo, encontrei também um retrospecto legal do que há de “mais velho”. O artigo Surfing Since 1991: The Evolution of Web Browsers (em inglês), por Paul Lilly, 2009-08-19, percorre os navegadores internet desde o surgimento da web em 1991 até os dias atuais. É, eu usei o Lynx (modo texto!) e o Mosaic na pré-história…

Para saber mais:

Atualizei recentemente minha distribuição Linux Ubuntu para a versão 9.04.

Tudo funcionou perfeitamente bem, exceto por um erro no miniaplicativo (applet) Tracker.

Ao entrar em minha conta, o Tracker exibia logo uma caixa de diálogo informando que “o índice está corrompido”. Há três botões disponíveis, “Reindexar tudo”, “OK” e “Cancelar”. Mas não importa qual deles seja clicado, o diálogo continua reaparecendo repetidamente. (Nota: No caso do Reindexar tudo, aparece em seguida a confirmação informando que reindexar pode deixar o sistema lento, mas isso também não afeta o reaparecimento do erro.)

Uma solução simples que encontrei foi encerrar o miniaplicativo, entrar no home do usuário e, dentro do diretório oculto .cache, apagar o diretório tracker. Quando o applet reinicia e recria o índice após removido o diretório, o erro cessou.

Iniciei o Tracker Applet pelo console após excluir o arquivo. Eis as mensagens exibidas:

Initializing trackerd...
Tracker-Message: Checking XDG_DATA_HOME is writable and exists
Tracker-Message:   XDG_DATA_HOME is '(null)'
Tracker-Message:   XDG_DATA_HOME set to '/home/usuario/.local/share'
Tracker-Message:   Path is OK
Tracker-Message: Setting IO priority
Tracker-Message: Setting up monitor for changes to config file:'/home/usuario/.config/tracker/tracker.cfg'
Tracker-Message: Loading defaults into GKeyFile...
Tracker-Message: Legacy config option 'IndexEvolutionEmails' found
Tracker-Message:   This option has been replaced by 'DisabledModules'
Tracker-Message:   Option 'DisabledModules' removed 'evolution'
Tracker-Message: Legacy config option 'IndexThunderbirdEmails' found
Tracker-Message:   This option is no longer supported and has no effect
Tracker-Message: Legacy config option 'SkipMountPoints' found
Tracker-Message:   Option 'IndexMountedDirectories' set to true
Tracker-Message: Setting up stopword list for language code:'pt'
Tracker-Message: Setting up stemmer for language code:'pt'
Tracker-Message: Checking directory exists:'/home/usuario/.local/share/tracker/data'
Tracker-Message: Checking directory exists:'/home/usuario/.cache/tracker'
Tracker-Message: Registering DBus service...
  Name:'org.freedesktop.Tracker'
Starting log:
  File:'/home/usuario/.local/share/tracker/trackerd.log'

(trackerd:29086): Tracker-WARNING **: Error loading query:'sqlite-fulltext.sql' #0, Cannot use virtual tables in shared-cache mode

(trackerd:29086): Tracker-WARNING **: Error loading query:'sqlite-fulltext.sql' #0, Cannot use virtual tables in shared-cache mode
Tracker-Message: Setting up monitor for changes to config file:'/home/usuario/.config/tracker/tracker.cfg'

Para saber mais:

Meu artigo com um tutorial sobre instalar uma “impressora virtual” para gerar arquivos PDF, a partir de qualquer programa capaz de imprimir no Windows, foi bastante revisado e ampliado. É uma verdadeira evolução do artigo, que é uma das páginas mais populares de meu site.

Na atual revisão, foi incluída uma importante seção nova, “Alternativas comparadas”, resultado de minha avaliação de cinco ferramentas gratuitas para gerar PDF, disponíveis na Internet.

Minha preferência continua sendo pelo FreePDF XP, que é tomado como base no restante do tutorial. Mas o quadro resumo comparativo e a galeria de imagens apresentados devem prover subsídios para que pessoas com diferentes preferências e requisitos possam escolher a solução que melhor lhes adequa.

Além disso, o artigo foi atualizado para refletir as versões mais recentes de Ghostscript e FreePDF XP disponíveis.

Não deixe de conferir o trabalho resultante, em:

E, por favor, poste aqui seu comentário sobre a comparação das ferramentas!…

As atualizações automáticas do meu Windows (Windows Update) propuseram a instalação de uma nova versão do software “Notificação do Programa de Vantagens do Windows Original”, também conhecido pelo nome em inglês Windows Genuine Advantage (WGA) Notifications.


Segundo a página de informação do download, esta nova versão 1.8.0031.9 do programa de verificação anti-pirataria do Windows, lançada em final de setembro, traz as seguintes características:

  • Instalação melhorada – Um assistente de instalação atualizado para este pacote inclui um novo contrato de licença (EULA) e exibe o resultado da validação imediatamente ao final do processo de instalação. Não requer reinicialização (reboot) após a instalação e — atenção! — recebe automaticamente futuras atualizações do WGA Notifications.
  • Notificação persistente na área de trabalho – uma imagem aparecerá na área de notificação se sua cópia do Windows não for genuína. Você pode interagir com ícones sob a imagem, mas não será capaz de interagir com a imagem em si ou escondê-la. A notificação persistente continuará a ser exibida até que a cópia do Windows seja regularizada.
  • Fundo preto da área de trabalho – Após instalar esta versão do WGA Notifications em uma cópia de Windows XP pirata (que falhar na validação), o fundo da área de trabalho (desktop background) mudará no próximo logon para preto puro. Você será capaz de redefinir o fundo para qualquer imagem (wallpaper) ou outra cor de fundo, mas a cada 60 minutos o desktop será redefinido para preto, até que a cópia do Windows seja genuína. O fundo preto enfatiza a nova notificação persistente da área de trabalho.

Pergunto novamente: E aí, Você aceita?

Para saber mais:

A Microsoft criou o padrão OOXML para concorrer com o OpenDocument Format (ODF), surgido do OpenOffice.org e que rapidamente se tornou um padrão aberto internacional para documentos, desenvolvido pelo OASIS Group e ratificado pela norma ISO/IEC 26300 em 2006.

O padrão OOXML original basicamente refletia o formato de arquivos do Microsoft Office 2007. Em uma estratégia de poder corporativista, a Microsoft conseguiu padronizar o OOXML pela ECMA Internacional. Em seguida, submeteu o padrão ECMA à ratificação rápida pela ISO, valendo-se do privilégio de aprovação “via expressa” (fast track) que a ECMA possui junto à ISO.

Mas mesmo na via expressa, o processo de padronização na ISO sofreu forte resistência, tendo sido inicialmente reprovado. Em nova tática de manipulação corporativista, a Microsoft conseguiu aumentar a participação simpatizante na ISO promovendo a introdução de representantes de países e membros poucos expressivos no grupo especialista da ISO.

Finalmente, em abril de 2008, o padrão OOXML foi aprovado como a norma ISO/IEC DIS 29500. Mas para isso o padrão original teve que sofrer uma série de adaptações em resposta aos questionamentos internacionais registrados por ocasião da primeira reprovação do padrão na ISO.

Contudo, com as modificações, nem mesmo o Microsoft Office 2007 tem suporte total ao padrão ISO 29500 do OOXML. Segundo a Microsoft, só o Office 14, ainda sem data prevista, terá o suporte ao formato OOXML atualizado para compatibilidade total com o padrão aprovado na ISO.

Enquanto isso, devido à grande pressão dos clientes, a Microsoft anunciou que já no primeiro semestre de 2009 o Microsoft Office 2007 Service Pack 2 (SP2) introduzirá suporte ao formato ODF versão 1.1. Veja mais no artigo OOXML backwards compatibility led Microsoft to ODF, por Tom Espiner, 2008-05-22, para a ZDNet UK.

Ou seja, nem a própria Microsoft tem todo o OOXML implementado, e oferecerá no Microsoft Office suporte ao formato ODF antes de ter implementado todo o padrão OOXML conforme aprovado na ISO. Coisas de Microsoft…

Para saber mais:

Depois que atualizei para o novo Ubuntu 8.04 LTS Hardy Heron (utilizando a opção automática pelo Gerenciador de Atualizações), quase tudo funcionou perfeitamente.

Observei até agora apenas um problema de configuração: os botões laterais “Avançar” e “Voltar” — que uso freqüentemente para navegação no histórico de páginas web (Firefox) — do meu mouse Logitech MX700 pararam de funcionar. Eles funcionavam até o Ubuntu 7.10 com as configurações que apresentei em meu artigo Mouse multi-botões no Linux.

Pesquisando na Internet, achei o artigo Logitech MX1000 Mouse on Ubuntu 8.04 Linux (Hardy Heron), 2008-04-27, cujas sugestões de configuração funcionaram para mim.

Eis o que fiz.

Primeiro, assegure-se de ter instalado o pacote xserver-xorg-input-evdev referente ao driver evdev. Se necessário, instale o pacote. Você pode fazer isso graficamente pelo Gerenciador de Pacotes Synaptic (menu Sistema > Administração) ou por linha de comando:

sudo apt-get install xserver-xorg-input-evdev

Depois, localize o nome exato do dispositivo do seu mouse.

cat /proc/bus/input/devices

No meu caso, para o Logitech MX700 encontrei N: Name=”PS2++ Logitech MX Mouse”.

Depois, edite o arquivo de configuração do X11. Antes disso, faça uma cópia de segurança.

sudo bash
cd /etc/X11/
cp -p xorg.conf xorg.conf.backup
gedit xorg.conf

Comente a configuração de InputDevice anteriormente existente para o mouse e adicione uma nova similar a esta, usando o driver evdev (minha configuração anterior usava o driver mouse):

Section "InputDevice"
	Identifier	"Logitech MX700"
	Driver		"evdev"
	Option		"Name"		"PS2++ Logitech MX Mouse"
	Option		"HWHEELRelativeAxisButtons"	"7 6"
EndSection

O Identifier pode ser livremente escolhido por você. Se o seu mouse é outro modelo, substitua pelo nome mais apropriado. Já a opção “Name” deve receber exatamente o mesmo nome encontrado no arquivo de devices.

Ainda no arquivo xorg.conf, localize a seção ServerLayout, verifique e atualize a linha InputDevice relativa ao mouse. O nome do InputDevice deve ser o exato Identifier do mouse que você definiu.

Section "ServerLayout"
	...
	Inputdevice	"Logitech MX700"
	...
EndSection

Salve o arquivo xorg.conf.

Pronto. Reinicie o X11, saindo (logout) e entrando novamente, para ativar as novas configurações.

Para testar o funcionamento de todos os botões e controles do mouse no driver evdev, você pode usar a aplicação gráfica xev. Execute a partir de uma janela de comando, pois as informações de eventos gerados na janela gráfica de teste aparecem em texto no console.

Um aviso final: Vi em alguns fóruns que a opção Option "CorePointer" não deve ser usada na seção InputDevice com o evdev. No meu caso, realmente testei adicionar esta opção e o meu mouse ficava completamente inoperante com ela.

Dois lançamentos importantes nos últimos dias.

Ontem foi lançado o NetBeans IDE 6.1 final, com várias novidades e melhorias atrativas, conforme eu havia adiantado em 7 e 27 de março.

O release oficial do NetBeans IDE 6.1 traz recursos para edição de JavaScript (coloração e validação semânticos, code completion, quick fixes e refactoring), biblioteca Spring Framework 2.5 embutida e suporte ao Spring web framework, maior integração com MySQL, melhoria no compartilhamento de bibliotecas entre projetos dependentes, suporte a Ruby/JRuby melhorado — incluindo novos quick fixes, um gerenciador de plataforma Ruby, debug rápido para JRuby. Por demanda popular, os recursos de geração do padrão bean e de CRUD JSF que ficaram de fora na versão 6.0 retornaram.

Além disso, versões preliminares (early versions) de novos módulos estão disponíveis, como o como JavaScript debugger e plugin para suporte a ClearCase. E na página de download há uma nova opção de pacote/bundle voltada para PHP: Early Access for PHP.

A versão 6.1 traz suporte a APIs web populares de SaaS (Software as a Service) com a inclusão dos serviços providos por Google, Facebook, Yahoo, YouTube na aba de Serviços, permitindo usá-los facilmente em aplicações mashup com simples arrastar-e-soltar para qualquer POJO, Servlet, JSP ou RESTful web service. O suporte a RESTful Web Services (especificação JSR 311 JAX-RS usando a implementação Jersey), disponível desde o NetBeans 6.0 como plugin, foi incluído na distribuição padrão do 6.1. E há novos plugins para suporte a Axis2 e SOAP UI.

Destacam-se também melhorias em desempenho, especialmente o início até 40% mais rápido, menor consumo de memória e mais agilidade nas respostas ao trabalhar com projetos extensos.

Baixar o NetBeans IDE 6.1 final (mirror em dlc.sun.com.edgesuite.net). Os pacotes localizados para português do Brasil, existentes na versão 6.0.1, ainda não estão disponíveis para o 6.1, mas devem estar em breve.


Dia 21 houve o lançamento da distribuição Linux Ubuntu 8.04 LTS, codinome Hardy Heron, nas edições Desktop e Servidor.

O Ubuntu é provavelmente a distribuição Linux atual mais amigável, estável e bem suportada para usuários pessoais. Oferece fácil instalação, compatibilidade com ampla variedade de dispositivos em desktops e notebooks.

Há também enorme quantidade de pacotes adicionais (no formato apt do GNU/Debian) disponíveis e freqüentemente atualizados, instaláveis pelo gerenciador de pacotes gráfico Synaptic (ou outro de sua preferência), com repositórios oficiais livres e restritos pré-configurados do Ubuntu.

O interessante da nova versão 8.04 é ser Long Term Support (LTS), o que significa garantia de suporte oficial ao ciclo de vida da Edição Desktop até 2011 e da Edição Servidor até 2013. A versão LTS anterior foi a 6.06, em junho de 2006.

Para aqueles que querem sempre as mais novas aplicações e tecnologias, poderão fazer ainda este ano a atualização para o Ubuntu 8.10, previsto para outubro. Quem prefere a estabilidade no ciclo de distribuição de software (tipicamente o ambiente corporativo de larga escala), pode ficar tranqüilo com o Ubuntu 8.04 por três (desktop) ou cinco (servidor) anos até migrar para a próxima versão LTS.

E sobre o que a versão 8.04 traz de novo? Para essa resposta, eu indico o artigo do português Bruno Carlos, muito bem escrito e ilustrado: Todas as novidades da versão oficial do Ubuntu 8.04 LTS.

Se você busca alguma inspiração em tecnologia de sistemas de informação durante o fim de semana, eis aqui dois artigos que recomendo.

Bruce Eckel, palestrante e autor do excelente livro “Thinking in Java”, escreveu o provocativo Java, Evolutionary Dead End (em inglês), 2008-01-03. O autor afirma que Java não deveria mudar muito mais, pois ele considera mais importe a linguagem buscar se manter estável (como C ou C++) do que do que evoluir incorporando recursos.

A tecnologia Java pode evoluir (plataformas, APIs) sem que a linguagem de programação Java mude tanto? São alternativas viáveis novas linguagens de programação como Groovy e Scala — sem falar das adaptações JRuby e Jython — que vão surgindo e podem rodar sobre JVM?

Veja também a discussão do artigo em TSS.


The 50 Most Popular Web Design Blog Posts, Resources & Cheat Sheets of 2007 (em inglês), por Eric Hebert, 2008-01-03, em Crestock.com Blog, faz um interessante tour por 2007 em uma coletânea de 50 artigos de destaque sobre temas de design gráfico e de interação: fundamentos e princípios, cor, gráficos e ícones, fotos, CSS, fonte e texto, layout e outros. Se o assunto interessa a você, vale a viagem.


Aproveito para dizer que atualizei o artigo Codificação de caractere e o Ubuntu pt_BR, de 2006-09-24, após refletir sobre o comentário do leitor ZeroA4 e o artigo Unicode de Rafael Benevides. Como resultado, adicionei um tópico final “Olhando à frente para internacionalização”.

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