dezembro 2010


Quando escrevi o artigo CSS para tabelas e listas de seleção HTML em 2004, ainda não havia nenhum navegador com suporte a CSS3 onde eu pudesse testar efetivamente recursos citados dessa versão do padrão de estilos.

Agora, pude validar os recursos citados no Mozilla Firefox 3.6, no Google Chrome (8.0) e no Apple Safari (5.0), todos rodando em Windows.

O estilo para linhas de tabela alternadas do CSS3 — tr:nth-child(even) — continuam não funcionado no Internet Explorer mesmo na versão 8, mas funcionou no Firefox e no Chrome.

Inclusive pude perceber um “bug” no artigo, pois eu havia aplicado o estilo explícito “even” (um recurso alternativo que propus para compatibilidade com os navegadores sem suporte a CSS3) nas linhas ímpares, e não nas pares como deveria.

O artigo foi revisado depois de 6 anos, para corrigir o bug e refletir as versões mais recentes dos navegadores testados.

Xmarks, popular serviço de sincronização de bookmarks (favoritos) — além de senhas, histórico de navegação e abas abertas — de navegadores internet, anunciou em final de setembro que o serviço teria de ser encerrado, com previsão de término em janeiro de 2011.

Apesar de ter conquistado mais de 4,5 milhões de usuários sincronizando mais de 1 bilhão de favoritos, o serviço gratuito não havia conseguido alavancar um negócio financeiramente viável. Em termos diretos: o dinheiro estava acabando.

Desde o anúncio do fim, as reações positivas foram se expandindo, a começar pela ampla comoção de uma legião de usuários fiéis, inclusive com um abaixo-assinado de mais de 30 mil usuários dispostos a pagar uma taxa anual pelo serviço.

Isso motivou a Xmarks a procurar interessados em comprar o negócio e garantir sua continuidade. Essa busca agora chegou a uma conclusão feliz.

Xmarks foi adquirida pela LastPass, mantenedores do muito popular gerenciador de senhas multi-plataforma LastPass.

Com isso, o serviço gratuito de sincronização do Xmarks será mantido.

Após a aquisição, foi criada também uma opção de assinatura Xmarks Premium. Por uma taxa anual de apenas US$ 12, conta com novos recursos como aplicação móvel para Android e iPhone, além de suporte prioritário.

Esse modelo de negócio chamado “freemium“, isto é, a existência de um serviço gratuito (free) com a opção de um serviço avançado premium pago (e por uma taxa bem razoável), é o que já vinha garantindo a sustentabilidade do LastPass, que já oferecia um serviço Premium pelo mesmo valor. Com a aquisição, agora é possível assinar o combo dos dois serviços Premium por USD$ 20, ou seja, desconto de $4 (16,6%).

Tanto Xmarks quanto LastPass possuem plug-ins de para uso do serviço em Firefox, Internet Explorer e outros navegadores. Suas versões Premium suportam dispositivos móveis, disponíveis para iPhone, Android, Firefox Mobile. Com os dois serviços sob mesma direção, além da manutenção dos serviços gratuitos já existentes, o futuro pode reservar ainda mais integração e recursos para os usuários.

Para saber mais:

Mauro Segura é líder de marketing e comunicação da IBM Brasil e blogueiro. Estudioso do tema redes sociais nas empresas, ele aborda frequentemente o assunto em seu blog AQO – A Quinta Onda – Comunicação e Comportamento na Era da Sociedade Digital.

Sua visão pessoal a respeito dos executivos não blogarem é tão simplista e direta que ele até se desculpa se decepciona alguém: — Os executivos não blogam porque eles têm coisas mais importantes para fazer. Tão simples quanto isso.

Em junho do ano ano passado, o site norte-americano UBERCEO — que cobre a “vida” dos CEOs, Chief Executive Officers de empresas — afirmou que a maioria dos 100 principais executivos do planeta não frequenta rotineiramente as redes sociais.

Segundo a pesquisa do UBERCEO, os principais motivos são os riscos que as redes podem trazer para a reputação da empresa, pelo vazamento de informações estratégicas, pela falta de conhecimento em como lidar com as redes e pela paranoica percepção de que o acesso livre às redes gera improdutividade do funcionário.

UBERCEO pesquisou comunidades como Facebook, Twitter, LinkedIn e Wikipedia. O resultado é que apenas 2 CEOs tinham contas no Twitter, 13 deles tinham perfis no LinkedIn, 81% não tinham página pessoal no Facebook e nenhum deles tinha um blog.

O próprio Mauro Segura fez uma pesquisa junto a CEOs de algumas empresas — divulgada também na revista Época Negócios de novembro 2010 (ano 4, número 45) — e apontou Dez motivos por que os executivos não blogam:

  1. Falta de tempo.
  2. Medo de entrar em discussões polêmicas.
  3. Percepção de que não é relevante.
  4. Insegurança de até onde vai a conversa.
  5. Insegurança para escrever.
  6. Risco de imagem.
  7. Vazamento de informação.
  8. Medo de dizer que não deu certo.
  9. Imagem perante os colegas executivos.
  10. A comunidade não está preparada.

Observando a lista de motivos, eu ousaria complementar a constatação de Mauro Segura. Com tantos receios e desconhecimento apontados pelos executivos ante às mídias sociais da internet, seu potencial e seus impactos, eles realmente não priorizam tempo a elas.

Recentemente, Mauro Segura abordou outros aspectos do tema em seu artigo CEOs perdem tempo nas redes sociais, 2010-12-07, que comenta uma matéria de Lucy Kellaway em sua coluna do Financial Times, reproduzida no jornal brasileiro Valor Econômico. O mote aí foi a pronta interação do presidente da Starbucks no Reino Unido, Darcy Willson-Rymer, com um consumidor no Twitter.

Seja como for, creio que as empresas brasileiras ainda estão muito longe de aproveitarem ampla e plenamente o potencial das redes sociais não só como elemento integrador e propulsor da comunicação interna, mas também como um canal mais direto e intimista com seus consumidores, parceiros e sociedade em geral.

Na era da internet, essa é uma fronteira à parte a ser galgada pelas instituições.

Para saber mais, no blog A Quinta Onda, por Mauro Segura:

Ofensiva seria represália a bloqueio de doações para o WikiLeaks.
Outros sites envolvidos com o caso também sofreram ataques.

Fonte: Hackers atacaram site da MasterCard, diz imprensa britânica
Do G1, com agências internacionais.

Hackers atacaram nesta quarta-feira (8) o site da empresa de cartões de crédito MasterCard, no que seria uma retaliação ao bloqueio de doações para o site WikiLeaks, segundo a BBC, o “Guardian” e outras publicações britânicas.

A empresa não comentou. O site estava fora do ar no final da manhã.

Um grupo chamado “Anonymous” havia ameaçado nesta semana atacar empresas que bloquearam o WikiLeaks — centro de polêmica após divulgar documentos da diplomacia dos EUA.

O grupo denuncia um suposto complô para “censurar” o WikiLeaks na web.

A notícia do G1 ainda cita outros ataques que podem estar relacionados a represálias em defesa do WikiLeaks, e apresenta um interessante infográfico interativo das principais revelações dos documentos diplomáticos dos EUA vazados pelo WikiLeaks, organizados no Mapa Mundi por países citados/relacionados.

O australiano Julian Assange, de 39 anos, fundador do site WikiLeaks, foi preso ontem (7) pela Polícia Metropolitana de Londres, na Grã-Bretanha.

Para saber mais:

Em 03 de dezembro foi lançada uma nova versão da impressora virtual PDF doPDF 7.2 build 353.

O que motivou o lançamento ser considerado pela empresa desenvolvedora um major update, passando de 7.1 para 7.2, foi a inclusão de um novo importante recurso. Agora o diálogo de Salvar Como permite selecionar a qualidade de imagens no arquivo PDF gerado: “Small file” (arquivo pequeno) ou “High quality images” (imagens em alta qualidade). As novas opções ainda não estão traduzidas para português nessa versão.

Cada uma das opções basicamente seleciona um mecanismo distinto de compressão de imagens para o documento PDF:

  • Compactação ZIP Normal para “Small file”;
  • Compactação Alta JPEG para “High quality images”.

O artigo PDF Livre com (ou sem) o Ghostscript foi revisado para contemplar a nova versão do doPDF.

Fonte: [Major update] doPDF 7.2.353 released, no doPDF Forum, por Softland, 2010-12-02.