Maio de 2007
Arquivo Mensal
Qui 24 Mai 2007
Publicado por Márcio sob
Gestão ,
Ensaios[9] Comentários
À medida que experimento e convivo com os níveis organizacionais de empresas, principalmente de médio e grande porte, vou percebendo e compreendendo na prática a diferenciação de características dos níveis hierárquicos de gestão.
É nítida a existência de três níveis: o Estratégico da alta gestão, o Tático da gestão departamental e o Operacional da gestão localizada (micro). Consegui identificar e diferenciar algumas características interessantes destes níveis, que listo a seguir.
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Nível
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| Estratégico |
Tático |
Operacional |
C a r a c t e r í s t i c a
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Abrangência |
Instituição |
Unidade, Departamento |
Setor, Equipe |
| Área |
Presidência, Alto Comitê |
Diretoria, Gerência |
Coordenação |
| Perfil |
Visão, Liderança |
Experiência, Eficácia |
Técnica, Iniciativa |
| Horizonte |
Longo prazo |
Médio prazo |
Curto prazo |
| Foco |
Destino |
Caminho |
Passos |
| Diretrizes |
Visão, Objetivos |
Planos de ação, Projetos |
Processos, Atividades |
| Conteúdo |
Abrangente, Genérico |
Amplo, mas Sintético |
Específico, Analítico |
| Ações |
Determinar, Definir |
Projetar, Gerenciar |
Executar, Manter |
| Software |
Painel de Controle, Editor de texto
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Project, Planilha, Editor de texto, Apresentação
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Service Desk, CRM, ERP, Aplicações específicas
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Enquanto tenho aprendido isso empiricamente, fiz uma pesquisa na Internet e tive a feliz surpresa em descobrir que minhas experiências práticas convergem para o que a literatura acadêmica preconiza.
Descobri a Teoria Neoclássica da Administração e suas idéias, que parecem o caminho para me dar fundamentação teórica e a organização metodológica para este meu conhecimento tácito.
Estou descobrindo — para tudo na vida tem uma primeira vez, não importa quando — autores fantásticos como Peter Drucker (1909-2005, austríaco) e o mundo dos negócios segundo ele. É de Drucker a corretíssima frase “o que não se pode medir, não se pode gerenciar”. E completando: Não se pode medir o que não se pode definir. E para definir é preciso entender.
É, quanto mais aprendo, mais certeza tenho de quanta imensidão ainda há a aprender. Ou, como diria o filósofo Sócrates: “tudo que sei é que nada sei”.
Para saber mais:
Qua 23 Mai 2007
Publicado por Márcio sob
Software ,
Java ,
IDE1 Comentário
Atendendo a pedidos, em meu artigo recente sobre Melhores IDEs Java gratuitos, acrescentei os links para baixar os produtos e pacotes adicionais, relativos a cada IDE: Eclipse com Exadel/RedHat, NetBeans e Oracle JDeveloper.
Também aproveito para destacar aqui os pontos fortes de cada IDE, em minha opinião:
Eclipse com Exadel Studio Pro (futuro Red Hat Studio): software livre; a popularidade fiel do Eclipse e suas excelentes ferramentas de refactoring em projetos e em código Java em geral; mais as ótimas ferramentas visuais do Exadel, incluindo editor HTML/JSP/JSF “estilo Dreamweaver” e suporte a frameworks populares Struts, Spring e Hibernate.
NetBeans e seus Packs: software livre; facilidade na instalação e na variedade de assistentes produtivos; distribuição toda localizada para Português do Brasil; editores UML (com engenharia reversa e sincronização de código), BPEL, XML e WSDL no Enterprise Pack; excelente editor visual GUI desktop (Swing); ótimo conjunto de ferramentas de desenvolvimento para plataformas móveis no Mobility Pack.
Oracle JDeveloper: pacote completo e abrangente; rico em ferramentas para a plataforma Java EE; grande integração com produtos Oracle — gerenciador de banco de dados Oracle Server, Oracle AS e os frameworks TopLink e ADF.
Como sempre, a pergunta que não quer calar — Qual deles é o melhor IDE? — não tem resposta simples e direta; depende das suas necessidades, expectativas e preferências.
Ter 22 Mai 2007
Muito bom o artigo do Vitor Fernando Pamplona, Cuidado com a Orientação a Objetos e os Design Patterns, de ontem. Mesmo para quem não concordar com alguns pontos do texto ou até com nada, vale como momento de reflexão sobre como tem sido sua experiência e aplicação de orientação a objetos e padrões de desenho/projeto (assumindo que você é um profissional da área de análise de sistemas e/ou desenvolvimento de software, claro).
Os comentários do artigo também estão interessantes.
Seg 21 Mai 2007
Há poucos anos atrás, JavaScript era um das linguagens de programação mais criticadas e detestadas. Os mais radicais inclusive questionariam chamá-la de linguagem de programação. Programadores e desenvolvedores “de verdade” gostavam de linguagens “de verdade”, como C, Java, Pascal, C#, Fortran… tudo menos JavaScript, que nem tipagem forte tinha e ainda se dizia uma linguagem orientada a objetos.
Nos navegadores web, principal ambiente operacional do JavaScript, existiam entre Firefox/Mozilla e Internet Explorer muitas diferenças nas suas implementações da linguagem e, principalmente, no modelo de objetos de documento (DOM) utilizado para se manipular a estrutura da página web com JavaScript.
O Mozilla (de Netscape a Firefox) foi quem lançou e evoluiu várias versões da linguagem JavaScript, mas a correspondente JScript implementada pelo Internet Explorer tinha uma série de diferenças e de adições proprietárias da Microsoft. Lidar com essas diversidades realmente enlouquecia qualquer programador.
Fazer uma aplicação DHTML (HTML com JavaScript) multi-browser era uma tarefa difícil, às vezes inviável. Em 2003 e 2004, eu mesmo tive que estudar um bocado para fazer Validação de formulários HTML, Tratamento de CPF e CNPJ e Eventos multi-plataforma em JavaScript.
Essa realidade foi bastante amenizada à medida que se consolidou padronização da linguagem JavaScript pela ECMA (ECMASCript) e do Document Object Model (DOM) pelo W3C. O Firefox sempre foi bem aderente a estes padrões, e as novas versões do Internet Explorer têm gradativamente aprimorado esta compatibilidade.
E eis que a era Web 2.0 e o desenvolvimento AJAX deram novo impulso ao JavaScript. Como o próprio HTML e o ambiente HTTP não têm evoluído com a rapidez exigida pelo aumento de demanda por recursos nos serviços através da web, quem deu uma luz no fim do túnel para uma explosão de interatividade na web foi o bom e velho JavaScript. A linguagem é o próprio componente “J” em AJAX: Asynchronous Javascript And XML.
Por bem ou por mal, os desenvolvedores de aplicações e serviços interativos para web têm sido obrigados a dar mais atenção ao JavaScript e, com isso, a linguagem tem perdido seu mito de endemoniada para se tornar um ambiente de programação viável, com riqueza de recursos e grande flexibilidade. Ou, na excelente definição do artigo JavaScript - Nem Java, nem Script - Uma Interessante Linguagem Orientada a Objetos (sem classes), por Leonel Togniolli:
[JavaScript] é uma linguagem dinâmica, fracamente tipada, com orientação a objetos baseada em prototipos.
Se quiser entender melhor o que significa essa definição, leia o artigo citado, que é bem interessante.
Na esteira da Web 2.0, explodiu o desenvolvimento de componentes Ajax e, por conseqüência, despontaram os magos do JavaScript, e recursos e ferramentas cada vez mais interessantes e poderosos estão surgindo, baseados em JavaScript.
Vários IDEs de desenvolvimento para web oferecem suporte a edição e validação de sintaxe Javascript. Além disso, um excelente ambiente para monitorar, inspecionar e depurar JavaScript em ação — assim como CSS, HTML, DOM, tempo de carga de páginas e Ajax — é o Firebug, uma poderosa extensão para o navegador Firefox. Recomendo a leitura do artigo Puxão de orelha faz bem, JavaScript também. Apresento o Firebug!, por Giovane Roslindo Kuhn.
Também existem bibliotecas que, a partir dos pobres componentes padrão atualmente existentes de estrutura de página e formulários do HTML, criam componentes de interface mais sofisticados, há muito já disponíveis em ambientes de programação gráfica desktop, como árvores, tabelas etc.
Existe o popular Dojo Toolkit, um framework DHTML/AJAX de código aberto escrito em JavaScript. Outro exemplo é a biblioteca JavaScript Qooxdoo. Sua lista de componentes é bem rica, como se pode ver no showcase. Conheci esta biblioteca por outro artigo também de Leonel Togniolli: Clientes Ricos Ajax na Web com Qooxdoo.
document.write("Hello world, again, JavaScript!")
Para saber mais:
Dom 20 Mai 2007
O Tutorial Tomcat - Instalação e Configuração Básica, artigo mais popular em meu site pessoal desde 2003, foi mais uma vez atualizado na revisão nº 25, hoje. A principal atualização é passar a cobrir o Tomcat 6.0, que suporta as especificações mais recentes da plataforma Java EE 5.0 para web, Java Servlet 2.5 e JavaServer Pages (JSP) 2.1.
O tutorial ainda não foi testado no Tomcat 6, mas devido à sua compatibilidade retroativa com o Tomcat 5.5, não deve haver nenhum problema.
Ao atualizar o texto, foram feitas melhorias na organização e conteúdo dos tópicos de Introdução e Instalação do Tomcat.
Outras atualizações
Aproveitando o tópico, destaco dois outros artigos que foram atualizados. O primeiro é Idiomas - Dicionários e outros recursos para aprendizado e ensino, uma coletânea de referências úteis, principalmente para Inglês, também atualizado hoje.
Em tempo, dia 6 de maio foi atualizado o artigo sobre PMBOK e Gerenciamento de Projetos, incluindo agora uma figura que ilustra a dinâmica dos cinco grupos essenciais de processos de gerenciamento do Guia PMBOK.
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