Boletim de Segurança da Kaspersky para 2009

A equipe de analistas de segurança da empresa russa Kaspersky, fornecedora de um dos mais eficientes e conceituados antivírus do mercado e outros produtos para segurança de computadores e redes, divulgou em 17 de fevereiro deste ano o boletim anual de segurança relativo a 2009.

O Kaspersky Security Bulletin 2009 é dividido em três partes:

  1. Malware Evolution 2009, por Eugene Aseev, Alexander Gostev e Denis Maslennikov. Analisa tendências dos últimos anos, análise de 2009 (aumento da sofisticação, epidemias, fraudes, malware para plataformas e dispositivos não usuais), previsões.
  2. Statistics, 2009, por Eugene Aseev e Alexander Gostev. As estatísticas abordam programas maliciosos na Internet (ataques via Web), e os Top 20 em 2009 para códigos maliciosos na Internet, países hospedando malware e países atacados.
  3. Spam Evolution 2009, por Elena Bondarenko, Darya Gudkova e Maria Namestnikova. Aborda uma visão geral do ano, spam no tráfego de correio, fontes de spam, categorias, fraudes (phishing, scam), tipos e tamanhos, métodos e truques dos spammers, spam nos sites de redes sociais, malware em email, e conclusões.

Os dados e informações, como sempre infelizmente, assustam.

Novos malwares por ano

Além do boom de novos malwares observados em 2008 — devido a fatores como rápida evolução da criação de virus na China, evolução das tecnologias de infecção de arquivos, e solidificação de vetores de ataque –, 2009 manteve taxa de surgimento de malware próxima a 2008 e ainda os programas maliciosos se tornaram significativamente mais complexos e sofisticados.

Com a evolução e popularização dos smartphones, observa-se um razoável movimento de surgimento de malware para dispositivos móveis. Embora o número absoluto de novos malwares em 2009 não pareça grande, 257, representa um aumento próximo a 80% em relação a 2008.

China aparece como hospedeiro de mais da metada de todo malware mundial (52,7%), seguida por Estados Unidos (19,02%). Em terceiro e quarto no ranking vem Países Baixos (5,86%) e Alemanha (5,07%). Brasil aparece em décimo-terceiro da lista, responsável por apenas 0,44%.

A China também é o maior alvo de ataques, 46,75% deles. EUA também são segundo como alvo, mas em apenas 6,64% do total. Rússia em terceiro (5,83%), Índia quarto (4,54%), seguidos por Alemanha (2,53%), Reino Unido (2,25%), Arábia Saudita (1,81%) e, em oitavo, Brasil (1,78%).

Softwares populares têm suas vulnerabilidades mais exploradas. Não por acaso, Microsoft (Office, serviços XML), Apple (QuickTime + iTunes), Adobe (Flash Player) e Sun (Java) fecham o ranking das 20 vulnerabilidades mais críticas que responderam por 90% dos arquivos/aplicações vulneráveis no ano.

Ranking de vulnerabilidades

Considerando a base instalada de programas, os aplicativos mais perigosos de 2009 foram, nessa ordem:

  1. Apple QuickTime
  2. Microsoft Office
  3. Adobe Flash Player

Percentual de spam no tráfego de email

Quantos aos insuportáveis spams, é muito triste constatar que mais de 80% de todo o tráfego de correio eletrônico no mundo é de lixo.

Países origem de spam

Tipos de spam

Estados Unidos (16%), Rússia (8,5%) e Brasil (7,6%) são as maiores origens de spam, proliferando a divulgação de medicamentos (“viagra” e afins), diplomas e outros lixos.

Fraudes em spam

No segundo semestre de 2009, quase 10% do spam envolveu mensagens fraudulentas, em phishing e scam. Eu apostaria que especificamente no Brasil, esse percentual deve ser bem maior, pela quantidade enorme de fraudes que vejo circular por aqui.

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