Enquanto o Eclipse 2008 não vem

Continuando a minha saga à espera de uma distribuição ou instalação do Eclipse IDE simples e completa out-of-the-box, chego ao final do ano ainda decepcionado com este quesito no Eclipse. Enquanto isso, a instalação do NetBeans IDE 6.0 All Packs bundle dá um show de facilidade e recursos.

Tal situação motivou as reflexões do “Java Champion” alemão Adam Bien em seu blog, no artigo Thinking loud about Eclipse and Netbeans (em inglês), 2007-12-23.

Mas eu não desisto. Ao ver os primeiros recursos do novo suíte de plug-ins livres da Red Hat, JBoss Tools 2.0, me animei. Veja um exemplo da tela de edição de um JSP (clique na imagem para ampliar 1024×768):

[photopress:eclipse_europa_jbosstools.png,full,centered]

Há a perspectiva Web Development, diversas views especializadas (à esquerda por exemplo, veja as abas Web Projects e Seam Components atrás do Package Explorer). Ao centro, vê-se o poderoso RichFaces HTML/JSP/JSF Visual Editor, exibindo a visualização meio-a-meio Visual/Source, com o código-fonte HTML/JSP na parte de cima e a visualização gráfica da página em baixo. O editor permite ainda exibir apenas código (Source), apenas gráfico (Visual) e uma previsualização mais precisa da página resultante (Preview). À direita A paleta arrastar-e-soltar para o editor inclui componentes HTML, XHTML, JBoss Ajax4jsf, RichFaces e Seam, JSF, JSTL e Struts.

Como o JBoss Tools 2.0 requer o Eclipse 3.3.1 e o WTP 2.0.1, enquanto eu busquei montar minha instalação tudo-em-um Eclipse 3.3 Europa Java EE com JBoss Tools, também revisei amplamente meu artigo Monte seu Eclipse 3.3 (ou 3.2).

O artigo agora traz uma seção dedicada a plug-ins gratuitos de terceiros, com uma listagem agrupada por tópicos de aplicação. A relação dos mais de 40 plug-ins listados teve como base aqueles disponíveis nas distribuições EasyEclipse e Pulse, com algumas adições minhas, entre elas o próprio JBoss Tools.

Adicionei o Pulse — da empresa Genuitec, produtora do MyEclipse IDE — como mais uma opção de distribuição Eclipse gratuita independente. Agora são cinco: IBM, EasyEclipse, Lomboz, Tiny Eclipse, Pulse.

Ainda ficou de fora o Yoxos On-Demand — cujo mecanismo Eclipse Discovery deve ser base para o projeto Eclipse Packaging Project (EPP). Ainda não avaliei o Yoxos para a versão Eclipse 3.3 Europa. Também, se ainda continua o modelo do Yoxos Install Manager (YIM), cujas atualizações são gratuitas apenas nos três primeiros meses de uso (depois requer assinatura anual paga), não sei se o Yoxos On-Demand se enquadra realmente em uma distribuição gratuita.

Além do Pusle e do Yoxos On-Demand, outra novidade interessante em distribuições on-line é o Cloudsmith utilizado nas Virtual Distros do projeto Lomboz. O recurso é executado via Java Web Start.

Depois de muitos descobrimentos, testes, downloads e atualizações, acabo de montar minha instalação do Eclipse 3.3 e vou testar mais.

Ainda falta um bom editor UML com engenharia reversa gratuito no Eclipse, coisa que tanto o NetBeans 6.0 quanto o gratuito Oracle JDeveloper 11g oferecem nativamente. O AmaterasUML traz apenas diagramas de classe e de seqüência, sem engenharia reversa ou sincronização com código-fonte. A versão gratuita do Omondo EclipseUML também tem limitações de uso.

Não há dúvida que o mercado em volta do Eclipse é muito grande e sólido. Um indicador são empresas de peso como IBM/Ration, BEA, Borland/CodeGear, TIBCO e Nokia em volta da Fundação Eclipse. Ferramentas gratuitas como o TIBCO Business Studio e o projeto Eclipse Process Framework (EPF) são baseadas no Eclipse. Mas as soluções de IDE Java mais atraentes são todas produtos comerciais (destas e outras empresas) baseados no Eclipse.

Outro indicador é a popularidade de uso do Eclipse ainda alta entre desenvolvedores, provavelmente graças à gama de recursos de produtividade do editor, como suas notórias ferramentas de refatoração (em inglês, refactoring). Hoje em grande parte os recursos que deram fama ao Eclipse já estão presentes nos demais IDEs. No lançamento do NetBeans 6.0, por exemplo, seu novo editor teve nas ferramentas de refactoring, geração de código e code completion grande destaque.

Mas aos poucos, alguns integradores vão mudando de escolha. A JasperSoft, desenvolvedora dos projetos de software livre JasperReports — framework de geração de relatórios — e respectivo editor iReport havia criado um plug-in do iReport 1.2.6 para Eclipse. Agora, para a nova versão 2.0, está preparando uma extensão do iReport para NetBeans 6. E também aos poucos se vão os desenvolvedores.

Conclusão: No momento, considero que o Eclipse continua sendo a melhor plataforma open source para IDEs, mas o NetBeans é o melhor IDE software livre como produto final.

Vamos ver se 2008 trará facilidade para instalação de um pacote Eclipse IDE mais “pronto para usar”. Ou então mostrará que alternativas como o software livre NetBeans IDE ou o JDeveloper oferecido gratuitamente pela Oracle vão ganhar ainda mais força.

4 Replies to “Enquanto o Eclipse 2008 não vem”

  1. Excelente post. Apesar das iniciativas do eclipse, em criar diferentes versões para download, ainda nenhum desses pacotes unificadous ganhou muita popularidade. ficar instalado plugin por plugin gera conflitos e é trabalhoso. eu tenho 5 instalações de eclipse aqui usando configurações e conjuntos de plugins diferentes.

    Como o Adam disse, é o “eclipse plugin hell”.

  2. Cara muito obrigado pela matéria excelente
    digna de até revistas/Magazines.
    Material excelente e pretativo de cidania a comunidade do eclipse/JAVA.

    Parabéns com JAVA podemos muito, todas as soluções.

    User JAVA
    Campo Grande – MS

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