agosto 2010


Por do sol em Machu Picchu
Créditos: Wikimedia Commons.

As ruínas da cidadela Inca de Machu Picchu (na língua quíchua, significa “montanha velha”), no Peru, são o mais importante sítio arqueológico da América do Sul.

Descoberta em 1911 pelo explorador norte-americano Hiram Bingham, Machu Picchu é considerada uma das mais extraordinárias mostras da engenhosidade e da arquitetura paisagística dos Incas, com construções em pesados blocos de pedra talhados e alinhados com surpreendente perfeição. A cidadela foi encontrada em bom estado de preservação, situada sobre o platô de uma montanha em estrutura de granito a 2.400m de altitude, tendo ao fundo a montanha de Huayna Picchu, considerada sagrada pelos Incas. A cidadela está localizada na provincia de Urubamba, departamento do Cusco.

Completando a série de artigos sobre minha visita ao Peru, este artigo aborda as dicas turísticas para a ida a Machu Picchu. Artigos da série:

  1. Peru 2010 – Lima.
  2. Peru 2010 – Cusco.
  3. Peru 2010 – Volta ao Cusco em um Boleto Turístico.
  4. Peru 2010 – Machu Picchu. [este]

Existem vários meios para se chegar a Machu Picchu, a mais famosa ruína do Império Inca, também chamada “cidade perdida dos Incas”.

A pé O meio mais aventureiro é à pé, através da chamada Trinha Inca ou Caminho Inca. É o famoso percurso que começa no km 82 (alternativamente, no km 88) da ferrovia Cusco-Quillabamba, atravessa o canyon das montanhas acima da margem esquerda do rio Urubamba e chega até Machu Picchu depois de quatro dias de caminhada. É uma verdadeira maratona com cerca de 42km de extensão e altitude máxima de 4215 metros. Se este é o seu interesse, listo algumas referências a seguir. Não foi o meu caso.

Ferroviário Eu fiz opção por um meio turístico mais light, que é de trem. A empresa Peru Rail tem trens partindo das estações de Poroy (redondezas de Cusco), Ollantaytambo (Valle Sagrado) ou Urubamba, com destino à estação no povoado de Machu Picchu Pueblo (antiga Aguas Calientes), em diversos horários.


Fonte: Perurail, Mapas de Itinerário: Cusco – Valle Sagrado – Machu Picchu.

Trem Os trens disponíveis no percurso são o econômico Expedition (“Backpacker” ou “Mochileiro”), o luxuoso e sofisticado Hiram Bingham, e o turístico Vistadome. Optei por este último, que oferece vagões com amplas janelas e teto panorâmico para curtir a bela paisagem no caminho, ar condicionado e assentos confortáveis, a um preço intermediário.

As passagens da Perurail podem ser compradas diretamente no site da empresa pela internet, com cartão de crédito internacional. Ao comprar, esteja de posse do número de seu passaporte (ou outro documento válido) que apresentará para embarcar. Escolha o itinerário, trem, dia e horário. Depois basta imprimir e levar os tíquetes individuais com código de barras.

Se você precisar de algum ajuste de última hora, existem agências da Perurail bem na Plaza de Armas em Cusco, no Centro Comercial Larcomar e no Aeroporto Internacional em Lima, dentre outros. Eu por exemplo troquei de assentos (para sentar junto com minha companheira) na agência de Cusco, pois pela internet não consegui escolher assentos contíguos.

A viagem de trem para Machu Picchu leva cerca de 4 horas partindo da Estação Poroy, 3h partindo da Urubamba, ou 2h partindo de Ollantaytambo.

Algumas pessoas optam por fazer um passeio turístico de ônibus ou carro partindo de Cusco rumo às cidades e ruínas do Valle Sagrando até Ollantaytambo, e de lá tomam o trem para Machu Picchu.

Eu preferi sair de Cusco. Na verdade, a Estação Poroy é no vilarejo a cerca de 40 minutos de carro do centro de Cusco. Consegue-se facilmente taxi para fazer os trechos de ida e volta entre Cusco e Poroy.

Para quem sai de Cusco rumo a Machu Picchu e depois retornará a Cusco, como foi meu caso, minha dica é levar apenas uma pequena mochila com roupas e acessórios necessários. Os hotéis em Cusco costumam oferecer guarda-volumes gratuito para que você desocupe o quarto e deixe lá as malas enquanto estiver fora.

Hospital É essencial ter um bom repelente de mosquitos em Machu Picchu. Os mosquitos por lá são muitos e picam para valer. Sugiro comprar nas farmácias em Cusco, deve ser mais barato que em Machu Picchu.

Também é essencial hidratar-se com água ou isotônico nas horas de passeio a pé pelas ruínas, e mais ainda se for fazer a escalada da montanha Huayna Picchu. Pode-se levar uma garrafinha (de preferência com bico tipo “squeeze”) ou cantil.

Montanha O clima de Machu Picchu é chuvoso durante todos os meses de verão (dezembro a março). Entre maio e setembro, não são raros chuviscos. As temperaturas máximas alcançam 27º C, enquanto as mínimas raramente descem de 11º C.

Em agosto, estava um tempo estável, aberto e agradável, ligeiramente frio em torno de 15º C.

Cusco – Machu Picchu – Cusco em 39 horas

Meu roteiro:

  1. Dia 26 às 5h da madrugada: saída de Cusco de taxi para a Estação de Poroy. Tempo de percurso: em torno de 40 minutos.
  2. 06h23 da manhã em Poroy: embarque no trem Vistadome.
  3. 06h53 da manhã: Partida do trem Vistadome rumo a Machu Picchu.
  4. ~11h da manhã (aprox.): chegada a Machu Picchu Pueblo. Passagem obrigatória pela feira de artesanato que cerca a estação de trem. Buscar hotel e instalar-se.
  5. ~13h: compre a entrada para Machu Picchu e a passagem do ônibus de ida (preços tabelados). Almoçar (barganhe o preço) e depois passear pelo pequeno povoado.
  6. ~18h: jantar ou lanche leve e vá deitar cedo. Se quiser tomar um dos primeiros ônibus para Machu Picchu, terá que madrugar. Informe-se e deixe tudo pronto para sua saída do hotel.
  7. Dia 27 ~3h da madrugada: faça o checkout e vá para a fila do ônibus.
  8. ~5h: início da partida dos micro-ônibus rumo ao Parque Arqueológico de Machu Picchu.
  9. ~5h30: fila para a entrada do Parque Nacional. Organizadores passarão carimbando as entradas daqueles que quiserem subir em Huayna Picchu. Enquanto espera, aproveite para se deslumbrar com o suntuoso hotel Machu Picchu Sanctuary Lodge (diárias em torno de US$ 1 mil!).
  10. ~6h30: entrada. Pegue um mapa. Provável que a neblina ainda cubra tudo.
  11. ~7h até as 10h: explore as ruínas da cidade, planejando-se para chegar à entrada para Huayna Picchu em torno das 10h. Descanse um pouco.
  12. ~10h30: entrada e início da escalada para Huayna Picchu. Muito cuidado, tranquilidade e, principalmente, fôlego!
  13. ~11h30: chegando ao topo, descanse bastante e curta a a paisagem deslumbrante.
  14. ~12h30: prepare-se para iniciar a descida. Muita calma, cuidado e Deus ajude seus joelhos.
  15. ~13h30: retorno à entrada do Parque. Na saída, não esqueça de carimbar seu passaporte com o carimbo turístico de Machu Picchu.
  16. ~14h: ônibus de volta ao Pueblo. Há ônibus chegando e retornando com frequência.
  17. ~14h30: almoço e retorno à Estação de trem.
  18. 15h30: embarque no trem Vistadome.
  19. 16h00: partida do trem Vistadome rumo a Cusco.
  20. Dia 27 ~20h: chegada à Estação Poroy. Tome um taxi para Cusco.
  21. Espero que tenha um bom retorno e uma ótima e merecida noite de descanso!

Machu Picchu Pueblo (antiga Aguas Calientes)

Ainda de dentro do trem Vistadome, numa pequena parada de manobra já quase chegando ao destino, foi possível avistar a montanha Huayna Picchu pelo teto panorâmico do vagão.

A pequena Machu Picchu Pueblo, antigamente chamada Aguas Calientes, é estação final do trem vindo de Cusco e Ollantaytambo e povoado mais próximo do parque histórico. É praticamente uma base de apoio do destino final, onde mochileiros e turistas em geral encontram onde comer e repousar e se preparam antes de entrar no parque arqueológico de Machu Picchu.

Ao norte da cidade (800m do centro do povoado) existem as fontes de águas termais sulfurosas quentes (entre 38° e 46°C) que emergem do solo rochoso, com poços com uma infraestrutura para banhos termais. Mas quem já foi disse que não vale a pena, então nem me dei ao trabalho de conhecer.


Créditos: Editado da imagem postada por moriel.sp em Mochileiros.com.

Outros mapas: em Moon.com – Avalon Travel (download em alta resolução) e em PeruRail (esquemático).

O trem de passageiros da Peru Rail chega na estação final à margem sudeste do rio, e ao sair da estação você é obrigado a atravessar o labirinto de estandes do mercado de artesanato até chegar à margem do riacho Aguas Calientes, pequeno afluente do rio Urubamba, que deve ser atravessado por uma das pequenas pontes existentes.

O povoado fica espremido entre o rio Urubamba, seu pequeno afluente, e as montanhas à volta. É repleto de hotéis e hospedarias, restaurantes, bares e cafés em ruelas estreitas e sinuosas. No entorno da praça há também uma capela, uma farmácia, um posto de informação turística (iPeru). Sem lugar para expansão, as construções do povoado se estendem ao longo das margens da linha de trem de carga.

Hotel São poucas as opções de hotéis confortáveis em Machu Picchu Pueblo, mesmo porque a maior procura é por hospedarias e hoteizinhos simples que sirvam de pouso para mochileiros com dinheiro curto e para turistas que querem apenas tomar um banho e passar uma noite antes de ir a Machu Picchu, sendo este último o meu caso.

Como eu iria apenas passar uma tarde e uma noite na cidade, e lá pelas 3 da madrugada já iria para a fila do ônibus para o parque histórico, não gostei das poucas opções de hotéis que encontrei na internet: ou eram demais para minha curta estada, ou pareciam suspeitas para arriscar. Deixei então para buscar uma opção diretamente quando chegasse em Cusco.

Comprei na própria agência de turismo em Cusco — onde fechei os passeios — uma diária por US$ 30 (adiantados) no hotelzinho “Oro Verde” (Av. Prolong. Imperio de los Incas, s/n), mas me arrependi. Primeiro, o hotel fica literamente à beira da linha do trem: além de ser super perigoso transitar por ali, dia e noite há baraulho e trepidação de trens passando. A calçada estreita é tudo que separa as edificações da linha do trem, sem nenhuma proteção, e para ir do hotel ao centro do povoado obrigatoriamente tem-se que cruzar os trilhos a pé. Além disso, o que pareceu ser o único funcionário do hotel custou uma eternidade a nos ouvir esmurrando a porta de entrada trancada e vir abrir, quando chegamos cansados da viagem de trem e da busca pela localização do hotel. Por fim, eu não esperava luxo e conforto, mas encontramos até toalhas rasgadas, tudo empoeirado e chuveiros quebrados.

O povoado tem muitos hoteizinhos. Se você quiser apenas uma noite de pouso, deve haver uma opção de hospedagem que lhe agrade no custo-benefício, mas como eu quebrei a cara nesse quesito, vou ficar devendo uma indicação boa.

Hotel Em volta da praça e na ladeira que sobe na saída nordeste desta — Passando pelo iPeru –, chamada “Avenida” Pachacuteq, estão a maior parte dos restaurantes.

À noite da chegada, jantei um menu turístico em um restaurante da calle Antisuyo ao sul da praça, após pechinchar o preço na entrada. No almoço voltando de Machu Picchu, na Av. Pachacuteq comi uma boa pizza e jarra de limonada no Chez Maggy, a mesma pizzaria que existe em três endereços em Cusco.

Parque Arqueológico da Ciudad Inca de Machu Picchu

Passagem de ônibus e entrada do parque em mãos? Sigamos!

Ônibus Quando chegamos ao ponto do ônibus para Machu Picchu, na rua às margens do riacho Aguas Calientes, lá pelas 3 e meia da madrugada, já havia dezenas de pessoas na fila e vários micro-ônibus estacionados. Ali algumas lojinhas de conveniência ficam abertas 24 horas.

Dizem que os portões na base do morro são liberados primeiro para os andarilhos que quiserem subir à pé. Lá pelas 5 da madrugada, depois de quase duas horas de espera sentado no passeio, os micro-ônibus começaram a sair em sequência. Embarcamos no terceiro.

O ônibus gasta em torno de 20 minutos para percorrer rapidamente o trajeto que primeiro margeia o rio Urubamba e, depois de atravessá-lo, toma a sinuosa estrada de terra em ziguezague com 13 curvas em “U” que sobe 400 metros de altitude pela encosta até a entrada do parque arqueológico.


Fonte: Google Mapas, 2011.

Saindo do ônibus, já se entra na longa fila que começa do lado de fora da portaria e se estende ao lado do hotel Machu Picchu Sanctuary Lodge. Organizadores do parque percorrem a fila carimbando as entradas das 200 primeiras pessoas que quiserem subir a montanha de Huayna Picchu, 100 para entrar no horário de 7 a 8h e mais 100 para 10 às 11h. Às 7h ainda está muito enevoado, então preferi o horário mais tarde, que felizmente ainda estava disponível quando chegou a nossa vez.


Nossas entradas para o Parque Arqueológico da Ciudad Inca Machupicchu carimbadas com autorização de subida da montanha sagrada Huayna Picchu no horário de 10 a 11h.

Ruína Pouco depois a entrada é liberada. Você contorna uma trilha inicial e dá de cara com as maravilhosas ruínas, com a montanha de Huayna Picchu ao fundo.


Fonte: Turismo Peru – Machu Picchu – Mapa interativo.

A montanha sagrada Huayna Picchu

Montanhismo Huayna Picchu ou Wayna Picchu (também na Wikipedia em espanhol e em inglês) é a montanha sagrada dos Incas.

A subida da montanha é permitida em dois horários, às 7 e às 10 da manhã, cem pessoas em cada horário, previamente autorizadas na fila de entrada do parque.

Para a subida e descida, é essencial estar calçando tênis ou sapato firme e confortável para caminhada, com solado que não derrape, e calça (prefiro do que bermuda, pois protege a perna de mosquitos e vegetação) que permita flexibilidade de movimento.

A trilha é íngrime e sinuosa, cheia de pedras (que podem estar escorregadias) colocadas como degraus em boa parte da encosta. Em vários trechos mais difícies, foram instalados grossos cabos de aço para servir de corrimão. Cuidado e atenção nunca são demais.

O visual das ruínas de Machu Picchu e do entorno, no alto, é incrível! Mas no fim da manhã, em geral o cume de Huayna Picchu está tão lotado que talvez você não consiga acessar alguns pontos do topo. Realmente o limite de pessoas é necessário.

Se você (como eu) não é um atleta ou trilheiro experiente, reserve em torno de três horas para esse desafio, sendo uma hora para subir (e haja fôlego e ânimo!) ao topo, uma hora para apreciar a vista e descansar, e uma hora (e haja joelho e calma!) para descer. No meio do caminho existe uma trilha alternativa para o Templo da Lua, mas deixo essa aos “pros”, eu não encarei.

E para ficar registrado:


As ruínas da cidade de Machu Picchu vistas do alto da montanha sagrada Huayna Pichu.


Na descida da trilha de Huayna Picchu de volta a Machu Picchu, foto do marco geodésico pisado por meu pé empoeirado, doído, cansado e muito feliz e satisfeito!

Para saber mais:

Artigos da série:

  1. Peru 2010 – Lima.
  2. Peru 2010 – Cusco.
  3. Peru 2010 – Volta ao Cusco em um Boleto Turístico. [este]
  4. Peru 2010 – Machu Picchu.

O Boleto Turístico del Cusco integral do COSITUC dá direito a entrada em 16 atrações turísticas geridas pelo Instituto Nacional de Cultura (INC), Cusco, Peru, válido por um prazo de dez dias a partir da data de expedição.

Custou S/. 130 (130 novos soles) para turistas estrangeiros em geral, ou S/. 70 para estudantes com carteira de identificação. Peruanos tem tarifa promocional para turismo interno.

Info O boleto é individual e pode ser comprado na Oficina COSITUC na Avenida Sol nº 103, bem perto da Plaza de Armas, nas Galerias Turísticas da Municipalidad (Prefeitura) de Cusco, das 8h às 18h (fecha mais cedo, às 13h, aos domingos e feriados). Lá também você consegue (gratuito) um mapa turístico de Cusco e redondezas.

O pagamento deve ser feito em efectivo (notas de dinheiro) da moeda local. Na própria Avenida Sol em torno das Galerias Turisticas você encontrará bancos e caixas eletrônicos para saque (em Soles ou Dolar) e também uma profusão de lojas com casas de câmbio para trocar moeda estrangeira (pesquise a melhor cotação entre algumas lojas).

Cada atração no Boleto Turístico pode ser visitada uma vez. Na portaria de cada local, um fiscal faz um furo na posição correspondente do Boleto, indicando que a entrada daquela atração já foi utilizada. Relaciono a seguir as 16 atrações do Boleto Turístico COSITUC.

Uma casa de espetáculo de danças típicas:

  • Centro Qosqo de Arte Nativo

Quatro museus e um monumento:

  • Monumento Pachacuteq
  • Museo de Arte Popular
  • Museo Histórico Regional (Casa Garcilaso)
  • Museo Municipal de Arte Conteporáneo
  • Museo de Sitio del Qoricancha

E dez ruínas:

  • Pikillacta
  • Tipón
  • Saqsayhuaman
  • Q’enqo
  • Pukapukara
  • Tambomachay
  • Chinchero
  • Pisac
  • Ollantaytambo
  • Moray

Museus e atrações urbanas

Museu Em um dia inteiro pode-se ver todos os museus do boleto e, à noite, o show no Centro Qosqo. A maioria dos museus abre das 9h às 18h (8h às 13h aos domingos e feriados), exceto a Casa Garcilaso que funciona das 8h às 17h. Os museus ficam em localização bem central, de forma que dá para percorrer todos a pé.

O Museo Qoricancha fica no subsolo do gramado da Avenida Sol ao pé do Templo Coricancha / Convento de Santo Domingo. Recomendo visitar o tempo em si (entrada S/. 10) outro dia, no passeio City Tour, como verá mais adiante.

Monumento O Monumento Pachacuteq (9h às 19h, domingo de 8h às 18h) é o único que fica um pouco mais afastado, na via após a Avenida del Sol rumo ao aeroporto, mas também se chega a ele com uns 30 minutos de caminhada a partir da Plaza de Armas. A visitação ao monumento se dá por uma escadaria interna de nove andares, com uma mostra sobre os imperadores Inka em cada andar, até o mirante aberto no alto, junto à estátua.

O show no Centro Qosqo acontece todas as noites, começa às 18h30 e encerra em torno das 20h. Lá pelas 18h já costuma haver fila para quem quer garantir os lugares mais perto do palco, mas o teatro é relativamente amplo. No intervalo, pode-se visitar a sala de roupas típicas.

Em todos os museus, é proibido fotografar ou filmar as antiguidades em exposição, mesmo sem flash. Já o show de dança eu pude registrar à vontade.

Se fizer essa mini maratona turística em um dia, sugiro terminar a noite tranquilamente após o show de dança típicas, curtindo a gastronomia e a paisagem de um dos muitos cafés ou restaurantes em torno da Plaza de Armas, a maioria deles com balcão panorâmico no segundo andar.

Ruínas e passeios ao redor de Cusco

Ruína Das ruínas inclusas no boleto turístico, a única pre Inca é Piquillacta, sítio arqueológico da cidade antiga da Cultura Huari (ou Wari). As demais são do período do Império Inca (Imperio incaico).

Quatro passeios que podem ser comprados nas agências de viagem e turismo de Cusco lhe oferecerão transporte (ônibus ou van, dependendo do tamanho do grupo formado) e guia turístico (falando castellano e, alguns, também inglês; sem português) para visitar todas as ruínas do Boleto Turístico e mais algumas atrações não controladas pelo COSITUC, cuja entrada deve ser paga à parte no local.

Ônibus Os buses turísticos em geral saem da Plaza Cusipata, que fica a uma quadra da Plaza de Armas.

Eu comprei os quatro passeios da Puma’s Trek Perú, que fica no segundo andar da galeria Portal Comercio nº 141, uma das muitas portinhas no passeio de comércio da Plaza de Armas. Segui a indicação de uma amiga que já havia negociado o bom preço total de S/. 90 por pessoa (incluindo bufet de almoço em Urubamba, no Vale Sagrado), depois de muita pechincha.

  • City Tour (saída 13h50, retorno ~19h): apesar do nome, apenas o Coricancha (Templo del Sol) / Convento de Santo Domingo é dentro da cidade, visitado no início do tour. O belo templo Inca que, depois da dominação espanhola, teve um convento construído sobre sua estrutura, não é controlado pelo COSITUC e por isso a entrada deve ser paga à parte, S/. 10 por pessoa. As demais ruínas ficam ao longo de uma estrada ao Norte de Cusco, bem próximas à cidade, visitadas em sequência: a fortaleza cerimonial de Saqsayuaman (onde está a maior pedra usada em uma construção Inca), as cavernas de Q’enqo, Puca Pucara (Fortaleza Roja, um forte militar) e Tambomachay (Baños del Inca, local de descanso do chefe do Império Inca).

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  • Maras e Moray (saída 8h45, retorno ~17h): na estrada que passa por Chinchero, o tour parou em uma pequena localidade onde rendeiras demonstram como fiar, tingir e tecer as tecelagens artesanais típicas do Peru, com lã de llama e alpaca. Há também uma pequena feira de produtos artesanais no local. Moray, incluída no Boleto, é uma ruína Inca de plantações em terrazas circulares em nível. As Salineras de Maras, mantidas por uma cooperativa privada, entrada paga à parte S/. 5 por pessoa, fica a 58 km noroeste de Cusco e tem mais de 3 mil tanques onde se produz até hoje sal artesanal à moda Inca, para uso em gastronomia, sais de banho etc.

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  • Valle Sagrado (saída 8h45, retorno ~19h): o bufet de almoço na parada em Urubamba era opcional, mas optamos por comprar, por praticidade; a comida era razoável, e o bufet inclui pratos quentes, salada, chá e sobremesa, outras bebidas pagas à parte. Visita uma pequena feira turística e parte das enormes ruínas de Pisac, Ollantaytambo (na entrada das ruínas, há uma feira artesanal; algumas bolsas e mochilas estampadas só vimos lá) e, na volta, o distrito de Chinchero (há uma capela da época da dominação espanhola, algumas ruínas, além de uma feira e lojinhas de artesanato no caminho).
    (Imagem reproduzida de Tucano Perú.)
  • Zona Sur (saída 8h45, retorno ~15h): interessante mas pouco procurado pelos turistas, este passeio inclui Pikillacta, a única ruína pre Inca do Boleto, e Tipón, a bela ruína Inca de plantações (segundo nosso guia, plantas com finalidade medicinal), mais a Iglesia de San Pedro (Andahuaylillas), chamada a “Capela Sistina da América”, entrada à parte S/. 5 por pessoa, mas iniciou a restauração agora, de forma que retiraram a maioria das obras de arte e está cheia de andaimes.

Duas notas importantes sobre o tour do Valle Sagrado:

  1. Os dias apropriados para ir são domingo, terça ou quinta-feira, quando o Mercado Indio de Pisac está funcionando. Mas o tour me decepcionou, pois parou em uma feira turística que era apenas um semicírculo de bancas de venda. O Mercado Indio de Pisac mesmo é uma grande feira artesanal com tendas no centro da cidade, onde o tour não foi.
  2. Estação de trem Algumas pessoas preferem sair do tour em Ollantaytambo (sem a volta a Chinchero e Cusco), onde há uma estação de trem para Machu Picchu. Eu preferi tomar o trem em Cusco — na verdade, Poroy, a uns 40 minutos de carro de Cusco — para Machu Picchu, mas isso é tema para outro artigo.

Assim, em quatro dias de tours e um dia de passeio cultural por Cusco, você consegue completar todas as atrações do Boleto Turístico del Cusco. Com a validade de 10 dias, você ainda terá cinco dias para descansar, ter alguma folga no agendamento dos passeios turísticos, fazer compras, ou qualquer outra mudança de planos.

Para aproveitar a validade do Boleto Turístico ao máximo, recomendo comprá-lo na véspera, ou na própria manhã do primeiro dia de visitações, se for começar pelo City Tour (único tour que sai à tarde) ou pelos museus.

Vale ressaltar que, mesmo que você compre pacotes turísticos de transporte e guia em agências, é necessário comprar o Boleto Turístico oficial, direto do COSITUC.

Este artigo contempla informações turísticas gerais sobre a cidade de Cusco, no Peru. Os museus e ruínas eu abordo em outro artigo, Peru 2010 – Volta ao Cusco em um Boleto Turístico. Artigos da série:

  1. Peru 2010 – Lima.
  2. Peru 2010 – Cusco. [este]
  3. Peru 2010 – Volta ao Cusco em um Boleto Turístico.
  4. Peru 2010 – Machu Picchu.

Brasão de Cusco A cidade peruana de Cusco (a grafia oficial desde 1971 na cidade e 1986 em todo Peru é com S, como no Brasil; no resto da América Latina e EUA, e de acordo com a Real Academia Espanhola, a grafia mais comum é Cuzco, com Z) é capital do departamento e da província de mesmo nome. Seu nome significa “umbigo”, no idioma nativo quíchua.

Cusco é tida como a cidade habitada mais antiga de toda América. Desde seu estabelecimento como capital do Império Inca (meados do século XIII), até a dominação espanhola com o conquistador Francisco Pizarro em 1532, Cusco foi o mais importante centro administrativo e cultural inca. Abriga uma grande quantidade de monumentos e ruínas — o que confere à cidade o apelido de “Roma da América”.

Patrimônio A cidade de Cusco foi declarada Patrimônio Cultural da Humanidade pela UNESCO, em 1983.

Cusco hoje é uma das cidades mais populosas do Peru (perto de 500 mil habitantes), e cidade importante mais próxima do Santuário Histórico de Machu Picchu, a cerca de 130 quilômetros dali. Principal centro turístico atual no Peru, recebe mais de um milhão de visitantes por ano, oferecendo boa infraestrutura para o turista, desde hotéis de luxo até albergues para mochileiros.

Dia 2 – Chegada a Cusco

Aeroporto Quem chega por avião — principalmente vindo de Lima (o voo LIM-CUZ demora apenas 1h15min), que fica ao nível do mar — pode sentir algum mal estar inicial, pois Cusco é uma cidade muito alta, com 3400 metros altitude. Sintomas comuns podem ser dificuldade de respirar, cansaço maior que o normal, sensação de má digestão, enjoo ou até náusea. Com o tempo em geral o organismo se adapta, mas se houver necessidade, há atendimento médico no próprio aeroporto.

O Alejandro Velasco Astete International Airport (CUZ), aeroporto internacional de Cusco, fica bem próximo à região central da cidade. Basta uma corrida de pouco mais de 6 km (15 minutos) seguindo pela Via Expressa que passa ao norte do Aeroporto, se torna Avenida 28 de Julio San Martin e, ao final, se funde com a Avenida Sol, principal da cidade, que chega quase na Plaza De Armas, marco do centro histórico de Cusco.


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Consegue-se fácil taxi no saguão do aeroporto. Não esqueça de sempre combinar o preço da corrida de taxi antecipadamente, antes de entrar no carro.

Hotel

Hotel Cusco oferece uma grande variedade de hotéis de todos os tipos e preços.

Depois de muita pesquisa na internet, incluindo sites de review como o excelente TripAdvisor.com e de vendas como Booking.com, Hoteis.com e outros, optei pelo Hotel Del Prado Inn.

Estrategicamente localizado, o hotel está na Calle Suecia n° 310, logo no início da ruela que sobe pela saída norte da Plaza de Armas. Por causa da pequena largura entre as pilastras do arco de acesso no Portal de Panes, quase não passam carros. Assim, é um local de pouco movimento a poucos passos da centralíssima e movimentada Plaza de Armas.

A estrutura, atendimento e serviços do hotel são muito bons. O único ponto de atenção é o barulho vizinho. Em frente e ao lado do hotel ficam duas boates (bares com música ao vivo) com som alto até altas horas da madrugada praticamente todos os dias. Quem quiser um quarto mais silencioso, deve pedir um ao fundo, onde de madrugada só chegará um restinho de som quase imperceptível. E o hotel fornece fones de ouvido. Para mim não foi problema; mas quem tem sono levíssimo pode não gostar.

Del Prado Inn não constava no Booking.com nem Hoteis.com. O site do hotel leva a reservas pela agência Go2Peru.com. Alguns (poucos) usuários reclamaram na internet situações em que a Go2Peru não confirmou a vaga reservada e só informou isso ao cliente na véspera. Contudo, a maioria dos comentários na internet sobre a Go2Peru eram favoráveis e indicavam bom atendimento on-line.

Como eu não tinha indicações pessoais e era minha primeira vez, preferi contatar diretamente o hotel por e-mail. Me retornaram com presteza e ofereceram diária de quarto duplo/casal (USD$ 79) poucos dólares mais cara que na Go2Peru (USD$ 75) e um link (site seguro Visa) para pagar a primeira diária adiantado, com cartão de crédito, como confirmação da reserva. A primeira tentativa deu erro (não autorizava), mas o hotel providenciou prontamente outro link (nova reserva, no mesmo site de pagamento) e aí funcionou.

Acho que valeu a pena, pois só paguei uma diária adiantado e, por esse preço e sem eu pedir nada, me deram no check-in uma suíte com jacuzzi (pela tabela, seria uns 30% a mais), mais ampla e com hidromassagem. Não sei se foi por reservarmos com o hotel, se gostaram da minha cara, se havia pouca ocupação de quartos na época, ou até se foi engano. Mas adorei!

Cruz Médica Logo na chegada, um funcionário ofereceu chá de folhas de coca (fique sempre disponível no hall de entrada), orientando que ele ajuda contra o mal da altitude (soroche), tanto facilitando a respiração quanto a digestão. Também advertiu a, no primeiro dia, andar pouco e comer algo bem leve, como uma sopa ou creme, ou no máximo um filé de frango ou peixe grelhado.

Sábias orientações, que seguimos todas à risca.

O chá de folhas de coca é uma infusão onde se coloca um punhado de folhas de coca secas, água quente, e em uns dois minutos está pronto para beber. Há também a opção de saquinho industrializado de “té de mate de coca” ( é chá em castellano), ao invés das folhas in natura. Achei o chá de coca suave e mais gostoso que um mate, e revigorante.

Goste você ou não de chá, recomendo tomar té de coca uma ou mais vezes todos os dias. Eu fiz isso e felizmente não senti mal. No máximo, senti que a respiração realmente é um pouco mais difícil naquela altitude toda, principalmente se você não é nenhum atleta, e durante longas caminhadas e passeios. Mas vi muita gente se sentindo tonta ou reclamando que passou mal, então não bobeie.

Como chegamos no fim da tarde, apenas fizemos o check-in, demos um cochilo e, de noitinha, uma pequena volta de reconhecimento no entorno da Praça. Jantamos um filezinho de carne branca grelhada com arroz e legumes, e pronto.

O café da manhã do hotel é muito bom, não tão variado quanto do hotel em Lima, mas tinha de tudo um pouco. Gostaria de mais tipos de presunto e queijo, e, principalmente, cereal — sempre os mesmos flocos e grãos de quinua, cereal típico dos andes e rico em proteínas.

No dia em que ficamos fora em Machu Picchu, liberamos o quarto e deixamos as malas guardadas no porta bagagens do hotel (só levamos uma mochila). O bagageiro não tem custo e ficamos um dia fora sem pagar diária. Na volta, chegamos à noite e, para nossa felicidade, as malas já estavam repostas, na mesma suíte. Adorei a eficiência e comodidade.

Câmbio Dica: No último dia, ao fechar o pagamento, valeu a pena pagar com dólares em espécie. Se pagássemos com cartão de crédito ou em notas de Soles, o hotel converteria o valor de dólares para soles pelo câmbio “arredondado” praticado no hotel (e outros estabelecimentos) de S/ 3,00 por dólar, enquanto o câmbio em um banco ou casa de câmbio era em torno de S/ 2,80. Ou seja, sairia mais caro pagar em soles. No caso de cartão de crédito, ainda haveria o câmbio da administradora na conversão de soles em dólar (todo pagamento em moedas estrangeiras é convertido primeiro em dólar) e, no caso de cartão brasileiro, outra conversão para real na fatura.

Turismo geral

Ao passear à procura de lojas, bares e restaurantes em Cusco, uma regra de ouro: Não subestime as portinhas, elas podem ser acesso a um corredor para uma grande galeria interna ou a uma escada para um amplo segundo pavimento. A maioria dos restaurantes na Plaza de Armas, por exemplo, está no segundo pavimento, onde em geral tem balcões com uma bela vista da praça e das ladeiras e morros no entorno. Da mesma forma, em diversas quadras no centro da cidade encontramos galerias de artesanato cujo acesso se dava por um pequeno corredor.

A maioria das edificações construídas depois do fim do Império inca é de influência espanhola com uma mistura de arquitetura inca. O site da Prefeitura oferece informações sobre Lugares turísticos.

Praças e igrejas

A referência central é a grande Plaza de Armas, em sua enorme forma retangular, com jardins recortados por passeios com bancos, tendo ao centro uma fonte, sempre movimentada e com vasto e variado comércio à volta dos quatro lados.

Igreja À direita na face nordeste da Plaza de Armas está a Catedral, que tem missas abertas ao público todos os dias das 6h às 9h da manhã, mas a visitação turística a partir desse horário tem entrada paga. Ainda há outra igreja na face sudeste da Praça.

Subindo à direita da Catedral (Portal Belen) e seguindo 3 quadras pelas rua Triunfo e Hatum Rumiyoc, chega-se à igreja de San Blas. No caminho pela Calle Hatum Rumiyoc, à direita de quem sobre, está um muro inca com a grande Pedra dos Doze Ângulos, mostra do detalhismo da arquitetura inca para o encaixe perfeito às pedras ao redor. É proibido tocar na pedra, considerada sagrada, para evitar o desgaste e depredação. E à direita da igreja San Blas — pela rua Carmen Bajo — há uma praça simpática na quadra seguinte.

[ … igreja Sao Francisco … ]

Câmbio Encontra-se por toda cidade casas de câmbio (cabine de vidro dentro de lojinhas), bancos e caixas eletrônicos para saque internacional (em dólar ou sol). Só nas duas primeiras quadras da Avenida Sol a partir da Plaza de Armas, por exemplo, você já encontrará muitas opções suficientes para uma rápida pesquisa de câmbio.

Nem todos os estabelecimentos aceitam cartões de crédito, então é bom perguntar antes de consumir. Artesãos e comerciantes podem aceitar dólar, euro ou real diretamente, mas em geral a conversão de câmbio será ruim. Nas barganhas e pechinchas, achei mais prático e efetivo negociar e pagar em soles. Mais dicas sobre dinheiro no primeiro artigo da série.

Alimentação Cusco tem muitos restaurantes, lanchonetes, bares e cafés. A maioria dos restaurantes oferece uma ou mais opções de menu turístico com preço em conta (em torno de S/. 10 a 25), em geral com entrada (salada, sopa ou creme), prato principal — tipicamente filé de frango ou truta grelhado com um acompanhamento, como arroz ou purê de batatas — e uma bebida — limonada, taça de vinho ou pisco sour — inclusos.

Como no centro turístico há muitos restaurantes próximos entre si, principalmente na Plaza de Armas e ruas adjacentes, os garçons e “promoters” apelam: com cardápio ou folder em mãos, abordam os passantes diretamente na rua, nas proximidades do restaurante, para angariar clientes. Esse assédio incomoda e às vezes temos que ser ríspidos com os mais insistentes e chatos.

  • Yajúú! (Portal Confituria nº 249, Plaza de Armas, e outros endereços) sucos naturais e sanduíches.
  • Pizzeria Chez Maggi (vários endereços), pizzas bem gostosas e pan al ajo (pão de alho) de cortesia.
  • El Mesón, premiado restaurante com buffet de salada livre na compra de pizzas ou pratos, como as vistosas parrilhadas (chapa de carnes), boa comida e uma bela vista da Plaza de Armas, protegida do tempo pelo terraço fechado envidraçado (o ruim do ambiente fechado é que a roupa sai com cheiro de gordura).
  • La Bondiet (Calle Plateros nº 363) sobremesas e cafés.
  • Lanchonetes fast-food: Bembos (Plaza de Armas, na frente oposta à Catedral) e McDonalds (Plaza de Armas, Portal de Panes perto do hotel Del Prado); ambas tem mesas no térreo e terraço.

Compras

Artesanato: Há algumas galerias de artesanato na Plaza de Armas. Ao longo da Avenida Sol há várias, quase todas à direita de quem desce, terminando no grande Mercado de Artesanato à esquerda, logo após a fonte com monumento cusquenho. No entorno do centro da cidade há várias galerias (portinhas…).

Descendo a rua da Iglesia de San Pedro rumo à estação de trem San Pedro, chega-se ao pitoresco Mercado Central, onde se encontra desde carnes e frutas até artesanato e flores.

Pode-se comprar facilmente na cidade roupas e calçados apropriados para trilhas e caminhadas, há várias lojas especializadas no entorno do centro histórico. Eu consegui comprar por bom preço uma calça cargo levinha e confortável, cheia de bolsos e reversível para bermuda, e um belo tenis para trilha Alpinex em liquidação.

Farmácias vendem a maioria dos remédios sem receita, além de itens importantíssimo para caminhadas como repelente, protetor solar, hidratante.

Mercadinhos (lanches, bebidas, produtos de higiene etc.)

Night

[ … Casas noturnas: Mama Africa etc. … ]

Veja também:

  • Cusco Travel Guide – Virtual Tourist (em inglês): visão geral, hotéis, restaurantes, voos, transporte, coisas para fazer, barganhas, vida noturna, programas alternativos, armadilhas para turistas, perigos e cuidados, compras.

Fizemos uma viagem de dez dias pelo Peru, sendo um em Lima e nove em Cusco e redondezas. O passeio é um banho de cultura sobre os Incas, cujo Império existiu na América do Sul desde cerca de 1200 até à invasão dos conquistadores espanhóis e a execução do imperador Inca Atahualpa em 1533. Além de história ao vivo com belas ruínas, você curte paisagens lindas e diversão.

Artigos da série:

  1. Peru 2010 – Lima. [este]
  2. Peru 2010 – Cusco.
  3. Peru 2010 – Volta ao Cusco em um Boleto Turístico.
  4. Peru 2010 – Machu Picchu.

Antes da viagem

No Peru, assim como outros países da América do Sul, a carteira de identidade padrão brasileira (aquela verde, emitida pelo Instituto de Identificação da Polícia Civil) é aceita tanto quanto o passaporte, desde que a emissão tenha sido há menos de 5 anos (principalmente por causa da foto recente). Mas atenção: carteira de habilitação (motorista) e identidades profissionais não são válidas em viagens internacionais. Se for utilizar o passaporte, é recomendável que ele seja válido pelo menos pelos próximos seis meses. Eu levei passaporte, para poder carimbar em Machu Picchu (o carimbo é apenas turístico, mas é legal para registrar que estive lá).

Câmbio A moeda do Peru é o Novo Sol, cujo símbolo é “S/.” Quanto ao câmbio, 1 real estava valendo em torno de 1,6 soles e 1 dolar americano valendo perto de S/ 2,8. Uma forma rápida que usei para obter equivalência grosseira de valores em Soles foi a seguinte: divida por 3 o valor em soles e terá o valor aproximado em dólar; em seguida multiplique por 2 e terá em real. Por exemplo: 300 soles equivaliam aproximadamente a 100 dólares e a 200 reais.

O dólar americano é muito aceito em serviços turísticos, além de soles. Várias casas de câmbio também trocam euros e reais do Brasil por soles. Fora das casas de câmbio e serviços turísticos oficiais, muitas vezes se pratica um câmbio pior, por isso tenha cuidado. A taxa de conversão também varia de uma casa de câmbio para outra, por isso, pesquise e negocie valores. Algumas casas de câmbio também podem oferecer câmbio ligeiramente melhor para quem troca muitos dólares (digamos, mais de mil) de uma vez só, mas não creio que valha a pena.

Recomendo levar algum efetivo (cédulas de dinheiro) em dólar americano, e também trocar algum dinheiro em soles.

Quanto a cartões de crédito: Visa, MasterCard, American Express e Diners Club são aceitos em muitos lugares, mas alguns estabelecimentos comerciais e turísticos e a maioria dos pequenos comerciantes (principalmente artesãos) não aceita cartões de crédito, ou cobra adicional para essa forma de pagamento. Além disso, lembre-se que o uso de cartão de crédito brasileiro em moeda estrangeira tem duas desvantagens: o câmbio praticado pelas administradoras costuma ser um pouco pior e há imposto IOF em torno de 2% adicionais.

Uma dica válida como alternativa a dinheiro vivo e traveler checks (cheques de viagem) são os cartões de crédito “pré pagos” em moeda estrangeira, que praticam câmbio razoável de conversão para outras moedas e não cobra tarifas para pagamentos, apenas para saques (em geral, US$ 2,50 por saque). Seja nas funções débito ou crédito, ele funciona igual, a cada uso debita imediatamente do saldo existente, previamente creditado. Um deles é o Visa Travel Money (VTM), que pode ser emitido e creditado em dólar (ou euro) em diversas casas de câmbio do Brasil. Eu possuo o VTM Cash Passport, emitido numa agência Fitta Cambio. O meu modelo de cartão VTM não tem nome e nem chip; é utilizado pela tarja magnética e mediante assinatura manuscrita. No Peru não tive problema com esse cartão, mas no Chile e nos Estados Unidos, alguns locais recusaram pela ausência de nome e chip.

Hospital Não obtive informações seguras nos sites nem do governo Brasileiro nem do Peruano sobre vacinas obrigatórias ou recomendadas. O fato é que nada nos foi solicitado a esse respeito na entrada ou saída dos dois países. Contudo, por via das dúvidas atualizamos a vacina contra febre amarela, que deve mesmo ser renovada a cada 10 anos, em qualquer posto de vacinação ou saúde no Brasil. A vacina demora em torno de dez dias para surtir pleno efeito, por isso, se for tomar, o faça com essa antecedência mínima da viagem. Posso dizer que, principalmente em Machu Picchu, há muitos mosquitos e eles picam muito, mas não soube nada sobre focos de doença por lá.

Principalmente em Cusco e redondezas, a grande altitude, superior a 3 mil metros, pode causar o mal da altitude ou soroche, com sintomas como enjoo, tontura, má digestão, sensação de cansaço, falta de ar, dor de cabeça e outros. Informe-se a esse respeito com um médico, principalmente se você tem algum fator complicador respiratório ou já apresentou problemas com altitude antes. Eu felizmente só senti que a respiração é realmente um pouco mais difícil mesmo, mas soube de muita gente que se sentiu mal. Darei mais dicas quando falar da chegada em Cusco.

Dia 1 – Lima

Aeroporto Adquiri as passagens Belo Horizonte – Cusco – Belo Horizonte com milhas aéreas da TAM. Trechos na América do Sul consumiram apenas 10 mil milhas, o mesmo valor padrão de trechos domésticos no Brasil. Mas as tarifas de embarque estão cada vez mais caras…

O peso máximo de bagagens despachadas por pessoa, pela TAM, foi 23 kg.

Há voos TAM direto de São Paulo (GRU) a Lima (JJ 8066). De Lima para Cusco, é pela LAN Peru (LP), parceira TAM. Consegui um trecho de ida CNF – GRU – LIM – CUZ, porém ficando em torno de 24 horas em Lima, porque foi mais difícil conseguir a perna relativa à LAN (LIM – CUZ). Por isso, acabei passando uma noite hospedado em Lima.

Lima é a capital do Peru. Fica à beira mar. O bairro considerado mais charmoso de Lima é Miraflores. Por isso escolhi me hospedar uma noite lá.

O Aeroporto Internacional Jorge Chavez (LIM) fica bem localizado na cidade. O serviço de imigração na entrada foi rápido e tranquilo, com muitos guichês.

Logo no hall de saída do aeroporto, há serviço de táxi regular e uma corrida para a maioria dos lugares da cidade deve custar em torno de 15 a 20 dólares americanos, ou 40 a 60 soles. Dica importante: Sempre negocie e fixe o preço da corrida de táxi antes de entrar no carro.

Pagamos 20 dólares para um táxi até o hotel em Miraflores. O trânsito em Lima é um pouco confuso e lá, assim como em Cusco, os motoristas buzinam demais!

Hotel Nos hospedamos no hotel Hotel Miraflores Lodge (Calle Colón, 230, Miraflores, Lima, Peru). Passamos uma dúvida inicial ao chegar, porque não tem o nome do hotel na fachada (apenas da agência de turismo anexa ao lado) e a portaria, com cara de residência, fica fechada.

Mas bastou apertar o interfone para sermos muito bem recebidos por um senhor que parece o gerente (dono?) e os poucos mas muito gentis e atenciosos funcionários. Ao entrar, nos deparamos com um ótimo hotel, aconchegante, com boa acomodação e um café da manhã excelente, com muita variedade. Recomendo.

Miraflores é realmente um bairro muito bonito e gostoso. A localização do hotel é muito boa, no centro do bairro. Passeando a pé rumo Norte pela Avenida Larco, logo de início encontramos um Posto de Informação Turística de Miraflores onde pegamos um mapa da região e guia de eventos.

Alimentação Subindo uma quadra, há o pequeno restaurante Cafeteria Luigis (Av. Larco 626, Miraflores), onde depois voltamos para almoçar. Lá fomos atendidos pelo simpático garçom de meia-idade Angel; ele nos indicou uma gostosa entrada de pães com mussarela derretida (S/ 8,30), tomamos uma cerveja Cusqueña (leve, bem parecida com as brasileiras, S/ 6,90 cada) e comemos ela um Ceviche (peixe cozido no limão, prato típico do Peru, S/ 24) com mariscos (os mariscos ficaram meio enjoativos, teria sido melhor o tradicional mesmo) e eu um frango Luigis (S/ 22,60). A gorjeta não vem na conta e é opcional, mas é de bom grado você acrescentar 10% a 15% de gorjeta (propina, em castellano) se gostar do serviço. Como sobremesa, comemos churros no Manolo ao lado (Av. Larco 608), S/ 3 cada.

Igreja Mais uma quadra e se chega à grande rotatória encontro de avenidas. Ali, a Larco muda de nome e acima da praça se chama Arequipa. À nossa esquerda se estende o pequeno parque Siete de Junio, com jardins muito bem cuidados e uma fonte na entrada, ao lado do qual havia alguns artesãos vendendo quadros, uma cabine de informação turística e a igreja da Virgem Milagrosa. Nesse parque todos os dias tem uma feirinha de artesanato e antiguidades, das 18h às 22h.

Telefone No entorno do parque, vários restaurantes, um Locutório (cabine telefônica e acesso internet) — de onde ligamos para o Brasil por S/ 0,50 por minuto — um McDonalds Cafe e, na Avenida Jose Prado 140, ao lado da grande loja de departamentos Falabella, a casa de câmbio Inversiones Finserva (estava aberta no domingo) onde trocamos nossos primeiros dólares por soles.

Subindo a Avenida Arequipa e virando à esquerda se chega a Huaca Pucllana, uma colina artificial pré-inca de argila, que tem um pequeno museu e loja de artesanato, mas chegamos lá bem às 17h, horário de fechamento (terça a domingo, 10h-17h).

Voltamos pela avenida Arequipa-Larco até o largo que dá para o mar, tomando um dos muitos minibus (praticamente uma van) em geral lotados (há desde os bem velhos e caquéticos até os mais novinhos) que passam a toda hora, zunindo de rápidos. Em cada parada, o trocador do ônibus desce à porta e fica gritando para angariar passageiros e apressar os que descem. Custou S/ 1,60 por pessoa.

No final da Avenida Larco, chega-se ao bonito e colorido shopping Larco Mar, que fica abaixo do nível da avenida, e tem uma praça com fontes e monumentos na entrada. Situado em uma encosta entre o largo e o mar (daí o nome), o shopping é aberto, colorido e agradável, com vários estabelecimentos de comércio e alimentação. De lá se tem uma bela vista do mar.

Depois da noite de descanso no hotel e um riquíssimo café da manhã (desayuno, em castellano), check out. O hotel aceitou pagamento em cartão de crédito (tarjeta de credito). De Miraflores ao aeroporto, toma-se uns 40 minutos, de taxi.

Aeroporto As filas de embarque (check in, tarifa, segurança, imigração), como em todo aeroporto movimentado, são grandes, por isso chegue com 1h30 a 2h de antecedência (3h, se for fazer voo internacional, passando também pela fila da imigração).

Tivemos uma surpresa: Para embarcar em qualquer voo, tanto em Lima quanto em Cusco (é provável que seja em qualquer aeroporto no Peru), tem que se pagar uma Tarifa Aeroportuária antes. Em Lima, a fila para pagamento e os guichês ficam espremidos em um canto antes da entrada para a área de segurança e embarque. De Lima para Cusco (voo nacional), foi US$ 6,82 por pessoa. De Cusco para Lima foi US$ 4,28 por pessoa, e de Lima para São Paulo (internacional) foram absurdos US$31 por cabeça. Estes valores também podem ser pagos em soles, claro. Ou seja, reserve esse dinheiro para embarcar em cada aeroporto.

É isso. Nos próximos artigos, iniciaremos o relato de Cusco e redondezas, inclusive Machu Picchu.

Para saber mais:

* Créditos: As placas que ilustram o artigo foram extraídas do site sobre sinalização de trânsito, por Dionísio Codama & Coelho Aimoré.

Provavelmente o maior problema conceitual em aberto da Ciência da Computação é chamado P versus NP, uma questão estudada na teoria da complexidade computacional, que lida com a proporção de recursos consumidos para se solucionar um problema computacional. Os principais recursos considerados são tempo (quantos passos são necessários) e espaço (quantidade de memória utilizada).

Conceituação

Segundo a teoria, a classe dos problemas computacionais P são aqueles que podem ser resolvidos em “tempo polinomial”. Isso significa que um computador (formalmente, uma máquina computacional sequencial e determinística) pode resolver o problema em um montante de tempo que tem proporção polinomial em relação ao tamanho da entrada do problema. Por exemplo, se para resolver um problema com n variáveis fornecidas (entrada), um computador gasta um tempo proporcional a n², ele é da classe P (uma proporção quadrática é um polinômio de grau 2).

Diagrama de Euler

Já os problemas computacionais da classe NP (tempo não-determinístico polinomial) consistem naqueles em que uma solução conhecida pode ser verificada em tempo polinomial.

Os problemas da classe P estão contidos na classe NP, ou seja, todo problema solucionável em tempo polinomial determinístico pode ter a solução verificada também em tempo polinomial. Mas existem problemas NP difíceis, para os quais ainda não se conhece uma solução polinomial, formando a classe chamada NP-completo.

A grande dúvida da computação é se P é ou não igual a NP, ou explicando em palavras mais simples, se existem problemas que não possam ser resolvidos em tempo polinomial.

Colocando a coisa em termos mais leigos, para quem “está viajando” sem entender nada até agora. Os problemas classe P são aqueles que se pode resolver em um tempo “factível” (polinomial), enquanto os NP-completo são aqueles problemas muito difíceis, que provavelmente “demorariam demais” para serem resolvidos por um computador, embora se uma solução for previamente conhecida para um problema NP, é fácil verificá-la.

A dúvida P =? NP então seria: Os problemas NP ainda não resolvidos em tempo factível (NP-completo) são porque não há realmente uma forma polinomial de serem resolvidos (P ≠ NP), ou porque essa solução apenas ainda não foi descoberta (P = NP)?

Um exemplo prático: Considere a fatoração de um número que é produto de dois inteiros primos. Se alguém lhe disser que o número 13.717.421 pode ser escrito como o produto de dois outros inteiros, você provavelmente demorará uma imensidão de tempo para encontrar tais inteiros, pois não resta outra alternativa senão tentar fatorar (divisão inteira resto zero) o número dado por cada número primo possível. Contudo, se lhe disserem que ele é o produto de 3.607 por 3.803, você seria capaz de muito rapidamente verificar tal fato, simplesmente realizando a multiplicação e comparando o produto resultante. Fatoração de um produto de números primos é um problema NP.

Em busca da solução

O problema P versus NP é tão importante que foi definido como um dos Problemas do Milênio, sete dos mais difíceis enigmas da matemática, para os quais o Clay Mathematics Institute, em Cambridge, Massachusetts, EUA, instituiu no ano 2000 o prêmio de $1 milhão de dólares para a solução de cada um deles.

Em 11 de agosto de 2010, Vinay Deolalikar, dos Laboratórios de Pesquisa da HP em Palo Alto, EUA publicou um artigo alegando comprovar que P ≠ NP (também disponível em Scribd).

Contudo, diversos cientistas e estudiosos do assunto, como o professor Richard Lipton, do Instituto de Tecnologia da Geórgia, EUA, questionam o artigo e apontam falhas na demonstração da prova.

A comunidade científica mundial realmente suspeita que P não seja igual a NP, como buscou demonstrar Deolalikar, mas até que se comprove isso de forma inequívoca e amplamente aceita, a questão oficialmente continua em aberto.

A resposta para esse dilema não é mera questão de curiosidade científica. Muitas áreas de tecnologia envolvem problemas NP. Para citar algo crítico, modernas técnicas de criptografia digital tem sua segurança baseada na dificuldade de problemas NP-completo. Se alguém por acaso conseguir provar o contrário do que propõe Deolalikar, ou seja, que P = NP, implicaria afirmar que teoricamente existiriam meios de se desfazer a segurança da moderna criptografia em tempo polinomial.

Para saber mais:

Reestruturei bastante a página sobre Engenharia de Software em meu site de meta-referências, hoje.

Organizei uma série de tópicos em uma seção própria: Produto de Software – Qualidade, Métricas e Teste.

Nesta seção estão os seguintes temas:

  • ISO/IEC 25000 e 9126 – Qualidade do Produto de Software
  • IEEE Std 1061 – Padrão IEEE para Metodologia de Métricas de Qualidade de Software
  • Métricas de Software – Complexidade e Qualidade
  • Medição de Software – Tamanho Funcional
  • Teste e Qualidade de Software

Os outros temas gerais sobre Engenharia de Software, na mesma página (por enquanto, pois já penso em dividi-la devido ao grande tamanho e extensão), são:

  • Engenharia de Software
  • ISO/IEC 12207 – Processos do Ciclo de Vida de Software
  • Análise e Modelagem Orientada a Objetos
  • UML – Unified Modeling Language e SysML – OMG Systems Modeling Language
  • Engenharia Dirigida a Modelo (MDE) e Desenho Dirigido a Domínio (DDD)
  • Metodologias baseadas no Processo Unificado (UP)
  • Metodologias baseadas no Desenvolvimento Ágil

É um vasto universo de temas em uma única disciplina. E nem sei se fui suficientemente abrangente.

Outra parte igualmente vasta e que vem se estendendo a passos largos em meu site é a de Arquitetura de Software, sendo que estão em páginas à parte também os temas de Integração e Arquitetura Corporativa, e de Arquitetura da Informação, Interação, Usabilidade e Acessibilidade.

Aproveitando o assunto, gostaria de recomendar os artigos Tales from the IT Crypts – O analista Frankenstein, 2010-08-12, e O Desenvolvedor “Cozinheiro Italiano”, 2010-2009-05-25, do meu amigo e grande arquiteto e engenheiro de software Marco Aurélio Mendes.

A Microsoft estendeu ao pacote de produtividade Office a política de upgrade gratuito aplicada a novas versões do sistema operacional Windows.

Quem compra qualquer edição do Microsoft Office 2007 entre abril e 30 de setembro de 2010 tem direito a atualizar o pacote gratuitamente para o Office 2010, segundo informou a Microsoft Brasil.

O programa ‘Office 2010 Technology Guarantee’ garante a atualização para o Office 2010 por meio de download, sem custo. O upgrade já está disponível, uma vez que o novo produto foi lançado no mercado.

O download é feito no endereço www.office.com/techg
Endereço alternativo: Garantia de Evolução do Microsoft Office 2010.

Podem participar do programa tanto os consumidores que adquiriram o Office 2007 separadamente no varejo (caixa) quanto quem comprou um computador novo com o pacote de programas pré-instalado. A versão de testes não é válida para atualização.

Para garantir o upgrade gratuito do Office 2010 é necessário seguir os seguintes passos:

  1. Comprar e ativar o Office 2007 no período do programa;
  2. Abrir uma conta do Windows Live ID;
  3. Fazer o download da atualização do produto até 30 de setembro;
  4. Guardar a nota fiscal de compra do Office 2007.

A versão doméstica e escolar — Microsoft Office Home and Student –, com direito a instalação/uso por três usuários, inclui o Word, Excel, PowerPoint e OneNote. Custa, na versão 2007, a partir de R$ 135,91 (na Kabum), e a partir de R$ 154 (na Balão da Informática) para a versão 2010. Ou seja, você consegue hoje o Office original a menos de 50 reais por instalação não empresarial.

Fonte: Office 2007 terá upgrade gratuito para versão 2010. Por Daniela Braun, para a PC World, 14 de abril de 2010.

Para saber mais:

A revista Veja desta semana tem como capa uma reportagem sobre “Falar e escrever bem” (Veja edição 2177, ano 43, nº 32, 11 de agosto de 2010, páginas 94 a 101).

Esse tema já foi capa de outras edições da revista. Pesquisando no Acervo Digital VEJA em anos recentes, encontrei por exemplo:

  • “Falar e escrever certo”, edição 2025, ano 40, nº 36, 12 de setembro de 2007.
  • “Falar e escrever bem” , edição 1725, ano 34, nº 44, 7 de novembro de 2001.

Como assinante de Veja há mais de 25 anos, é fácil observar os temas recorrentes em capas da revista. Quando não há furos de reportagem nem fatos emergentes ou de comoção nacional na semana — escândalos e destaques na política e na economia, o falecimento ou outro fato marcante de figuras notórias etc. –, temas coringas são sacados do cesto: Corpo e Mente, Alimentação, Avanços da Medicina, Plástica e Estética, Sexualidade, Ecologia, Casamento, Pais e Filhos. E no Natal, o tradicional tema Religião e Fé. Observo que a maioria gira em torno de saúde e comportamento.

Temas recorrentes não são necessariamente um sinal de falta de conteúdo. É saudável retomar assuntos de interesse geral de tempos em tempos, e acompanhar a sua evolução ao longo do tempo, em função das mudanças no mundo e no comportamento da sociedade, bem como nas descobertas da ciência.

Falar e escrever bem, por sinal, é um algo que me interessa muito. Tomara que continue sempre assunto recorrente nessa e em outras publicações. A atual reportagem de Veja teve como ponto de partida os tropeços de clareza e gramática dos candidatos à Presidência, no primeiro debate da Band.

Vejo com imensa tristeza como o brasileiro mediano realmente lê pouco, tem preguiça em ler e escrever, não domina o português como deveria nem na escola nem no cotidiano e, como consequência, frequentemente escreve e fala mal.

Isso sem falar na praga das mensagens curtas e instantâneas na internet e nos celulares, o que dá brecha à meninada da “nova geração conectada” para escrever errado, abreviado, truncado, sem nem pontuação.

Escrita e oratória falhas levam a comunicação e informação falhas. Quem não dá o devido valor a isso não percebe que informação e comunicação são, provavelmente, a maior riqueza e um dos principais instrumentos de poder da humanidade, em todos os tempos.

Estatísticas coletadas dos acessos a grandes portais e backbones no mundo todo fornecem uma amostragem razoável do market share de navegadores web. Também trazem informações adicionais como o uso de plug-ins (Flash, Java, Silverlight e outros), e os sistemas operacionais e resoluções de tela utilizados nos computadores cliente.

Desde a entrada do Mozilla Firefox no mercado por volta de 2004, o Microsoft Internet Explorer saiu do quase monopólio, com perto de 95% do mercado, para atuais 60%, ao mesmo tempo que o Firefox gradativamente ocupou em torno de 20% do mercado.

A popularização do acesso internet e navegação web através de dispositivos móveis (smartphones e outros), em especial aqueles rodando os sistemas operacionais Apple iOS (do iPhone, iPod Touch e iPad), Google Android e Symbian, impulsionou outro considerável reposicionamento nesse mercado, com fatias atuais aproximadas de 7% para Google Chrome, 5% para Apple Safari e 2,5% do Opera.

Estatísticas, análises e informações detalhadas podem ser encontradas nos seguintes endereços: