Cloud computing, ou computação em nuvem (computação nas nuvens, para os mais românticos) é o termo que vem sendo adotado para o seguinte conceito e tendência: uso de recursos computacionais e serviços baseados na Internet (chamada “a Nuvem”, “the Cloud”). Segundo Reuven Cohen, a explicação mais simples para cloud computing pode ser descrita como ‘software centrado na Internet’.

Isso engloba o uso maciço de software como serviço (software as a service – SaaS) através da Internet — o exemplo típico são as aplicações de escritório do Google Docs disponíveis e utilizadas através da Internet, utilizando-se um simples navegador/browser Internet no computador do usuário. Também inclui a tendência de desenvolvimento de aplicações que incorporam serviços e funcionalidades disponibilizadas através da Internet, chegando até o desenvolvimento de software e serviços usando uma plataforma computacional disponibilizada pela Internet, como mostra o artigo A short introduction to cloud platforms — An Enterprise-oriented view [pdf] de David Chappel, agosto 2008.

Atualmente, empresas como Google e IBM encabeçam a promoção e a pesquisa do uso de cloud computing, muitas vezes alardeado como o futuro da informática, como mostra a reportagem Google prepara, hoje, o futuro da informática [vídeo] da Rede Globo, apresentada no Jornal da Globo de 6 de maio de 2008.

Embora profetizado como grande tendência futura para os próximos anos, cloud computing enfrenta também o ceticismo e a crítica, como por exemplo se vê no ensaio do cronista de tecnologia americano John C. Dovorak (reprodução comentada por Antonio Passos), em sua coluna publicada na revista INFO Exame de junho de 2008. Já para o especialista visionário Nicolas Carr, autor do best-seller Does IT Matter (2004) e do livro recente “A grande virada: reconectando o mundo, de Edison a Google” (do inglês The Big Switch: the World from Edison to Google), cloud computing é uma forte previsão, mas a adoção nas grandes empresas não vai acontecer do dia para noite, ainda levará de uns cinco a dez anos para as grandes corporações migrarem em peso sua TI para cloud.

Cloud computing não deve ser confundido porém com grid computing, ou computação em grade/grelha. Este último consiste no modelo computacional do uso de um conjunto ou agrupamento de computadores em rede (mas com baixo acoplamento) para computação distribuída de aplicações e serviços, se comportando como uma espécie de super computador virtual, permitindo a realização de tarefas em larga escala.

A utilização de plataformas cloud computing — ou seja, a formação de um grid de computadores disponibilizados através da Internet — é uma forma possível de implementação de grid computing. O caso mais comum atual de grid computing, porém, ainda é a agregação de um conjunto de servidores dentro do ambiente de datacenter de uma corporação, aproveitando o investimento em servidores de pequeno e médio porte para produzir o processamento e a disponibilização de serviços de grande porte.

A definição de Dennis Byron, analista da Research 2.0, apresentada no blog Carreira e Certificações em TI no artigo Computação em nuvem: Microsoft, Google e tempestade à vista, apresenta uma relação objetiva entre os dois conceitos:

O cloud é, basicamente, uma combinação de grid computing, que tratava basicamente de potência de processamento bruta, e software como serviço. Na realidade, cloud é virtualização de rede.

Para saber mais sobre cloud computing:

Para saber mais sobre grid computing:

Para saber mais sobre computação distribuída: