Linux


Em release de impressa de 13 de junho de 2012, a Oracle anunciou que está concluindo o teste de certificação das versões mais recentes de seus softwares servidores de banco de dados e middleware no Oracle Linux 6 e Red Hat Enterprise Linux 6.

Notícias:

  • O Oracle Database 11g Release 2 (R2) e o Oracle Fusion Middleware 11g Release 1 (R1) estarão disponíveis no Oracle Linux 6 com o Unbreakable Enterprise Kernel.
  • O Oracle Database 11g R2 e o Oracle Fusion Middleware 11g R1 estarão disponíveis no Red Hat Enterprise Linux 6 (RHEL6) e no Oracle Linux 6 com Red Hat Compatible Kernel em 90 dias.
  • A Oracle oferece suporte direto aos clientes Linux que executam o RHEL6, o Oracle Linux 6 ou uma combinação de ambos.
  • O Oracle Linux continuará mantendo a compatibilidade com o Red Hat Linux.
  • A Oracle oferece gratuitamente, com disponibilidade imediata, seus binários do Linux compatíveis com o Red Hat, atualizações e correções em http://public-yum.oracle.com. Veja os termos, as condições e as restrições cabíveis.

Fonte: Sala de Imprensa da Oracle Brasil: Oracle anuncia a certificação do Oracle Database no Oracle Linux 6 e Red Hat Enterprise Linux 6, Redwood Shores, Califórnia – 11 de junho de 2012 (Press Release original em inglês).

Sobre o Oracle Linux:

A distribuição Oracle Linux é livre para download, uso e distribuição. Disponível como código aberto, Oracle Linux é totalmente compatível — tanto fonte quanto binário — com Red Hat Enterprise Linux. Um white paper independente do Edison Group, “Oracle Linux: True Enterprise-Quality Linux Support” inclui resultados de teste de laboratório que demonstram esta real compatibilidade. Oracle Linux é certificado para conformidade com o padrão Linux Standard Base (LSB), que reduz as diferenças entre distribuições Linux individuais e reduz significativamente os custos envolvidos em portar aplicações para diferentes distribuições, bem como diminui o custo e esforço envolvidos em suporte pós produção destas aplicações.

O Unbreakable Enterprise Kernel for Oracle Linux é um kernel de Linux otimizado para hardware e software Oracle.

Fonte: Oracle Linux Technical Information.

Para saber mais:

Atualizei recentemente minha distribuição Linux Ubuntu para a versão 9.04.

Tudo funcionou perfeitamente bem, exceto por um erro no miniaplicativo (applet) Tracker.

Ao entrar em minha conta, o Tracker exibia logo uma caixa de diálogo informando que “o índice está corrompido”. Há três botões disponíveis, “Reindexar tudo”, “OK” e “Cancelar”. Mas não importa qual deles seja clicado, o diálogo continua reaparecendo repetidamente. (Nota: No caso do Reindexar tudo, aparece em seguida a confirmação informando que reindexar pode deixar o sistema lento, mas isso também não afeta o reaparecimento do erro.)

Uma solução simples que encontrei foi encerrar o miniaplicativo, entrar no home do usuário e, dentro do diretório oculto .cache, apagar o diretório tracker. Quando o applet reinicia e recria o índice após removido o diretório, o erro cessou.

Iniciei o Tracker Applet pelo console após excluir o arquivo. Eis as mensagens exibidas:

Initializing trackerd...
Tracker-Message: Checking XDG_DATA_HOME is writable and exists
Tracker-Message:   XDG_DATA_HOME is '(null)'
Tracker-Message:   XDG_DATA_HOME set to '/home/usuario/.local/share'
Tracker-Message:   Path is OK
Tracker-Message: Setting IO priority
Tracker-Message: Setting up monitor for changes to config file:'/home/usuario/.config/tracker/tracker.cfg'
Tracker-Message: Loading defaults into GKeyFile...
Tracker-Message: Legacy config option 'IndexEvolutionEmails' found
Tracker-Message:   This option has been replaced by 'DisabledModules'
Tracker-Message:   Option 'DisabledModules' removed 'evolution'
Tracker-Message: Legacy config option 'IndexThunderbirdEmails' found
Tracker-Message:   This option is no longer supported and has no effect
Tracker-Message: Legacy config option 'SkipMountPoints' found
Tracker-Message:   Option 'IndexMountedDirectories' set to true
Tracker-Message: Setting up stopword list for language code:'pt'
Tracker-Message: Setting up stemmer for language code:'pt'
Tracker-Message: Checking directory exists:'/home/usuario/.local/share/tracker/data'
Tracker-Message: Checking directory exists:'/home/usuario/.cache/tracker'
Tracker-Message: Registering DBus service...
  Name:'org.freedesktop.Tracker'
Starting log:
  File:'/home/usuario/.local/share/tracker/trackerd.log'

(trackerd:29086): Tracker-WARNING **: Error loading query:'sqlite-fulltext.sql' #0, Cannot use virtual tables in shared-cache mode

(trackerd:29086): Tracker-WARNING **: Error loading query:'sqlite-fulltext.sql' #0, Cannot use virtual tables in shared-cache mode
Tracker-Message: Setting up monitor for changes to config file:'/home/usuario/.config/tracker/tracker.cfg'

Para saber mais:

Depois que atualizei para o novo Ubuntu 8.04 LTS Hardy Heron (utilizando a opção automática pelo Gerenciador de Atualizações), quase tudo funcionou perfeitamente.

Observei até agora apenas um problema de configuração: os botões laterais “Avançar” e “Voltar” — que uso freqüentemente para navegação no histórico de páginas web (Firefox) — do meu mouse Logitech MX700 pararam de funcionar. Eles funcionavam até o Ubuntu 7.10 com as configurações que apresentei em meu artigo Mouse multi-botões no Linux.

Pesquisando na Internet, achei o artigo Logitech MX1000 Mouse on Ubuntu 8.04 Linux (Hardy Heron), 2008-04-27, cujas sugestões de configuração funcionaram para mim.

Eis o que fiz.

Primeiro, assegure-se de ter instalado o pacote xserver-xorg-input-evdev referente ao driver evdev. Se necessário, instale o pacote. Você pode fazer isso graficamente pelo Gerenciador de Pacotes Synaptic (menu Sistema > Administração) ou por linha de comando:

sudo apt-get install xserver-xorg-input-evdev

Depois, localize o nome exato do dispositivo do seu mouse.

cat /proc/bus/input/devices

No meu caso, para o Logitech MX700 encontrei N: Name=”PS2++ Logitech MX Mouse”.

Depois, edite o arquivo de configuração do X11. Antes disso, faça uma cópia de segurança.

sudo bash
cd /etc/X11/
cp -p xorg.conf xorg.conf.backup
gedit xorg.conf

Comente a configuração de InputDevice anteriormente existente para o mouse e adicione uma nova similar a esta, usando o driver evdev (minha configuração anterior usava o driver mouse):

Section "InputDevice"
	Identifier	"Logitech MX700"
	Driver		"evdev"
	Option		"Name"		"PS2++ Logitech MX Mouse"
	Option		"HWHEELRelativeAxisButtons"	"7 6"
EndSection

O Identifier pode ser livremente escolhido por você. Se o seu mouse é outro modelo, substitua pelo nome mais apropriado. Já a opção “Name” deve receber exatamente o mesmo nome encontrado no arquivo de devices.

Ainda no arquivo xorg.conf, localize a seção ServerLayout, verifique e atualize a linha InputDevice relativa ao mouse. O nome do InputDevice deve ser o exato Identifier do mouse que você definiu.

Section "ServerLayout"
	...
	Inputdevice	"Logitech MX700"
	...
EndSection

Salve o arquivo xorg.conf.

Pronto. Reinicie o X11, saindo (logout) e entrando novamente, para ativar as novas configurações.

Para testar o funcionamento de todos os botões e controles do mouse no driver evdev, você pode usar a aplicação gráfica xev. Execute a partir de uma janela de comando, pois as informações de eventos gerados na janela gráfica de teste aparecem em texto no console.

Um aviso final: Vi em alguns fóruns que a opção Option "CorePointer" não deve ser usada na seção InputDevice com o evdev. No meu caso, realmente testei adicionar esta opção e o meu mouse ficava completamente inoperante com ela.

Dois lançamentos importantes nos últimos dias.

Ontem foi lançado o NetBeans IDE 6.1 final, com várias novidades e melhorias atrativas, conforme eu havia adiantado em 7 e 27 de março.

O release oficial do NetBeans IDE 6.1 traz recursos para edição de JavaScript (coloração e validação semânticos, code completion, quick fixes e refactoring), biblioteca Spring Framework 2.5 embutida e suporte ao Spring web framework, maior integração com MySQL, melhoria no compartilhamento de bibliotecas entre projetos dependentes, suporte a Ruby/JRuby melhorado — incluindo novos quick fixes, um gerenciador de plataforma Ruby, debug rápido para JRuby. Por demanda popular, os recursos de geração do padrão bean e de CRUD JSF que ficaram de fora na versão 6.0 retornaram.

Além disso, versões preliminares (early versions) de novos módulos estão disponíveis, como o como JavaScript debugger e plugin para suporte a ClearCase. E na página de download há uma nova opção de pacote/bundle voltada para PHP: Early Access for PHP.

A versão 6.1 traz suporte a APIs web populares de SaaS (Software as a Service) com a inclusão dos serviços providos por Google, Facebook, Yahoo, YouTube na aba de Serviços, permitindo usá-los facilmente em aplicações mashup com simples arrastar-e-soltar para qualquer POJO, Servlet, JSP ou RESTful web service. O suporte a RESTful Web Services (especificação JSR 311 JAX-RS usando a implementação Jersey), disponível desde o NetBeans 6.0 como plugin, foi incluído na distribuição padrão do 6.1. E há novos plugins para suporte a Axis2 e SOAP UI.

Destacam-se também melhorias em desempenho, especialmente o início até 40% mais rápido, menor consumo de memória e mais agilidade nas respostas ao trabalhar com projetos extensos.

Baixar o NetBeans IDE 6.1 final (mirror em dlc.sun.com.edgesuite.net). Os pacotes localizados para português do Brasil, existentes na versão 6.0.1, ainda não estão disponíveis para o 6.1, mas devem estar em breve.


Dia 21 houve o lançamento da distribuição Linux Ubuntu 8.04 LTS, codinome Hardy Heron, nas edições Desktop e Servidor.

O Ubuntu é provavelmente a distribuição Linux atual mais amigável, estável e bem suportada para usuários pessoais. Oferece fácil instalação, compatibilidade com ampla variedade de dispositivos em desktops e notebooks.

Há também enorme quantidade de pacotes adicionais (no formato apt do GNU/Debian) disponíveis e freqüentemente atualizados, instaláveis pelo gerenciador de pacotes gráfico Synaptic (ou outro de sua preferência), com repositórios oficiais livres e restritos pré-configurados do Ubuntu.

O interessante da nova versão 8.04 é ser Long Term Support (LTS), o que significa garantia de suporte oficial ao ciclo de vida da Edição Desktop até 2011 e da Edição Servidor até 2013. A versão LTS anterior foi a 6.06, em junho de 2006.

Para aqueles que querem sempre as mais novas aplicações e tecnologias, poderão fazer ainda este ano a atualização para o Ubuntu 8.10, previsto para outubro. Quem prefere a estabilidade no ciclo de distribuição de software (tipicamente o ambiente corporativo de larga escala), pode ficar tranqüilo com o Ubuntu 8.04 por três (desktop) ou cinco (servidor) anos até migrar para a próxima versão LTS.

E sobre o que a versão 8.04 traz de novo? Para essa resposta, eu indico o artigo do português Bruno Carlos, muito bem escrito e ilustrado: Todas as novidades da versão oficial do Ubuntu 8.04 LTS.

Se você busca alguma inspiração em tecnologia de sistemas de informação durante o fim de semana, eis aqui dois artigos que recomendo.

Bruce Eckel, palestrante e autor do excelente livro “Thinking in Java”, escreveu o provocativo Java, Evolutionary Dead End (em inglês), 2008-01-03. O autor afirma que Java não deveria mudar muito mais, pois ele considera mais importe a linguagem buscar se manter estável (como C ou C++) do que do que evoluir incorporando recursos.

A tecnologia Java pode evoluir (plataformas, APIs) sem que a linguagem de programação Java mude tanto? São alternativas viáveis novas linguagens de programação como Groovy e Scala — sem falar das adaptações JRuby e Jython — que vão surgindo e podem rodar sobre JVM?

Veja também a discussão do artigo em TSS.


The 50 Most Popular Web Design Blog Posts, Resources & Cheat Sheets of 2007 (em inglês), por Eric Hebert, 2008-01-03, em Crestock.com Blog, faz um interessante tour por 2007 em uma coletânea de 50 artigos de destaque sobre temas de design gráfico e de interação: fundamentos e princípios, cor, gráficos e ícones, fotos, CSS, fonte e texto, layout e outros. Se o assunto interessa a você, vale a viagem.


Aproveito para dizer que atualizei o artigo Codificação de caractere e o Ubuntu pt_BR, de 2006-09-24, após refletir sobre o comentário do leitor ZeroA4 e o artigo Unicode de Rafael Benevides. Como resultado, adicionei um tópico final “Olhando à frente para internacionalização”.

Tenho muitas Extensões para o navegador Firefox instaladas, quase todas da lista neste link, tanto em Windows quanto em Linux Ubuntu.

Mas há vários dias — não sei dizer exatamente quando ou como começou — meu Firefox 2 em Linux (Ubuntu) estava com comportamentos estranhos em relação a extensões.

Toda vez que alguma extensão era atualizada, o Firefox não reiniciava normalmente. Iniciando pelo console, via-se que a tentativa de execução em seguida resultava em “Segmentation fault (Core dumped)”. Mais uma ou duas tentativas de execução do Firefox e aí sim ele abria.

Também observei que algumas extensões instaladas estavam inoperantes (exemplos: Update Notifier, Download Statusbar).

Supus que alguma extensão problemática era a raiz do problema. Parti então para o trabalho mais chato, porém preciso. Primeiro, apaguei toda as configurações pessoais do Firefox em meu diretório home (rm -rf ~/.mozilla/). Depois, segui repetidamente estes passos: instalar uma extensão de cada vez; sair do Firefox; e, em seguida, iniciar o programa novamente pela linha de comando (firefox), para o caso de alguma mensagem de erro ser exibida na console.

Após um longo e tedioso trabalho, finalmente quando instalei a extensão ColorZilla — uma ferramenta para identificar cores (RGB) em qualquer parte da tela/página no Firefox — a tentativa de reiniciar o Firefox em seguida gerou o famigerado Segmentation fault (Core dumped).

Esta é a minha configuração onde observei o erro:

Não sei dizer se o erro ocorre com outras combinações de versões, mas tenha cuidado ao utilizar o ColorZilla em Linux, principalmente se você está com um cenário de problema similar ao meu.

Nota: Já no meu Windows, o ColorZilla está funcionando normal.

Eis algumas referências a respeito que encontrei na Internet:

No portal IBM developerWorks, está sendo publicado um tutorial em três partes sobre desenvolvimento para web com o Eclipse Europa, usando Java, PHP e Ruby; por Michael Galpin, Desenvolvedor do eBay.

A terceira parte, sobre Ruby, deve sair breve saiu dia 18. Para acessar o conteúdo do tutorial, é necessário registrar-se gratuitamente no portal IBM developerWorks.


Outro artigo muito interessante, para quem está considerando suas opções de infra-estrutura para aplicações Java EE na web. JBoss, Geronimo, or Tomcat? — Três servidores de aplicação Java open source comparados, por Jonathan Campbell, JavaWorld.com, 2007-12-11. Só faltou cobrir também GlassFish.


O recente artigo An easy way to make your code more testable, no blog Programblings, me levou a outro artigo excelente.

We don’t write tests. There just isn’t time for luxuries, por James Golick, um desenvolvedor de softwre em Montreal, 2007-08-28. Golick, com argumentos objetivos passo a passo, contesta a afirmação que muito se houve de desenvolvedores ou times de software: “Não escrevemos testes ou fazemos cobertura de testes porque não temos tempo.” ou “Escrever testes toma tempo demais.”

Todo desenvolvedor precisa testar seu código, de alguma forma. A diferença é que alguns escrevem testes automatizados, enquanto outros usam humanos (normalmente, o próprio desenvolvedor) para verificar o comportamento correto. Então, o argumento “testar-nos-atrasa” reside na premissa que verificação manual é mais rápida que escrever testes automatizados.

Assim começa o raciocínio que se desenvolve ao longo do inteligente artigo. Leia e veja se você também concorda que a prática de testes automatizados pode ser bem produtiva.

Se práticas de desenvolvimento de software interessam a você, então sugiro ler também os artigos Pair Programming vs. Code Reviews, por Jeff Atwood, 2007-11-18; e Pair Programming vs. Code Reviews – It’s a no Brainer, por Mark Levison (Ottawa, Canadá), 2007-12-14. Eles confrontam programação em pares e revisão de código.


Conforme anúncio no Javalobby, acabou de ser lançada em dezembro a nova certificação Sun Certified Programmer for the Java Platform, Standard Edition 6 (CX-310-065) da Sun.

SCJP é a certificação de programação na linguagem Java, a mais fundamental no caminho de Certificações Sun para a Tecnologia Java. É também uma certificação bem reconhecida no mercado de trabalho. A nova versão do SCJP atualiza o programa da para cobrir Java SE 6.0.

Para saber mais:


Entrando na programação de páginas web, vale a pena ler The Problem With innerHTML, por Julien Lecomte, 2007-12-12.

E do HTML para o CSS. A escala graduada de 1 a 6 para Rate Your CSS Skill Level: Final Version & Poll montada pelo portal CSS-Tricks oferece critérios para você avaliar em que nível está sua habilidade com CSS. Minha auto-avaliação foi de 4. Para atingir 6, você tem que estar em estado graça ou ser membro da especificação no W3C. 😀


Da programação para os utilitários nerd. Hoje descobri algo interessante para quem às vezes lida com a linha de comando no Windows. Windows PowerShell. Esta janela de console melhorada virá no Windows Server 2008, mas qualquer usuário de Windows original (com a devida validação WGA) pode baixar gratuitamente da Microsoft.

Download Windows PowerShell 1.0PowerShell 1.0 para Windows XP Português do Brasil (KB926140).

Documentação: Windows PowerShell Documentation Pack (para baixar, em inglês e outros idiomas).

Já para quem conhece e sente falta dos comandos do Linux ao usar a linha de comando do Windows, recomendo meu velho conhecido GnuWin32, projeto em SourceForge que porta pacotes de utilitários GNU/Posix para Windows nativo (usando MinGW). O projeto disponibiliza centenas de pacotes binários, em arquivos ZIP para baixar.

Recomendo obter a ferramenta GetGnuWin32, que traz um script que baixa/atualiza todos os pacotes mais recentes do GnuWin32, e outro que descompacta todos os pacotes em uma pasta gnuwin32. Depois é só copiar/mover essa pasta para onde achar mais adequado (por exemplo, C:\ ou C:\Arquivos de programas\) e adicionar gnuwin32\bin ao PATH. Feito isso, grep, find, sed, tar, diff e mais quase mil outros comandos estarão disponíveis na linha de comando do Windows (inclusive na PowerShell).


Por falar em Linux, uma última nota. O IDG Now! noticiou que as Urnas usarão Linux em eleições de 2008.

O TSE autorizou a substituição dos sistemas operacionais VirtuOS e Windows CE para o sistema aberto Linux, adaptado pelo próprio órgão, em todas as 430 mil urnas eletrônicas usadas nas eleições de 2008, que escolherão prefeitos. Segundo o Tribunal, o objetivo é conferir mais transparência e confiabilidade à urna e ao processo eleitoral.

Em início de setembro eu havia substituído meu antigo Ubuntu 6.06 LTS (Long Term Support) pelo Ubuntu 7.04, lançado em abril 2007.

Como o Live CD de boot do 7.04 “Feisty Fawn” não me dera opção de atualizar a versão anterior já instalada, na época eu fiz uma instalação do zero, recriando a partição Linux.

Agora resolvi atualizar para a versão mais recente Ubuntu 7.10 — codinome Gutsy Gibbon — lançada em outubro. Desta vez, optei pelo procedimento de atualização on-line (ver Gutsy Upgrades), que é tão simples quanto um-dois-trêeeeeees, desde que você tenha uma boa conexão Internet banda larga:

  1. Acionar a opção do menu Sistema > Administração > Gerenciador de Atualizações.
  2. Assim que o gerenciador buscar atualizações e exibir a mensagem “Nova versão release 7.10 disponível”, clicar no botão “Atualizar”.
  3. Seguir as instruções do assistente que vai preparar a atualização, baixar e instalar todos os pacotes necessários e, ao final, reiniciar o sistema.

O processo de download e instalação é demorado. Afinal, você estará baixando praticamente um CD via Internet e instalando tudo. Comigo, demorou um pouco mais de duas horas.

Durante toda essa instalação, o assistente apenas me solicitou intervenção para confirmar substituição do arquivo /etc/bash.bashrc. A janela de confirmação tinha opção para mostrar um diff entre o conteúdo atual e o novo proposto do arquivo, o que facilitou bastante (o bom hábito que tenho de adicionar uma linha de comentário com nome, data e breve descrição em toda alteração que faço em um arquivo de script ajudou mais ainda).

Também confirmou, já no fim das instalações, a remoção de alguns poucos pacotes que não eram mais suportados na nova versão. Consenti.

Após a reinicialização do sistema — necessária ao final da atualização — e o login, foi exibido um erro do gerenciador de sessões Gnome (não anotei a mensagem). Apenas fechei a janela de diálogo e segui em frente, mas vi que os componentes da interface gráfica ficaram com uma aparência “grosseira” (sem acabamentos como cantos arredondados, degradê ou profundidade). Também notei que os ícones da área de trabalho não foram exibidos.

Quem já conhece as instalações do Ubuntu/Debian, sabe que a atualização de kernel do Linux não remove o pacote anterior, por medida de segurança, o que deve ser feito manualmente depois. Por isso, abri o Gerenciador de Pacotes Synaptic (menu Sistema > Administração) e removi o pacote do kernel anterior 2.6.20 do Linux, já que o Ubuntu 7.10 instalou o kernel versão 2.6.22.

Em seguida, vi que na área de notificação do Gnome (canto superior direito, perto do relógio) um ícone me recomendava ativar o driver proprietário da minha placa de vídeo Nvidia, para melhor desempenho. Marquei a ativação na janela e o Ubuntu automaticamente acionou o download e instalação do pacote próprio, recomendando ao final Reiniciar o Ubuntu. Comandei novo boot.

Após este segundo boot, não ocorreu mais o erro do Gnome e a interface gráfica voltou ao normal, com a aparência bem acabada novamente e os devidos ícones/arquivos de volta à minha área de trabalho.

Tudo parecia 100%, até que tentei abrir o navegador Firefox. Pelo ícone da interface gráfica, o programa não abria. Então, resolvi executar firefox pela janela de terminal, para ver se o console exibia algum erro. Exibiu:

Segmentation fault. Core dumped.

Bem, agora era só pesquisar no Google para ver se alguém já tinha passado por isso e… mas que Google se eu não tinha Firefox? 😉

Experimentei então o básico. Primeiro, removi e instalei novamente os pacotes do Firefox, embora já estivesse atualizado com a versão 2.0.0.11 mais recente. (Prática comum de informática que chamo de “descer do carro e subir de novo”.) Não funcionou.

Apostei então na configurações pessoais anteriormente existentes. Excluí todo o diretório ~/.mozilla/ e… bingo! O Firefox abriu.

Reinstalei os pacotes ubufox e ubuntu-docs (que por sua vez requer yelp e gnome-user-guide), e a página local de documentação do Ubuntu voltou a ser a home-page do Firefox. Em seguida, reinstalei todas as extensões que uso.

Pronto. Superado o problema com o Firefox, a atualização para o Ubuntu 7.10 Gutsy Gibbon foi bem sucedida. Todo o meu ambiente anterior (incluindo arquivos pessoais e configurações) do 7.04 foi preservado.

Navegando na internet novamente, vi que outros tiveram problemas parecidos com Firefox no Ubuntu, embora não tenha encontrado ninguém que solucionou o problema como fiz, removendo as configurações pessoais do navegador.

De novidade positiva, por enquanto só notei que o novo Ubuntu 7.10 reconheceu meu adaptador Bluetooth, pois vi um novo ícone Gerenciador Bluetooth na área de notificação. Isso faz jus à fama de ótima compatibilidade de hardware do Ubuntu, um dos vários motivos que o torna uma das distribuições Linux mais amigáveis para uso pessoal (seja em desktop ou laptop/notebook).

O blog do Leandro publicou uma dica de uma dica que saiu no Viva o Linux.

Resumindo, é este Guia alfabético de comandos do Linux, totalmente em português, por Morganna Diniz, professora do Centro de Ciências Exatas e Tecnologia da UNIRIO:

Instalei hoje o Ubuntu versão 7.04 — codinome Feisty Fawn — a partir do CD que solicitei e recebi, gratuitamente, em algumas semanas (a postagem veio lá dos Países Baixos). Também é possível obter a instalação por download.

Dando boot pelo live CD do Ubuntu 7.04, escolhi a opção de instalação. Estranhei, porém, que a instalação do CD não ofereceu opção para atualizar a versão anterior 6.06 LTS que eu já possuía instalada. Através de download, eu já havia realizado anteriormente uma atualização de versão de Ubuntu em outro computador e foi uma brisa.

Como eu não mantinha nada crítico na partição raiz, optei por formatar as partições ext3 e swap preexistentes e fazer uma nova instalação do zero.

A instalação foi tranquila e sem problemas.

As telas de inicialização e de finalização ficaram mais limpas, no estilo “Windows XP”, apresentando apenas a barra de progresso e não mais a lista de recursos e serviços que vai sendo ativada/desativada. Apesar disso ser mais amigável para iniciantes, eu senti falta das informações, que me faziam sentir mais “controle” do que estava acontecendo.

Logo após a primeira inicialização na nova versão do Ubuntu, o sistema solicitou baixar um caminhão de mais de 120 MB em atualizações de pacotes instalados (previsível, na primeira atualização). A distribuição já veio com pacote OpenOffce.org 2.2, navegador Firefox 2.0, editor de imagens Gimp 2.2 e mais uma vasta seleção de pacotes disponíveis para instalar.

Após a instalação, precisei fazer as mesmas configurações adicionais que havia feito para o Ubuntu 6.06 LTS:

  • Codificação de caractere e o Ubuntu pt_BR, passando a codificação de caractere padrão de UTF8 para ISO-8859-1.
  • MP3 no Linux, instalando o pacote gstreamer0.10-plugins-ugly e bibliotecas adicionais relacionadas.
  • Flash para Firefox em Linux, essencial para navegar em sites com conteúdo Flash. Bastou instalar o pacote flashplugin-nonfree (v9.0.48.0), para som e vídeo do Flash Player 9 funcionarem no Firefox 2, sem qualquer configuração adicional.
  • Mouse multi-botões no Linux, para suportar os botões adicionais do meu mouse Logitech MX700.

Logo na instalação das bibliotecas para MP3 e do Flash, observei que os repositórios Universe e Multiverse (software livre não certificados pelo Ubuntu, e Software não livre restrito por copyright ou problemas legais, respectivamente) já vêm ativados por padrão, de forma que bastou simplesmente escolher, no gerenciador de pacotes Synaptic, os novos itens desejados. Aproveitei para instalar o Sun Java 6 JDK, também disponível pelos repositórios Multiverse.

Por enquanto, ainda é muito cedo para qualquer impressão além da instalação. O Ubuntu continua sendo uma ótima e fácil distribuição Linux para desktop.

Próxima Página »