setembro 2006


Lula, Alckimin, Heloísa e Buarque fazem suas propostas para TI e Telecom, artigo e íntegra das entrevistas, por IT Web, 29/09/2006.

Candidatos à Presidência da República respondem reivindicações de associações do setor de Tecnologia da Informação (TI).

A reportagem da InformationWeek divulgou na edição 168 (28/09) uma matéria confrontando as reivindicações de associações do setor com os programas de governo de Luis Inácio Lula da Silva, Geraldo Alckmin, Heloísa Helena e Cristovam Buarque. No IT Web você confere a integra das entrevistas. São doze questões, formuladas em conjunto com Softex, Abinee, Abes e Telcomp.

[Atualizado em abril 2007 (CMU 0.6.3), março 2008 (CMU 0.6.3a), abril 2008 (LM 1.106), outubro 2009 (CMU 0.7.0 e LM 2.004).]

Dr. Donald E. Knuth, professor emérito da Universidade de Stanford University na “Arte de Programação de Computadores”, é um dos papas da ciência da computação, autor da célebre série de livros The Art of Computer Programming, considerada uma “bíblia da computação”.

Em 1977, desapontado com a qualidade da tipografia então existente ao ver a prova da edição atualizada do seu segundo volume da série, Knuth se interessou por tipografia digital e acabou por criar todo um sistema para composição digital de textos. Os frutos desse trabalho incluem outra série de livros denominada Computers and Typesetting, o sistema METAFONT para a definição vetorial de fontes, e o sistema de composição de documentos TeX. Até hoje, o ambiente programável LaTeX, desenvolvido desde 1985 por Leslie Lamport a partir do TeX, é largamente utilizado no meio acadêmico, sendo em muitas universidades um padrão para escrita de artigos, monografias e outros documentos técnico-científicos.

Para o sistema TeX, Knuth criou com o METAFONT uma família de fontes denominada Computer Modern, atualizada em 1992. Com alto contraste entre elementos finos e grossos, estas fontes são muito elegantes, agradáveis e legíveis, além de contemplar toda a gama de símbolos matemáticos, letras gregas etc.

Se você é um “mero mortal” que utiliza OpenOffice Writer, Word ou outro editor de documentos, mas gostaria de utilizar a gloriosa família de fontes Computer Modern, a boa notícia é que existem projetos que migraram as fontes para formatos como o OpenType, para uso geral em Windows, Linux e outros sistemas operacionais, com suporte a alfabetos internacionais latinos (caracteres acentuados) e Unicode.

Latin Modern (LM) por GUST Polônia

O GUST, Grupo de Usuários do Sistema TeX da Polônia, mantém o projeto The Latin Modern (LM) Family of Fonts.

As fontes Latin Modern são derivadas das famosas fontes Computer Modern criadas por Donald E. Knuth e publicadas pela primeira vez pela American Matematical Society (AMS) em 1997. Uma das principais extensões foi a adição de um extensivo conjunto de caracteres diacríticos, cobrindo vários conjuntos de caracteres baseados no Latino, a maioria europeus, mas também outros como Vietnamita. Este projeto é de autoria de Bogusław “Jacko” Jackowski e Janusz M. Nowacki a.k.a. “Ulan”, apoiado em assuntos de LaTeX por Marcin Woliński.

A família Latin Modern é constituída por 72 fontes texto, publicadas com MetaType1 sources, mais 20 fontes matemáticas. As 72 fontes de texto definem 40 tipos diferentes, sendo as demais variações de corpo em um mesmo tipo. Agrupando os tipos nas variações normal, negrito e itálico (algumas não tem todas as variações) resulta em 14 fontes distintas, conforme ilustrado: 6 monoespaçadas, 5 romanas (com serifa) e 3 sem serifa.

A família é distribuída na forma de um conjunto de fontes Postscript Type1 e conjuntos de arquivos de métrica TEX para diversas codificações de caractere. As fontes também estão disponíveis no formato Open Type (OTF), prontas para uso em processadores de documentos WYSIWYG populares.

As fontes Latin Modern são lançadas sob a GUST Font License (GFL), que é licença livre, legalmente equivalente à LaTeX Project Public License (LPPL), versão 1.3c ou posterior.

Computer Modern Unicode (CMU) por Andrey V. Panov

Já o russo Andrey V. Panov criou as Computer Modern Unicode fonts, com total suporte a caracteres acentuados e alfabetos internacionais Unicode.

A versão mais recente do trabalho de Panov, lançada em junho de 2009, pode ser baixada gratuitamente no repositório de software livre SourceForge – projeto cm-unicode, em diversos formatos abertos de definição de fonte, inclusive o OpenType (OTF), suportado na plataforma Microsoft desde o Windows 2000. Veja em Fontes Computer Modern (TeX) Unicode um passo-a-passo de instalação em Windows.

Dica: Para baixar o pacote compactado cm-unicode-*-otf.tar.gz, você precisará de um descompactador que suporte compactação GZip, como PowerArchiver e 7-Zip para Windows, ou gunzip nas plataformas Unix/Linux. Para compactação xz que passou a ser utilizada no pacote 0.7.0, utilize PowerArchiver (2011 ou superior) ou PeaZip em Windows, ou o XZ Utils em Unix/Linux.

A família CMU provê oito fontes distintas, com suas variações de normal, negrito e itálico (assim como a família LM, algumas não incluem todas as variações): duas sem serifa, quatro com serifa e duas monoespaçadas.

O catálogo de fontes do LaTeX

Uma relação extensiva de fontes disponíveis para o LaTeX pode ser encontrado com exemplos no The LaTeX Font Catalogue, no Grupo de Usuários TeX da Dinamarca. O principal repositório dos arquivos de fontes é o Comprehensive TEX Archive Network (CTAN) tex-archive/fonts.

Várias das fontes estão disponíveis em formato OpenType, que pode ser instalado para uso geral no Windows.

Referências

Para saber mais (maioria dos links em inglês):

Eu não esperava novas detecções decorridos mais 4 dias, 18 desde o início da nova rodada de acompanhamento da detecção de 5 fraudes por antivírus, usando VirusTotal.com. Para minha feliz surpresa, novidades do front.

Eis as novidades destes 4 dias, para cada um dos cinco programas de fraude:

  1. McAfee e Norman mudaram a classificação do artefato.
  2. Avast passou a detectar.
  3. Nenhuma novidade para a terceira fraude.
  4. Avast e Symantec, ambos saindo do zero, passaram a detectar. Authentium, F-Prot e F-Prot4 mudaram a classificação.
  5. Avast, F-Prot4 e Symantec passaram a detectar.

Resumo: 6 novas detecções, 5 novas classificações. 7 antivírus detectam as cinco ameaças, 6 detectam quatro ameaças, 3 detectam três, 3 detectam duas, 4 detectam só uma e 4 continuam não detectando nenhuma das ameaças (ClamAV, eTrust-InoculateIT, eTrust-Vet, Sophos).

Listagem detalhada de detecções por antivírus, atualizada (* asterisco indica alguma detecção imprecisa):

  • [5] AVG – PSW.Banker2.OKF / Downloader.Generic2.NZJ / Downloader.Generic2.OFA / PSW.Banker2.NVW / Downloader.Generic2.NXA
  • [5*] BitDefender – Trojan.Spy.Banker.BSU / BehavesLike:Trojan.Downloader / Trojan.Downloader.Delf.ZH / Generic.Banker.VB.ACE368E3 / BehavesLike:Trojan.Downloader
  • [5] Ewido – Logger.Banker.bsu / Not-A-Virus.Exploit.Win32.DComII.a / Downloader.Banload.bip / Logger.Bancos.xc / Not-A-Virus.Exploit.Win32.DComII.a
  • [5] Fortinet – Spy/Banker!08463 / W32/Small.DLI!tr.dldr / W32/Banload.BIP!tr.dldr / Spy/Bancos!04853 / W32/Banker.DLI!tr.dldr
  • [5] Kaspersky – Trojan-Spy.Win32.Banbra.jp / Trojan-Downloader.Win32.Small.dli / Trojan-Downloader.Win32.Banload.bip / Trojan-Spy.Win32.Bancos.xc / Trojan-Downloader.Win32.Small.dli
  • [5] Norman – W32/Banker.AMXQ / W32/DLoader.AVMB / W32/Banload.GOB / Bancos.KPU / W32/Banker.AMCT
  • [5] VBA32 – Trojan-Spy.Win32.Banbra.jp / Trojan-Downloader.Win32.Small.dli / Trojan-Downloader.Win32.Banload.bip / Trojan-Spy.Win32.Bancos.xc / Trojan-Downloader.Win32.Small.dli
  • [4] AntiVir – TR/Spy.Banker.BSU.12 / TR/Dldr.Small.dli.7 / TR/Dldr.Delf.ZH.10 / não / TR/Dldr.Small.dli.8
  • [4*] CAT-QuickHeal – (Suspicious) – DNAScan / (Suspicious) – DNAScan / (Suspicious) – DNAScan / não / (Suspicious) – DNAScan
  • [4] McAfee – PWS-Banker.gen.i / PWS-Banker.dldr / não / PWS-Banker.gen.i / PWS-Banker.bj
  • [4] NOD32v2 – a variant of Win32/Spy.Banker.ANV / Win32/TrojanDownloader.VB.NGD / Win32/TrojanDownloader.Banload.NIB / probably a variant of Win32/Spy.Bancos.U / Win32/TrojanDownloader.VB.NGQ
  • [4*] Panda – Trj/Banker.EKM / Suspicious file / Suspicious file / não / Trj/Nabload.MK
  • [4] UNA – Trojan.Spy.Win32.Banbra.470A / TrojanDownloader.Win32.Small.7650 / TrojanDownloader.Win32.Banload.A0 / não / TrojanDownloader.Win32.Small.4550
  • [3*] F-Prot – não / não / could be infected with an unknown virus / security risk named W32/Banker.XCA / security risk named W32/Downloader.AGOW
  • [3*] Authentium – não / não / could be infected with an unknown virus / W32/Banker.XCA / W32/Downloader.AGOW
  • [3] Avast – não / Win32:Small-BXK / não / Win32:Bancos-WD / Win32:Small-BXK
  • [2] DrWeb – BACKDOOR.Trojan / não / Trojan.DownLoader.12831 / não / não
  • [2] F-Prot4 – não / não / não / W32/Banker.XCA / W32/Downloader.AGOW
  • [2] Symantec (Norton) – não / não / não / Infostealer.Bancos / Downloader.Trojan
  • [1] Ikarus – não / não / não / Backdoor.Win32.Radmin.w / não
  • [1] Microsoft – TrojanSpy:Win32/Banker!F2E6 / não / não / não / não
  • [1] TheHacker – não / não / não / Trojan/Spy.KeyLogger.bp / não
  • [1] VirusBuster – não / não / não / TrojanSpy.Bancos.AKV / não
  • [0] ClamAV
  • [0] eTrust-InoculateIT
  • [0] eTrust-Vet
  • [0] Sophos

A empresa de segurança Symantec divulgou em 25 de setembro passado a décima edição de seu Internet Security Threat Report, que analisa e discute a atividade de ameaças na internet durante os últimos seis meses. O relatório cobre ataques, vulnerabilidades, código malicioso, fraudes (phishing), spam, riscos de segurança e tendências futuras.

A nota de imprensa da Symantec para divulgação do lançamento diz que o relatório demonstra que os ataques cibernéticos têm focado principalmente usuários domésticos para ganho financeiro. Os brasilieiros, infelizmente, que o digam! Quase totalidade das fraudes por e-mail circuladas no Brasil visa induzir os desavisados a instalar programas roubadores de senha de bancos brasileiros. A nota também destaca o crescimento das vulnerabilidades em aplicações de desktop.

Com o aumento das fraudes bancárias, a Symantec já criou no seu portal em inglês até um hot-site específico sobre Transações na Internet com Segurança.

[Atualizado em 17/09/2007.]

Flash Player 9

O novo Flash Player 9 (versão 9.0.48.0, de 16/01/2007) para Linux está disponível, bastando instalar o pacote flashplugin-nonfree, no repositório Não-livre (Multiverse) do Ubuntu 7.04 (Feisty Fawn). Flash Player 9 foi também portado retroativamente (backported) para Ubuntu 6.06 LTS e 6.10.

Vídeo e som no Flash Player 9 funcionam de imediato com Firefox 2 do Ubuntu 7.04, sem necessidade de pacotes ou configurações adicionais.

Você deve obter o Flash Player de uma destas fontes:

  • Recomendado: Instalando o pacote flashplugin-nonfree do repositório Não-livre (Multiverse) do Ubuntu, utilizando um gerenciador de pacotes — Synaptic em modo gráfico, aptitude em modo texto, apt-get em linha de comando.
  • Baixando diretamente da Adobe e instalando manualmente, a partir de Adobe Flash Player Centro de download, ou de Adobe Web Player Alternates – Linux.
  • Baixando e instalando manualmente, de macromedia.mplug.org.

Flash Player 7 com Firefox 1.5 e Ubuntu 6.06

Se você tiver instalado o plug-in para Firefox Flash Player 7 Linux (versão 7.0.68 de setembro/2006), para exibir animações e vídeos em Flash dentro do Firefox 1.5 em Linux Ubuntu, recomendo fazer as devidas atualizações de Flash e Firefox.

Nas versões antigas com Ubuntu 6.06 LTS, você pode ter a decepção — como eu tive — de não ter sons reproduzidos e dos vídeos em Flash travarem após tocar apenas 1 ou 2 segundos. Escavando um bocado na Internet, eu encontrei duas soluções distintas. Após aplicar ambas, os fluxos Flash vídeos passaram a tocar continuamente e com som no Firefox 1.5.0.7 do Ubuntu 6.06.

Configurar Firefox para alsa-oss

  1. Instale o pacote alsa-oss. Comando utilizando aptitude:
    $ sudo aptitude install alsa-oss
  2. Edite o arquivo /etc/firefox/firefoxrc e altere o DSP de “none” para “aoss”. Usando o editor gedit, por exemplo:
    $ sudo cp -p /etc/firefox/firefoxrc /etc/firefox/firefoxrc.backup
    $ sudo gedit /etc/firefox/firefoxrc

    FIREFOX_DSP=”aoss”
    
  3. Reinicie o Linux.

Acertar dependências ESD para Flash

  1. Crie o link simbólico /usr/lib/libesd.so.1 da biblioteca procurada pelo Flash:
    $ sudo ln -s /usr/lib/libesd.so.0 /usr/lib/libesd.so.1
  2. Crie um arquivo /tmp/.esd/socket esperado pelo Flash:
    $ sudo mkdir -p /tmp/.esd/
    $ sudo touch /tmp/esd/socket

Depois de tudo configurado, abra o Firefox, navegue por exemplo para YouTube ou Google Video e teste se os fluxos de vídeo em Flash tocam com imagem e som sem problemas.

Para saber mais (em inglês):

Quer ver um vídeo de animação que traz uma ótima mensagem de reflexão sobre o voto, mas com muito humor?

Então assista o Melô da Eleição (duração 3 min), com a Egüinha Pocotó, em brasileirospocoto.com.br, de Luciano Pires.

Desde o Windows 95, a Microsoft oferece para download gratuito alguns utilitários extras para o Windows, desde inutilidades simpáticas até pequenos recursos que podem ser bem úteis, chamados Windows PowerToys (“brinquedos poderosos para Windows”).

No PowerToys para Windows XP, porém, ficou de fora um recurso bem interessante que havia no PowerToys para Windows 95: o “Enviar para Clipboard As Name”, que permite enviar os nomes competos de arquivos selecionados no Windows Explorer para a área de transferência, de forma prática pelo menu de contexto “Enviar para”.

Acontece que este recurso do Windows 95 PowerToys ainda funciona perfeitamente no XP. Para utilzá-lo, faça o seguinte:

  1. Baixe (faça download) o arquivo W95powertoy.exe, selecionando o botão “Download Now” na página Windows 95 Power Toys Set.
  2. Execute W95powertoy.exe obtido. Ele é um auto-descompactar que vai extrair na pasta atual os arquivos para instalação dos PowerToys do Windows 95.
  3. para instalar apenas o recurso de enviar para a área de transferência (não é recomendável instalar todos os outros sem haver garantia de compatibilidade com as versões mais recentes de Windows), selecione com o botão direito do mouse o arquivo SENDTOX.INF.
  4. No menu de contexto aberto para o arquivo, escolha “Instalar”.
  5. Aguarde os rápidos procedimentos automáticos. Ao final, é exibida uma janela com informações (em inglês) sobre o utilitário, que se chama SendToX PowerToy.

Pronto. A partir de agora, quando você selecionar um ou mais arquivos no Windows Explorer, pode clicar com o botão direito e escolher, no menu de contexto: Enviar para » Clipboard as Name. Depois, é só colar o(s) nome(s) de arquivo copiados no local desejado (exemplo: Bloco de Notas).

Referências:

[Atualizado em 2008-01-04.]

O suporte a idiomas e configurações regionais internacionais — a chamada localização ou locale — nos sistemas operacionais e seus aplicativos envolve uma série de aspectos, como: tradução de mensagens; formatos de data, número e moeda; codificação de caractere.

O Ubuntu Linux é uma excelente distribuição livre baseada na Debian, com bom suporte a dispositivos, aplicativos e idiomas. Porém, esta distribuição pode trazer uma pequena dificuldade no suporte ao Português do Brasil: a codificação de caractere. Verifiquei existência dessa situação nas versões do Ubuntu 6.06 LTS (codinome Dapper Drake) e 7.04 (Feisty Fawn). Pode ocorrer em outras versões, mas não testei.

Eis aqui do que se trata e como resolver eventual dificuldade ou incompatibilidade.

Codificação de caracteres

Codificação de caractere é um aspecto técnico existente nos computadores e dispositivos digitais em geral. Para entendê-lo, é preciso saber que toda informação em um computador é armazenada como “bits e bytes”, ou trocando em miúdos, codificada como códigos numéricos. O byte ou octeto é um conjunto de 8 bits (dígitos binários = 0 ou 1) que pode ser representado como um número inteiro entre 0 (00000000) e 255 (11111111).

Cada caractere textual — letra (maiúscula ou minúscula. acentuada ou não), algarismo e símbolo — com o qual o computador lida deve ser representando como um número para que possa ser armazenado em arquivo, transmitido em rede etc. de forma padronizada. O sistema que define uma tabela padronizada com o conjunto de caracteres possíveis em determinado idioma e seus respectivos formatos de representação numérica é chamado codificação de caractere.

Para a maioria do mundo ocidental que usa o alfabeto latino ou romano, um Byte com seus 256 valores possíveis é suficiente para representar todos os caracteres mais comuns dos idiomas, incluindo as letras acentuadas. Existe um padrão internacional para essa codificação de caractere Ocidental denominado ISO/IEC 8859-1. É este padrão que Brasil, Portugal e outros países ocidentais de língua latina em geral utilizam em seus sistemas de computador, principalmente na plataforma Windows.

Alguns idiomas utilizam símbolos e acentuações menos comuns do alfabeto latino e, para estes, existem variações do padrão ISO 8859, como o ISO-8859-15 entre outros. Já idiomas orientais como o japonês e o chinês podem possuir milhares de símbolos em seus alfabetos de forma que apenas um byte não consegue conter toda sua diversidade. Em função disto, existe um padrão internacional de codificação que contempla alfabetos do mundo todo, chamado Unicode (veja unicode.org) ou Universal Character Set (UCS).

Existem alguns formatos de codificação de caractere baseados no Unicode/UCS. Um é o UTF-16 (também conhecido como UCS-2), que usa 16 bits (ou 2 bytes/octetos) para representar os caracteres, o que permite 65526 possibilidades e assim comporta grande diversidade de alfabetos. Como UTF-16 é uma codificação bem diferente da ocidental comum que usa apenas 1 byte, a codificação UTF-8 tenta ser um meio-termo: usa 8 bits para representar os 128 caracteres ASCII básicos, 16 bits para caracteres latinos acentuados e alguns outros alfabetos (como Grego), e 3 ou 4 octetos para demais caracteres e alfabetos.

Assim, caracteres latinos acentuados têm código de 8 bits na ISO 8859-1 mas são codificados no UTF-8 com 16 bits. Ou seja, caracteres latinos acentuados são representados diferentemente em ISO 8859-1 e UTF-8. Os bytes resultantes armazenados são diferentes. Saber em que formato um arquivo ou conteúdo textual qualquer está representado/armazenado é essencial para interpretá-lo corretamente.

Problema e solução no Ubuntu

O problema é que, para o idioma Português do Brasil no Ubuntu (6.06 LTS, 7.04), a codificação de caractere definida como padrão foi a UTF-8, quando o padrão mais comum no país é o ISO-8859-1. O resultado prático dessa divergência é que alguns caracteres acentuados — lidos de arquivos gravados em ISO-8859-1, mas indevidamente interpretados como UTF-8 — não são exibidos corretamente, muitas vezes aparecendo como uma interrogação ou outros símbolos estranhos.

Para corrigir o problema, basta definir a codificação de caractere padrão como ISO-8859-1 no locale para Português do Brasil (pt_BR), conforme apresentado neste texto: ISO-8859-1 no Dapper (FINAL). Reproduzo os passos a seguir:

  1. Certifique-se que os seguintes pacotes estejam instalados:
    • language-pack-pt
    • language-pack-pt-base

    Para instalar, você pode usar o Gerenciador de Pacotes Synaptic (gráfico), ou executar esta linha de comando (requer sudo / permissão de root):
    $ sudo apt-get install language-pack-pt language-pack-pt-base

  2. Edite o arquivo /var/lib/locales/supported.d/local e adicione a seguinte linha no início do arquivo (requer sudo / permissão de root):
    pt_BR.ISO-8859-1 ISO-8859-1
  3. Edite o arquivo /etc/locale.alias e adicione a seguinte linha (requer sudo / permissão de root):
    pt_BR pt_BR.ISO-8859-1
  4. Edite o arquivo /etc/environment e altere o parâmetro LANG da seguinte forma (requer sudo / permissão de root):
    LANG="pt_BR"
  5. Atualize os locales, com o comando (requer sudo / permissão de root):
    $ sudo dpkg-reconfigure locales
  6. Para ativar imediatamente as novas configurações no ambiente gráfico, reinicie o seu X, com a seguinte combinação de teclas:
    [Ctrl] + [Alt] + [Backspace]
  7. Abra o arquivo ~.bashrc (no seu home) e adicione a seguinte linha no final do arquivo [NOTA: para mim, este passo não foi necessário]:
    source /etc/environment

Problemas similares

Agora que você já sabe da divergência entre os padrões de codificação de caractere ISO-8859-1 e UTF-8, saiba também que em vários outros ambientes pode ocorrer este problema, quando um conteúdo gravado em ISO-8859-1 é incorretamente classificado ou assumido como UTF-8, ou vice-versa, levando à exibição incorreta.

Um situação comum ocorre na web. Se você abrir uma página web e caracteres estranhos aparecerem no lugar da acentuação, é provável que a identificação de codificação de caractere da página tenha sido incorreta.

Em geral, a causa do problema é um erro de configuração no servidor web ou no sistema operacional deste, onde a codificação de caractere padrão esteja definida como UTF-8, mas a página web apresentada usa efetivamente ISO-8859-1, ou vice-versa. Isso faz com que o servidor web especifique no cabeçalho HTTP o conjunto de caracteres (Content-Type charset, conforme RFC 2616 seção 14.17) incorreto.

Outras vezes, a culpa é da própria página HTML, que pode ter informado o conjunto de caracteres incorreto em suas tags de configuração (meta http-equiv=”Content-Type” ou xml encoding). De uma forma ou de outra, a informação errada fornecida ao navegador web induz ao erro na exibição.

Nestes casos, primeiro tente a seleção automática de codificação, usando a opção de menu Exibir » Codificação » Selecionar automaticamente/Universal (Mozilla Firefox) ou Seleção automática (Internet Explorer). Se não funcionar, você pode contornar o problema de uma página ou site específico forçando manualmente a codificação de caractere, para UTF-8 ou ISO-8859-1, no menu Exibir » Codificação do navegador. Ao sair da página ou site problemático, lembre-se de retornar a codificação de caractere no navegador para automática.

Olhando à frente para internacionalização

Embora o padrão ISO-8859-1 seja atualmente muito adotado em arquivos texto no Brasil — em grande parte por coincidir com a página de código padrão do Windows em Português e outros países ocidentais — e comporte de forma satisfatória os caracteres acentuados do alfabeto latino ocupando um byte por caractere, ele não é uma imposição.

Em conteúdo e aplicações, principalmente na Internet, onde aspectos de internacionalização são importantes, o formato Unicode com a codificação UTF-8 é a principal alternativa quando se deseja ou se necessita uma codificação universal que comporte qualquer idioma.

Se sua prioridade não for compatibilidade com conteúdo legado em codificação ISO-8859-1 e sim suporte a internacionalização, o UTF-8 padrão do Ubuntu é opção adequada.

Para saber mais (maioria em inglês):

Decorridas duas semanas desde o início da nova rodada de acompanhamento da detecção de 5 fraudes por antivírus, usando o serviço VirusTotal.com, iniciada dia 9, fiz novo balanço dos testes.

Eis novos resultados, desde a atualização do dia 14, para cada programa de fraude:

  1. Norman (agora detecta todas) e UNA passaram a detectar a fraude. VBA32 evoluiu da suspeita para uma classificação precisa.
  2. McAfee passou a detectar. VBA32 deu diagnóstico mais preciso.
  3. DrWeb passou a detectar.
  4. VirusBuster, saindo do zero, passou a detectar esta fraude. Fortinet deu diagnóstico mais preciso.
  5. Authentium e F-Prot passaram a detectar.

Resumo: Pequena evolução, com 7 novas detecções. 7 antivírus agora detectam as cinco ameaças, 6 detectam quatro ameaças, 2 detectam três, 1 detecta duas, 5 detectam só uma e 6 continuam não detectando nenhuma das ameaças (Avast, ClamAV, eTrust-InoculateIT, eTrust-Vet, Sophos e Symantec).

Listagem detalhada de detecções por antivírus, atualizada (* asterisco indica alguma detecção imprecisa):

  • [5] AVG – PSW.Banker2.OKF / Downloader.Generic2.NZJ / Downloader.Generic2.OFA / PSW.Banker2.NVW / Downloader.Generic2.NXA
  • [5*] BitDefender – Trojan.Spy.Banker.BSU / BehavesLike:Trojan.Downloader / Trojan.Downloader.Delf.ZH / Generic.Banker.VB.ACE368E3 / BehavesLike:Trojan.Downloader
  • [5] Ewido – Logger.Banker.bsu / Not-A-Virus.Exploit.Win32.DComII.a / Downloader.Banload.bip / Logger.Bancos.xc / Not-A-Virus.Exploit.Win32.DComII.a
  • [5] Fortinet – Spy/Banker!08463 / W32/Small.DLI!tr.dldr / W32/Banload.BIP!tr.dldr / Spy/Bancos!04853 / W32/Banker.DLI!tr.dldr
  • [5] Kaspersky – Trojan-Spy.Win32.Banbra.jp / Trojan-Downloader.Win32.Small.dli / Trojan-Downloader.Win32.Banload.bip / Trojan-Spy.Win32.Bancos.xc / Trojan-Downloader.Win32.Small.dli
  • [5] Norman – W32/Banker.AWVT / W32/DLoader.AVMB / W32/Banload.GOB / Bancos.KPU / W32/Banker.AMCT
  • [5] VBA32 – Trojan-Spy.Win32.Banbra.jp / Trojan-Downloader.Win32.Small.dli / Trojan-Downloader.Win32.Banload.bip / Trojan-Spy.Win32.Bancos.xc / Trojan-Downloader.Win32.Small.dli
  • [4] AntiVir – TR/Spy.Banker.BSU.12 / TR/Dldr.Small.dli.7 / TR/Dldr.Delf.ZH.10 / não / TR/Dldr.Small.dli.8
  • [4*] CAT-QuickHeal – (Suspicious) – DNAScan / (Suspicious) – DNAScan / (Suspicious) – DNAScan / não / (Suspicious) – DNAScan
  • [4] McAfee – PWS-Banker.gen.b / PWS-Banker.dldr / não / PWS-Banker.gen.i / PWS-Banker.bj
  • [4] NOD32v2 – a variant of Win32/Spy.Banker.ANV / Win32/TrojanDownloader.VB.NGD / Win32/TrojanDownloader.Banload.NIB / probably a variant of Win32/Spy.Bancos.U / Win32/TrojanDownloader.VB.NGQ
  • [4*] Panda – Trj/Banker.EKM / Suspicious file / Suspicious file / não / Trj/Nabload.MK
  • [4] UNA – Trojan.Spy.Win32.Banbra.470A / TrojanDownloader.Win32.Small.7650 / TrojanDownloader.Win32.Banload.A0 / não / TrojanDownloader.Win32.Small.4550
  • [3*] Authentium – não / não / could be infected with an unknown virus / W32/Banker.WCI / W32/Downloader.AGOW
  • [3*] F-Prot – não / não / could be infected with an unknown virus / security risk named W32/Banker.WCI / security risk named W32/Downloader.AGOW
  • [2] DrWeb – BACKDOOR.Trojan / não / Trojan.DownLoader.12831 / não / não
  • [1] F-Prot4 – não / não / não / W32/Banker.WCI / não
  • [1] Ikarus – não / não / não / Backdoor.Win32.Radmin.w / não
  • [1] Microsoft – TrojanSpy:Win32/Banker!F2E6 / não / não / não / não
  • [1] TheHacker – não / não / não / Trojan/Spy.KeyLogger.bp / não
  • [1] VirusBuster – não / não / não / TrojanSpy.Bancos.AKV / não
  • [0] Avast
  • [0] ClamAV
  • [0] eTrust-InoculateIT
  • [0] eTrust-Vet
  • [0] Sophos
  • [0] Symantec (Norton)

O Tutorial Tomcat – Instalação e Configuração Básica, o artigo técnico mais visitado em meu endereço web pessoal, teve sua Revisão 22. Trata-se de uma pequena atualização, onde foram incluídas referências para livros sobre Tomcat e informações sobre a nova plataforma Java EE 5.0, que inclui as especificações atualizadas Servlet 2.5 e JSP 2.1. Também foi atualizada a versão citada do Java SDK, para o JDK Update 8 lançado em 26 de julho, adicionados links para as tecnologias e produtos citados na seção “E agora?” e outros retoques.

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