Líderes 2008 servidores de aplicação

Por falar em quadrantes mágicos, hoje o Marco Aurélio Mendes publicou o artigo “O avanço do JBOSS AS no mercado de Servidores de Aplicação“, que destaca a presença do JBoss no quadrante de líderes em abril 2008 (2Q08) do Gartner para Enterprise Application Servers.

O relatório completo do Gartner, “Magic Quadrant for Enterprise Application Servers, 2Q08”, 24 de abril de 2008, está disponível em reprints oferecidos por Oracle e Microsoft.

O tema é uma atualização do meu artigo Líderes em infra-estrutura de aplicações, de 10 de agosto de 2007.

No fundo, a situação dos líderes IBM (WebSphere), Oracle (Fusion Middleware), BEA (WebLogic), Microsoft (.NET MSAP) e Red Hat (JBoss) — e até dos demais participantes — se mantém bastante estável de 2006 para cá.

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Fonte: Magic Quadrant for Enterprise Application Servers, 2Q08, Gartner, 2008-04-24. Reproduzido por SalesForce (PDF).

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Fonte: Magic Quadrant for Enterprise Application Servers, 2Q06, Gartner, 2006.

Vale a pena um pequeno resumo do relatório do Gartner de 2008. Primeiro, a definição. O Gartner define que é um fornecedor de Enterprise Application Server (EAS) aquele que oferece um sistema de software com, no mínimo:

  • Implementação de um container de execução de módulos de software (SM) de aplicação (incluindo um modelo de programação — API — para uso pelos SM, gerenciamento da alocação/liberação de recursos — memória, threads) do S.O., pool de recursos compartilhados pelos SM como conexões de banco de dados e serviços de rede);
  • Suporte a computação distribuída, com balanceamento de carga e failover clustering entre instâncias do container;
  • API ou outros meios para: autenticação e autorização, monitoramento de estado e gerenciamento das instâncias do container, acesso ao sistema de arquivos e a SGBD relacionais pelos SM, formas de interação entre SM (na mesma instância de container ou em instâncias distintas), demarcar transações ACID (atomicidade, consistência, isolamento e durabilidade) em um SM.

Além disso, essas características devem ser fornecidas e suportadas diretamente pelo fornecedor (e não com complementos de parceiros/terceiros) e um lançamento do produto de EAS do fornecedor deve ter ocorrido nos últimos 12 meses, ou estar publicamente previsto para até 3 meses da data de publicação do relatório.

O relatório de 2008 inclui a Salesforce.com, cuja plataforma de aplicação-como-serviço (APaaS) é implementada usando SaaS-enabled EAS interno; e SpringSource, que em janeiro adquiriu a Covalent Technologies para iniciar a oferta de uma combinação de Spring Framework com Tomcat. Ambos figuram no quadrante de visionários.

Em 2008 saíram vários fornecedores, que deixaram o mercado ou o foco de EAS: Adobe (aposentou o JRun), Mobicents (adquirida pela Red Hat), Recursion Software (passou a focar em computação móvel), Aumega Networks (faltaram informações), Zend (foco principal em tecnologias voltadas ao usuário), Borland (deixou o mercado de EAS, focada agora em gerenciamento do ciclo de vida de aplicações) e Cordys (novo foco em plataformas de aplicações compostas).

Duas organizações de software livre participam do relatório: Apache Software Foundation, com o servidor Geronimo, e OW2 Consortium (antiga ObjectWeb), com JOnAS. Embora não sejam tecnicamente fornecedores/fabricantes de produtos, são provedores de tecnologia e centralizam o desenvolvimento e distribuição de produtos de software livre com participação significativa no mercado de EAS.

Já Red Hat (JBoss) e SpringSource (Spring Framework + Tomcat) são fornecedores que oferecem seus produtos de código aberto de forma dual, com distribuição e suporte comercial, e como software livre (veja jboss.com e jboss.org).

Apesar do anúncio de aquisição da BEA pela Oracle em janeiro, a compra só foi completada em 29 de abril (após o lançamento do relatório do Gartner) e ainda não ocorreu efetiva fusão das respectivas linhas de produtos em servidores de aplicação. Assim, ambas constam como fornecedores distintos, BEA com a família WebLogic e Oracle com Fusion Middleware.

A Microsoft é avaliada por uma coleção de tecnologias suas que juntas preenchem os requisitos de um EAS, o que inclui o .NET Framework, .NET MSAP (Microsoft Application Platform), servidor web IIS e alguns outros componentes do próprio Windows Server.

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