abril 2010


Dia 13 de abril a Adobe disponiblizou a atualização do Adobe Reader versão 9.3.2.

A atualização corrige uma vulnerabilidade de segurança considerada crítica no popular visualizador de documentos PDF da Adobe.

Para saber mais:

Fonte: TI Inside Online, Da Redação, 2010-04-19.

A maioria dos departamentos de TI ainda está começando a desenvolver estratégias para lidar com o enorme volume de dados trafegados. Estudo encomendado à Unisphere Research pela Informatica Corporation revela que 35% dos entrevistados ainda não sabem como gerenciar os volumes crescentes de dados corporativos. A empresa entrevistou mais de 225 membros do Grupo de Usuários de Aplicações Oracle (OAUG, na sigla em inglês).

De acordo com o levantamento, a maior parte das companhias busca resolver questões de desempenho com soluções de eficácia limitada, como ajustes no conjunto de aplicações, o que gera retornos menores, ou atualização ou expansão do parque de hardware, agregando complexidade e custos.

O levantamento constatou que 87% dos entrevistados responsabilizam o crescimento dos dados por seus problemas de desempenho. Além disso, verificou que os custos com manutenção são desproporcionais à utilidade da aplicação, sendo que 42% dos entrevistados disseram precisar de um a cinco funcionários em tempo integral para manter uma aplicação antiga. Um em cada sete entrevistados ressaltou que há necessidade de um efetivo ainda maior para manter aplicações antigas, enquanto que 14% disseram que alocam um décimo do orçamento anual de TI para manter essas aplicações.

O estudo revelou ainda que mais empresas precisam garantir que os dados não contenham identificadores que exponham informações confidenciais sobre clientes e parceiros. Setenta e cinco porcento das empresas questionadas disseram que fazem até cinco cópias dos dados em produção para fins de não-produção e 78%, que usam dados reais em produção em ambientes de não-produção.

Segundo a pesquisa, o problema do aumento dos dados é agravado por regras e políticas que exigem que tais informações permaneçam acessíveis por longos períodos. Pelo levantamento, 60% mantêm os dados por sete anos ou mais, 16% mantêm inalterados e 66% dizem que os dados arquivados precisam ter disponibilidade imediata de acordo com a necessidade.

O estudo conclui que o arquivamento de bancos de dados continuará a ser um desafio interno e exigirá ferramentas e abordagens apropriadas para lidar com o crescente volume de informações.

A Informatica, que encomendou o estudo, é o maior fornecedor independente de software para integração de dados e gerenciamento de ciclo de vida de informações (ILM).

Para saber mais:

Referências que conheci recentemente sobre segurança da informação e de computadores e redes. Não necessariamente são novas, mas ainda não adicionei ao meu portal de referências Hyperlink. Confira aqui desde já.

Livros

Livros sobre segurança de computadores do pesquisador Matt Bishop.

Publicações especiais sobre segurança em tecnologia, do Instituto de Padrões e Tecnologia (NIST), Administração de Tecnologia do Departamento de Comércio dos EUA. A primeira e mais famosa publicação é o Handbook de introdução a segurança de computadores, mas existem dezenas de outras disponíveis.

Recursos

Java

Para saber mais:

O LinkedIn — maior portal de relacionamento profissional da atualidade — anunciou que agora está disponível em português.

Com mais de 1 milhão de usuários em países onde o português é falado e mais de 65 milhões de usuários ao redor do mundo, o LinkedIn é o destino online onde profissionais se conectam, trocam informações e buscam por novas oportunidades de carreira. 

Você pode agora acessar todas essas oportunidades e usar o LinkedIn em português.

Para quem não conhece, o LinkedIn pode ser entendido como um “Orkut para trabalho”. Ao invés de montar seu perfil com suas características e gostos pessoais, você lista suas habilidades, experiência profissional e formação acadêmica, como em um currículo. Ao invés de depoimentos, você pode fazer e receber recomendações sobre uma atuação profissional ou acadêmica constante no currículo.

Ao invés de montar uma rede de amigos, você monta uma rede de contatos profissionais. E cada conexão pode estar vinculada a um item específico de seu currículo, indicando por exemplo quando se tratar de um colega de trabalho, chefe, parceiro de negócios ou cliente em determinado cargo ou empresa, ou se é/foi um colega, professor ou aluno em determinado curso ou instituição de ensino.

Empresas podem prospectar candidatos a vagas pesquisando determinados requisitos profissionais, da mesma forma que pessoas podem buscar contatos, grupos de interesse ou oportunidades de trabalho em empresas correlacionados com seus objetivos profissionais.

Finalmente, após anos de existência do serviço, a disponibilização da interface em português pode contribuir para a expansão e popularização desse portal de rede social profissional no Brasil.

Para saber mais:

O programa MPS.BR – Melhoria de Processo do Software Brasileiro, está em franca atualização e ampliação.

Com a atualização de seus guias ocorrida de agosto a outubro de 2009, agora há três novas partes nos Guias de Implementação. Além das Partes 1 a 7 que correspondem à implementação dos níveis de maturidade G a A, respectivamente, há três novas partes com orientações específicas para a implementação do Modelo de Referência MR-MPS: A Parte 8 é para organizações que adquirem software, a Parte 9 para Fábricas de Software, e a Parte 10 para Fábricas de Teste.

A aquisição de software é abordada pelo MPS.BR no Guia de Aquisição, atualizado em agosto de 2009, que descreve um processo de aquisição de software e serviços correlatos, baseado na Norma Internacional ISO/IEC 12207:2008.

Para saber mais:

Há pouco tempo ouvi de um programador web que ele estava em um dilema quando foi demandado a construir uma aplicação com facilidades de usabilidade e, ao mesmo tempo, acessível a deficientes visuais.

Para o objetivo da boa usabilidade, o programador introduziu recursos baseados em Ajax de forma a tornar a interface mais dinâmica e interativa. Bibliotecas Javascript como Scriptaculous, Prototype e jQuery, e componentes de frameworks em Java, ASP.NET e PHP oferecem amplo uso de Ajax.

A técnica de Ajax é uma das principais engrenagens para RIA (Rich Internet Applications), as Aplicações Internet Ricas. Consiste basicamente em programar eventos Javascript na página web que disparam requisições HTTP assíncronas, que por sua vez retornam dados (em formato XML, JSON etc.) para atualizar dinamicamente a página (via seu modelo de objetos — o DOM). Isso oferece ao usuário respostas imediatas e sensíveis ao contexto da sua interação. Em suma, mais interatividade.

Mas ao utilizar Javascript modificando dinamicamente a interface e o conteúdo das páginas web, parte da aplicação ficou inacessível a pessoas com deficiência, principalmente aqueles que necessitam de um leitor de tela e os que não conseguem utilizar mouse.

O dilema então é: Usabilidade × acessibilidade podem conviver harmonicamente?

Um padrão emergente do W3C, Consórcio de Padronização da Web, visa trazer um solução para isto. É o Accessible Rich Internet Applications (WAI-ARIA), RIA Acessível. Atualmente o padrão está em versão preliminar (public working draft) WAI-ARIA 1.0 de 15 de dezembro de 2009.

O navegador Mozilla Firefox 3 provê suporte quase total a WAI-ARIA — as versões 1.5 e 2 já ofereciam algum suporte. Outros navegadores que oferecem suporte parcial ou planejam incluir suporte a WAI-ARIA incluem Internet Explorer 8, Opera e Apple Safari (Web Kit).

Para saber mais:

Menos de duas semanas após lançado o Firefox 6.3.2, a Fundação Mozilla liberou em 1º de abril (e não é brincadeira) a atualização 3.6.3 que corrige nova falha crítica de segurança descoberta durante o concurso Pwn2Own 2010 para ataques a browsers e telefones celulares.

Depois dessa, mantenha seu Firefox atualizado e Feliz Páscoa!

Bem vindo ao meu novo blog.

Se você já visitou meu blog antes, deve estar pensando que isso é pegadinha do 1º de abril, né? Continua a mesma cara, o conteúdo desde 2006 está todo ai… novo nada!

Bem, a verdade é que migrei o mecanismo do blog, mas tentei realmente preservar tudo como antes: importei todos os artigos e comentários e — pelo menos por enquanto — mantive a aparência com o mesmo tema.

Mas internamente mudou um bocado. Antes este blog era o serviço de “blog incluso” do provedor de hospedagem Locaweb. Era um blog baseado no WordPress, mas em um ambiente compartilhado e com limitações, restrito às opções e configurações disponibilizadas e customizadas pela Locaweb.

Agora migrei para um WordPress dedicado, instalado em meu próprio domínio e sobre o qual tenho total controle (e responsabilidade!).

O processo de migração foi um bocado mais complicado do que o que lista o tutorial Como migrar o meu Blog Incluso para uma Instalação Própria do WordPress da Locaweb, por isso vou detalhar aqui os procedimentos que tive que seguir.

O blog incluso antigo era baseado no motor WordPress versão 2.0.10, utilizando uma versão antiga do plugin Photopress para a inserção de imagens/fotos nos artigos. Já no novo instalei a versão atual 2.9.2, acrescido da versão mais recente do Photopress.

Comece exportando todo o conteúdo do blog incluso antigo como XML. Para isso, é necessário ativar o plugin (acessório) WP Export e utilizar a nova opção que aparece no menu Gerenciar.

O conteúdo do arquivo XML exportado pela versão antiga do WordPress, embora utilizando o mesmo formato geral da versão atual, tem uma série de diferenças de conteúdo que precisam ser ajustadas para que a importação ocorra perfeitamente.

Ao salvar o arquivo XML exportado pelo blog incluso Locaweb, edite o arquivo em um editor de texto (recomendo o Notepad++) e faça as seguintes alterações:

  • Localize todos os itens referentes a páginas, e em cada um altere as seguintes duas tags, de:

    [sourcecode language=”xml”]
    <wp:status>static</wp:status>
    <wp:post_type>page</wp:post_type>
    [/sourcecode]

    para:

    [sourcecode language=”xml”]
    <wp:status>publish</wp:status>
    <wp:post_type>page</wp:post_type>
    [/sourcecode]

  • Inclua o delimitador XLM CDATA na tag de conteúdo dos comentários, fazendo as seguintes substituições de texto nas tags de abertura e fechamento wp:comment_content, de:

    [sourcecode language=”xml”]
    <wp:comment_content>
    [/sourcecode]

    para:

    [sourcecode language=”xml”]
    <wp:comment_content><![CDATA[
    [/sourcecode]

    e de:

    [sourcecode language=”xml”]
    </wp:comment_content>
    [/sourcecode]

    para:

    [sourcecode language=”xml”]
    ]]></wp:comment_content>
    [/sourcecode]

  • E a mais trabalhosa — logo depois de aberta cada tag wp:comment que inicia um comentário acrescente uma linha com a tag wp:comment_id assim:

    [sourcecode language=”xml” highlight=”2″]
    <wp:comment>
    <wp:comment_id>1</wp:comment_id>
    [/sourcecode]

    Só que o número do ID do comentário tem que ser diferente para cada comentário de uma postagem: 1, 2, 3 etc. Esta é a forma com a qual o Import do novo WordPress distinguirá cada comentário. Caso contrário, será importado apenas um comentário por artigo.

Como a sintaxe tas tags do plugin Photopress mudaram e a versão customizada da Locaweb utilizava alguns parâmetros em português, alterações adicionais devem ser feitas no XML, dentro do conteúdo dos artigos com imagens incluídas com este recurso.

Como exemplo geral, as tags de imagem devem ser alteradas de:

[img:imagem.png,resized,centralizado]

Para:

[photopress:imagem.png,full,centered]

As substituições de texto que devem ser feitas no XML para o Photopress atual são:

De Para
[img: [photopress:
,resized ,full
,centralizado ,centered
,alinhar_esq ,alignleft
,alinhar_dir ,alignright

O mais importante é notar que agora o plugin não trata separadamente um tamanho “resized” (redimensionado). A imagem full passou a ter o seguinte comportamento dual: quando a imagem original excede a largura máxima definida, o Photopress automaticamente exibe a imagem redimensionada.

Para isso, além de alterar no XML os resized para full conforme tabela acima, é necessário realizar os seguintes procedimentos:

  1. No blog antigo, vá em Galeria de Fotos – Manutenção – Baixar todas as Imagens. Será gerado um zip com todas as imagens do Photopress para download, incluindo os formatos originais e as miniaturas (thumbnails).
  2. No novo blog, instale o plugin Photopress. Na interface de administração do WordPress, em Configurações – Photopress altere: Keep original images: Yes.
  3. Em sua área de arquivos do site, crie a pasta /photos dentro do wp_content/ no local de instalação do WordPress. Nesta pasta, descompacte as imagens baixadas do blog antigo.
  4. Renomeie todos os arquivos .thumb_imagem.jpg para thumb_imagem.jpg, sem o “ponto” inicial. Crie cópia de todas as imagens originais, de imagem.jpg para orig_imagem.jpg. Ou seja, para cada arquivo de imagem, você deve ter ele com o nome original (será o formato full/redimensionado), cópia dele com o prefixo orig_ (imagem original) e a miniatura com o prefixo thumb_.
  5. Depois de preparados os arquivos de imagem, volte à interface administrativa e, em Ferramentas – Photopress, escolha a opção Maintain e, nesta, acione as opções Import Photos e, em seguida, Mass Resize.

Por fim, com todas as alterações no XML e as imagens preparadas, vá em Ferramentas – Importar – WordPress e importe o seu XML. Um passo intermediário da importação deve confirmar o mapeamento dos usuários/autores das postagens no novo blog.

Pronto. Com estes passos, consegui importar todos os artigos, páginas, comentários as imagens no meu blog.

Só os seguintes itens não foram preservados:

  • Os links para outros sites.
  • As categorias nas quais as imagens estavam organizadas no Photopress (Galeria de Fotos).

Recomendo também ativar no blog incluso antigo o plugin (acessório) WP Backup Utility e, na nova opção Gerenciar – Backup, exportar todos os dados também como um SQL (recomendo a opcão de também compactar como ZIP).

Para quem for muito animado (escovador de bits?) e audacioso (corajoso), as configurações de links do blog e categorias do Photopress, por exemplo, podem ser importadas diretamente nas respectivas tabelas SQL da base de dados do novo blog. Mas cuidado, ou você pode corromper a base de dados do blog. Eu preferi não arriscar, refiz estes poucos itens na interface administrativa, mesmo.

É isso tudo! Agora, de motor de blog novinho em folha, estou pesquisando quais personalizações, mudanças e melhorias devo fazer a partir de agora.

Para começar, já instalei os plugins Snap Shots e SyntaxHighlighter Evolved. O primeiro exibe uma miniatura de previsualização quando se pousa o mouse sobre um link nos textos postado. O segundo formata código-fonte nos textos postados. Ambos os recursos já podem ser vistos neste artigo.

Quem utiliza o WordPress como motor de seus blogs, me recomenda algum outro plugin bacana?