dezembro 2008


JavaFX 1.0 foi oficialmente lançado em 4 de dezembro último.

O objetivo da tecnologia JavaFX é prover uma plataforma unificada de construção e distribuição de aplicações Internet ricas (RIA) incorporando mídia rica (áudio e vídeo de alta fidelidade, texto formatado, gráficos vetoriais, animações) e Web Services para os mais de 800 milhões de dispositivos desktop (computadores), móveis (celulares, PDAs) e eletrônicos (TVs e outros aparelhos) com Java embutido.

JavaFX visa constituir uma atraente camada de apresentação para o ecosistema Java, permitindo criar conteúdo que combine o melhor de software e serviços Enterprise avançados com RIA.

A tecnologia JavaFX provê uma linguagem de script declarativa de alto desempenho, JavaFX Script. JavaFX Script surgiu de um projeto chamado F3, por Chris Oliver, que entrou na Sun quando esta adquiriu sua empresa Seebeyond em setembro de 2005.

No ambiente web, a tecnologia JavaFX pretende competir com Adobe Flash (Player, Wikipédia e Wikipedia) e Flex, além do ilustre desconhecido Microsoft Silverlight (Developer Center, introdução).

Fonte: Sun Microsystems, JavaFX. A família de ferramentas JavaFX provê a habilidade de criar conteúdo interativo, aplicações e serviços para desktop, dispositivos móveis e equipamentos eletrônicos.

Colabora para um bom desempenho de JavaFX no ambiente desktop o recente lançamento do Java SE 6.0 Update 10 (já atualizado pelo Update 11), que introduz a nova geração do Java Plug-in. O novo Java Plug-in sofreu uma profunda reestruturação arquitetural para prover uma plataforma mais ágil, eficiente e robusta para a distribuição de conteúdo Java (Applet) e JavaFX no navegador web. O Plug-in oferece também maior integração ao ambiente DOM e JavaScript do navegador.

As primeiras ferramentas para desenvolvimento JavaFX também estão disponíveis, gratuitamente. Nos downloads do portal JavaFX estão disponíveis:

  • JavaFX 1.0 SDK para Windows (requer JDK 6u7 ou superior) e Macintosh (requer JDK 5y13 ou superior) – ferramentas básicas JavaFX de linha de comando;
  • JavaFX 1.0 Production Suite para Windows e Macintosh – suite de ferramentas e plug-ins que se integram a Adobe Photoshop e Illustrator CS3, permitindo um fluxo colaborativo entre designers gráficos e desenvolvedores;
  • NetBeans IDE 6.5 for JavaFX 1.0 – versão recém-lançada do IDE NetBeans 6.5 com as extensões de suporte ao desenvolvimento JavaFX.

A propósito, um artigo de Weiqi Gao ensina como fazer funcionar JavaFX 1.0 em Linux: NetBeans Plugin.

A Sun também está disponibilizando o Early Access do Projeto Kenai – JavaFX Plugin for Eclipse. Leia mais a respeito no post de Jim Weaver em Javalobby.

Para saber mais:

O portal Computerworld da IDG Brasil está com um hotsilte Company Zone patrocinado pelo IDC – Conheça as vantagens do Business Intelligence.

O “IDC Special Study – A Inteligência dos Negócios como Diferencial Competitivo” provê informações sobre o mercado de Business Intelligence e Business Analytics, em uma série de matérias:

O conceito de Inteligência de Negócios em TI, tradicionalmente conhecido como BI (Business Intelligence – Inteligência de negócios) evoluiu para o conceito de BA (Business Analytics – Análise de negócios). Pesquisas realizadas pela IDC mostram que, para atender às transformações do negócio, o Mercado de Business Intelligence tem evoluído em ciclos:

  • 1975 a 1990: basicamente produção de relatórios em mainframes;
  • 1990 a 2005: interfaces amigáveis e arquiteturas cliente-servidor (reporting, DW, data mining, ETL, OLAP, dashboards, scorecards);
  • o último, iniciado em 2005 com previsão de término em 2020, traz consigo o conceito de Inteligência de Negócios, aplicado a soluções mais completas, evoluindo para o que o mercado chama de BA (Business Analytics).

Fonte: Qual o panorama atual do mercado de BI e BA, Computerworld, IDG Brasil, baseado em análise do IDC, 2008.

A inteligência analítica de negócios (BA) possibilita o acesso, a transformação, a armazenagem, a análise, a modelagem, a entrega e o rastreamento da informação com o objetivo principal de capacitar a tomada de decisão estratégica. Divide-se, basicamente, em duas categorias: Performance management – PM (ferramentas e aplicações) e Data Warehouse – DW (plataformas); engloba, além das tradicionais ferramentas de BI e plataformas de armazenagem DW, aplicações analíticas de CRM, BPM, SCM e OPP. Os benefícios obtidos pelas instituições devem influir diretamente na melhoria de processos de negócio, na forma de mais velocidade, assertividade, relevância, consistência, controle e visão.

A IDC mapeou as ações que devem ocorrer em ordem cronologia para a obtenção de sucesso em um processo de avaliação, aquisição e implantação de um projeto de Inteligência de Negócios:

  1. Gestores devem identificar e mapear as necessidades e processos organizacionais, com foco na importância estratégica de cada um destes.
  2. TI deve identificar e selecionar os possíveis parceiros estratégicos, observando capacidade tecnológica, competência técnica e de negócios, aderência ao perfil da organização, relação custo benefício, atuação do fornecedor, incluindo tamanho (receita anual) e seus atuais clientes e casos de sucesso, e a diversidade quanto a extensão e abrangência do portfólio de produtos oferecidos.
  3. Criar um comitê de competência, composto por dois grupos-chave de pessoas: o grupo de conhecimento técnico e o grupo de conhecimento de negócio; este comitê será responsável por definir as funcionalidades do projeto de Inteligência de Negócios a ser implementado pela organização.
  4. Planejar e negociar contratos, definindo claramente escopo, prazo, custo, condições de exceção, matriz de responsabilidades, níveis de serviço (SLA), indicadores, métricas — atentar-se para as métricas de negócio, e não apenas as técnicas — bônus e penalidades.
  5. Gerenciar, executar e controlar o projeto, com acompanhamento contínuo do projeto para assegurar que aquilo contratado está sendo cumprido e está satisfatório, bem como identificar possíveis necessidades de mudanças, oferecendo ao comitê embasamento para as tomadas de decisão.

Segundo a IDC, os maiores erros na adoção destas soluções, que podem levá-la ao insucesso ou à insatisfação, são normalmente:

  • Uma adoção liderada apenas pela área de tecnologia, sem o apoio da alta gerência e sem o devido envolvimento das outras áreas internas de interesse.
  • Falta de conhecimento sobre os impactos que podem ser gerados pela nova solução, nos negócios da organização. Por exemplo, considerar disponibilidade de 99,5% como um indicador, sem prévia análise.
  • O quanto custaria para a empresa a indisponibilidade de 0.05%? Esta sim deveria ser a questão a ser respondida.

Os aspectos técnicos são sim importantes, mas os de negócio também o são. Uma boa solução deve começar sempre com o entendimento real do processo de tomada de decisão, que ocorre ao longo de cada processo de negócio. É preciso entender e documentar as decisões tomadas, bem como o impacto que causaram no desempenho. Responder a perguntas pode auxiliar nesse entendimento:

  • Como tomamos as decisões hoje?
  • Estas decisões são tomadas de forma coerente?
  • Quem são os melhores tomadores de decisão?
  • As decisões consideram indicadores reais de negócio?
  • Estamos utilizando as melhores práticas na tomada de decisão?

Para aumentar as chances de sucesso de um projeto de BI/BA, a IDC sugere, inclusive, que um centro de competência seja considerado, a fim de assegurar:

  • Apoio e aprovação da alta gerência.
  • Equipe composta por especialistas na tecnologia de BA e por especialistas no negócio da organização que tenham poder de decisão.
  • Foco na integração contínua, na qualidade e nos esforços magistrais para a gerência de informações.
  • Única fonte de conhecimento corporativa para o processo de tomada de decisão.
  • Políticas e procedimentos de governança estabelecidos.
  • Indicadores de medida de performance definidos de acordo com as necessidades de negócio da organização.
  • Redução do risco de fracasso.

Desde 2006, o mercado de fornecedores de solução para BI e BA tem evoluído e se movimentado bastante em consolidação e convergência, como constatava o artigo “Quatro tendências em BI que você deve conhecer” publicado pelo portal CIO em janeiro desse ano.

Dos grandes fornecedores, SAS Institute é o único “pure player” focado totalmente nesse mercado, o que contribuiu para ser um fornecedor de destaque por suas inovações. Outros grandes players têm aumentado seu foco de atuação em BI e BA com aquisições, como Oracle (adquiriu Hyperion em mar/2007), IBM (adquiriu Cognos) e SAP (adquiriu Business Objects em out/2007). Além dos fornecedores já citados, Microstrategy e Microsoft também aparecem entre os líderes. Para mais informações, veja o artigo “Líderes em BI 2008” neste blog.

O Whitepaper Fatores críticos para o sucesso do BI oferecido pela Microstrategy, disponível para download gratuito (PDF) no portal da IDG Computerworld Brasil, traz também um diagrama muito interessante apresentando uma arquitetura de referência para o que o artigo chama de Pervasive BI:


Uma pena que não esteja mais disponível para download no portal da Computerworld Brasil o Executive Briefing “A Importância da Business Intelligence”, com uma coletânea de seis matérias em que os editores da revista apresentam visões e análises do mercado de BI.

O primeiro artigo destaca a previsão do Gartner que até 2012, BI fará parte de 85% das aplicações corporativas, envolvendo desde aumento de identificação de oportunidades táticas até uso em transformações de processo de negócio.

Para um panorama do presente, o quarto artigo traz a informação que, de acordo com a pesquisa “B2B Marketing Report” conduzida pela Epsilon Interactive junto a 175 profissionais de marketing dos Estados Unidos, BI já é essencial para 98% dos executivos de marketing.

O segundo artigo traz pesquisa da Forrester Research, encabeçada pelo analista Boris Evelson, apontando 10 dicas para uma estratégia de BI bem sucedida:

  1. Escolha um responsável do Nível-C (que não seja o CIO nem CTO). A implementação de BI não deve, em absoluto, ser responsabilidade da TI; deve estar patrocinada por um executivo de primeiro escalão da linha de frente.
  2. Crie definições comuns. Métricas e indicadores devem ser única e claramente definidos.
  3. Tenha acesso à atual situação. Tanto a área de TI como de negócio devem estar envolvidas na análise detalhado do ponto em que está a inteligência de negócio na instituição, incluindo processos, fluxos e estrutura organizacional.
  4. Crie um plano para armazenamento de dados.
  5. Entenda o que os usuários precisam.
  6. Decida entre comprar ou construir o modelo de análise de dados.
  7. Considere todos os componentes de BI.
  8. Escolha um sistema integrador.
  9. Pense em “acionável” e em “pequenos passos”. Escolha a dedo um usuário especialista, um analista de negócio e um desenvolvedor e crie primeiro uma prova de conceito.
  10. Escolha algo simples para começar, mas com compenentes de alto valor para produzir resultados. O projeto deve começar pequeno, escolhendo-se de 10 a 20 indicadores de desempenho e criando padrões e governanças com base neles.

O quinto artigo do Executive Briefing da Computerworld faz um alerta essencial: BI exige profissional com experiência de negócios. O perfil necessário ao profissional encarregado das iniciativas de Business Intelligence (BI) demanda conhecimentos técnicos na mesma medida que capacidades de negócios. Eles precisam, antes de mais nada, entender os tipos de decisão que a instituição precisa tomar, as perguntas que deverão ser feitas no processo de decisão e os tipos de dados que vão responder a estas questões. Os profissionais de BI também devem ter talentos sociais, em especial habilidades de comunicação mais apuradas.

Patrick Griffiths, especialista em HTML e CSS desde 1999, é autor dos ótimos tutoriais de HTML e CSS que mantém no site HTML Dog. O trabalho de Griffiths com o site também resultou no livro HTML Dog: The Best Practice Guide to XHTML and CSS, publicado pela New Riders (nov/2006, ISBN: 0321311396).

Ao longo de 2008, o jovem Elomar França fez um igualmente ótimo e útil trabalho traduzindo para o português os tutoriais de HTML e CSS do HTML Dog, trabalho que publicou em artigos de seu blog Codando. Eu já havia citado o trabalho de Elomar em março deste ano.

Patrick e Elomar merecem sinceros agradecimentos por suas contribuições à comunidade de desenvolvedores web. Segue abaixo a relação dos tutoriais, com referências para as traduções de Elomar no blog Codando e os originais em inglês de Patrick no site HTML Dog.

HTML

CSS

Edições anteriores: Personalidades … (1) – Java, Personalidades … (2), Personalidades … (3) – termos e conceitos, Personalidades … (4) – gigantes.

Agora, uma coletânea de personalidades com foco em linguagens de programação populares na atualidade e no passado. Observe o domínio de americanos e dinamarqueses.