junho 2008


Ganymede is here! Saiu hoje, conforme previsto, a versão final do Eclipse 3.4 Ganymede, o lançamento anual simultâneo da Fundação Eclipse de diversos projetos componentes do Eclipse IDE.

Desta vez foram 23 projetos, dois a mais que o lançamento simultâneo Eclipse 3.3 Europa em 2007.

Saíram AspectJ Development Tools (AJDT) e Dash (Eclipse Monkey), anteriormente presentes no Eclipse 3.3 Europa. Ficou de fora também o novo Device Software Development Platform – Native Application Builder (DSDP.NAB), inicialmente previsto para integrar o Ganymede, mas sua versão estável 0.9.9 pode ser baixada e instalada à parte.

Em compensação, o Ganymede trouxe quatro novos projetos no lançamento simultâneo: Eclipse Packing Project (EPP) 1.0, Model to Model (M2M) 2.0, Rich Ajax Platform (RAP) 1.1 e Subversive 0.7.1.

O download dos pacotes disponíveis pode ser feito em Eclipse Downloads. Compare e veja Todos os Pacotes Ganymede disponíveis para baixar.

Para saber mais:

Em meu site Márcio’s Hyperlink, onde mantenho referências comentadas sobre tecnologia da informação em diversas categorias, já existia há algum tempo uma seção de temas relacionados a gestão de TI. O tópico nasceu modestamente associado à categoria Programação. Em agosto de 2007, ele havia crescido a ponto de merecer uma divisão em quatro sub-tópicos.

Agora, com a seção ainda em pleno crescimento, creio ser mais adequado transformá-la em uma categoria principal, e não mais ficar escondida sob o categoria Programação, o que nem era uma associação muito adequada. “Gestão” agora figura no primeiro nível do menu no Márcio’s Hyperlink.

Veja a seguir descrição dos temas que você encontra na categoria Gestão em TI:

  • Gerenciamento de Projetos, Programas e Portfólio
    International Project Management Association (IPMA), IPMA Competence Baseline (ICB), Project Management Institute (PMI), Guia do Conjunto de Conhecimentos em Gerenciamento de Projetos (PMBOK), Outras Associações Profissionais, BS ISO 10006, Ferramentas para GP.
  • Gerenciamento de Processos – Maturidade & Qualidade
    MMGP – Modelo de Maturidade Prado, MPS.Br – Melhoria de Processo de Software Brasileira, Capability Maturity Model (CMM/CMMI), PDCA (Plan, Do, Check, Act), Seis Sigma (Six Sigma), ISO 9000 – Sistemas de Gerenciamento da Qualidade, Hoshin Kanri, Gestão de Mudanças (Change Management).
  • Governança
    Governança Corporativa, Governança e Gerenciamento de Serviços de TI, ISO 20000 – Gerenciamento de Serviços de TI, Information Technology Infrastructure Library (ITIL), Control Objectives for Information and related Technology (COBIT), Gestão de Riscos, Compliance, Auditoria.
  • Gestão Estratégica & Corporativa
    Balanced Scorecard (BSC), Prisma de Desempenho (Performance Prism), Gerenciamento pelas Diretrizes (GPD).

As categorias do Márcio’s Hyperlink refletem as áreas de tecnologia da informação em que eu atuo ou já atuei: Multimídia, Internet, Gestão, Segurança, Programação, Banco de Dados, Unix.

Os três principais IDEs Java gratuitos que acompanho são assunto recorrente aqui no blog: Eclipse, NetBeans, JDeveloper.

Em 2 de junho foi disponibilizado o Release Candidate 2 do Ganymede, lançamento simultâneo de projetos — 24 ao todo — para o Eclipse 3.4. O lançamento da versão oficial está programado para o dia 25 próximo.

Como falei em meu artigo Pré-estréias: Eclipse Ganymede e Firefox 3, o lançamento Ganymede 3.4 inclui a Rich Ajax Platform (RAP) e o suporte ao controle de versão Subversion (SVN) com o Subversive. Há também o o Device Software Development Platform (DSDP) Native Application Builder (NAB), framework similar a SWT and JFace, porém escrito e projetado para construção de GUI em C++.

O projeto de empacotamento Eclipse Packing Project (EPP), agora também integrado no Ganymede, criou uma nova página de download de pacotes para o Ganymede. Pacotes do Eclipse 3.4 RC2 (e da futura versão final) podem ser baixados nessa página.

Sobre o NetBeans, em 30 de maio foram lançadas as principais versões traduzidas do NetBeans IDE 6.1, que incluem Português do Brasil, Chinês e Japonês, além do idioma original Inglês. Basta selecionar o idioma desejado na página de download e selecionar o pacote NetBeans IDE para o perfil desejado.

E por fim, o Oracle JDeveloper. Embora ele seja mais popular em ambientes que utilizam o servidor de aplicação e outras tecnologias Oracle relacionadas, JDeveloper é uma opção de IDE gratuito (embora não software livre) bastante poderoso e abrangente para uso geral em tecnologia Java.

A nova versão 11g do ambiente está em fase final de beta/estabilização. Oracle JDeveloper 11g Technology Preview 4 – (Build 4949) foi liberado em 2 de maio e está disponível para baixar no portal OTN (requer registro gratuito), com ou sem JDK incluso.

A Oracle ainda disponibiliza a seção Java Developer Center no portal OTN, recheada de artigos, tutoriais, códigos e dicas sobre tecnologia Java em geral e sobre recursos dos produtos e ferramentas Oracle para Java, como o JDeveloper, OC4J e Oracle ADF.

A Oracle também participa da Fundação Eclipse e apóia e lidera diversos projetos Eclipse, principalmente em recursos voltados para a plataforma Java EE. Veja o release Oracle Extends Oracle Fusion Middleware Developer Tools with Oracle Enterprise Pack for Eclipse para mais informações.

Por falar em quadrantes mágicos, hoje o Marco Aurélio Mendes publicou o artigo “O avanço do JBOSS AS no mercado de Servidores de Aplicação“, que destaca a presença do JBoss no quadrante de líderes em abril 2008 (2Q08) do Gartner para Enterprise Application Servers.

O relatório completo do Gartner, “Magic Quadrant for Enterprise Application Servers, 2Q08”, 24 de abril de 2008, está disponível em reprints oferecidos por Oracle e Microsoft.

O tema é uma atualização do meu artigo Líderes em infra-estrutura de aplicações, de 10 de agosto de 2007.

No fundo, a situação dos líderes IBM (WebSphere), Oracle (Fusion Middleware), BEA (WebLogic), Microsoft (.NET MSAP) e Red Hat (JBoss) — e até dos demais participantes — se mantém bastante estável de 2006 para cá.

Fonte: Magic Quadrant for Enterprise Application Servers, 2Q08, Gartner, 2008-04-24. Reproduzido por SalesForce (PDF).

Fonte: Magic Quadrant for Enterprise Application Servers, 2Q06, Gartner, 2006.

Vale a pena um pequeno resumo do relatório do Gartner de 2008. Primeiro, a definição. O Gartner define que é um fornecedor de Enterprise Application Server (EAS) aquele que oferece um sistema de software com, no mínimo:

  • Implementação de um container de execução de módulos de software (SM) de aplicação (incluindo um modelo de programação — API — para uso pelos SM, gerenciamento da alocação/liberação de recursos — memória, threads) do S.O., pool de recursos compartilhados pelos SM como conexões de banco de dados e serviços de rede);
  • Suporte a computação distribuída, com balanceamento de carga e failover clustering entre instâncias do container;
  • API ou outros meios para: autenticação e autorização, monitoramento de estado e gerenciamento das instâncias do container, acesso ao sistema de arquivos e a SGBD relacionais pelos SM, formas de interação entre SM (na mesma instância de container ou em instâncias distintas), demarcar transações ACID (atomicidade, consistência, isolamento e durabilidade) em um SM.

Além disso, essas características devem ser fornecidas e suportadas diretamente pelo fornecedor (e não com complementos de parceiros/terceiros) e um lançamento do produto de EAS do fornecedor deve ter ocorrido nos últimos 12 meses, ou estar publicamente previsto para até 3 meses da data de publicação do relatório.

O relatório de 2008 inclui a Salesforce.com, cuja plataforma de aplicação-como-serviço (APaaS) é implementada usando SaaS-enabled EAS interno; e SpringSource, que em janeiro adquiriu a Covalent Technologies para iniciar a oferta de uma combinação de Spring Framework com Tomcat. Ambos figuram no quadrante de visionários.

Em 2008 saíram vários fornecedores, que deixaram o mercado ou o foco de EAS: Adobe (aposentou o JRun), Mobicents (adquirida pela Red Hat), Recursion Software (passou a focar em computação móvel), Aumega Networks (faltaram informações), Zend (foco principal em tecnologias voltadas ao usuário), Borland (deixou o mercado de EAS, focada agora em gerenciamento do ciclo de vida de aplicações) e Cordys (novo foco em plataformas de aplicações compostas).

Duas organizações de software livre participam do relatório: Apache Software Foundation, com o servidor Geronimo, e OW2 Consortium (antiga ObjectWeb), com JOnAS. Embora não sejam tecnicamente fornecedores/fabricantes de produtos, são provedores de tecnologia e centralizam o desenvolvimento e distribuição de produtos de software livre com participação significativa no mercado de EAS.

Já Red Hat (JBoss) e SpringSource (Spring Framework + Tomcat) são fornecedores que oferecem seus produtos de código aberto de forma dual, com distribuição e suporte comercial, e como software livre (veja jboss.com e jboss.org).

Apesar do anúncio de aquisição da BEA pela Oracle em janeiro, a compra só foi completada em 29 de abril (após o lançamento do relatório do Gartner) e ainda não ocorreu efetiva fusão das respectivas linhas de produtos em servidores de aplicação. Assim, ambas constam como fornecedores distintos, BEA com a família WebLogic e Oracle com Fusion Middleware.

A Microsoft é avaliada por uma coleção de tecnologias suas que juntas preenchem os requisitos de um EAS, o que inclui o .NET Framework, .NET MSAP (Microsoft Application Platform), servidor web IIS e alguns outros componentes do próprio Windows Server.

[Atualizado em 2008-11-16.]

Em meu artigo Líderes em inteligência de negócios (BI), de 23 de novembro passado, havia o quadrante mágico do Garner para plataformas de inteligência de negócios (business intelligence, BI) de janeiro de 2007, entre outras fontes de análise desse mercado.

Passado um ano, o Gartner divulgou em fevereiro de 2008 o seu relatório atualizado Magic Quadrant for Business Intelligence Platforms, 2008, por seus analistas James Richardson, Kurt Schlegel, Bill Hostmann, Neil McMurchy. Reprints estão disponíveis por Faktos (PDF), Microstrategy (PDF, requer registro gratuito), Microsoft/press, Oracle, Cognos/press/mídia (IBM), Business Objects/press (SAP), SAS/press.

Fonte: Magic Quadrant for Business Intelligence Platforms, 2008, Gartner, 1º fevereiro 2008. Líderes: Microsoft, Cognos, BO, Oracle, SAS e MicroStrategy.

A Microsoft, que em minha resenha no final do ano passado demonstrava estar perdendo força no mercado do BI em relação a 2006, se recupera e aparece no quadrante 2008 como líder e no topo do eixo “habilidade de executar”.

A Oracle, que vêm se esforçando para integrar os produtos Hyperion na linha Oracle BI, aparece agora em um único ponto, pouco acima das posições individuais de Oracle e Hyperion em 2007 antes da fusão das empresas. A Cognos, agora uma empresa IBM mas mantendo sua identidade institucional original, também subiu um pouquinho.

Business Objects (BO) — agora uma empresa SAP, mas esta última ainda aparece com ponto de presença distinto no mercado em 2008 — e SAS permaneceram estáveis em seu posicionamento no quadrante da liderança.

E a MicroStrategy evoluiu um pouco o suficiente para cruzar a fronteira do quadrante de visionária e passar a líder, embora ainda atrás das demais cinco líderes.

Compare com os quadrantes mágicos em 2007:

Fonte: Magic Quadrant for Business Intelligence Platforms, 1Q07 (divulgado por: Cognos, SAS (artigo 2) e Oracle), Gartner, 26 janeiro 2007. Líderes: BO, Cognos, SAS, Oracle e Hyperion.

O instituto Forrester, em 2008, também passou a oferecer o seu gráfico de avaliação Forrester Wave para plataformas corporativas de BI. Em seu relatório The Forrester Wave™: Enterprise Business Intelligence Platforms, Q3 2008, por Boris Evelson e outros, 2008-07-31, os três grandes fornecedores que realizaram aquisições já aparecem consolidados: IBM Cognos, SAP Business Objects e Oracle (que adquiriu a Hyperion). Reprints do relatório (PDF) foram disponibilizados por SAP Business Objects/press, IBM Cognos/Ciberia press [pt], Oracle/press e SAS institute/press.

Eis uma tradução livre (e grifos meus) que fiz da primeira parte do Resumo Executivo do relatório:

Na avaliação de 151 critérios para fornecedores de plataforma corporativa de inteligência de negócios (BI), concluímos que IBM Cognos e SAP Business Objects mantêm suas posições de liderança, enquanto Oracle e SAS Institute se moveram para posições de liderança em BI corporativo graças à riqueza de suas funcionalidades, habilidade para escala, e a completude de suas visão e estratégia corporativa e de produto. Actuate, Information Builders, Microsoft, MicroStrategy, SAP, e um novo participante, TIBCO Spotfire, surgem como Strong Performers seguindo de muito perto a trilha dos Líderes, oferecendo alternativas bastante respeitáveis e uma multitude de opções para profissionais de gerenciamento de informação e conhecimento (I&KM).

Fonte: The Forrester Wave™: Enterprise Business Intelligence Platforms, Q3 2008, Forrester, 31 de julho 2008, por Boris Evelson e outros. Líderes: SAP Business Objects, IBM Cognos, SAS e Oracle. Fortes concorrentes: Information Builders, MicroStrategy e Microsoft bem perto, Actuate e TIBCO Spotfire um pouco depois.

Estes resultados do Forrester foram bem similares aos do Gartner, para 2008.

O relatório do Forrester ainda apresenta uma visão atual do conceito de BI. Forrester define BI como um conjunto de metodologias, processos, arquiteturas e tecnologias que transformam dados brutos em informação representativa e útil, usada para permitir insights e tomadas de decisão mais efetivas nos níveis estratégico, tático e operacional. E apresenta uma vasta pilha arquitetural de componentes de BI, que vai muito além do ultrapassado conceito de apenas “relatórios e análises”:

Fonte: The Forrester Wave™: Enterprise Business Intelligence Platforms, Q3 2008, Forrester, 31 de julho 2008, por Boris Evelson e outros.

Já na taxonomia do IDC, as ferramentas de BI são parte de um mercado ainda mais amplo, que tal instituto chama de Business Analytics, conforme o diagrama de Taxonomia do IDC para Software de Análise de Negócio:

Fonte: Worldwide Business Intelligence Tools 2007 Vendor Shares, IDC, junho 2008, extrato divulgado por SAS Institute.

Grandes empresas produtoras/fornecedoras de soluções em BI mantêm seção em seu portal onde divulgam relatórios de empresas independentes especializadas em tendências e análises do mercado de TI, na maioria das vezes oferecendo acesso gratuito a uma cópia da íntegra dos relatórios em questão:

Antes que alguém questione: Creio que sim, as empresas de análise podem ser tendenciosas, apesar de independentes. Dependendo dos aspectos de enfoque, momento, critérios e condições da avaliação, resultados podem diferir quanto a quem e quanto estão entre as lideranças de mercado. Mas ainda assim, institutos de pesquisa como Gartner, Forrester, IDC e outros têm renome e suas análises servem de referência ou, pelo menos, de termômetro e tendência de mercado.

Para saber mais sobre análises de mercado produzidas por institutos de pesquisa: