novembro 2007


O leitor de e-mail Mozilla Thunderbird 2 e o webmail GMail (Google Mail) têm em comum um recurso que agrega segurança, eficiência e praticidade. O bloqueio e a exibição seletiva de imagens externas dentro de mensagens de e-mail.

Imagens externas ou remotas são referências a imagens na web dentro de uma mensagem formatada, para compor o conteúdo. Em termos simples, é quando o remetente escreveu a mensagem formatada e usou para diagramação ou ilustração uma ou mais imagens mantidas na internet. Em termos técnicos: existe uma ou mais tags IMG no HTML da mensagem, cujo atributo fonte (SRC) aponta para uma imagem na internet.

Neste caso, o programa de e-mail, depois de baixar a mensagem, terá de acessar a internet novamente e baixar cada imagem remota referenciada, para que seja exibida a apresentação visual completa da mensagem recebida.

Tal uso de imagens pode ser usado de forma legítima e “inocente”, para compor uma mensagem formatada e ilustrada. É inclusive muito comum nas malas diretas de empresas, que usam imagens para ilustrar os produtos divulgados. Assim, as imagens não são incluídas no corpo de cada mensagem enviada — o que efetivamente reduz o tamanho da mensagem e o tráfego de envio — mas sim acessadas da web quando cada destinatário visualiza.

Pode ser prático para quem envia, mas é perigoso para quem recebe.

Os riscos

Para começar, podem me chamar de antiquado, mas eu particularmente sou favorável do correio eletrônico para mensagens de texto puro, sem formatação, como foi originalmente concebido. Formatação HTML (fontes, cores, tamanhos… etc.) aumenta muito o tamanho da mensagem trafegada, em comparação a se fosse enviado apenas o texto puro de seu conteúdo. Considerando que em geral os programas de e-mail, ao enviar uma mensagem formatada, enviam junto também uma versão alternativa em texto puro e que as informações de formatação ocupam “espaço”, o tamanho de uma mensagem formatada é mais de duas vezes maior que o tamanho do texto puro.

Mas mesmo que você considere essencial trazer para o correio eletrônico a riqueza visual que existe na web, com seus negritos, centralizados etc., existem riscos concretos nas mensagens formatadas com imagens.

Primeiro, tráfego de rede. Imagens em geral são muito maiores do que texto e, para exibir plenamente uma mensagem com diversas imagens, seu programa de e-mail terá que baixar todas as imagens remotas usadas. Porém, você pode ter uma boa banda larga e isso gasta poucos segundos.

Em seguida vêm os ricos sérios.

Segundo, a quebra de privacidade. Quando seu programa leitor de e-mail (mesmo que seja um webmail) baixa uma imagem remota para exibir em uma mensagem, ele tem que acessar o servidor web onde a imagem está. Este acesso fica registrado. Ou seja, o servidor web “sabe” que você (seu computador) buscou a imagem naquele momento. Algumas empresas utilizam imagens (às vezes “invisíveis”, com tamanho zero ou transparentes) em malas diretas exatamente para controlar quantos, quando e quem recebeu as mensagens, com base no registro de imagens acessadas em seu servidor.

Por fim, o risco de segurança. Fraudes, spams e outras incursões maliciosas freqüentemente utilizam o mecanismo de inserção de imagens remotas na mensagem formatada para explorar alguma vulnerabilidade de segurança, de forma a exibir conteúdo impróprio, introduzir no computador destino um arquivo maléfico, abrir uma brecha para invasão ou outro dano qualquer.

A precaução e as facilidades

É por esses riscos que o Thunderbird e o GMail — e outras aplicações de e-mail que seguirem o bom exemplo — bloqueiam por padrão a exibição de imagens externas nas mensagens recebidas. É oferecida uma opção para Carregar/Exibir as imagens, que pode ser acionada pelo usuário caso ele realmente deseje.

Na ilustração seguinte, você vê parte de uma mensagem formatada recebida pelo Thunderbird. No alto, há um aviso informando que as imagens externas foram bloqueadas (ou seja, ainda não foram baixadas) e um botão com a opção “Carregar imagens”. Na mensagem, pode-se perceber os espaços reservados para as imagens, não exibidas. Se, após conferir remetente, assunto e conteúdo textual, quiser exibir as imagens nesta mensagem específica, pressione o botão.

Porém, existem casos em que você confia bastante no remetente, sabe que ele comumente envia mensagens formatadas contendo imagens e quer que elas sejam sempre exibidas, de forma automática, sem que você tenha que solicitar a exibição de imagens a cada mensagem recebida. Para estes casos, também existe uma opção.

No Thunderbird 2, é o link “Sempre carregar imagens externas de email-remetente”.

O Thunderbird armazena esta opção com uma das informações de um contato (remetente), no Catálogo de Endereços. Quando se escolhe o link e o remetente da mensagem em questão ainda não está no seu catálogo de endereços, abre-se uma janela de diálogo para adicioná-lo.

Nessa janela, note a opção “Permitir imagens externas em mensagens com formatação HTML” marcada. Pronto. Com esta opção marcada em um contato adicionado a seu catálogo de endereços, o Thunderbird passa a baixar e exibir automaticamente as imagens nas mensagens formatadas recebidas deste remetente.

Para saber mais:

Nota: uma mensagem do Submarino.com.br foi usada como exemplo nas ilustrações. A logomarca e o conteúdo ilustrativo exibidos são propriedade ou crédito do Submarino.

Joseph Ottinger anunciou no TheServerSide.COM o lançamento do Spring 2.5, com melhorias em anotações (dia 20), pela SpringSource. Fundada em 2004 como Interface21, a empresa de Rod Johnson, criador do Spring Framework, foi agora renomeada para SpringSource (InfoWorld Tech Watch, dia 19). Veja também Interface21 becomes SpringSource (dia 18), pelo próprio Rod Johnson.

Neal Gafter — engenheiro de software e Ph.D. em computação, atual evangelista Java do Google e antigo engenheiro sênior da Sun para implementação de recursos da linguagem Java 1.4 e 5.0, co-autor do ótimo livro “Java Puzzlers” (Addison Wesley, 2005) — escreveu novos recursos que devem entrar no Java 7: Closures Prototype Update and Extension Methods (dia 20). A postagem foi comentada por Marcos Silva Pereira no JavaFree e em seu blog (dia 22).

O indiano Amit Kumar Saha entrevistou James Branam, gerente do projeto NetBeans Community Docs, com perguntas e respostas sobre o programa: The NetBeans Community Docs Program Wants You! (dia 21). Em seu blog, James já havia apresentado Amit como coordenador de contribuições do programa.

Tim Boudreau — evangelista NetBeans e co-autor de “NetBeans, the Definitive Guide” (O’Reilly, 2002), americano radicado em Praga, na República Tcheca — comentou sobre seu NetBeans South American Tour (dia 24) no Brasil, com fotos de Natal a Florianópolis. Retrocendendo no blog, você encontra mais anotações e fotos do tour NetBeans pela América Latina, em companhia de Bruno Souza, o JavaMan.

Thiago Arrais escreveu “Testes não são para testar” (dia 22) e outros artigos interessantes refletindo sobre conceitos de test-driven development.

Está saindo em novembro pela editora O’Reilly Media o livro Design Accessible Web Sites, 36 Keys to Creating Content for All Audiences and Platforms, por Jeremy Sydik. Mas lembre-se: Acessibilidade não é só na web!

Em Ajax programming with the Java Scripting API (dia 20), o autor Jeff Friesen fala sobre essa API da JSR 223 com trechos do capítulo 9 de seu novo livro Beginning Java SE 6 Platform, From Novice to Professional (APress, 2007). No mesmo dia, também em JavaWord, saiu o artigo correlato Scripting on the Java platform — Using Groovy, Jython, and JRuby for Java development, por Gregor Roth.

A nota do IDG Now! Leitor eletrônico de livros Kindle da Amazon se esgota em quatro dias (dia 23) fala do mais recente lançamento de Jeff Bezos, criador da Amazon. Leia também Amazon Reading Device Doesn’t Need Computer (dia 20), por Saul Hansell, no New York Times. Jeff Bezos é um inovador nato, um dos precursores do futuro (Mario Persona, 2005) no mundo tech. A matéria Aluga-se a Amazon (dia 15), na revista Exame, fala de outras inovações de Bezos.

Nota no TG Daily (dia 21) diz que a fatia de mercado da pesquisa Google é de quase 60% nos EUA. Os dados são da comScore, empresa especializada em medição Internet. O release de imprensa comScore Releases October U.S. Search Engine Rankings (dia 21) mostra que em outubro o Google foi o único dos líderes que cresceu (1,5%), atingindo 58,5%, o equivalente a 6,6 bilhões de buscas. Yahoo (22,9%) e sites Microsoft (9,7%), segundo e terceiro colocados, cairam 0,8 e 0,6 pontos porcentuais respectivamente. Seguem-se Ask Network (4,7%) e Time Warner Network (4,2%). Não encontrei dados recentes para o Brasil, mas em 2005, medições da Nielsen//NetRatings em 11 países apontavam Portal MSN e Google como líderes de audiência no país. No ranking Brasil do Alexa Web Search, liderado pelo Orkut, Google Brasil aparece em 2º, Windows Live 3º, Yahoo 6º e Google.com 7º.

Destaco duas notícia do InfoWord Tech Watch no dia 15. SOA spec goes to OASIS committee diz que OASIS formou um comitê técnico para evoluir a especificação Service Data Objects (SDO), que visa simplificar a forma com que aplicações SOA tratam dados. A iniciativa tem a colaboração de Adobe, BEA Systems, IBM, Progress Software, SAP, e Xcalia. A outra nota, Microsoft Foundation Classes update planned, diz que o time de C++ da Microsoft está trabalhando em uma “significante” atualização da MFC, provendo a desenvolvedores o look-n-feel de Microsoft Office 2007, Internet Explorer 7 e Visual Studio 2008.

Finalmente, foi anunciada correção das falhas no tratamento de endereços Internet (URI) no Microsoft Windows (CAIS, dia 15) que afetavam a maioria dos programas que usam a API do Windows para acionar endereços Internet. A falha foi descoberta em julho, mas o alerta público da Microsoft (943521) só veio em 10 de outubro. Daí até a divulgada solução, conforme Boletim MS07-061 (dia 13) e Artigo técnico 943460, mais um mês se passou. Nesse tempo todo, a maioria das aplicações, como Firefox, Adobe Reader e muitos outros já haviam tomado suas próprias precauções para evitar o erro, conforme citei em A falha de URI com XP/2003+IE7 se espalha (dia 5). A Microsoft só identificou formas de explorar essa vulnerabilidade em sistemas com Internet Explorer 7 instalado, mas a falha existia na biblioteca Shell32.dll, usada por toda aplicação que interage com o Windows.

Para finalizar, mais alguns anúncios de software.

Apache Continuum 1.1 final foi lançado (dia 23). Continuum é um servidor de integração contínua para construção e teste de projetos baseados em Java, com suporte a Maven 1 e 2, Ant e scripts Shell; software livre sob licença Apache.

XWiki project releases 4 new versions (dia 21), por Vincent Massol em TSS.com. XWiki é um wiki escrito em Java, software livre de código aberto distribuído sob licença LGPL. Os quatro lançamentos anunciados foram XWiki Enterprise 1.1.2 (estável) e 1.2 Milestone 2 (em desenvolvimento); XWiki Enterprise Manager 1.0 Milestone 2; e XWiki Eclipse Integration 1.0.

OpenForum Wiki 2.0 (dia 19), por Nik Cross em JavaLobby. OpenForum Wiki é uma plataforma de colaboração em estilo wiki, que traz integrado servidor web e autenticação de usuário.

JPen: Java Pen Tablet Access Library Released (dia 19), por Nicolas Carranza em JavaLobby. JPen é uma interface Java para mesas digitalizadoras (pen tablets). Roda em Java 6 sobre Linux (XInput) e Windows (wintab) e é software livre lançado sob licença LGPL.

Em agosto, fiz uma compilação de relatórios divulgados por institutos de análise de tecnologia, como IDC, Gartner e Forrester, sobre Líderes em infra-estrutura de aplicações.

Agora, compilo aqui avaliações sobre fornecedores de tecnologia para inteligência de negócios, ou business intelligence (BI) em inglês. Business Intelligence pode ser entendida como tecnologias, aplicações e práticas para coleta, integração, análise, monitoração e apresentação de informações que oferecem suporte a gestão de negócios.

Aquisições

O mercado de BI está em plena ebulição, com os gigantes em soluções de infra-estrutura e aplicações de software adquirindo agressivamente empresas de nicho — cujo portfólio de soluções é focado e dependente de um nicho de mercado — que são líderes no segmento.

Esse incessável apetite dos gigantes engolindo os grandes (e médios e pequenos) tem sido praticamente uma constante nos últimos tempos, especialmente na indústria de tecnologia da informação (TI). Fusões e aquisições são um meio reconhecidamente rápido e eficaz de grandes corporações expandirem seus mercados e territórios.

Recentemente, em 12 de novembro, a IBM adquiriu a canadense Cognos. Com esta aquisição estratégica, a IBM, antes sem participação expressiva nesse segmento, assume a posição de liderança da Cognos e amplia a abrangência de suas soluções tecnológicas relacionadas. Em 5 de setembro, a Cognos havia adquirido a Applix, especializada em ferramentas para gerenciamento de desempenho de negócios (performance management).

Em 7 de outubro a SAP adquiriu a Business Objects. A SAP, que já tinha participação forte nesse segmento, agregou a liderança da BO. Em junho a própria BO já havia adquirido a Cartesis, especializada em performance management. E em 8 de maio a SAP adquirira também a OutlookSoft, incorporando suas ferramentas focadas para o gestor financeiro (CFO) nos aspectos de governança, risco e conformidade (GRC) e performance management.

Ainda este ano, em 1º de março, a Oracle adquiriu a Hyperion Solutions, incorporando sua bem-estabelecida ferramenta de performance management focada em finanças. Ambas já tinham forte participação no segmento de BI.

Dando uma de Nostradamus mercadológico, só falta a Microsoft comprar o SAS Institute para reinarem na liderança os quatro gigantes do setor: Oracle, IBM, SAP e Microsoft.

Relatórios e líderes

Partindo de relatórios mais recentes, começamos com o Forrester Wave para Business Performance Solutions (BPS) do 4º trimestre de 2007, por Paul D. Hamerman, Forrester, 10 de outubro de 2007. Este relatório foca especificamente as soluções de gerenciamento de desempenho dos negócios.

Fonte: The Forrester Wave™: Business Performance Solutions, Q4 2007 (PDF disponibilizado por Oracle) para Profissionais de Processos de Negócio e Aplicações, por Paul D. Hamerman, 10 de outubro de 2007, Forrester Research, figura “Business Performance Solutions Footprint”.

O termo BPS preferido pelo Forrester é referenciado no mercado também como business/corporate/enterprise performance management (BPM, CPM, EPM). De acordo com o relatório do Forrester, a camada BPS se situa entre a base dos repositórios e integração de DW e ERP/CRM e a interface de usuário (dashboards, portais) e ferramentas de análise.

The Forrester Wave™: Business Performance Solutions, Q4 2007 (PDF, disponibilizado por Oracle/press release/destaque). Líderes: Oracle, Cognos, SAS, Business Objects.

Prosseguindo, acho especialmente interessantes os gráficos do IDC — Mapa de Mercado Competitivo — porque concentram em uma única tacada Diversidade/Profundidade (eixo X), Momentum/Crescimento (eixo Y), Confiança/Dependência (cor) e Tamanho/Faturamento (diâmetro) da participação de cada fornecedor em determinado segmento de mercado.

No Worldwide Business Analytics Software 2007-2011 Forecast Update and 2006 Vendor Shares (PDF, divulgado por: SAS, Oracle/press release), IDC, setembro 2007, estão os dois mapas de mercado seguintes:

IDC Business Analytics Software Competitive Market Map (apenas ferramentas analíticas/OLAP), 2006. Líder: Oracle. Destaques: SAS, Microsoft, SAP, IBM, Business Objects.

IDC Performance Management Tools and Applications Competitive Market Map, 2006. Líderes: SAP, SAS. Destaques: Business Objects, Oracle, Cognos, Hyperion, Microsoft.

Síntese gráfica similar à do gráfico do IDC tem a Matriz de Decisão do Datamonitor, como na avaliação do relatório Selecting a Business Intelligence Vendor (Competitor Focus) (PDF, divulgado por: SAS), Datamonitor, abril 2007. Nela, porém, tamanho representa Impacto no Mercado e as Cores são a recomendação de relevância — Azul = Short-List, Laranja = Considere, Amarelo = Explore.

Datamonitor Business Intelligence Decision Matrix, 2007. Líderes: SAS, Oracle.

No início deste ano, o Gartner publicou o Magic Quadrant for Business Intelligence Platforms, 1Q07 (PDF, divulgado por: Business Objects), por Kurt Schlegel, Bill Hostmann e Andreas Bitterer, Gartner, 26 de janeiro de 2007. Ele traz o seguinte Quadrante Mágico:

Magic Quadrant for Business Intelligence Platforms, 1Q07 (divulgado por: Cognos, SAS (artigo 2) e Oracle), Gartner, 26 de janeiro de 2007. Líderes: Business Objects, Cognos, SAS, Oracle e Hyperion.

A título de comparação, vejamos como estava o mercado de BI no início de 2006. The Forrester Wave: BI Reporting and Analysis Platforms, Q1 2006 (PDF, disponibilizado por: Cognos, Microsoft), por Keith Gile, Forrester, 8 de fevereiro de 2006.

Forrester Wave™: BI Analytic Reporting, Q1 ’06. Líderes: Business Objects, Cognos.

Comparando o gráfico do Forrester com os demais, é possível inferir que a gigante Microsoft tem perdido mercado em BI, enquanto fornecedores como SAS, SAP e Oracle vêm crescendo nele.

Entrei hoje cedo no InfoBlogs, ótimo portal agregador de blogs de tecnologia no Brasil — espécie de “Digg tech” brasileiro — e fiquei espantado e feliz com o ranking dos 15 artigos mais lidos nos últimos 7 dias. Os dois primeiros colocados, com mais do dobro de leituras que o terceiro, eram posts deste humilde blogueiro que vos escreve! 🙂

O ranking dos mais lidos 14-21/nov está retratado na imagem ao lado, e os respectivos links estão a seguir:

  1. Relatórios, gráficos e boletos em Java
  2. Contagem regressiva para novas IDEs Java
  3. E se o Gmail fosse desenvolvido pela Microsoft?
  4. Um final feliz para as blogueiras na Playboy
  5. LINUS TORVALDS FACTS
  6. Bullet Point
  7. Sun – Project Blackbox
  8. Para quem trabalhou sozinho na sexta…
  9. Descobrindo novos mundos
  10. Little Continuous Integration with Growl Notifier
  11. História do Windows – parte 5.1
  12. Criador do Adsense deixa Google
  13. E a natureza cria um rio na marra?
  14. E até agora nada de Leopard
  15. Google Calendar + TIM

Muito obrigado pelo crédito e pela audiência de vocês, amigos, leitores e visitantes! Espero que minhas postagens continuem úteis e interessantes a todos.

IQ Test: responda 33 questões de raciocínio lógico em até 20 minutos para ver sua avaliação deste Teste de QI. Não sei quão sério ou eficaz é o teste, mas pelo menos é um bom exercício.

Eu fiz e, para três das questões, confesso que não consegui encontrar nenhuma lógica. Para algumas outras, fiquei na dúvida. Enfim, eis meu resultado:

O blog do Leandro publicou uma dica de uma dica que saiu no Viva o Linux.

Resumindo, é este Guia alfabético de comandos do Linux, totalmente em português, por Morganna Diniz, professora do Centro de Ciências Exatas e Tecnologia da UNIRIO:

Contagem regressiva para novas versões dos melhores IDEs Java gratuitos:

NetBeans 6.0: dia 14 saiu a primeira distribuição candidata a oficial (Release Candidate 1). A versão 6.0 final está prevista para 3 de dezembro, segunda-feira.

Red Hat Developer Studio 1.0, baseado no Eclipse Europa 3.3: depois do Beta 2 lançado em 5 de outubro, também entrou em Release Candidate 1.

Já o Oracle JDeveloper 11g tem um nome diferente para as versões preliminares, ao invés de betas e releases candidates: seu Technical Preview 2 (Build 4684) acaba de ser lançado. O primeiro “Preview” do JDev 11g (11.1.1) havia sido liberado em 5 de maio.

O saco de presentes para o desenvolvimento Java está recheado neste final de 2007. E o ano novo começará com a disputa renovada pelo título de melhor IDE Java gratuito!

Aproveito o anúncio do JFreeChart 1.0.7 no dia 15 para citar ótimas ferramentas gratuitas e livres para criação de documentos em Java:

  • Biblioteca de geração de relatórios JasperReports + editor de relatórios iReport, com saída em formato PDF e outros.
  • JFreeChart, biblioteca para geração gráficos (barras, pizza, linha etc.), que pode ser utilizada com JasperReports.
  • iText, biblioteca para geração de PDF, utilizada por JasperReports, mas pode ser utilizada diretamente para manipulação avançada de PDF.
  • JBoleto, biblioteca para geração de boletos bancários do Brasil, criada pelo brasileiro Fabio Souza, download em java.net; atualmente compatível com Bradesco, Brasil, Caixa, Itaú, ABN Real, Unibanco e HSBC.

Para saber mais:

Dia 9 o Dyego Souza do Carmo, acompanhando os builds diários (nightly) de desenvolvimento do NetBeans 6.0, flagrou na instalação indícios dos preparativos finais para o Release Candidate 1 (RC1).

Agora é para valer: O NetBeans 6.0 RC1 foi lançado. O anúncio oficial saiu no dia 15, mas dia 14 o Roman Strobl e muitos outros já haviam anunciado a novidade.

Uma boa observação: O tamanho do download do pacote mais completo (All), que era 200 MB no Beta 2, foi reduzido para 169 MB no RC1. O pacote Mobility também teve grande redução, de 90 para 58 MB.

Conforme relatei em OpenJDK livre com chá gelado, a Red Hat está aproximando a iniciativa de JDK livre IcedTea do projeto OpenJDK. Ela assinou acordo como contribuinte para o projeto da Sun. Leia mais em Red Hat signs on to Sun’s open-source Java project (em inglês), por Elizabeth Montalbano, IDG LinuxWord, 2007-11-06.

Lembra que comentei sobre as Linguagens atualmente existentes sobre a JVM? Pois é. O artigo Groovy, JRuby, or Scala: Which JVM Language to Learn Next? (em inglês), por Mark Masterson em seu blog hoje, continua o assunto, abordando o mesmo tema.

No mesmo artigo meu, apresentei e comentei JavaRebel e JSP Weaver, produtos inovativos para atualização dinâmica de classes e páginas Java em execução, pela empresa Zeroturnaround. Dia 5 foi lançamento da atualização JavaRebel 1.0 M3 e dia 7 noticiado o JSP Weaver 1.0 M2 – Instant JSP Interpreter, em nota do JavaLobby, por Jevgeni Kabanov.

Também no JavaLobby foi divulgado o eHour 0.7, ferramenta gratuita de controle de tempo de projetos baseada em web. Nesta versão, foi migrada a implementação da interface de usuário do framework MVC Apache Struts para o Apache Wicket.

Por falar em projetos Apache, o Jakarta Slide, lançado em dezembro de 2004 para gerenciamento de conteúdo com protocolo WebDAV, foi “aposentado” no dia 3 por falta de atividade. Como alternativa, é sugerido o Apache Jackrabbit, implementação da Tecnologia Content Repository for Java (JCR API), conformante com a especificação JSR 170. De novidades recentes, a Fundação Apache havia anunciado MyFaces Trinidad Core 1.2.3 — implementação da especificação JSF 1.2 — e Struts 2.0.11 (release notes), atualização da nova geração Struts 2 baseada no WebWork.

Ruben badaró apresentou a Google Collections Library em seu blog. Ainda em versão Alpha, a biblioteca disponível livremente pelo Google Code estende o pacote Collections da Java 5 API. Outra estensão muito conhecida à API é a Commons Collections, do maduro e popular projeto Apache Commons.

Já ouviu falar do Maven Wagon, abstração de transporte — arquivo, HTTP, FTP, SSH/SCP, WebDAV, SCM — para repositório/deployment de artefatos Maven? Então saiba que Kohsuke Kawaguchi anunciou dia 7 em seu blog o projeto wagon-svn, que integra o Maven Wagon diretamente com repositórios Subversion (SVN).

Dia 5, Tiago Faria postou Suposto bug com versionamento do Hibernate3 no lock otimista. Talvez seja só uma dificuldade ou mau entendimento no uso do recurso, mas não custa dar acompanhar o artigo e os comentários.

Também dia 5, Monique Santos divulgou no JavaFree postagem informando que Kobi disponibiliza JBoleto. O JBoleto, software de código aberto — criação da empresa Kobi Sistemas e distribuído sob licença LGPL — para geração de boletos bancários em massa, teve a versão 0.9.6 (lançada em 11 de maio) disponibilizada no CVS do portal java.net.

Chegamos ao IBM developerWorks. Dois artigos recentes em destaque: Java EE meets Web 2.0, por Constantine Plotnikov, Engenheiro Chefe da Axmor, Artem Papkov, Arquiteto TI da IBM, e Jim Smith, também IBM, em 2006-11-06; e Write REST services, por J. Jeffrey Hanson, em 2007-10-30.

Dia 6, o TheServerSide.COM cobriu o lançamento do JBoss Seam 2.0 esta semana (2007-11-01). Há também o Vídeo de Christian Bauer falando do JBoss Seam. E veja What’s new in Seam 2 no blog de Norman Richards.

Para fechar as novidades, o portal InfoQ destacou o lançamento das bibliotecas Prototype 1.6.0 e script.aculo.us 1.8.0, ambas bibliotecas JavaScript software livre, trazendo melhor desempenho e melhorias para Ajax.

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