Oracle


Ontem falei da atualização de mercado do relatório de Quadrante Mágico do Gartner para ECM/WCM.

Hoje atualizo os quadrantes mágicos para as plataformas de inteligência de negócios (business intelligence - BI), desde meu artigo com a visão geral das ferramentas e do mercado de BI em 2008.

Magic Quadrant for Business Intelligence Platforms, 2009, por James Richardson, Kurt Schlegel, Rita L. Sallam e Bill Hostmann, 2009-01-16, Gartner. Reproduzido por MicroStrategy (PDF, requer registro gratuito); Oracle (Press: Oracle Placed in Leaders Quadrant in Latest Business Intelligence Platforms Magic Quadrant, 2009-01-22; Industry Analyst Reports sobre Oracle BI).

bi gartner magicq 2009 - Gartner Quadrante Mágico BI 2009

Fonte: Gartner, janeiro 2009.

Líderes:
IBM (Cognos), Oracle, SAS, Microsoft, SAP (Business Objects), Information Builders, Microstrategy.

Magic Quadrant for Corporate Performance Management Suites, 2009, por Neil Chandler, Nigel Rayner, John E. Van Decker e James Holincheck, 2009-04-30, Gartner. Reproduzido por Oracle (Press: Leading Analyst Firm Positions Oracle’s Hyperion in Leaders Quadrant for Corporate Performance Management Suites, 2009-01-07; Industry Analyst Reports sobre Oracle EPM).

bi gartner magicq cpm 2009 - Gartner BI Quadrante Mágico CPM Suites 2009

Fonte: Gartner, abril 2009.

Líderes: Oracle (Hyperion), SAP (Business Objects), IBM (Cognos).

Passados alguns meses da aquisição da BEA Systems pela Oracle, começam a ser definidas as primeiras estratégias concretas para o futuro das linhas de produtos e tecnologias servidoras baseadas em Java EE, as famílias BEA WebLogic e AquaLogic e a pilha Oracle Fusion Middleware.

O anúncio da aquisição ocorreu em 16 de janeiro deste ano, mas o processo de aquisição só foi efetivamente completado em 29 de abril, quando ocorreu a aprovação pela Comissão Européia.

No post Blogging the Oracle Fusion Middleware Strategy Webcast, em 1º de julho no OTN TechBlog, Justin Kestelyn apresentou um resumo da apresentação do Presidente da Oracle Charles Phillips no Webcast sobre Oracle e BEA.

Para começar, todos os produtos BEA vão continuar sendo suportados sob os mesmos prazos divulgados pela BEA anteriormente à aquisição, e não haverá uma política de migração forçada. Esta abordagem é similar à dos ERPs Apps Unlimited one, que segundo Charles resultou em uma taxa de renovação/permanência de 96% daqueles produtos. O suporte existente para Fusion Middleware será estendido por mais um ano.

Alguns produtos são “Estratégicos” e serão imediatamente incorporados à pilha Fusion Middleware, como o conteiner JEE líder de mercado BEA WebLogic Server (OC4J vai continuar também, por enquanto). Alguns são “Continuar e Convergir”, que terão algum redesenho com gradual integração à pilha; deve ser o caso de TopLink/JPA, Coherence, SCA e outras tecnologias. E outros são produtos identificados pela própria BEA anteriormente à aquisição como “Manutenção” e terão suporte mantido por pelo menos quatro anos.

Mais alguns pontos resumidos por Justin Kestelyn (tradução livre):

O direcionamento técnico é para continuar modularizando o Servidor de Aplicação de acordo com o modelo OSGi (ver OSGi Alliance Specifications).

Ferramentas: JDeveloper vai continuar sendo o IDE estratégico da Oracle, mas o BEA Workshop baseado em Eclipse vai continuar disponível, e agora gratuito como o JDeveloper; eventualmente Workshop deve ser tornar parte do Oracle Eclipse Pack.

SOA: todos os componentes vão continuar hot-pluggable; a plataforma combinada oferece ferramentas, middleware, governança e componentes integrados. Oracle ESB e AquaLogic ESB convergirão para o novo Oracle Service Bus.

Governança SOA: AquaLogic Enterprise Rep se tornará o repositório de governança SOA da Oracle; Oracle Service Registry vai continuar como UDDI registry.

BPM: Oracle deve combinar o BPM em um único runtime baseado no modelo de metadados BPEL/BPMN.

Gerenciamento: Enterprise Management Packs serão estendido aos produtos BEA; BEA Guardian será integrado ao Oracle Enterprise Manager.

Finalmente, a Oracle expandiu a globalização do Oracle Technology Network (OTN), seu portal para usuários, profissionais e desenvolvedores nas tecnologias Oracle, para comunidades e idiomas além da língua inglesa.

Dia 19 foi lançada a OTN América Latina, com conteúdo em Português e em Espanhol.

É claro que a maior parte do conteúdo ainda está concentrada no portal matriz em inglês, otn.oracle.com. Também são em inglês os principais blogs de funcionários e parceiros Oracle — até o java2go.blogspot.com, do brasileiros Eduardo Rodrigues e Fábio Souza, consultores técnicos da Oracle Brasil.

Mas é uma grande iniciativa a criação de conteúdo técnico Oracle em português.

Ontem, 11 de julho, em um evento ao vivo na cidade de Nova York, a Oracle revelou o Oracle Database 11g — sua nova geração de sistema de gestão de informações corporativas que, segundo a empresa, ajudará os clientes a inovar mais rapidamente através de uma melhor visão de negócios.

Assim é descrito o anúncio de lançamento (em inglês) da nova versão 11g do sistema gerenciador de bancos de dados relacional (SGBDR/RDBMS) que se mantém número 1 do mercado mundial (47,1% do mercado; Gartner, 2006), desde quando há trinta anos o visionário Larry Ellison apostou no potencial da então recém criada linguagem SQL.

A nomenclatura da versão segue a linha da anterior, onde o “G” de 11g — assim como 10g — vem de grid computing, termo que faz referência à era da computação distribuída em alta escala, baseada em cluster (ou grade — grid) de computadores inter-conectados. A linhagem “G” da Oracle sucedeu a “I” das versões 8i e 9i, que aludia à era da internet.

O release de imprensa do Oracle Database 11g (em inglês) destaca as seguintes caracterísiticas da nova versão:

  • Real Application Testing Helps Reduce Time, Risk and Cost of Change
  • Increase Return On Investment for Disaster Recovery Solutions
  • Enhanced Information Lifecycle Management and Storage Management
  • Total Recall of Data Changes
  • Maximum Availability of Information
  • Oracle Fast Files
  • Faster XML
  • Transparent Encryption
  • Embedded OLAP Cubes
  • Connection Pooling and Query Result Caches
  • Enhanced Application Development
  • Enhanced Self-Management and Automation

Os outros produtos da Oracle Corporation devem acompanhar brevemente a nova geração 11g na numeração de suas versões. A ferramenta de desenvolvimento Java, Oracle JDeveloper, já tem disponível a versão 11g em Technology Preview (beta).

Para saber mais:

Na Oracle Technology Network (OTN) você pode acessar (requer registro gratuito) toda a documentação dos produtos Oracle, assim como baixar qualquer produto, seja gratuito ou como avaliação/teste para o desenvolvedor de um produto comercial. OTN inclui ainda uma infinidade de artigos, tutoriais, exemplos e fóruns.

Em matéria de documentação de produto, a Oracle não economiza. Vejamos o caso do servidor de banco de dados Oracle 10g. A documentação mais recente Oracle Database Online Documentation 10g Release 2 (10.2) é composta de nada menos que 344 livros!

Na aba Books está a lista completa de todos os livros que compõem a documentação. Todos podem ser visualizados em formato HTML (melhor para visualização on-line) ou PDF (melhor para visualização off-line, consulta e impressão). Para dar um pequeno exemplo apenas sobre a linguagem SQL no Oracle, temos os livros:

  • SQL Developer Installation Guide: guia de instalação do Oracle SQL Developer, ferramenta gráfica multi-plataforma (Java) gratuita da Oracle para manipulação de SQL;
  • SQL Developer User’s Guide: guia do usuário da ferramenta Oracle SQL Developer;
  • SQL Quick Reference: referência rápida dos comandos, funções, expressões, condições, cláusulas, tipos e outras construções do Oracle SQL (142 páginas);
  • SQL Reference: referência completa do Oracle SQL (1428 páginas!).

Se você decidisse ler uma página por dia só do livro de referência completa SQL, demoraria quatro anos para concluir. :-)

É certo que mesmo o mais experiente desenvolvedor ou DBA Oracle encontrará algumas coisas que nem imaginava existir. Com tanta informação, o mais prático deve ser consultar ou pesquisar o que se precisa sob demanda.

Passeando pela documentação, lembrei de uma dica:

Obter o valor máximo e o mínimo dentre as linhas de resultado de uma consulta SQL é um trabalho para as funções de grupo do SQL: MAX(expressão) e MIN(expressão). Usadas nos itens de retorno ou em condições de grupo HAVING, este tipo de função pode ser relativa a todas as linhas retornadas, ou a agrupamentos de linhas caso exista a condição GROUP BY.

Se você, contudo, precisa saber o máximo ou mínimo entre colunas ou expressões (numéricas, datas/tempo) em cada uma das linhas, aí deve utilizar as funções GREATEST(expr1, expr2…) ou LEAST(expr1, expr2…) respectivamente.

Para saber mais:

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