janeiro 2007
Monthly Archive
sex 26 jan 2007
Seu carro tem engate para reboque instalado como acessório, não original de fábrica? Então deve encerrar neste dia 27 de janeiro o prazo de 180 dias para a regularização quanto à Resolução nº 197 do CONTRAN — Conselho Nacional de Trânsito no Brasil, de 25 de julho de 2006 e publicada no D.O.U. do dia 31 subseqüente.
A resolução visa impedir os “engates decorativos”, obrigando os engates e sua instalação em veículos (de até 3,5 toneladas) a seguirem procedimentos e requisitos efetivos quanto a uso, segurança e adequação, segundo normas NBR/ISO e com aprovação pelo INMETRO, visando garantir que o engate é realmente capaz de tracionar um reboque, ao invés de servirem simplesmente de enfeite ou mero apêndice ao pára-choque traseiro.
Se o engate for original de fábrica, não há maiores problemas, pois eles já vêm adequados ao veículo. Para os engates instalados como acessório, o Artigo 6(b) da Resolução do CONTRAN explica os requisitos que passam a ser exigidos. Neste caso, o engate deverá apresentar as seguintes características:
- esfera maciça apropriada ao tracionamento de reboque ou trailer;
- tomada e instalação elétrica apropriada para conexão ao veículo rebocado;
- dispositivo para fixação da corrente de segurança do reboque;
- ausência de superfícies cortantes ou cantos vivos na haste de fixação da esfera;
- dispositivos de iluminação, devidamente regulamentados.
Além disso, de acordo com o Artigo 4º, deverá ser afixada uma plaqueta inviolável no engate constando: nome e CNPJ do fabricante e seu registro concedido pelo INMETRO; modelo e capacidade máxima de tração do veículo destinado; referência à Resolução.
Os veículos cujos engates já instalados não atenderem à resolução devem ser substituídos ou retirados no prazo previsto, ou passam a estar sujeitos a infração grave: multa de R$127,69, cinco pontos na carteira e apreensão do veículo.
Para saber mais:
- Resolução nº 197 de 25 de julho de 2006, Conselho Nacional de Trânsito — CONTRAN, publicada no D.O.U. de 31 de julho de 2006.
- Contran enfim regulamenta o uso do engate, 31/07/2006, em Notícias Interpress Motor.
- Lei do engate é “arte do possível”, diz diretor do Denatran, por Luís Perez, 10/08/2006, em Notícias Interpress Motor.
- Sai a regulamentação para uso de engate, por Gustavo Henrique Ruffo, 2006, em Web Motors.
qui 25 jan 2007
Há poucos dias, postei nota sobre o ICEfaces, framework AJAX para aplicações internet ricas (RIA – Rich Internet Application) que se tornou software livre.
Acrescente então mais um participante promissor à lista dos frameworks livres para aplicações web ricas com AJAX: ThinWire. Conforme o anúncio no dia 7 de dezembro de 2006 feito pela empresa, o canditato a release RC1 da versão 1.2 do framework foi lançado trazendo diversas melhorias, e migrando a licença de distribuição de GPL para GNU LGPL, o que agora permite que o framework possa ser usado em qualquer projeto, livre ou comercial, conforme explica o comunicado de 8 de dezembro de 2006.
Fonte: ThinWire RIA AJAX Framework v1.2 RC1 Released, Now LGPL — AJAX Framework Builds Zero Footprint AJAX Browser Applications That Feel Like Desktop GUI Applications; por AJAXWorld News Desk, 25 de janeiro de 2007, SYS-CON Media.
qua 24 jan 2007
Ainda na idéia de lista de tópicos essenciais como o artigo 20 procedimentos para evitar golpes na web, podemos complementar os passos de segurança com estes dois guias rápidos do portal TechRepublic, para baixar/ver em formato PDF (em inglês):
Descritivo apresentado pelo TechRepublic:
É apenas um fato da vida na era da informação: Todo sistema operacional recentemente instalado, não importa qual você escolha, requer ajustes preparatórios antes de ser considerado pronto para o uso do dia-a-dia. Estes guias para baixar listam os passos críticos que você deve seguir quando preparando um novo PC para sua primeira incursão à Internet.
seg 22 jan 2007
O formato para documentos de aplicações de escritório OpenDocument (ODF) — ou OASIS Open Document Format for Office Applications — é um padrão aberto desenvolvido pelo consórcio internacional OASIS de padrões da indústria. OpenDocument é baseado no formato XML originalmente criado pela OpenOffice.org. Foi aprovado como padrão OASIS em 1º de maio de 2005, e se tornou um Padrão Internacional oficialmente publicado pela ISO e IEC em 30 de novembro de 2006, recebendo a numeração ISO/IEC 26300:2006.
Em resposta a este padrão e ao próprio pacote de escritório livre e multi-plataforma OpenOffice.org, a Microsoft desenvolveu um novo formato de documentos Office Open XML (OOXML) para o Microsoft Office 2007. Em novembro de 2005, a empresa submeteu o formato OOXML à padronização pela ECMA International, no Comitê Técnico TC45 – Office Open XML Formats. O rascunho final do padrão OOXML foi aprovado em 9 de outubro de 2006 e foi também submetido à ISO/IEC para avaliação como padrão internacional, em caráter de “via expressa” (fast track) graças à interação e acordos entre ECMA e ISO/IEC.
Porém, a especificação de 6000 páginas do padrão proprietário da Microsoft OOXML, submetida à ISO/IEC, tem sido analisada por vários especialistas e contém várias falhas e pormenores controversos que dificultam a hipótese de este ser aprovado, como explica Andy Updegrove no blog ConsortiumInfo.org.
Organizações também se manifestam contra o processo insensato de padronização fast track na ISO/IEC, ante a uma especificação extensa, complexa, duvidosa e ainda seriamente perigosa para fortalecer o monopólio de um fornecedor comercial de aplicativos de escritório.
Exemplos de falhas sérias no padrão OOXML proposto pela Microsoft através da ECMA:
OOXML não obedece o padrão ISO 8601:2004 “Representação de Datas e Tempos”, replicando um bug da Microsoft que dita que 1900 é ano bissexto, quando de fato não é. Requer também uso da função de planilha WEEKDAY() que atribui dias da semana incorretos a algumas datas e calcula incorretamente o número de dias entre certas datas.
Também não segue o ISO 639 “Códigos para Representação de Nomes e Idiomas”, atribuindo uma lista fixa de códigos numéricos de idioma, ao invés de utilizar um conjunto existente mantido por uma Autoridade de Registro para prover interoperabilidade entre outros produtos aderentes ao padrão.
A proposta de padrão OOXML faz referência a diversos formatos proprietários da Microsoft, não documentados (ou parcialmente documentados) e dependentes do sistema operacional Windows, como: Windows Metafiles, Enhanced Metafiles (EMF) — ao invés de utilizar o formato padronizado e independente de plataforma ISO/IEC 8632 “Computer Graphics Metafile” –, OLE, macros/scripts, criptografia e DRM.
Certamente só uma implementação consegue seguir a especificação proposta para o OOXML: a da Microsoft. É o jeito Microsoft de ser “aberto”, tirando vantagem da grande predominância mundial do Microsoft Office e pregando “compatibilidade retroativa” com os documentos já existentes nos formatos anteriores de arquivos de seu pacote de escritório.
Para saber mais:
- Márcio’s Hyperlink: OpenDocument, referências sobre OpenDocument Format (ODF) e OOXML.
- Microsoft Open XML – Referências sobre o tema, em MSDN Brasil, Microsoft Developer Network.
- Trocando Lâmpadas, por salomon, 27/12/2006, blog em BrOffice.org.
- Comparison of OpenDocument and Microsoft Office Open XML formats, em Wikipedia — the free encyclopedia.
- Ecma Office Open XML Formats overview, em Microsoft Office Online.
- Microsoft Offers Office Document Formats to Ecma International for Open Standardization, relase de imprensa da Microsoft, Paris, 22 de novembro de 2005.
- Q&A: Microsoft Co-Sponsors Submission of Office Open XML Document Formats to Ecma International for Standardization, release de imprensa da Microsoft, Redmond, 21 de novembro de 2005.
- Microsoft Office Open XML, em Wikipedia — the free encyclopedia.
- Open XML Community.
- The Contradictory Nature of OOXML, por Andrew Updegrove, 17 de janeiro de 2007, ConsortiumInfo.org Standards Blog.
- Searching for Openness in Microsoft’s OOXML and Finding Contradictions, por Pamela Jones, 18 de janeiro de 2007, em Groklaw – Digging for Truth.
- EOOXML objections, por Pamela Jones e sua equipe, em Grokdoc.
- EOOXML at JTC-1, por Pamela Jones e sua equipe, em Grokdoc.
- How to hire Guillaume Portes, por Rob Weir, 03/01/2007, no seu blog An Antic Disposition – OOXML.
- More On Microsoft’s OOXML Format, por Michael Calore, com Scott Gilbertson, 05/12/2007, em WIRED News – Monkey Bites.
- Novell: We’re adding Microsoft OpenXML support to OpenOffice.org, por David Berlind, 04/12/2006, em ZDnet blogs – Berlind’s Testbed.
- MS Fights to Own Your Office Docs, por Scott Gilbertson, 05/01/2007, em Wired News.
- Legal Analyst Sees Defects in Microsoft Open XML Initiative (em inglês), por Steven J. Vaughan-Nichols, 23/11/2005, eWeek – Linux & Open Source.
- Why OpenDocument Won (and Microsoft Office Open XML Didn’t) (em inglês), por David A. Wheeler, 02/09/2005 (atualizado em 04/09/2006).
dom 21 jan 2007
A sumarização e agrupamento de resultados em consultas pivô sobre bancos de dados, em geral com a transposição de linhas em colunas no resultado, são necessidades com as quais um desenvolvedor SQL pode se deparar. Esta situação é mais comum quando se trabalha em aplicações analíticas sobre dados, típicas de consultas OLAP em modelos de Inteligência de Negócios (BI – Business Intelligence) e Armazém de Dados (DW – Data Warehouse).
Veja em meu artigo Consultas pivô e transposição de linhas em colunas um exemplo apresentando passos para realização desta tarefa. O texto inclui também referências adicionais que explicam e exemplificam soluções para esta necessidade, com foco na sintaxe e nos recursos SQL de Oracle.
sáb 20 jan 2007
O especialista em segurança de computadores Brian Krebs, em sua coluna Security Fix no jornal Washington Post, fez uma interessante análise das vulnerabilidades dos navegadores web Internet Explorer (Microsoft) e Firefox (Fundação Mozilla) em 2006.
Brian avaliou as falhas consideradas críticas reportadas em 2006 para os dois produtos, e o tempo que os fornecedores demoraram para disponibilizar correção (patch) para cada problema. Dentre as falhas críticas, ele ainda identificou as consideradas realmente graves, nas quais houve evidências da existência de código ou de atividade maliciosa efetivamente explorando a vulnerabilidade, antes da existência de uma correção.
A conclusão foi a seguinte: considerando as falhas mais graves dos dois navegadores e o tempo gasto para serem disponibilizadas respectivas correções, o Internet Explorer esteve vulnerável 284 dias em 2006 por conta de 20 falhas de segurança graves, enquanto o Firefox esteve vulnerável apenas 9 dias devido a uma falha grave.
A avaliação mostra ainda que o projeto de software livre da Fundação Mozilla apresentou um tempo médio de 76,3 dias para lançar correção de um problema crítico, contra 112,5 dias gastos em média pela empresa Microsoft. Ou seja, esta última apresentou um tempo médio de resposta às falhas 47% pior (maior).
Para saber mais:
qua 17 jan 2007
A empresa ICEsoft, especializada em soluções para aplicações Java web ricas com AJAX, tornou aberto o código de seu produto ICEfaces, um framework AJAX para Java EE baseado em JavaServer Faces (JSF), de ótima qualidade, rico em recursos e focado em produtividade.
A empresa já havia anunciado em 14 de novembro de 2006 que estava tornando o ICEfaces open source e também lançou o portal da comunidade ICEfaces.org para promover o desenvolvimento aberto de Projetos ICEfaces. Em 5 de dezembro, a ICEsoft também anunciou doar a aplicação de Web Conference e Colaboração WebMC, baseada no ICEfaces e agora também hospedada no portal aberto.
O ICEfaces como open source foi tema da matéria recente ICEsoft Open Sources ICEfaces Enterprise AJAX Platform for Java EE, por AJAXWorld News Desk, 15 de janeiro de 2007, SYS-CON Media.
dom 14 jan 2007
Meu negócio é tecnologia, não sou da área do direito, mas gostaria de abordar um tema recente que considero relevante para o Brasil.
A primeira lei sancionada pelo presidente Lula este ano foi a Lei nº 11.441, de 04 de janeiro de 2007, que altera dispositivos do Código de Processo Civil (CPC, 1973) para possibilitar a realização de inventário, partilha, separação consensual e divórcio consensual por via administrativa. Por “via administrativa”, entenda-se: através de escritura pública lavrada diretamente em um cartório extrajudicial, apenas com a presença de tabelião, partes interessadas e advogado(s) das partes.
Os cartórios extrajudiciais, também chamados de serventias públicas, são os cartórios de registros de notas (serviço notarial), registro civil de pessoas, registro de imóveis, títulos e documentos, cada um com sua finalidade e atribuições específicas, onde se fazem certidões, escrituras etc. com fé pública.
A medida me parece muito proveitosa para a sociedade, porque desatrela do judiciário mais situações cotidianas da sociedade, trazendo bem-vinda agilidade por retirá-las da burocracia do ritual judicial, ao mesmo tempo que desafogam o próprio poder judiciário, o que deve contribuir para a melhoria da prestação jurisdicional no Brasil.
Registros de nascimento e casamento, que são a entrada de novos indivíduos e famílias (casais) na sociedade civil, já eram realizados em cartórios extrajudiciais. Agora, além do registro de testamento e óbito, os outros mecanismos da sociedade relacionados ao fim destes, que são o inventário e partilha amigável de pessoa falecida, e a separação e divórcio consensuais de casais, passam a ser procedimentos administrativos, quando todos os envolvidos estão de acordo. Fica a justiça envolvida apenas nos casos em que há efetiva necessidade da mediação de um juiz: onde há divergências, conflitos, filhos menores (cujos direitos precisam ser protegidos) ou incapacidade.
Para saber mais:
- Lei nº 11.441, de 04 de janeiro de 2007, publicada no D.O.U. de 05/01/2007.
- Comentários à Lei nº 11.441/2007, por Flávio Romero Ferreira Soares, bacharel em Direito pela UNIP, janeiro de 2007. Em Jus Naigandi, portal jurídico.
- Cartório, em Wikipédia, a enciclopédia livre.
- Cadastro de Cartórios do Brasil para consulta por estado, município e atribuição, mantido pelo Ministério da Justiça.
- Pequeno Glossário Jurídico, Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais.
sáb 13 jan 2007
Brasil! A maior parte dele tem climas tropical e equatorial, apenas o sul tem clima temperado. O pessoal do Rio Grande do Sul, principalmente no inverno, deve saber o que é chuva congelante. Algo que Americanos, canadenses, europeus e outros tantos povos que moram em regiões da Terra sujeitas a climas frios e invernos com neve e gelo conhecem bem. E, tirando alguns espetáculos visuais propiciados pela chuva congelante, duvido que gostem.
Chuva congelante (freezing rain em inglês) é uma chuva que cai na forma líquida (em gotas super-resfriadas) mas congela ao sofrer impacto, formando uma camada de gelo no chão, telhados, árvores e qualquer outro objeto exposto ao tempo. A chuva congelante forma também pingentes e respingos de gelo — que em inglês se chamam icicles — em fios e bordas.
É pior do que neve, pois o gelo no chão fica escorregadio, dificultando perigosamente o caminhar e o tráfego de veículos. Além disso, o peso do gelo costuma tombar árvores e fiações. O gelo pode também causar estragos ao cair de locais mais altos, quando se acumula muito ou inicia o degelo.
Para saber mais:
- Chuva Congelante, postado por Luciana Svilpa, no blog “One Hot Mama”, Fotos de Seattle, EUA, 5 de janeiro 2004.
- Nevada de 2006: Neve granular, pelotas de neve e flocos, em Metsul – Climatologia Urbana.
- Freezing rain (em inglês), por Wikipedia, the free encyclopedia.
- freezing rain (em inglês), em AMS Glossary, American Meteorological Society.
- Freezing Rain Description (em inglês), por National Weather Service Forecast Office, Governo dos EUA.
- Freezing Rain — supercooled droplets freezing on impact (em inglês), em Precipitation online meteorology guide, Wether Wolrd 2010 project (WW2010), University of Illinois, EUA.
- O que causa chuva congelante (em inglês), em Weather Questions.
- Freezing Rain (em inglês), por Safety Health Publishing, 1997.
- Icicles (fotos), em Weather Photography.
sex 12 jan 2007
A Febraban, Federação Brasileira de Bancos, divulgou em 07/12/2006 um informativo chamado Os 20 mandamentos do Natal eletrônico seguro. Muito a calhar na época das compras de final de ano, as orientações são simples, diretas, práticas e efetivas sempre, para que você evite ser uma vítima dos fraudadores bancários.
Além desse informativo, a Febraban tem disponível um cartilha chamada Guia de Segurança, com diversas dicas úteis de segurança para clientes bancários.
Fonte: Febrabran emite lista com orientações sobre segurança online, 07/12/2006, Info CORPORATE Notícias.
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