Mercado de capitais na Bolsa a caminho de 1º mundo

Segundo matéria do jornal Folha de S. Paulo, o mercado de capitais no Brasil se tornou a principal fonte de financiamento de recursos de longo prazo das empresas, superando, pelo segundo ano consecutivo, os empréstimos governamentais do BNDES. Isso significa que “as empresas brasileiras estão aprendendo a ficar menos dependentes do Estado”, afirma o presidente da Bovespa (Bolsa de Valores São Paulo), Raymundo Magliano.

Em 2006, o valor total das captações no mercado somou R$ 109,54 bilhões, mais do que o dobro dos R$ 52,3 bilhões financiados pelo BNDES. Em 2005, o mercado captou R$ 61 bilhões, quase um terço mais que os R$ 47,1 bilhões que o BNDES emprestou naquele ano.

Os números mostram ainda que o valor das empresas negociadas em Bolsa atingiu em 2006 R$ 1,5 trilhão, equivalente a 74% do PIB, recorde histórico no país. Em 1998, o mercado representava 22% do PIB, e, em 2002, era 33%. Um crescimento impressionante, verdadeira revolução invisível na economia brasileira. Nos principais mercados mundiais, esta proporção fica entre 120% e 150% do PIB.

As vantagens de o empresário buscar o mercado de capitais são inúmeras para ele e para o país. Além de diminuir a dependência do Estado, isso promove a formalidade das empresas, critério indispensável para que tenham acesso à Bolsa. “As empresas começam a concluir que é melhor serem formais para terem acesso aos recursos do mercado de capitais”, afirma Magliano.

Para o investidor, o mercado de ações cada vez mais se apresenta como uma fonte real de crescimento do seu dinheiro, muito mais que em fundos conservadores de renda fixa ou CDI, que basicamente significam emprestar dinheiro ao governo e aos bancos. Investir em ações ou fundo de ações, porém, é sempre sujeito a forte oscilação e merece cuidado e orientação, sendo recomendado para investimentos de longo prazo (um ano ou mais).

Fonte: Folha de S. Paulo – Dinheiro, Empresas na Bolsa já são 74% do PIB, por Guilherme Barros, colunista da Folha, 18 de fevereiro de 2007.

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