Ajax e RIA – Radar do mercado

O instituto Gartner atualizou recentemente seu relatório “MarketScope for Ajax Technologies and RIA Platforms”. Aproveito para apresentar o resumo dessas tendências e alguns diagramas explicativos e estatísticas sobre Ajax e RIA.

Introdução

A técnica de interação e troca de dados assíncrona entre o cliente e o servidor web, identificada pelo acrônimo Ajax — Asynchronous Javascript And XML –, termo introduzido pela Adaptive Path em 2005, se populariza cada vez mais nas aplicações web e tem contribuído significativamente para melhorar a interatividade e experiência do usuário, oferecendo respostas imediatas à interação do usuário.

Vão se multiplicando as alternativas de bibliotecas e frameworks para desenvolvimento de aplicações web com suporte a Ajax, visando tornar o uso da técnica mais fácil, organizado e produtivo na construção de aplicações, de forma cada vez mais transparente, integrada e sistematizada.

Também têm se popularizado o uso de plataformas tecnológicas para web visando RIA — Rich Internet Applications –, termo introduzido pela Macromedia (Adobe) em 2002, que significa uma interface com usuário web mais rica — em componentes e comportamentos — e responsiva (resposta imediata, sensível ao contexto), similar a aplicações desktop.

As plataformas RIA podem ter como base um runtime específico, incorporado ao navegador web cliente através de plug-ins, ou se beneficiar do avanço da sofisticação das técnicas e componentes nativos baseados em Ajax.

O diagrama de blocos a seguir correlaciona esquematicamente RIA, Ajax e DHTML.


Créditos: Márcio d’Ávila, 2008-2011.

RIA

Enquanto as aplicações gráficas Cliente/Servidor trouxeram riqueza à experiência de usuário que não havia no ambiente mainframe, plataformas RIA fazem o mesmo em relação às aplicações web primitivas.


Créditos: Uday M. Shankar, Adobe Flex – an introduction, mar/2008 (em Slideshare).

Segundo estatísticas do site Stat Owl, levando em consideração os diversos sistemas operacionais e navegadores web existentes, em setembro de 2008 o suporte runtime instalado para Adobe Flash já era 97,48% (verdadeiro padrão de facto), Java 81,37% e Microsoft Silverlight apenas 17,64%. Em abril de 2011, estas mesmas plataformas evoluiram para percentuais de penetração 95,65%, 77,31% e 63,92% respectivamente.

Percebe-se, portanto, uma notável expansão do suporte à tecnologia RIA da Microsoft no período medido, enquanto o pequeno decréscimo de Flash pode ser explicado pela ausência de suporte ainda existente em alguns ambientes operacionais de dispositivos móveis que vem se popularizando, como Apple iOS (iPhone e iPad).


Fonte: Stat Owl, Rich Internet Application Market Share – RIA Market Penetration and Global Usage comparing Adobe Flash, Microsoft SilverLight and Java, set/2008 a abr/2011.

2009

Em 2009, o mercado ainda estava incipiente e muitos produtos foram considerados pelo Gartner em tecnologias Ajax e plataformas RIA, dez deles classificados com tendência positiva ou muito positiva.

Forte
Negativo
Cuidado Promissor Positivo Forte
Positivo
Adobe Plataforma Flash RIA ($/L)
Backbase Ajax framework Ajax ($)
DevExpress para .NET RIA ($)
Dojo Ajax toolkit Ajax (L)
Ext JS JavaScript, Ext GWT Ajax ($/L)
Google GWT Java, Closure Ajax (L)
IBM Ajax, Lotus Expeditor Ajax/RIA ($/L)
ICEsoft ICEfaces JSF Ajax (L/$)
Infragistics para .NET Ajax ($)
Isomorphic Soft SmartCli, GWT Ajax/RIA (L/$)
JackBe Ajax framework Ajax ($)
jQuery JavaScript Ajax Ajax (L)
Magic Software uniPaaS RIA ($)
MB Tech Bindows Ajax ($)
Microsoft Silverlight, WPF RIA ($)
Nexaweb E.Web Suite Ajax/RIA ($)
Oracle ASF Faces JSF Ajax ($)
Prototype/
script.aculo.us
JavaScript Ajax (L)
Sun Microsystems JavaFX RIA (L/$)
Telerik para .NET Ajax ($)
Tibco Software GI Ajax (L)
Yahoo YUI toolkit Ajax (L)

Fonte: MarketScope for Ajax Technologies and RIA Platforms, Gartner, por Ray Valdes e outros, 2009-12-31, reproduzido por Adobe (PDF).

2011

Atualizando a pesquisa em 2011, o mercado ainda se mostra em evolução, com oito produtos apontados como tendência positiva ou muito positiva.

Comparando com 2009, Adobe Flash e Microsoft Silverlight tiveram sua tendência refreada (Positivo), enquanto a versátil biblioteca livre JavaScript jQuery obteve maior evidêcia (Muito Positivo).

Saíram da lista Magic Software uniPaaS e MB Tech Bindows; Ext JS se tornou Sencha, enquanto Sun foi incorporada à Oracle; e entram agora Canoo Engineering RIA Suite (UltraLightClient framework baseado em Java EE) e Vaadin (framework RIA Java baseado em GWT widgets e extensa coleção de componentes UI).

Forte
Negativo
Cuidado Promissor Positivo Forte
Positivo
Adobe ⇓ Plataforma Flash RIA ($/L)
Backbase ⇓ Portal Ajax ($)
Canoo Engineering UltraLightClient RIA ($)
DevExpress para .NET RIA ($)
Dojo Ajax toolkit Ajax (L)
Google GWT Java, Closure Ajax (L)
IBM Ajax, Lotus Expeditor Ajax/RIA ($/L)
ICEsoft ICEfaces JSF Ajax (L/$)
Infragistics para .NET Ajax ($)
Isomorphic Soft SmartClient, GWT Ajax/RIA (L/$)
jQuery jQuery JS lib Ajax (L)
Microsoft ⇓ Silverlight, WPF RIA ($)
Oracle ASF Faces JSF, JavaFX Ajax/RIA (L/$)
Prototype/
script.aculo.us
JavaScript Ajax (L)
Sencha Ext JS, Ext GWT Ajax ($/L)
Telerik ASP.NET Ajax Ajax ($)
Tibco Software General Interface Ajax (L)
Vaadin Vaadin RIA RIA (L)
Yahoo YUI Library Ajax (L)

Fonte: MarketScope for Ajax Technologies and RIA Platforms, Gartner, por Ray Valdes e outros, 2011-03-31, reproduzido por Microsoft.

Conclusão

Tecnologias RIA e Ajax têm se tornado cada vez mais difundidas e maduras.

Podemos inferir, pela evolução do Gartner MarketScope, que plataformas RIA com componentes ricos nativos (Ajax e DHTML) — boa parte delas baseadas em frameworks livres e Java server/EE) — tem ganhado força, em detrimento daquelas baseadas em runtime próprio.

É provável que o emergente padrão HTML 5, quando se estabelecer, reforce ainda mais esse movimento.

Para saber mais:

Março foi o mês dos novos browsers

Este março de 2011 foi um mês marcante para reaquecer a saudável guerra de browsers (navegadores internet).

Em 08/03/2011, a Google lançou o stable release do Chrome 10 para Windows, Mac, Linux e Chrome Frame.

Em 14/03/2011, Microsoft fez o lançamento oficial do Internet Explorer 9, anunciado durante o evento South by SouthWest (SXSW 2011) em Austin, Texas.

E em 22/03/2011, a Fundação Mozilla lançou o Firefox 4 para Windows, Mac OS X e Linux, e brevemente disponível também para dispositivos Android e Maemo.

Foi um lançamento por semana.

Desde janeiro, tenho publicado alguns posts sobre os novos navegadores: Corrida dos navegadores rumo a HTML5 e CSS3; Firefox 4 Beta e a barra de status; Firefox 4 Beta – novidades na interface.

Como já comentei, duas temáticas importantes nestas novas versões foram: motores/mecanismos de renderização eficientes com suporte a HTML e os mais recentes padrões de JavaScript e Estilos CSS; e remodelagem da interface visando simplificação e maximização da área útil para exibição das páginas.

Aos poucos vou observando pontos positivos e negativos em cada um. Por exemplo, adorei o recurso de escolha de complementos (plug-ins) do Internet Explorer 9, que mostra o impacto de cada complemento no tempo médio de inicialização do navegador:

Isto é algo que tem me incomodado no Firefox: ele tem demorado muito a iniciar (abrir a janela inicial), acho que a culpa deve ser de uma das várias extensões que utilizo, mas não sei precisar qual nem tenho tempo e paciência para testar uma por uma.

Por outro lado, detestei saber que o Google Chrome, apesar de sua excelente compatibilidade com os novos padrões e a perceptível rapidez na exibição de páginas, ainda não tem recursos super básicos como configurar impressora (margens, cabeçalho e rodapé) nem previsualizar impressão.

Qual navegador é o melhor, ainda é cedo para dar um veredito, pois são muitos quesitos envolvidos. Vamos experimentar e ficar atentos ao que o público diz na internet!

Corrida dos navegadores rumo a HTML5 e CSS3

A corrida dos navegadores rumo ao melhor suporte aos padrões HTML5 e CSS3 está quente.

Correndo para emparelhar com Google Chrome 8.0, que já está disponível há um bom tempo oferecendo bom suporte a estes padrões, além de trazer uma interface limpa, simples e eficaz e ser bem rápido, os dois principais navegadores lançaram nesta primeira quinzena de maio a versão candidata a oficial (Release Candidate) de seus novos navegadores:

Sobre o Firefox 4, em suas versões beta, já andei avaliando alguns aspectos de sua interface, cada vez mais parecido com o Chrome.

Internet Explorer 9 – Primeiras impressões

As mudanças na interface visando maximizar a área útil da janela destinada à exibição da página web também estão presentes no Internet Explorer 9. Além da barra de menu convencional que já havia sido abolida no IE8, agora o IE9 exibe por padrão em uma única barra os botões de histórico de navegação (a lista de navegação, como no Firefox 4, também requer manter pressionado um dos botões Voltar ou Avançar para ser exibida), a caixa de endereço, as abas e os botões de Home e dos menus Favoritos e Ferramentas.

A barra de estado também foi extinta. A exibição dos links de destino apontados pelo usuário (hover) é feita em uma faixa na parte inferior da tela, similar ao Chrome e Firefox 4. E não vi nenhum local de exibição de mensagens de estado durante o carregamento das páginas, exceto o pequeno ícone animado à esquerda na aba correspondente.

A barra de notificação, recurso primeiro trazido pelo Firefox em substituição a janelas de diálogo convencionais, já era utilizada no IE8 em algumas situações e agora é utilizada no IE9 em todas as notificações. No IE9, passou a ser posicionada na parte inferior da janela.

Também foi extinta a caixa de pesquisa, integrada na caixa de endereço como já fez o Chrome. Durante a digitação de um endereço ou expressão, o navegador já oferece dinamicamente uma lista sugestões de pesquisa gerada pelo provedor de pesquisa padrão.

Na visualização de páginas, o IE9 promete carregar o conteúdo mais rapidamente e, se combinado com os recursos gráficos do sistema operacional Windows 7, melhor desempenho, nitidez e definição nos vídeos e outros elementos gráficos. Há um site de demonstração beautyoftheweb.com.

Traz também o Chakra, novo mecanismo JavaScript.

Para saber mais: Windows Internet Explorer 9 – A internet nunca foi tão fácil; Introdução – O que há de novo no Internet Explorer 9?; Recursos do Internet Explorer 9.

A Microsoft lista também um tabela Compare o Internet Explorer 9, confrontando Firefox 4 Beta 11 e Chrome 9.0 Beta.

Conclusão

As novas versões de todos os navegadores estão buscando simplificar a interface, maximizar a área de exibição de páginas e oferecer suporte aos mais atuais padrões e recursos da web. Vamos ver brevemente qual deles entrega melhor o que promete.

Espero breve poder testar também algo sobre o suporte a HTML5 e a CSS3.

Tomara que quem ganhe essa briga seja o usuário, com opções cada vez melhores para escolher seu navegador internet, em termos de rapidez, precisão, segurança, compatibilidade e flexibilidade.

Firefox 4 Beta e a barra de status

Em meu primeiro artigo analisando a interface as versões beta do novo Firefox 4, Firefox 4 Beta – novidades na interface, eu alertei para a decisão controversa de extinguir a barra de estado (status bar) na parte inferior da tela, quebrando uma convenção de interface já amplamente estabelecida na interface dos mais variados aplicativos.

Com isso, as informações que eram exibidas na barra de estado precisaram ser migradas para outros locais. No Firefox 4 Beta 10 estava assim:

  • O endereço de destino de um link, exibido quando se pousa o mouse sobre o link (hover) passou a ser exibido na barra de endereço (topo da janela), adiante do endereço (URL) da página atual.
  • Os controles (ícones e informações) adicionados por complementos, que antes eram exibidos na parte direita da barra de estado, passaram a compor uma nova “Barra de extensões”, que se assemelha exatamente a uma barra de estado ocupando uma faixa no extremo inferior da janela, esta nova barra vem oculta por padrão, mas há a opção de exibi-la. Trocar uma barra por outra quase idêntica não me pareceu nenhuma vantagem.
  • Por fim, mensagens de estado exibidas durante o carregamento das páginas (“Conectando-se a …”, “Aguardando resposta de …” etc.) passaram a ser exibidas de forma muito resumida e incompleta no título da própria aba.

Essas medidas acabaram por eliminar uma referência bem estável de resposta visual ao usuário
na interface, que é a parte inferior da janela, e fragmentá-la em pontos distintos e pouco usuais na janela, e ainda com perda de detalhe. Com isso, os hábitos já instintivos de foco de visão do usuário foram perdidos e ficaram dispersos. Ou seja, uma evidente piora na experiência do usuário.

No Beta 11, o Firefox re-introduziu as mensagens de estado em uma área sobreposta ocupando parte da região inferior da janela. Enquanto a barra de estado ocupava uma faixa fixa ocupando toda a extensão do extremo inferior da janela, esse overlay é exibido quando há mensagem e ocupa apenas a largura necessária ao texto exibido. Ou seja, uma “semi-barra” de estado dinâmica.

No recém-lançado Firefox Beta 12, também os endereços de hover de links deixaram de ser exibidos na própria barra de endereços e passaram para esse novo overlay na área inferior.

Com isso, a proposta de interface para exibição de mensagens de estado e endereços de links do Firefox 4 ficou praticamente idêntica à do navegador Google Chrome, que utiliza o mesmo estilo de overlay.

Tudo isso parece ter o objetivo de apenas maximizar a área útil de exibição da página, aproveitando espaços anteriormente ocupados pela barra de estado.

Considerando que estamos falando de uma área muito útil à interface e que ocupa pouco mais de 20 pixels de altura, será que todo esse esforço compensa? Duvido.

Pior ainda se a barra de extensões for exibida, esta sim desperdiçando espaço, já que as mensagens ocupam área adicional no overlay. Para mim, seria muito mais simples e efetivo criar uma opção de exibir dinamicamente a boa e velha barra de estado, exibida apenas quando há uma nova mensagem ou feedback de um controle visual de extensão, ou quando se posiciona o mouse sobre ela.

InvokerServlet no Tomcat 6

Fiz uma importante atualização do meu artigo Tutorial Tomcat – Instalação e Configuração Básica, um dos mais longevos e populares do meu site, introduzindo o atributo de contexto privilegiado para que a InvokerServlet possa ser utilizada no Tomcat 6.

Desde a revisão 25, eu comecei a atualizar o texto para cobrir o Tomcat 6. Mas só agora, na revisão 35, pude testar todos os aspectos nessa versão do Tomcat.

Descobri então que uma nova característica de segurança introduzida no Tomcat 6 necessitou alterações importantes na configuração do contexto, relativas ao uso da InvokerServlet.

InvokerServlet é uma servlet do Tomcat, definida no pacote org.apache.catalina.servlets, que serve para mapear e invocar genericamente qualquer servlet com base no nome da respectiva classe.

Utilizando Invoker Servlet, um mapeamento genérico como /servlet/* no web.xml permite que se possa executar através de um URL do tipo /servlet/NomeClasse uma servlet implementada pela classe NomeClasse.class.

Até o Tomcat 5.5, InvokerServlet podia ser declarada e mapeada no web.xml de qualquer aplicação web e era automaticamente localizada e ativada pelo classloader desta aplicação.

A partir do Tomcat 6, InvokerServlet passou a ser restrita ao classloader do Server (mecanismo do servidor Tomcat). Para carregar e utilizar esta servlet, um contexto de aplicação web deve ser definido como privilegiado, setando o atributo privileged="true" no elemento Context que o define.

Se esta configuração não for feita no Tomcat 6, ocorre o seguinte erro durante a tentativa de executar o mapeamento de InvokerServlet definido no web.xml do contexto da aplicação web, visível nos arquivos de log do Tomcat (em CATALINA_HOME/logs):

java.lang.SecurityException: Servlet of class org.apache.catalina.servlets.InvokerServlet is privileged and cannot be loaded by this web application

Cabe ressaltar que o mapeamento genérico de servlets baseado no nome da classe, como permite InvokerServlet, é considerado má prática. Em produção, o ideal é que se mapeie individualmente cada servlet utilizada em um contexto, no arquivo web.xml da aplicação web.

Contudo, o mapeamento genérico do InvokerServlet é um recurso muito útil em desenvolvimento para se testar rapidamente qualquer classe servlet implementada, sem a necessidade prévia de configurar um mapeamento específico para esta.

Na revisão 35, o texto todo do tutorial foi repassado durante sua validação completa para o Tomcat 6, o que acabou trazendo vários ajustes e melhorias no texto. Confira!

Para saber mais:

Firefox 4 Beta – novidades na interface

Instalei o Firefox 4 Beta 8. Internamente, a nova versão do navegador trará muitas evoluções no motor Gecko 2.0 de processamento de páginas web, inclusive com suporte a HTML 5, e o novo mecanismo de JavaScript JägerMonkeyque promete ser mais rápido. Contudo, avalio aqui minhas primeiras impressões sobre novidades na interface do navegador.

Positivo A tela inicial mostra uma interface mais limpa e simplificada, maximizando o espaço disponível para exibição das páginas, como já fazem navegadores como Internet Explorer 8 e Google Chrome.

Positivo A barra de menu padrão some, e em seu lugar surge um botão “Firefox” no canto superior esquerdo que dá acesso ao novo estilo de menu de opções.

Pode-se perceber que o novo botão de menu é fortemente inspirado, para não dizer copiado, do Opera. compare na ilustração a seguir:

No detalhe a seguir, podemos perceber que os itens de menu que levam a submenus tem um comportamento dual: se você seleciona o texto do item de menu, é ativada a opção padrão daquele submenu; se selecionado o pequeno triângulo, abrem-se as opções do submenu.

Positivo Se você sentiu falta da barra de menu tradicional, há opção de exibi-la, bem como a barra de favoritos — abaixo da barra de navegação — e a nova barra de extensões — no extremo inferior da janela.

Negativo Já a barra de estado (status) que ficava na posição dessa barra de extensões foi extinta. Os controles adicionados por extensões passam a ser exibidos na barra de extensões, enquanto informações como o endereço (URL) de destino, quando se pousa o mouse sobre um link na página, passa a ser exibido em sequência na própria barra de endereço, como se pode ver na figura a seguir.

Negativo Esta mudança me parece bastante controversa. A barra de estado na parte inferior da janela é uma convenção de interface amplamente utilizada e assimilada pelos usuários. Até então no Firefox, ela exibia links destino, informações do andamento ao carregar páginas, e ainda aproveitava o mesmo espaço para exibir controles adicionados por complementos. Acho ruim fracionar a exibição dessas informações em locais distintos e distantes, dificultando o foco de visão do usuário. Além disso, acho que o espaço para exibir a URL da página atual e de um link de destino, no mesmo campo de endereço, é muito pouco, principalmente quando os endereços são extensos.

Há também a opção da barra de abas abertas ser exibida abaixo das barras de navegação e favoritos, bastando desmarcar a opção “Abas em cima”.

O botão de recarregar página (reload, F5) foi embutido à direita do campo de endereço, logo após o botão de adicionar/remover como favorito. Enquanto a página está carregando, este botão se torna a opção de interromper (stop, Esc).

Com a ausência da barra de estado na parte inferior da janela, a exibição do botão X de Interromper, na barra de endereço, e o ícone animado e texto da aba da página são os únicos indicativos visuais de que a página está sendo carregada. Serão suficientemente claro e informativos para este fim?

Positivo Se a barra de favoritos não está exibida, o botão de acesso rápido a todas as opções de favoritos (bookmarks) fica em um botão ao final da barra de endereço, à direita do botão de página inicial (home).

Negativo O acesso rápido à lista de histórico, ao voltar (back) ou avançar (forward) páginas com os botões de setas no início (esquerda) da barra de endereço, se dá mantendo pressionado (por mais de um segundo) um destes botões, ou clicando com o botão direito do mouse.

Há esse mesmo comportamento no navegador Google Chrome, mas considero pouco intuitivo. Prefiro a interface antiga do Firefox 3.x, similar à do Internet Explorer, em estilo list box, tendo à direita dos botões de navegação uma pequena seta para baixo que abre a lista de histórico como menu suspenso.

Se você deseja retornar a seta de menu drop-down à direita dos botões, há uma solução: instalar o complemento “Back/forward dropmarker add-on“.

Positivo Quando você preenche uma senha em um campo de formulário, o Firefox oferece para salvá-la no seu gerenciador de senhas através de uma nova forma de diálogo. Antes era uma nova barra que surgia acima da página. Agora, é com um balão que surge de um ícone à direita do campo de endereço.

Positivo E finalmente, acessível através de um novo botão no extremo direito da barra de abas, está o novo recurso de Grupo de abas.

É uma nova visualização de miniaturas de todas as abas abertas, organizadas em grupos. Diversos pulg-ins já adicionavam recurso similar em versões anteriores do Firefox. Esta é a proposta nativa do Firefox 4 para o usuário não se perder em meio a diversas abas abertas.

Nesta visualização inovadora, você pode criar grupos distintos de abas e navegar em apenas um grupo por vez, fechar uma aba (pela sua miniatura) ou um grupo inteiro de abas, ou selecionar uma miniatura para exibir a respectiva página.

Negativo Como o Firefox ainda está em beta, muitas de extensões (plug-ins) ainda não tem atualização compatível com a nova versão.

Positivo Por falar nisso, há uma nova interface também para os gerenciamento de Complementos, não mais exibida em uma janela de diálogo mas sim em uma aba.

Positivo A extensão Firefox Sync agora é parte integrante padrão do navegador, para sincronizar os favoritos, dados de formulário, senhas, histórico e abas abertas entre dispositivos e instalações do Firefox.

Positivo E pelo visto, um recurso introduzido desde o Firefox 3.6 mas que só agora constatei. Com a melhoria dos mecanismos internos de instalação de componentes, algumas extensões são ativadas imediatamente após sua instalação, sem a necessidade de reiniciar o Firefox.

Por hora, estas são as novidades perceptíveis nos primeiros minutos de uso da nova versão beta.

E você, caro leitor, está testando também o Firefox 4? Adoraria ver suas opiniões nos comentários deste artigo…

WordPress 3.0.4 em português brasileiro

A equipe de tradução da Comunidade WordPress-BR concluiu e disponibilizou hoje a localização em português do Brasil para o WordPress 3.0.4.

WordPress é uma das mais populares, poderosas e eficazes plataformas de gerenciamento e publicação de conteúdo para sites do tipo blog (web log), como este aqui. Escrito em linguagem PHP orientada a objetos, o WordPress é software livre, amplamente utilizado e suportado pela comunidade, cheio de recursos e bastante extensível através de plug-ins de recursos e temas de personalização visual, livremente disponíveis em grande quantidade e variedade tanto no repositório oficial da WordPress.org quanto em outros sites.

A versão 3.0.4 é uma importante atualização de segurança, originalmente disponibilizada (em inglês) em 29 de dezembro de 2010. A atualização imediata é recomendada para todos os usuários do WordPress 3.0.x.

Enquanto isso, já está a caminho um novo ciclo de melhorias para a nova versão 3.1. O WordPress 3.1 Release Candidate 2 já está disponível para testes, trazendo ainda mais recursos e facilidades para esta plataforma.

Para saber mais:

CSS3 testado na prática

Quando escrevi o artigo CSS para tabelas e listas de seleção HTML em 2004, ainda não havia nenhum navegador com suporte a CSS3 onde eu pudesse testar efetivamente recursos citados dessa versão do padrão de estilos.

Agora, pude validar os recursos citados no Mozilla Firefox 3.6, no Google Chrome (8.0) e no Apple Safari (5.0), todos rodando em Windows.

O estilo para linhas de tabela alternadas do CSS3 — tr:nth-child(even) — continuam não funcionado no Internet Explorer mesmo na versão 8, mas funcionou no Firefox e no Chrome.

Inclusive pude perceber um “bug” no artigo, pois eu havia aplicado o estilo explícito “even” (um recurso alternativo que propus para compatibilidade com os navegadores sem suporte a CSS3) nas linhas ímpares, e não nas pares como deveria.

O artigo foi revisado depois de 6 anos, para corrigir o bug e refletir as versões mais recentes dos navegadores testados.

LastPass adquire Xmarks

Xmarks, popular serviço de sincronização de bookmarks (favoritos) — além de senhas, histórico de navegação e abas abertas — de navegadores internet, anunciou em final de setembro que o serviço teria de ser encerrado, com previsão de término em janeiro de 2011.

Apesar de ter conquistado mais de 4,5 milhões de usuários sincronizando mais de 1 bilhão de favoritos, o serviço gratuito não havia conseguido alavancar um negócio financeiramente viável. Em termos diretos: o dinheiro estava acabando.

Desde o anúncio do fim, as reações positivas foram se expandindo, a começar pela ampla comoção de uma legião de usuários fiéis, inclusive com um abaixo-assinado de mais de 30 mil usuários dispostos a pagar uma taxa anual pelo serviço.

Isso motivou a Xmarks a procurar interessados em comprar o negócio e garantir sua continuidade. Essa busca agora chegou a uma conclusão feliz.

Xmarks foi adquirida pela LastPass, mantenedores do muito popular gerenciador de senhas multi-plataforma LastPass.

Com isso, o serviço gratuito de sincronização do Xmarks será mantido.

Após a aquisição, foi criada também uma opção de assinatura Xmarks Premium. Por uma taxa anual de apenas US$ 12, conta com novos recursos como aplicação móvel para Android e iPhone, além de suporte prioritário.

Esse modelo de negócio chamado “freemium“, isto é, a existência de um serviço gratuito (free) com a opção de um serviço avançado premium pago (e por uma taxa bem razoável), é o que já vinha garantindo a sustentabilidade do LastPass, que já oferecia um serviço Premium pelo mesmo valor. Com a aquisição, agora é possível assinar o combo dos dois serviços Premium por USD$ 20, ou seja, desconto de $4 (16,6%).

Tanto Xmarks quanto LastPass possuem plug-ins de para uso do serviço em Firefox, Internet Explorer e outros navegadores. Suas versões Premium suportam dispositivos móveis, disponíveis para iPhone, Android, Firefox Mobile. Com os dois serviços sob mesma direção, além da manutenção dos serviços gratuitos já existentes, o futuro pode reservar ainda mais integração e recursos para os usuários.

Para saber mais:

Market share de navegadores web

Estatísticas coletadas dos acessos a grandes portais e backbones no mundo todo fornecem uma amostragem razoável do market share de navegadores web. Também trazem informações adicionais como o uso de plug-ins (Flash, Java, Silverlight e outros), e os sistemas operacionais e resoluções de tela utilizados nos computadores cliente.

Desde a entrada do Mozilla Firefox no mercado por volta de 2004, o Microsoft Internet Explorer saiu do quase monopólio, com perto de 95% do mercado, para atuais 60%, ao mesmo tempo que o Firefox gradativamente ocupou em torno de 20% do mercado.

A popularização do acesso internet e navegação web através de dispositivos móveis (smartphones e outros), em especial aqueles rodando os sistemas operacionais Apple iOS (do iPhone, iPod Touch e iPad), Google Android e Symbian, impulsionou outro considerável reposicionamento nesse mercado, com fatias atuais aproximadas de 7% para Google Chrome, 5% para Apple Safari e 2,5% do Opera.

Estatísticas, análises e informações detalhadas podem ser encontradas nos seguintes endereços: